Som, Prosa & Imagem

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O título do livro faz referência às imagens de índios ianomâmis na Amazônia identificados por placas numeradas, mas também à história da fotógrafa Cláudia Andujar, que, aos 13 anos, assistiu seus familiares e seu primeiro namorado terem suas roupas marcadas pelo partido nazista com uma estrela de Davi. A fotógrafa reconhece a semelhança estética dessa imagem com a dos ianomâmis: eles também foram marcados, mas pelo governo brasileiro, a fim de ganhar tratamento contra doenças dos brancos. Os registros de Cláudia, a princípio, não tinham uma intenção artística ou mesmo fotojornalística. Mas a partir da convivência com o povo ianomâmi surgiu a vontade de conhecer sua cultura e transmiti-la. Selecionadas entre 50 mil imagens feitas nos anos 1980, as fotografias deste livro foram expostas na 27ª Bienal de São Paulo e na galeria Vermelho.

Livro
Nova York para amantes da arte
Manhattan – Arte contemporânea e algo a mais/ Nessia Leonzini/ BEI / R$ 39
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Em viagem a Nova York, quando passear pelas galerias do Chelsea, não se esqueça de olhar para cima: em Midtown, preste atenção, por exemplo, à arquitetura de vidro branco leitoso de Frank Gehry para o edifício do IAC Headquarters. Depois, quando descer ao New Museum, em downtown, lembre-se que você está em outro marco arquitetônico da cidade, projeto da dupla japonesa Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa/SANAA . Com um olho na arquitetura e outro na arte, Nessia Leonzini oferece inúmeras possibilidades de roteiro para ver, ouvir, comer, consumir e comprar arte em Nova York.

DVD
Todo ouvidos
Chelpa ferro/ Carlos Nader/ Associação Cultural Videobrasil/ Todo ouvidos /R$ 25
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O grande mérito do grupo carioca Chelpa Ferro é provar que o som também faz parte da cultura visual. Afinal, o que os artistas plásticos Barrão e Luis Zerbini e o editor de som Sergio Mekler fazem, por mais estranha que possa parecer essa definição, é “plástica do som”. Se as instalações do Chelpa Ferro – apresentadas na Bienal de Veneza, na Bienal de São Paulo, entre diversos museus do mundo – são tão visuais quanto sonoras, então a mídia ideal para veicular o trabalho é mesmo o documentário. Dirigido pelo videoartista Carlos Nader, o vídeo é o sexto documentário da série Videobrasil Coleção de Autores.

Livros
Prosas de um supercurador
Entrevistas Vol. 1 e Vol. 2/ Hans Ulrich Obrist/ Editora Cobogó e Instituto Inhotim/ R$ 32
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Arte, encabeçando a lista dos 100 mais poderosos da revista “art review”, o curador suíço hans Ulrich obrist já fez mais de 150 exposições e hoje é codiretor da serpentine gallery, de londres. além de ser “o mais próximo de uma estrela de rock que um curador pode chegar” – segundo um crítico novaiorquino , obrist também é um apaixonado por entrevistas. “acho mais interessante ler entrevistas com artistas do que longos textos”, disse para o ilustrador robert crumb, em conversa reproduzida em “entrevistas”. publicadas em dois volumes, as conversas abrangem personalidades da arte, das ciências naturais e humanas. o poeta augusto de campos, o compositor Brian eno e o inventor do lsD, albert hofmann, estão entre as boas prosas deste “supercurador”.

Multimidia
Livre improvisação
Arte Brasileira Contemporânea: Um prelúdio/ Paulo Sérgio Duarte/ Silvia Roesler Edições de Arte/ R$ 150
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Para o contato com as artes visuais, nada melhor do que, simplesmente, olhar. É assim, propiciando um mergulho visual nas obras de 21 artistas brasileiros, que o cineasta Murilo salles convida o espectador a entrar no complexo, plural e nada evidente universo da arte contemporânea. com belíssimas imagens e sem narração, o vídeo integra o projeto multimídia “arte Brasileira contemporânea: Um prelúdio”, editado em livro, DVD e cD-roM e organizado pelo crítico paulo sergio Duarte. no livro, a cobertura salta para 80 artistas, que ganham verbetes biográficos, e o cD-roM traz a íntegra de entrevistas com 15 críticos de arte. os três produtos organizam os conteúdos na forma de arquivos, o que favorece a consulta de acordo com o interesse do leitor e privilegia a pesquisa individualizada.

Livro
História do grafite
A Arte de Jaime Prades / Editora Olhares / R$ 80
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Na história da recente arte brasileira, os anos 80 ficaram conhecidos como a década do “retorno à pintura” e ao prazer da visualidade, depois de muita arte conceitual. Jovens pintores surgiram em bienais, galerias, museus. na rua, não foi diferente: um grupo reinventou a pintura no espaço urbano, fazendo-a acontecer em projetos de intervenção urbana e de instalação ambiental. o grupo tupinãodá atuou de 1983 a 1991. “Diz a lenda que foi o primeiro coletivo de arte urbana do Brasil”, conta Jaime prates, que integrou o grupo ao lado de Zé carratu e carlos Delfino, entre 1984 e 1989. essa história está contada em “a arte de Jaime prades”, edição bilíngue que percorre 20 anos de carreira do artista paulistano.

Livro
O mundo transformado em imagem
A Fotografia – entre Documento e arte contemporânea/ André Rouille/ Editora Senac/ R$ 85
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Redator-chefe de “la recherche photographique”, publicação francesa destinada à reflexão e à pesquisa no campo fotográfico, andré rouille apresenta neste livro uma pesquisa de fôlego sobre a fotografia documental – desde sua utilização como instrumento de expedições militares, no século XiX, até sua recente apropriação pela arte contemporânea. a hegemonia do fotojornalismo, a fotografia como enunciado da verdade e a fotografia como ferramenta da arte estão entre os temas detalhadamente perscrutados pela lente obtusa deste autor.

Banco do Brasil espera alta de 20% na carteira de crédito em 2010


O Banco do Brasil espera registrar em 2010 um aumento da carteira de crédito de 20%, informou nesta segunda-feira o presidente da instituição, Aldemir Bendine. O executivo afirmou, em entrevista, que a economia brasileira "está passando por um momento extremamente positivo".

Ainda segundo ele, o crescimento na carteira de empréstimos do BB vai se dar sem alta nos índices de inadimplência. A instituição teve um salto de 41,1% na carteira de crédito no final de setembro, em comparação ao mesmo período do ano passado, chegando a 301,4 bilhões de reais. De acordo com Bendine, o crescimento da carteira nos últimos meses manteve o ritmo, sendo puxado pelo consumo.

Já para o vice-presidente de Finanças da instituição, Ivan Monteiro, o aumento da competição deve levar a uma tendência gradual de queda na rentabilidade do sistema financeiro, apesar da na manutenção de um ritmo elevado das operações de empréstimos. Segundo ele, esse movimento pode ser parcialmente compensado com aumento dos volumes de crédito, com taxas menores.

Sandra Bullock desbanca 'Lua Nova' nas bilheterias dos EUA



Nos cinemas americanos, a surpresa do fim de semana foi o mais novo filme de Sandra Bullock, The Blind Side, que tirou do topo da lista o sucesso de bilheterias Lua Nova, que estava em primeiro lugar havia duas semanas.
The Blind Side, uma comédia dramática baseada num fato real em torno do futebol americano, arrecadou 20,4 milhões de dólares no fim de semana nos Estados Unidos, enquanto o segundo filme da saga Crepúsculosomou 15,7 milhões de dólares. Desde a estreia, entretanto, a arrecadação de Lua Novasegue disparada na frente, com um total de 255,6 milhões de dólares nas bilheterias americanas comparados aos 129,3 milhões de dólares somados pelo longa de Sandra Bullock.
Na lista deste fim de semana, aparece ainda em terceiro lugar Brothers, protagonizado por Jake Gyllenhaal, Tobey Maguire e Natalie Portman, que obteve 9,7 milhões de dólares em seu primeiro final de semana nas salas. Em quarto, surge Um Conto de Natal, longa da Disney estrelado por Jim Carrey (7,5 milhões de dólares), seguido por Old Dogs, comédia com John Travolta e Robin Williams (6,9 milhões de dólares), fechando o top 5 das bilheterias americanas.

Por que é tão bom ser político no Brasil?


Vanderlei Luxemburgo gaba-se de ser um dos técnicos (ou o técnico) mais bem pagos do futebol brasileiro: são 500.000 reais ao mês, especula-se no mercado. Apesar da bolada, o treinador - nascido no Rio e que trabalha em Santos (SP) - se filiou, em julho, ao Partidos dos Trabalhadores (PT) de Tocantins e agora pode lançar candidatura ao Congresso. Comenta-se que quer trocar a alcunha "Luxemburgo, o estrategista" por "Vanderlei, o senador". Seu caso não é único. Os ex-atacantes Romário e Edmundo e o ex-pugilista Acelino de Freitas, o Popó, querem uma vaguinha na Câmara dos Deputados. Não é difícil imaginar por quê.Deputados e senadores recebem 14 salários de 16.500 reais ao ano, além de benefícios e outras mordomias. Mas esses não são o principal atrativo para os famosos que pretendem entrar na política. "O que essas pessoas procuram é notoriedade, ascensão social e circulação em extratos mais elevados da sociedade", afirma Roberto Romano, professor de ética e política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Some-se a isso ganhos como direito a foro privilegiado. O saldo do pacote de benefícios, portanto, parece bem vantajoso - seja o candidato famoso ou não.


O poder das emoções contra a dor


Aquele gesto simples de dar um beijinho no filho quando ele machuca o joelho é muito mais do que um ato instintivo. Ele de fato é capaz de aliviar a dor, assim como outros recursos não convencionais, incluindo aí o uso da imaginação e do bom humor. É isso o que estão revelando as novas pesquisas sobre a dor e sua relação com as emoções.
Cada um a seu modo, os trabalhos demonstram que a associação é mais forte do que se imaginava. Dessa forma, as constatações inauguram uma outra maneira de encarar e de tratar o sofrimento, na qual os sentimentos não podem ser desprezados. As evidências mais recentes do vínculo entre dor e emoção foram apresentadas na última semana.
 
Nos EUA, cientistas da Universidade da Califórnia divulgaram um estudo no qual verificaram que o amor é capaz de aliviar a dor. Em um experimento interessante, eles constataram que o simples pensamento em uma pessoa querida reduz o desconforto. Para chegar a essa conclusão, eles reuniram 25 estudantes da instituição que mantinham um namoro há mais de seis meses.
 
As jovens passaram pela seguinte experiência: enquanto recebiam um estímulo doloroso, olharam a foto do namorado, de um estranho e de uma cadeira.
 
“Quando estavam diante da figura do parceiro, manifestaram muito menos dor”, contou Naomi Eisenberger, diretora do Laboratório de Neurociência Afetiva e Social da universidade. Depois, a situação foi repetida, mas desta vez as estudantes seguraram a mão do namorado, de um estranho ou uma bola de tênis. E a dor também foi mais branda quando sentiam o toque da pessoa amada.
 
O outro dado veio do Canadá. Lá, cientistas da Universidade de Montreal verificaram que o cérebro pode ampliar a sensação na presença de sentimentos negativos. Eles colocaram 13 voluntários diante de imagens felizes (a prática de esqui em um lago, por exemplo), amedrontadoras (um urso enfurecido) e neutras (livros). Assim que viam cada uma das categorias, recebiam choques elétricos levemente dolorosos. Os pesquisadores registraram maior atividade da área cerebral vinculada à dor quando os participantes tinham emoções ruins, como o medo. E os voluntários de fato disseram sofrer mais nessas circunstâncias.
 
“Quando você está de bom humor, seu cérebro envia sinais para o corpo que reduzem a transmissão dos sinais dolorosos para as regiões do próprio cérebro onde a sensação será processada”, explicou à ISTOÉ Mathieu Roy, autor do trabalho. Este mesmo mecanismo ajuda a explicar as conclusões de outro estudo, conduzido nas universidades de Duke e da Carolina do Norte, ambas nos EUA. Publicado no jornal científico “Pediatrics”, o trabalho analisou a eficácia de um método cujo objetivo é estimular a imaginação para combater a dor. Ele foi batizado de imaginação guiada.
 
Os cientistas selecionaram 29 crianças com queixa de dor abdominal crônica de causa indefinida. Parte usou os remédios tradicionais. O outro grupo fez sessões do novo método diariamente, durante oito semanas. Eles ouviam CDs criados para incentivar a imaginação. Um, por exemplo, estimulava os pequenos a se verem flutuando em nuvens ou a pensar em coisas como uma pedra brilhante e aquecida que, quando colocada sobre o abdome, trazia alívio.
 
O efeito da imaginação foi impressionante. Entre as que usaram o recurso, 73% reportaram que a intensidade da dor havia sido reduzida à metade. Apenas 26% das crianças tratadas com as medicações tradicionais experimentaram o mesmo benefício. “As conclusões mostraram que a imaginação é um recurso eficaz, acessível e sem custo para tratamento da dor”, disse Miranda van Tilburg, professora da Divisão de Gastroenterologia da Universidade da Carolina do Norte e coordenadora do trabalho. No Brasil, a valorização das emoções começa a ganhar corpo.Em São Paulo, o terapeuta corporal Pedro D’Amico usa a técnica da visualização para ajudar.
 
A comerciante Mônica Menezes, 34 anos e grávida de oito meses, recorreu ao método para vencer as dores de cabeça que a atormentaram por cinco anos. “Os médicos não achavam uma causa física para o problema”, conta. “Mas percebi que ela surgia quando enfrentava contrariedades. Era uma consequência do modo como lidava com as emoções. Por isso, quando acordava triste, imaginava o calor e a luz do sol entrando em mim.”
 
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“Minha dor de cabeça surgia quando enfrentava contrariedades”
Mônica Menezes
 
  
A mente em ação
O que dizem os estudos sobre a relação entre a dor e as emoções
 
Um dos trabalhos avaliou a eficácia de uma técnica que incentiva a imaginação pensar em algo positivo, por exemplo.
Ela foi aplicada em 15 crianças com dor abdominal. Depois de oito semanas, a opção se revelou mais eficaz no abrandamento
da dor do que os remédios
 
No Canadá, os cientistas constataram que imagens relaxantes e o bom humor que proporcionam – diminuem a dor.
Ao contrário, quando se está ansioso ou com medo, ela aumenta
 
Outra pesquisa revelou que basta apenas olhar para a foto de uma pessoa querida para ter alívio. E quando há contato real segurar a mão do namorado, por exemplo , o resultado também é de redução do desconforto
 
Na Universidade do Missouri (EUA), 73% dos pacientes submetidos a um método que consiste na imposição de mãos sobre a área dolorida manifestaram níveis menores de dor, usaram menos remédios e dormiram melhor após as cirurgias pelas quais haviam passado

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