Fúria contra a receita


Dizendo-se numa carta indignado com o sistema de arrecadação de impostos de seu país, o americano Joseph Andrew Stack, 53 anos (no detalhe), ensandeceu: num gesto suicida, arremessou na quintafeira 18 o avião monomotor que pilotava contra o prédio da Receita Federal, em Austin, no Texas. Ele morreu, duas pessoas ficaram feridas e centenas delas entraram em pânico supondo tratar-se de um atentado terrorista. Ele era engenheiro de software e teve duas empresas fechadas devido à alta carga tributária. Antes de seu ato extremo, incendiou a própria casa. Deixou uma carta com o seguinte trecho: “Aqui tens, senhor Fisco, algo bem diferente: ofereço meus quilos de carne e sonhos felizes.”

A estrela do gelo


Chamada de “Tiger Woods do esqui”, referência ao ídolo do golfe nos EUA, a americana Lindsey Vonn, 26 anos, tem sido uma das  principais estrelas da Olimpíada de Inverno de Vancouver, no Canadá. Ela brilhou ao ganhar o tão aguardado ouro na prova feminina do downhill do esqui alpino (foto) e já conquistou admiradores definitivos – e aí conta a sua técnica aliada à sua incrível beleza. Lindsey  chegou a ser dúvida na equipe porque semanas antes da competição anunciou uma lesão na tíbia. A história da contusão talvez tenha sido uma  jogada de marketing de seus treinadores. Não importa. Agora, vale o ouro e a fama.

O suíço Michael Schmid primeiro campeão olímpico de skicross

O suíço Michael Schmid tornou-se neste domingo o primeiro campeão olímpico de skicross de estilo livre (esqui acrobático). Ganhou o ouro nos Jogos de Inverno de Vancouver-2010, seguido do austríaco Andreas Matt, que ficou com a medalha de prata, e do norueguês Audun Groenvold, bronze.

Café de Vancouver veta tabaco,Cannabis e álcool;

New Amsterdam Cafe, em Vancouver, exibe prateleira com bongs e lista com ítens que podem ser comprados - junto com aviso: não esqueça Foto: Reinaldo Marques/Terra
Centro de Vancouver. Na porta de vidro da casa, um cartaz de aviso: "não entram menores de 19 anos; deve ter foto de identificação válida; devido ao número limitado de lugares, permanência máxima de 90 minutos; dois dólares canadenses (cerca de R$ 3,50) é a consumação mínima por pessoa; não vendemos maconha aqui; não peça; aproveite sua visita".
O New Amsterdam Cafe tem quatro mesas e dois balcões. Público de faixa etária bem diversificada, mas predominantemente do sexo masculino. As únicas três mulheres estão rodeadas por 15 homens. Alguns dos clientes ficam sentados sozinhos, com o olhar longe. Outros fazem do local um ponto de encontro.
Um brasileiro aguarda outros três amigos menores de 19 anos, apesar da proibição do local. Eles batem cartão todos os dias no Cafe. Claro, fumam maconha, como a maior parte dos outros frequentadores. "Sou sempre eu que bolo (do verbo bolar, que significa enrolar o cigarro de maconha)", reclama um deles após a chegada do grupo.
O espaço muitas vezes serve como "esquenta" para a balada. Para outros, não passa de um lugar para fumar tranquilamente e tomar café - a bebida mais vista nas mesas. Afinal, no New Amsterdam Cafe é proibido consumir bebida alcoólica ou fumar cigarro de tabaco.
No balcão, um cinquentão tira um saquinho plástico do bolso e joga a erva sobre um jornal. Depois, junta para enrolá-la no papel de seda e fumar seu baseado sozinho. Cena muito comum no local.
Quem não tem papel de seda pode comprar ali mesmo. Existem de vários sabores. As pessoas que preferem usar bongs (cachimbos-d'água) também encontram várias opções, de diferentes cores e formatos, à venda.
Na cidade-sede dos Jogos de Inverno 2010 vigora um "código de conduta" entre a polícia local e os usuários. É liberado fumar nas ruas, nos parques, em shows, em ginásios e até dirigindo. O que não pode é ser pego em flagrante vendendo, comprando ou cultivando a erva. Por isso, os traficantes não comercializam o produto na porta do Cafe, mas a polícia não os pega na região por que não quer. Um dos adolescentes brasileiros sabe exatamente em quais pontos da praça, que fica em frente ao local, eles fazem plantão. E, segundo ele, não são poucos.
A facilidade de comprar maconha e liberdade é o que o atrai para o New Amsterdam Cafe. O consumo é feito ao som das bandas de rock Pink Floyd e Red Hot Chili Peppers e "sob os olhares" de dois dragões pendurados no teto. "As músicas chapam muito", diz outro jovem. Empolgado, ele ainda completa. "Olha aquele dragão. Eu 'piro' naquele dragão".
Às 21h, o lugar fica cheio. Pessoas de diversas nacionalidades e dos mais variados estilos começam a chegar. "Cada dia a gente conhece uma pessoa de um país diferente", conta um adolescente paulistano. Quem prefere ficar mais à vontade e se aconchegar em um sofá, basta pagar cinco dólares canadenses (R$ 8,70) e se acomodar no andar de cima, onde cabem 60 pessoas.
Depois de mais de três horas no local, o grupo brasileiro continua empolgado. Até que uma das funcionárias do estabelecimento abaixa o som e comunica: "dez minutos para fechar". Antes de se despedirem, garantem que quando voltarem ao País tudo será diferente, mas enquanto isso querem aproveitar a liberdade em terras canadenses. "Vem aí para a gente se encontrar. Estamos sempre entre 17 e 21h".

Morley Safer on Human Gullibility

If there is indeed a sucker born every minute, there are at least three con artists born every 30 seconds destined to take him for a ride. We are going through an epidemic of Pigeon Fever, "Ponzimonium," one government regulator calls it, variations on the scam initiated by Charles Ponzi almost a century ago.

Of course Bernard Madoff makes Mr. Ponzi look like a nickel and dime grifter. Even the mini-Madoffs, like Marc Dreier, were dealing and stealing in the hundreds of millions. The Texas financier Allen Stanford stands accused of a mere $7 billion racket. The FBI says that since the Haiti earthquake they’ve uncovered 170 Help Haiti charity scams.

Morley Safer's report airs on "60 Minutes" this Sunday, Feb. 14, at 7 p.m. ET/PT.

All of which begs the question: Why are we so gullible?

I asked that question of Ricky Jay, that master of sleight of hand and student of cons and conmen through the ages. For one thing, he says the smarter we are, or the smarter we think we are, the easier we are taken. He says: "For me, the ideal audience would be Nobel Prize winners…their egos tell them they can't be fooled. No one is easier to fool."

A look at the list of the Madoff victims would seem to confirm his contention.

I also asked the man who wrote the book on gullibility, literally, wrote the book. Stephen Greenspan, a psychologist and the authority on gullibility, is the author of "Annals of Gullibility: Why We Get Duped And How To Avoid It." Before he answered, he confessed that two days after receiving the first finished copy of his book from the publisher, he learned that he had lost $400,000 of his retirement nest egg to none other than Bernard Madoff.

Professor Greenspan - by the way, no relation to Alan Greenspan, one of the unwitting godfathers of the financial meltdown - says our defenses against conmen are compromised by anxiety, by that awful feeling that we are losing out, that others, friends, family are getting fabulously rich while we are just getting by.

In other words, it is the anxiety of envy and greed that drives us into the welcoming arms of Madoff, et al.

And then there are The Pigeons. Both the winged feathered kind, and the earthbound humanoids, waiting to be plucked.

It starts with Arlan Galbraith who hails from the northern reaches of Ontario, Canada, a plain-faced-salt-of-the-Earth fellow, who favors Iron Boy Overalls. Mr Galbraith traveled the breadth of Canada and rural America marketing a scheme that would make hard-pressed farmers rich. He exuded that charmless charm of Canadians, that excessive politeness and probity that drives them to say please and thank you to ATM machines.

Pigeons, pigeons would be the salvation of the family farm. Pigeons, pigeons for the dinner table. A pigeon in every pot, a balance in every bank account.

Galbraith claimed he had contracts for millions of birds for Asia and the Middle East. The Saudis were salivating for North American birds, and Mr. Galbraith's Pigeon King enterprise would satisfy the hunger.

It turned out there were no contracts, but Galbraith had taken in the neighborhood of $40 million from American and Canadian Farmers in exchange for what he called breeding stock, pairs of pigeons he sold them before Pigeon King went bankrupt.

I asked Aaron and Joline Humbert, Ohio farmers who had borrowed a quarter of a million dollars from their bank to get in on the pigeon bonanza if they felt guilty, or stupid about the investment.

"Yeah," Aaron said, "I shoulda gone to Vegas and put it all on red."

"Perdi a batalha, mas não a guerra."

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FUTURO INCERTO
Zelaya desembarca na República Dominicana
Com a promessa de que retornará a Honduras quando a poeira da crise política baixar, o ex-presidente Manuel Zelaya finalmente abandonou as dependências da embaixada brasileira em Tegucigalpa no final da tarde da quarta-feira 27, rumo ao exílio. Sua saída encerrou um dos capítulos mais constrangedores protagonizados pela política externa brasileira no atual governo. Zelaya passou 129 dias abrigado na sede diplomática, como parte de uma estratégia articulada com o Brasil e a Venezuela para reconduzi-lo ao poder. Não deu certo. “Sorte que acabou. Era uma situação muito esdrúxula ter, por tanto tempo, a embaixada ocupada por um político que transformou o local em palanque para suas ideias”, afirma o embaixador José Botafogo Gonçalves, presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais. Em carta enviada ao presidente Lula, Zelaya agradeceu a hospitalidade e renovou os pedidos de apoio. Ele espera que o Brasil não reconheça o novo presidente de Honduras, Porfírio Lobo. “A única condição era que Zelaya voltasse. Agora, veremos como as coisas evoluem”, afirma o chanceler Celso Amorim. “O novo presidente foi eleito pelo voto popular. Não se deve esperar muito tempo para reconhecê-lo”, recomenda Botafogo Gonçalves. O episódio ensina que na América Latina há cada vez menos espaço para aventuras políticas à la Chávez. Zelaya foi derrubado depois de tentar convocar um referendo que pretendia alterar a Constituição e permitir a reeleição no país. “Os governos que defendem reeleições sucessivas devem extrair uma lição disso tudo”, diz o embaixador. No discurso de posse, Porfírio Lobo buscou tranquilizar os hondurenhos e a comunidade internacional. “Vamos ficar quatros anos. Nem um dia a mais”, garantiu. O cientista político Alcides Costa Vaz, da UnB, defende mais cautela por parte do Itamaraty e diz que Zelaya e o governo venezuelano foram os maiores derrotados.
Protegido por um salvo-conduto concedido pelo novo presidente hondurenho, Zelaya partiu rumo à República Dominicana. Lá, passará uma temporada como “hóspede especial”, para, em seguida, estabelecer-se no México a fim de pleitear uma vaga no Parlamento Centro-americano – fórum político criado em 1991 para analisar as condições básicas de democracia e integração da região. Dali, com salário e regalias de exchefe de Estado, ele tentará pavimentar sua volta à cena política hondurenha dentro de quatro anos. “Voltaremos!”, declarou aos cerca de dez mil seguidores que se reuniram para a despedida. Zelaya tirou o chapéu de fazendeiro e baixou os olhos antes de embarcar para Santo Domingo. “Perdi a batalha, mas não a guerra”, desabafou a assessores. Para especialistas, sua saída do país não apagará a lembrança do golpe de que foi vítima em 28 de junho, mas ajuda na solução da crise hondurenha. Na opinião do sociólogo hondurenho Ramón Salgado, embora a crise diplomática tenha sido resolvida, internamente o país ainda tem contas a acertar. “A ferida institucional levará um tempo para cicatrizar. Não sabemos se Porfírio Lobo conseguirá compor um verdadeiro governo de união nacional”, avalia. Aliados de Zelaya, por exemplo, prometem tirar o sono do governo. “Este espetáculo da democracia foi organizado pelas mesmas forças que privaram do poder o legítimo chefe de Estado, acusando-o de violar a Constituição”, ironiza o advogado Fredin Funes, representante da Frente de Resistência Nacional.
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Outra parte do problema está na política de “reconciliação”. Porfírio Lobo decretou uma anistia política aos envolvidos no golpe e a Suprema Corte cancelou os processos contra os militares que planejaram a ação. “O que estamos vendo não é reconciliação, mas impunidade”, diz  Márcia Aguiluz, da organização Centropela Justiça e o Direito Internacional. Ela lembra que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA denunciou violações no país. “Nossa preocupação é que usem a anistia para passar uma borracha no que aconteceu”, afirma Márcia. O novo presidente, por sua vez, prometeu a criação de uma Comissão da Verdade para apurar as violações e punir os responsáveis. Parece que Honduras começa a trilhar novamente o caminho da democracia. 


Além do limite

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No último mês, quatro cidades próximas da região metropolitana de São Paulo ganharam atenção especial por conta das inundações, que já se tornaram uma rotina na capital paulista. Apesar de, estatisticamente, Atibaia, Bragança Paulista, Nazaré Paulista e Vargem – que juntas somam pouco mais de 280 mil habitantes – estarem bem distantes dos números superlativos de estragos na capital, as cheias que atingiram esses municípios suscitaram uma questão até então ausente do debate público: o papel das represas em períodos de muita chuva. Operando no limite, as barragens paulistas foram obrigadas a abrir suas comportas, ampliando ainda mais os estragos causados pelos temporais intensos e constantes que atingem toda a região metropolitana de São Paulo desde o início de dezembro. Com o aumento das águas causado por uma decisão do poder público – que deveria, em última instância, ter instrumentos para evitar problemas como esses – emergiu também a discussão sobre a capacidade do Estado de gerir essas represas e garantir a segurança da população que vive em seu entorno. Responsável pelo fornecimento de 50% da água consumida pela região metropolitana de São Paulo, as cinco represas que compõem o sistema Cantareira estão operando com quase 100% de sua capacidade.
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BARBEIRAGEM
Abertura tardia das comportas de Atibainha alagou a cidade de Nazaré Paulista
Por conta do nível recorde, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo determinaram à Sabesp o aumento da vazão das águas das represas de Jaguari, Cachoeira e Atibainha em meados de dezembro. A medida visou evitar que as represas transbordassem e causassem um estrago imensurável às cidades próximas, caso viessem a se romper. O feito conseguiu manter a estabilidade das barragens, mas ampliou os alagamentos e evidenciou que o sistema não está preparado para tanta chuva. “O problema é que a Sabesp   esperou chegar ao limite para abrir as comportas”, diz Fabiane Santiago, prefeita de Piracaia e vice-presidente do Consórcio das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. A Sabesp só tomou a decisão de abrir as comportas das represas por conta da recomendação da ANA, mesmo com os níveis chegando muito próximos ao limite. A explicação para o que parece ser uma negligência,   segundo a companhia, é que ações de prevenção como essa só podem ser tomadas por decisão da agência reguladora. “Obedecemos às agências”, diz Paulo Massato, diretor da Sabesp responsável pela região metropolitana da cidade de São Paulo. “Sem a determinação delas nós não podemos fazer nada.” Além da baixassem os níveis, a concentração das chuvas também pegou a Sabesp no contrapé. “Choveu muito, enfrentamos uma situação diferente, acima da média”, afirma Massato.
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ATRASO
Represas deveriam ter começado a liberar água em outubro
Diferente, mas não imprevisível. No início de outubro, dois meses antes de os temporais começarem, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou um alerta informando que já naquele momento o nível dos reservatórios era preocupante. “Recomenda-se começar a verter as águas para evitar enchentes catastróficas nos meses de dezembro a março”, alertava o documento, que só veio a público na última semana, em reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”. Também em outubro o Comitê das Bacias Hidrográficas de São Paulo alertava que, devido à previsão de chuvas intensas, as comportas das represas da região metropolitana de São Paulo deveriam ser abertas o quanto antes. A Sabesp não seguiu a recomendação na época e, quando começou a abrir as barragens, só na  metade de dezembro, o solo já estava encharcado e as chuvas já haviam feito estragos. Estragos que foram amplificados com a abertura das comportas. Em Atibaia, 15 bairros foram alagados e 165 famílias ainda estão desabrigadas. Em Bragança a 26 quilômetros de lá, cinco bairros da área rural ficaram cobertos de água e 13 famílias permanecem em abrigos da prefeitura. A pequena Nazaré Paulista, de pouco mais de 15 mil habitantes, teve alagada toda a região às margens do rio Piracicaba, que corta a cidade e onde está instalada a represa Atibainha. Em todas essas cidades a abertura das comportas foi diretamente responsável pelos contratempos que enfrentaram e continuam enfrentando por conta dos alagamentos. Mas, temendo que os problemas causados pelas barragens possam ganhar contornos de tragédia, muitos se dão por resignados diante da situação.
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“É melhor abrir a comporta do que a barragem romper”, diz o prefeito de Nazaré Paulista, Nenê Pinheiro. A Sabesp reconhece que foi alertada pelo Inpe e pelo Comitê de Bacias Hidrográficas de que poderia enfrentar problemas de monta neste verão. No entanto, a companhia garante que nada poderia ter sido feito. De acordo com a Sabesp, a pesquisa do Inpe é apenas qualitativa, ou seja, não diz com exatidão o volume de chuvas nem quando vão ocorrer. Por isso, diz a companhia medidas preventivas como a abertura de comportas, não podem ser tomadas. “Quanto vai chover e que dia vai chover ninguém pode informar”, diz Hélio Castro, subordinado de Paulo Massato na Sabesp e responsável direto pelo gerenciamento das barragens na região  metropolitana da cidade de São Paulo. Mais do que a incapacidade da Sabesp em determinar quando e em que dimensão as comportas das barragens devem ser abertas, o que surpreende é o fato de que, caso volte a chover como neste verão, todos os problemas se repetirão. Para a Sabesp, o que houve foi um caso atípico, que provavelmente não se repetirá no futuro e, por isso, não há nenhum plano de reestruturação das barragens para uma mudança climática  que provoque chuvas tão intensas como agora.
“As chuvas foram excepcionais, mas não há garantias de que isso volte a ocorrer”, diz Hélio Castro. “Eu duvido que alguém sustente a afirmação de que essas chuvas excepcionais continuarão existindo”, diz o superintendente, indo contra o senso comum no mundo científico de que o planeta está entrando em um período de extremos climáticos cada vez mais frequentes. A Agência Nacional de Águas (ANA) discorda de forma categórica da Sabesp. Para a ANA, mais do que discutir se de fato as chuvas aumentarão ou não, o momento é de se preparar para situações como as que estão ocorrendo. “Estamos buscando medidas operacionais e estruturais para flexibilizar as operações nos reservatórios”, diz Vicente Andreu, diretor-presidente da Agência Nacional de Águas. “Estamos nos preparando e o mais importante neste momento é aprimorar os procedimentos para o futuro.” As cerca de 280 mil pessoas que vivem sob o impacto direto das represas administradas pela Sabesp na região metropolitana de São Paulo com certeza concordam com a opinião de Andreu.


De volta pra casa


O panda gigante Tai Shan (raro exemplar de sua espécie) nasceu nos EUA, onde viveu até hoje – no zoológico nacional Smithsonian, em Washington. Ocorre, porém, que ele é fruto de pandas da China que foram levados para território americano e há um acordo entre os dois países a estabelecer que todo animal com ancestrais chineses tem de ser entregue ao governo chinês. Os pandas são uma espécie gravemente ameaçada de extinção.

A nova revolução de Jobs

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Às 16h de Brasília (10h da manhã em Nova York), um dos homens mais ricos e brilhantes do mundo apresentou sua mais nova invenção. Steve Jobs, dono da Apple, fez uma exibição do iPad, seu novíssimo tablet, com funções e utilidades revolucionárias e que deve mudar a maneira como usamos o computador. O iPad foi apresentado pelo próprio Jobs como “um produto mágico e revolucionário”. Não é exagero. A nova máquina de Jobs deve sepultar o Kindle – leitor de livros digital da Amazon – e os netbooks. E até os mais modernos laptops atualmente no mercado correm risco de caducar rapidamente. O gadget começará a ser vendido nos EUA em 60 dias e custará de U$ 499 a US$ 829, dependendo da configuração.
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Entre muitas outras coisas, o iPad tem a enorme vantagem de não possuir teclado. Ele só aparece se o usuário precisar. Se você quiser mandar um e-mail, por exemplo, basta tocar num determinado local na tela e um teclado digital surge à sua frente. Mas isso é só o início da brincadeira. Além de ser mais leve e menor do que um computador comum (o iPad é do tamanho de uma revista como a ISTOÉ), a nova criação de Jobs proporciona navegação na internet mais rápida e ágil e tem bateria para 10 horas de uso. O iPad também é excelente para escrever e ler e-mails, já que permite abrir a mensagem em tela inteira, facilitando a leitura. A máquina ainda tem funções para montar álbum de fotos, calendário, agenda e GPS, além de ser fantástica para quem gosta de assistir a filmes, clips e programas de TV. Tudo em HD. Durante a apresentação do produto, Steve Jobs demonstrou isso muito bem, ao exibir para o público, via iPad, o trailer do novo Star Trek, do qual, como todo bom nerd, ele é fã.


O candidato indeciso


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DESISTÊNCIA
Candidatura ao governo de São Paulo está praticamente descartada pelo deputado
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A música de Geraldo Vandré que se tornou hino da esquerda brasileira nos anos 70 diz que quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Pré-candidato à Presidência da República pelo PSB, o ex-ministro Ciro Gomes tem interpretado o famoso verso ao pé da letra, mas à sua maneira. Convencido de que tem a prerrogativa de fazer a hora de sua candidatura, exige que os aliados esperem a decisão acontecer. E assim vai levando à exasperação o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que torcem para que ele tome uma decisão o quanto antes, de preferência optando por abandonar a a corrida presidencial. Temem que a presença de Ciro impeça o crescimento da ministra Dilma Rousseff e que, a exemplo da eleição recente no Chile, um cenário com dois nomes da base aliada possa jogar água no moinho da  oposição. O exministro, porém, é de opinião diferente e seu partido também. “Entendemos que é melhor ter duas candidaturas no primeiro turno. Essa é a melhor tática. A soma das intenções de voto de Dilma e Ciro é extremamente favorável”, afirma o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ao receber o presidente Lula no Recife, na quarta-feira 27, o governador indicou que, apesar das pressões do PT, a estratégia do PSB, por enquanto, não será alterada. “A decisão cabe ao PSB e temos até o final de março para conversar a respeito com o presidente Lula. Tudo tem sua hora e não chegou a hora de mudar a tática que adotamos”, disse Campos, pouco antes do encontro oficial. “Hoje não vamos decidir nada”, concluiu. Bem sintonizado com a direção do PSB, Ciro Gomes, que chegou a Fortaleza na noite da segunda-feira 25 após férias na Europa, explicou a amigos que só anunciará seu destino eleitoral no início de março, num encontro que foi pré-agendado com o presidente Lula durante uma audiência realizada em setembro. “Nosso prazo é março”, confirma Eduardo Campos.
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“Entendemos que a melhor tática é ter duas candidaturas da situação no primeiro turno”
Eduardo Campos, governador de Pernambuco
Acredita-se, em Fortaleza, que, mesmo que mantenha a candidatura ao Palácio do Planalto, Ciro continuará a ser tratado como aliado pelo PT. E, na campanha, deverá sair em defesa das realizações de Lula, centrando fogo no nome apontado pela oposição. Está praticamente descartada a hipótese de Ciro Gomes sair candidato ao  governo de São Paulo, como desejava o presidente Lula, a contragosto das lideranças petistas do Estado. O ex-ministro chegou a mudar o domicílio eleitoral para São Paulo, mas ficou por aí. E a própria mudança de domicílio teve origem na preocupação do PSB com uma possível impugnação da candidatura à Presidência da República, pelo fato de Ciro ser irmão do governador do Ceará. Ciro assimilou rapidamente o entendimento de dirigentes do PT paulista de que a candidatura de um político de outro Estado seria uma aventura. Com seus assessores, Ciro comentou que faz política no Ceará há 30 anos e não teria nenhum sentido concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. A desistência de Ciro abre espaço para o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o neossocialista Paulo Skaf, que se filiou no final do ano passado ao PSB e já lançou seu nome como pré-candidato ao governo de São Paulo. Ao voltar da Europa, o ex-ministro afirmou que refletiu sobre a candidatura ao Planalto e “está muito animado com a campanha”. Na terça-feira 2, ele voltará a Brasília. Mas vai perder tempo quem cobrar de Ciro uma decisão. Por maior que seja a aflição do PT, a resposta definitiva só virá em março. Até lá ele manterá o papel de candidato indeciso.


O amor bandido de Bonnie e Clyde

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HISTÓRIA
Clyde e Bonnie em uma de suas fugas: o casal gostava de fotos
Os atores Warren Beatty e Faye Dunaway imortalizaram no cinema a história de crimes e amor de Bonnie Parker e Clyde Barrows, o mais famoso casal de gângsteres dos EUA, que na década de 1930 assaltou bancos, matou policiais (e não policiais) e mobilizou os órgãos de segurança americanos numa caçada sem precedentes – durou dois anos e terminou com a execução de ambos, 50 tiros em cada um, a provar que o glamour do banditismo  que se vê nas telas são corpos desfigurados de chumbo na vida real. O filme “Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967) se inspirou nessa história verídica, acrescentou-lhe charme e o tal glamour e contribuiu para mitificar a trágica trajetória desses dois jovens criados no Texas durante a grande depressão econômica e que embarcaram numa viagem violenta, apaixonada e suicida. Viagem sem volta e que eles sabiam, como falavam entre si, que acabaria em dois cês: “cage and coffin” (cadeia ou caixão). Passaram-se 75 anos e somente agora os arquivos referentes ao caso foram abertos pelo FBI, e neles há centenas de cartas trocadas por Bonnie e Clyde. É a partir desses documentos que o autor americano Paul Schneider escreveu “Bonnie & Clyde – A Vida por trás da Lenda”, livro que acaba de desembarcar nas livrarias  brasileiras.
Lúcida e fundamentada em fatose não em lendas, a obra nos dá uma descrição crua e realista de seus personagens. Ela mostra, por exemplo, os efeitos que uma das prisões teve sobre Clyde. Ele foi vítima de abusos sexuais e matou quem o violentava (atribui-se a essa violência a sua impotência sexual). Feriu-se gravemente e fugiu, mesmo claudicando irreversivelmente da perna direita. Também a charmosa Bonnie do cinema em nada lembra a figura doentia que surge na obra – ela nem sequer conseguia caminhar sozinha quando foi morta. Um outro livro, menos realista e lançado na Espanha, reúne a correspondência do casal. Chama-se “Wanted Lovers – As Cartas de Amor de Bonnie & Clyde” e reproduz o poema escrito por Bonnie, inspirador da canção francesa que leva o nome deles (composta por Serge Gainsbourg e gravada Brigitte Bardot em 1970). A história desse amor bandido personificado pela pequena Bonnie (ela tinha 1,46 metro de altura) e seu amante, movidos a muita adrenalina, continuará no cinema. A atriz Hillary Duff vai interpretar a personagem ao lado de Kevin Zegers em produção que estreia ainda esse ano.
TRECHOS DAS CARTAS

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“Estou só e triste, te quero mais que minha própria vida. Se você ficar mais tempo preso me tornarei tão louca quanto uma rata de manicômio.”
De Bonnie para Clyde (março de 1930)

“Minha linda e doce esposa, também me sinto terrivelmente triste e só. Como vai o trabalho? Algum bêbado passou dos limites com você? Se acontecer, anote seus nomes porque eu não vou passar toda a minha vida nesse casebre”
De Clyde para Bonnie (sem data)


Gigante do biocombustível

A Cosan, líder mundial na produção de etanol, e a Shell, gigante do setor Petrolífero, anunciaram, hoje, a criação de uma joint venture no valor de R$ 40 bilhões para a produção de etanol, açúcar e energia, suprimento, distribuição e comercialização de combustíveis. Com o acordo, a Cosan, comandada por Rubens Ometto, passará a ter maior competitividade e eficiência na distribuição de combustíveis, tanto no Brasil quanto no exterior, atingindo cerca de 40 mil postos da rede Shell em todo o planeta.

Gigante Prometido

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GLOBAL
Fábrica da Braskem: compra da Quattor faria da empresa da Odebrecht uma das cinco maiores do mundo
E estava tudo pronto. A sala Di Cavalcanti, no Hotel Intercontinental, em São Paulo, reservada. Os logotipos impressos. O fato relevante escrito. A proposta sobre a mesa. Seriam pagos R$ 872 milhões e um prêmio de controle acionário de 80%. As negociações caminhavam para o desfecho até que um problema antigo voltou a ser um obstáculo para a Odebrecht, a Petrobras e o governo. Há pelo menos seis meses é dada como certa a compra da petroquímica Quattor – controlada pela Unipar – pela Braskem, do grupo Odebrecht. Ambos têm a Petrobras como sócia-minoritária. Mas, na semana passada, o empresário Alberto Soares de Sampaio Geyer, 54 anos, se recusou de novo a aprovar o negócio. Ele detém 24% de participação da Vila Velha, majoritária na Unipar, e entrou com três ações na Justiça para evitar que três dos seus quatro irmãos vendam a empresa da família para a Braskem. “Anunciaram o negócio de forma afobada, achando que iriam me atropelar. Mas não adianta vir com fato consumado, não vão lesar o meu patrimônio”, disse Geyer à ISTOÉ.
Ele quer exercer preferência na compra da empresa e ofereceu R$ 80 milhões para cada irmão ou o preço que a Braskem pagaria, com exceção do prêmio de controle. Mas tanto para a Braskem quanto para o governo a compra da Quattor é uma questão estratégica. A Braskem se tornaria em poucos anos uma das cinco maiores petroquímicas do mundo em produção de eteno - seu faturamento pularia de R$ 10,9 bilhões para R$ 12 bilhões. E a Petrobras voltaria a ter uma atuação forte no setor, como deseja o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estatal teria 49% da gigante que saísse da fusão e só não ficaria com mais da metade porque isso significaria reestatização. Mas a Petrobras, na prática, poderia intervir na empresa. O governo pediu para indicar o presidente-executivo ou o do conselho e diretores. Até a quinta-feira 7, esse ainda não era um ponto pacífico.
A criação de um monopólio preocupa o setor, pois teme-se que a Braskem passe a importar produtos transformados em vez de negociar preços no mercado interno. Juntas as empresas responderiam por 100% do mercado de polipropileno e 98% de polieteno, matérias-primas para tudo o que é de plástico. Alguns empresários, porém, estão mais otimistas. O presidente da Europack, Peter Reiter, fabricante de embalagens, acredita que a presença da Petrobras na Braskem permitirá que o governo reduza o preço da matéria-prima. Assim, a empresa ganharia dos dois lados. “Eu entendo que o governo vai se preocupar em proteger a indústria de transformação, pois o número de empregados é “n” vezes maior do que na petroquímica”, diz. Mesmo que Geyer perca na Justiça, cabe ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica dar a última palavra sobre o negócio. E aí pode ser o início de outra novela que começa com uma questão: o Cade irá contra a vontade do governo?
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Prestígio em baixa

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SUBSTITUTO
Amorim recebe de Kofi Annan o prêmio de Lula
Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, funcionou sempre como termômetro do que ocorre na economia global. Em 2007, com as bolsas em alta generalizada, a euforia dominou os debates. No ano seguinte, surgiram as primeiras preocupações. Já em 2009, o clima de enterro tomou conta de um mundo mergulhado na crise, que os homens de Davos não conseguiram prever. Nesse início de 2010, o que se viu foi uma mistura de otimismo com cautela e receio. Os bancos, que são importantes financiadores do fórum, continuam lutando contra as pressões por uma regulação mais forte do setor. Com o enfraquecimento dos atores privados, ficou claro que os remédios para a crise não estão mais em Davos. Quem dá as cartas, agora, é o G-20 – fórum de nações que se fortaleceu por iniciativa do Brasil e terá sua próxima reunião em Toronto, no Canadá, em junho. “Na cúpula do G-20, vamos persuadir os outros países a adotar uma regulação financeira nacional suficientemente forte para evitar a repetição da crise global”, disse o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper. O esvaziamento de Davos ficou claro com as ausências do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e dos primeiros-ministros da Inglaterra, Gordon Brown, e da Alemanha, Angela Merkel. Mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só confirmou a presença depois da notícia de que receberia o prêmio “Estadista Global”. Ele permaneceria só três horas em Davos, mas acabou ficando no Brasil devido a uma crise de hipertensão. Lula foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que recebeu o prêmio do ex- secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Com a participação de poucos líderes de peso, a presidente da Suíça e ministra da Economia, Doris Leuthard, ganhou destaque ao endossar a necessidade de reformar o sistema financeiro internacional e culpar os banqueiros pela crise. Leuthard fez uma advertência aos antigos “senhores do universo”:
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“A atuação do Brasil no apoio ao Haiti foi um trabalho excelente”
Bill Clinton
“É hora de voltar à realidade. A influência e o poder econômico estão mudando de mãos.” Na verdade, já mudou. David Rubenstein, cofundador da empresa de private equity Carlyle Group, declarou que o lugar mais atraente para se investir hoje “são os países emergentes”. A seu ver, países como os BRICs (Brasil, Índia, Rússia e China) são os únicos com capacidade de crescimento superior a 5%, enquanto os desenvolvidos se arrastam para chegar aos 2%. “Dou crédito a Lula por ter conseguido macroestabilidade. Estou otimista em relação ao Brasil”, disse o economista Nouriel Roubini, um dos poucos que previram a crise financeira mundial. O pacote americano para taxar bancos e resgatar a Lei Glass-Steagal – extinta em 1999 no governo Clinton –, que separa os bancos comerciais e de investimentos, dividiu os economistas. Para Roubini, o governo americano tem tido “excesso de tolerância”. No painel comandado por Bill Clinton, “Não me diga que não pode  fazer isso”, a ajuda ao Haiti foi o principal tema. Amorim, por sua vez, sugeriu que todos os países reduzam o imposto de importação sobre mercadorias haitianas. Bem recebida, a ideia mostrou outra inversão de papéis em Davos. No  Fórum EconômicoMundial, uma das  principais contribuiçõesfoi de cunho social.


Um PIB Marcado Para Crescer

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DO OUTRO LADO
Para 2010, a previsão é de crescimento de até 6%, acima da média mundial
Foi um longo caminho até o Brasil alcançar a condição de candidato a potência econômica mundial. Esta passagem para a segunda década do século XXI é uma boa oportunidade para um balanço da história recente da economia do País e, certamente, leva à conclusão de que o bom senso prevaleceu no embate entre aqueles favoráveis ao liberalismo e seus críticos mais ferrenhos. A análise pode ser frutífera para os desafios de um país que, segundo o Banco Mundial, será a quinta maior economia do planeta em 2014. No tempo em que o Brasil era piada em toda a crise econômica internacional por, como diziam, pegar um resfriado ao primeiro espirro ouvido em qualquer parte do mundo, o País sofria com a polaridade das divergências teóricas.
De um lado, os economistas ortodoxos culpavam o gigantismo do Estado, o excesso de regulação, a alta carga tributária, o modelo de Getúlio Vargas (1882-1954) e a Constituição de 1988 pela crônica instabilidade financeira. Na outra ponta, os heterodoxos exigiam participação do Estado, incentivo à agricultura familiar e um programa de transferência direta de renda para reduzir as desigualdades sociais. Neste fim de 2009, uma olhada para trás mostra que os dois lados tinham parte da razão. Mas o País chegou aonde chegou sem que nenhuma das duas teorias possa se dizer totalmente vitoriosa.
O Brasil que causa inveja ao mundo está longe de ser um país onde todas as ideias liberalizantes – sobretudo em relação ao mercado financeiro – prosperaram e também está distante de ver o arcabouço da Era Vargas totalmente desmoronado. Será este o segredo do sucesso econômico? Em 2010, as perspectivas apontam para um crescimento de até 6% – muito acima da média mundial. Se mantiver esse ritmo de crescimento até a metade da década, o Brasil estará à frente de Grã-Bretanha e França no ranking das maiores economias do planeta. “Nós vamos ultrapassá-los”, garantiu à ISTOÉ o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “A hipótese é de que o Brasil tenha uma média de crescimento de 5%, 6% nos próximos dez anos.”
A estabilidade promovida pelo Plano Real a partir de 1994 permitiu ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, cerca de uma década depois, manter o receituário de equilíbrio fiscal, metas de inflação e câmbio flutuante paralelamente ao avanço de políticas sociais – sempre acusadas de inflacionárias – que forjaram um mercado interno que se mostrou vigoroso na crise mundial. No terceiro trimestre de 2009, o consumo de bens não duráveis, segundo pesquisa da LatinPanel, cresceu quase 10% em relação ao mesmo período de 2008 – resultado puxado pelas classes D e E.
Em busca deste novo consumidor, surgem multinacionais que esperam se ancorar no mercado interno para alcançar o mundo, como Brasil Foods, AmBev, Natura, Vale e Gerdau. No varejo, o exemplo mais recente é a união do Pão de Açúcar com a Casas Bahia, formando um dos maiores grupos de comércio do mundo. “O Brasil está crescendo e se desenvolvendo. O sistema de habitação cresce cada vez mais, a construção civil igualmente. Há cada vez mais casas e alguém terá que colocar utensílios dentro delas”, justificou o empresário Abilio Diniz, do Pão de Açúcar. Em 2009, o País deve captar em investimento estrangeiro direto cerca de US$ 25 bilhões e, em 2010, a previsão é de chegar a US$ 35 bilhões. Um excelente resultado para anos de crise.
Como o Brasil conseguiu isso, mesmo com uma carga tributária de 37,5% do PIB? Como está obtendo este sucesso, mesmo com o déficit de cerca de R$ 50 bilhões em seu sistema de previdência social? Com uma taxa de investimento de apenas 17% do PIB? Com um programa como o Bolsa Família atacado por sua ampla abrangência? Ou, sobretudo, com as taxas de juros mais altas do mundo? Por mais desarrumada que pareça a economia brasileira, ela está dando certo. Talvez os olhos dos economistas sempre fizeram questão de enxergar mais seus defeitos do que suas qualidades.
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EM ALTA
Pré-sal, megaempresas como a de Diniz e Michael Klein e inserção no comércio: pujança
Em setembro, o jornalista e economista alemão Alexander Bush publicou o livro “Wirtschaftsmacht Brasilien – Der Grüne Riese Erwacht” (Potência Econômica Brasil: O Gigante Verde Acordado), mostrando aos alemães que “nunca um país foi tão subestimado” e dedicando um capítulo inteiro sobre as oportunidades para a Alemanha aproveitar melhor o eixo Berlim-Brasília.
“Por outro lado há um grande desafio, que todos sabemos: o Brasil precisa manter as políticas sociais para reduzir a pobreza. Os países avançados são ricos, mas também são menos desiguais”, lembra o italiano Tito Cordella, economista do Banco Mundial.
TENDÊNCIA
Em 2025, o Brasil deve ter uma distribuição de renda melhor do que a dos EUA
Tal qual ofereciam receitas radicais para a inflação nos anos 1980 ou para a sobrevivência da estabilidade na última década e meia, os economistas voltam a defender, com paixão, suas teses para o Brasil dar o passo que falta ao crescimento: promover o desenvolvimento, o que implica igualdade social. “Se for pelo tamanho da economia, o Brasil já é de Primeiro Mundo. Só não acho que essa seja uma boa medida. É necessário ter uma renda per capita bem dividida”, afirma o economista Ricardo Amorim, consultor internacional, adiantando o principal debate dos próximos anos. De acordo com previsão do banco americano BofA Merril Lynch, a renda per capita saltará dos atuais US$ 7,9 mil para US$ 10,9 mil em 2011 – um marco histórico.
Por enquanto, os avanços do País para reduzir a desigualdade se deram pelo controle da inflação, no governo FHC, e por aumento real do salário mínimo (atingindo a seguridade social) e programas de transferência direta de renda. Ou seja, com forte protagonismo do Estado. Aqueles que defendem uma ampliação do papel da iniciativa privada na empreitada pela igualdade social reivindicam uma redução na esfera estatal. “O Brasil avançou muito pouco nas reformas estruturais. E o País também precisa reduzir a expansão do gasto corrente”, defende o economista português Alberto Ramos, do grupo Goldman Sachs. “Esse é um problema que passa pela gestão. Mas um país do tamanho do Brasil precisa, necessariamente, ter um gasto público alto”, rebate o economista Antônio Correa de Lacerda, professor da PUC-SP.
No entanto, o mais provável é que, mais uma vez, a economia brasileira a longo prazo surpreenda, sem a necessidade de nenhuma manobra radical. “Se mantivermos a tendência dos últimos 15 anos, em 2025 a distribuição de renda no Brasil será melhor do que nos Estados Unidos, por incrível que pareça. A do Brasil vem melhorando desde 1994, com o Plano Real, e a dos Estados Unidos está piorando por problemas internos”, afirma Amorim. Embora a redução da desigualdade seja fundamental, o economista lembra, no entanto, que o espaço privilegiado do Brasil na geopolítica global está garantido, independentemente do aumento da riqueza da população: “Daqui para a frente teremos países com economias importantes, mas cujas populações não serão ricas. Em 20 anos, o Brasil continuará tendo uma renda per capita mais baixa do que a da França. Mas o importante é que hoje ela é um terço da francesa. Em dez anos, será mais do que a metade. E talvez em 30 anos seja maior.” Isso significa dizer que, mesmo que tudo se mantenha como está – apesar de todo o descontentamento entre os economistas de ambos os lados –, o Brasil está na zênite da constelação mundial. E os desafios do desenvolvimento econômico estão, cada vez mais, colocados como questões políticas, de gestão e até mesmo culturais. Ou seja: não é mais a economia, estúpido!
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Melhor do mundo, fiasco na Copa

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DECEPÇÃO
Ronaldinho, melhor do mundo em 2005, sucumbiu na Copa de 2006
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Quando o craque italiano Roberto Baggio chutou por cima do travessão do goleiro  brasileiro Claudio Taffarel o pênalti que deu ao Brasil o tetracampeonato na Copa do Mundo de 1994, ele não mandou para os ares apenas o sonho de a Itália se tornar novamente a melhor equipe do planeta – até então, o último triunfo da azzurra havia sido em 1982. Cabisbaixo e estático próximo à marca da cal, o camisa 10 inaugurava uma sina que persegue uma legião de talentosos futebolistas. Desde que a Fifa passou a premiar o melhor jogador do mundo,  em 1991, o atleta que chega à Copa carregando essa honraria não consegue brilhar suficientemente para levar sua seleção à conquista da taça. Baggio desembarcou na Copa dos Estados Unidos com esse título a tiracolo, concedido pela entidade máxima do futebol em 1993. Jogador de rara inteligência, ele fez a diferença nas fases finais do torneio, mesmo atuando à base de infiltrações na coxa esquerda contundida. Na grande decisão contra a seleção canarinho, porém, não teve o mesmo sucesso. Ronaldo Nazário teve trajetória semelhante no Mundial seguinte, em 1998.
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SURTO
Em 1998, a pressão de ser o melhor provocou uma convulsão em Ronaldo
Coroado no ano anterior pela Fifa, o atacante brasileiro era a sensação do torneio, disputado na França, até sofrer uma convulsão horas antes da final contra a anfitriã equipe francesa. Ronaldo jogou a decisão, mas, como o restante do escrete brasileiro, ficou apático. O placar de 3x0 para a França o tornou a segunda vítima dessa espécie  de maldição do melhor do mundo. Para o psicólogo esportivo João Ricardo Cozac, a vulnerabilidade emocional dentro de um evento como a Copa do Mundo é enorme. “Ronaldo, por exemplo, teve uma crise de ansiedade generalizada, que gerou uma espécie de caos mental que rompeu sua capacidade de sustentação”, opina ele, presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte. “Poucos são os jogadores que, com as lentes voltadas para si, conseguem carregar uma seleção nas costas.” Os torcedores da Argentina convivem, atualmente, com este fardo. Envergando a camisa 10 do Barcelona, da Espanha, o craque Lionel Messi conquistou seis títulos no ano passado e fechou 2009 como o melhor do mundo pela Fifa. Com o manto da Argentina, porém, Messi é um jogador mediano. O ex-jogador Tostão, campeão do mundo em 1970, acredita que Messi irá falhar na Copa da África do Sul, neste ano. “A Argentina não fará grandes coisas e é quase certo que ele não vá brilhar.” Tostão ressalta, no entanto, que é cruel a ideia de que um atleta, por mais genial, possa ganhar sozinho uma Copa. Nesse torneio, é o fenômeno coletivo, não individual, que precipita a vitória.
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A falta de um time devidamente preparado para a competição fez o português Luis Figo e o brasileiro Ronaldinho Gaúcho, melhores do mundo pela Fifa em 2001 e 2005, respectivamente, falharem nas Copas de 2002 e 2006. No torneio disputado  na Ásia, a seleção lusa nem sequer passou da primeira fase. Em 2006, na Alemanha, Ronaldinho não conseguiu carregar nas costas os atacantes fora de forma do Brasil, que parou nas quartas-de-final. “É um fator negativo chegar à Copa com o prêmio de melhor do mundo”, sentencia Tostão. Nesse grau de excelência, o jogador de futebol dá de frente com três temidos adversários, na visão da psicóloga esportiva Mara Raboni, do setor de psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): a acomodação inconsciente, a resistência psicológica para suportar a pressão e a instabilidade de status (opiniões divergentes sobre o atleta que variam de acordo com o desempenho dele em campo).
“Ao se tornar uma estrela, é praticamente impossível um esportista focar na competição, se ele vive uma rotina de celebridade”, diz ela. Comentarista da Rede Bandeirantes e da rádio Transamérica, o ex-camisa 10 da Seleção José Ferreira Neto, conhecido como Neto, traduz a opinião da especialista para a linguagem do futebol. “O cara que é eleito o melhor do mundo esquece de treinar no ano seguinte. Vive cercado de viagens para fazer propaganda, de dinheiro, mulheres e não se cuida.” Para o alívio da nossa torcida, Kaká foi escolhido o melhor em 2007. E, para melhorar ainda mais, o peso dessa copa está sobre as
costas de nossos maiores rivais. 
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Exercício sob medida

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É consenso que a prática regular de atividades físicas alivia dores, trata e previne doenças. Mas o que se vê hoje é que a medicina do esporte está indo além dessa premissa. A ciência evoluiu a tal ponto que já é possível indicar exercícios específicos para cada enfermidade. Isso é um avanço considerável. É como encontrar mais um remédio certeiro e evitar que a atividade física piore ainda mais as condições, nos casos em que é contraindicada. Em muitas situações, a prática correta de exercícios pode ser tão importante quanto o tratamento com medicamentos. É o caso de pessoas que sofrem de osteoartrite, uma inflamação das articulações que pode levar à perda dos movimentos e a deformidades. “O fortalecimento muscular estabiliza as articulações, aumenta a flexibilidade e até restabelece os movimentos perdidos”, diz o médico Benjamin Apter, especialista em medicina esportiva e fisiologia do exercício e diretor da academia B- Active, de São Paulo. A indicação adequada foi decisiva para acabar com as dores nas costas e nos ombros sentidas pela dermatologista carioca Juliana Piquet. “O desconforto era provocado por uma hérnia de disco e por uma lesão no ombro”, diz a fisiatra Adriana Athias. Ela recomendou exercícios de Reeducação Postural Global (RPG), Pilates e técnicas posturais. “Há quase dois meses não sinto dores e até os remédios deixei de tomar.”
A escolha do RPG, por exemplo,  se deve ao seu poder de ajudar a mantero espaço entre os discos  vertebrais, evitando o atrito que causa a dor. “Além disso, o paciente aprende a usar a musculatura certa”, diz a fisioterapeuta Maristela Carvalho. Uma das áreas nas quais mais se estudam os benefícios das atividades físicas é a cardiologia. E aos poucos está se desvendando o papel de cada tipo na proteção do coração. “Os exercícios aeróbicos melhoram a resistência vascular periférica, ou a capacidade de os vasos sanguíneos periféricos dilatarem, além de aumentar a capacidade física”, explica o cardiologista Carlos Hossri, coordenador do Centro de Reabilitação Cardiopulmonar do Hospital do Coração, de São Paulo. Quanto aos exercícios de força, como a musculação, eles devem ser feitos de forma moderada e orientada, já que podem elevar a pressão arterial, além de agravar uma eventual hipertrofia do músculo cardíaco. Os efeitos terapêuticos do fitness vão além da melhora física. A prática serve como instrumento de socialização fundamental para o resgate da saúde física e psicológica. “O convívio com a turma torna isso possível”, diz o fisioterapeuta Antonio Henrique Bonilha, chefe substituto do Setor de Integração Humana do Instituto Nacional do Câncer. Para não errar na escolha, o importante é consultar um especialista. “Esse é um passo vital para a criação de um treino adequado”, afirma o médico Arnaldo José Hernandez, chefe do Grupo de Medicina do Esporte do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. 
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J. D. Salinger, escritor de uma obra só?

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SALINGER
Obra que marcou muitas gerações
Para muitos escritores, a morte chega como uma ratificação da genialidade. Para outros, e eles são poucos, abre uma janela para a existência que, apesar de celebrada, há muito se tornou nebulosa e enigmática. Nesse caso situa-se o escritor americano J.D. Salinger, que morreu na quinta-feira 28, aos 91 anos, de causas naturais. Autor de um dos livros mais cultuados e vendidos ao longo de cinco décadas, o romance “O Apanhador no Campo de Centeio” (65 milhões de exemplares ao todo, num ritmo de 250 mil ao ano), Jerome David Salinger vivia recluso desde 1951, quando publicou a sua obra mais conhecida, num sítio semelhante a uma fortaleza, em New Hampshire, nos EUA. Não dava entrevista e não divulgou nenhum texto a partir de 1965. Ficou, então, conhecido como o escritor de uma obra só. Esse título era-lhe um elogio: escrever um livro como “O Apanhador” já seria suficiente para ganhar a posteridade. Passado no ambiente de incertezas do pós-guerra, a obra narra a trajetória do adolescente Holden Caulfield, que entra em crise após ser expulso da escola e, sem coragem de enfrentar o desapontamento dos pais, se aventura por diversas regiões de Nova York.
O retrato geracional provocou grande identificação na juventude da época e a sua escrita, que dava espaço à voz interior do personagem e incorporava a coloquialidade, foi considerada uma grande contribuição à literatura, influenciando autores como Philip Roth, Don DeLillo e John Updike. A demanda por novos trabalhos o levou a  tornar públicos, embora contrariado, outroslivros: a reunião de contos “Nove Histórias” (1953) e as duas novelas em torno da família Glass – “Franny e Zooey” (1961) e “Carpinteiros,  Levantem Bem Alto a Cumeeira & Seymour,uma Apresentação” (1963). Depois de “Hapworth 16, 1924”, lançado na revista “The New Yorker”, Salinger silenciou. “Publicar um livro é uma terrível invasão de minha privacidade. Amo escrever, mas faço para mim e meu próprio prazer”, disse em uma de suas raras entrevistas. Isso reforça a tese de sua ex-mulher, Joyce Maynard, que afirmou saber de pelo menos dois manuscritos do marido. Amigos garantem ter visto 15, dentro de um cofre. Talvez para criar o mito de artista recluso, Salinger tenha deixado suas obras ocultas. Ou, quem sabe, por medo da desaprovação da crítica e da legião de leitores, tenha se rebelado contra o establishment literário. Exatamente como o seu herói Caulfield em relação aos valores americanos.
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Picolé gourmet

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INOVAÇÃO
Picolé com frutas e três tipos de caldas
Nada de boca lambuzada, dedos sujos ou pingos na camiseta. O picolé, sobremesa predileta de dez entre dez crianças, ganhou versões premium, um toque de refinamento e, assim, está seduzindo os adultos. Para conquistar paladares exigentes, a aposta são os ingredientes mais elaborados e de qualidade superior. “Itens como chocolate belga, castanha e avelã trazem sabores e texturas extras para ser degustados”, diz o chef Marcos Sodré, do restaurante carioca Sawasdee, que desconstruiu o picolé como sobremesa e criou outra ao acrescentar morangos e caldas de tangerina, manga e chocolate. “O gelado do sorvete vai muito bem com o frescor das frutas, é uma ótima opção para o verão.”
Há um ano no mercado, a Diletto é a marca mais forte neste nicho. Para produzir 12 sabores de picolé, como tiramisù e limão-siciliano, ela recorre a bases e aromas importadas de diversas regiões do mundo, como coco da Malásia e framboesa da Patagônia. Seus picolés gourmets são vendidos em mais de 300 endereços, entre restaurantes e empórios, além de fazer parte da carta do badalado Buffet Fasano. A Diletto quer vender o conceito de que é mais do que um simples picolé. “É uma sobremesa completa”, diz o proprietário Fábio Pinheiro. Para lançar o picolé, Leandro Scabin, outro sócio da marca, recorreu a reminiscências de infância. Passou dois anos na Itália desenvolvendo em laboratório a sua versão dos sorvetes artesanais de frutas frescas e neve de seu avô Vittorio Scabin, produzidos nos anos 30, no Vêneto.
A Frutos do Cerrado, por sua vez, utiliza as frutas típicas da região. São 22 sabores, como mangaba e murici. Criada em 1996, em Goiânia, possui 101 lojas no País. “Todos os nossos picolés são produzidos com frutas colhidas através do extrativismo”, explica o proprietário Ismael Almeida. Gigantes do segmento, a Kibon e a Nestlé também investem em linhas premium, confirmando a tendência. O picolé Magnum (Kibon), por exemplo, está em sobremesas requintadas em restaurantes do Rio de Janeiro, Florianópolis, Belo Horizonte e Salvador. É o sabor do verão com um toque de glamour.
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NOVO NICHO
Sabores como tiramisù e capuccino atraem os adultos


Estado de SP bate recorde de roubos, com 257 mil em 2009


Número de ocorrências é 18% maior do que o registrado em 2008.
O ano passado registrou piora generalizada nos índices de crimes no Estado de São Paulo. Os roubos alcançaram o mais alto índice da série histórica, com 257.004 ocorrências, 18% acima do ano anterior. O recorde de roubos havia sido alcançado em 2003, quando foram registrados 248.406 casos. Os dados serão publicados na edição de hoje do Diário Oficial do Estado, no item dedicado aos despachos do Gabinete do Secretário da Segurança Pública. Também cresceu o total de casos de latrocínios, sequestros, roubo e furto de veículos. Para piorar, a violência policial também aumentou. No ano passado, foram registrados 549 casos de resistências seguidas de morte - quando a vítima morre em supostos confrontos com a polícia. O total é 27% maior do que os 431 casos contabilizados no ano anterior.

Sem motivo pra rir



Ele é considerado pelos ambientalistas o peixe “mais triste e feio da espécie”. Tem o corpo gelatinoso e sua carne não pode ser ingerida pelo homem porque é altamente tóxica. Ainda assim, o Psychrolutes marcidus vem sendo sistematicamente capturado em águas profundas entre a Austrália e a Nova Zelândia. É uma espécie praticamente em extinção.

O limão e a limonada

Está valendo para a Alemanha, no quesito de sua combalida e azeda economia, o ditado que diz: diante de um problema, “faça do limão uma limonada”. A primeira-ministra Angela Merkel já anunciou um déficit recorde para o país estimado na casa dos 85 bilhões de euros. Como crítica e bom humor não fazem mal a ninguém, já circula na Alemanha um espremedor de limão com o rosto da chanceler.


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