Por trás do pé na bunda
É editor-executivo de ÉPOCA
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| Segundo os maias, em 2012 se fecharia um ciclo de 5.125 anos, chamado Contagem Longa. E seria o fim. "Isso tudo são sandices pseudocientífi cas", diz o astrônomo Ed Krupp, do Observatório Griffith, em Los Angeles. |
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| DIA, NOITE E MADRUGADA Sabrina, 310 000 seguidores: de tanto contar o que está fazendo, namorar escondido ficou difícil |
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| Com apagão, motorista enfrentou novo recorde de lentidão em São Paulo; marginal Tietê foi uma das vias mais congestionadas |
Quem mora em São Paulo vai ter esta semana a chance de ver um espetáculo muito legal, que já foi assistido por 30 mil pessoas no Rio, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e Paraná: a peça do grupo Os Inclusos e Os Sisos é uma comédia de esquetes que faz o público pensar sobre as diversas formas de discriminação contra pessoas com qualquer tipo de deficiência. E é encenada com acompanhamento de um intérprete da língua dos sinais, legenda eletrônica e até audiodescrição. Ou seja: não deixa ninguém de fora.
Os esquetes são nove e bastante criativos. Num deles, três tomates participam de um festival para eleger o melhor deles. Um dos concorrentes é discriminado por ser verde, não ser o mais bonito, o maior, apesar de ser plantado pelo Seu Zé, sem agrotóxicos…Noutro, mãe e filha viajam na possibilidade das princesas dos contos de fada serem deficientes: como seria uma Cinderela em cadeira de rodas? Num terceiro, o assaltante tem Síndrome de Down, levando o público a pensar sobre superproteção às pessoas com deficiência e perda do espírito crítico diante da situação. Eu nunca tinha visto nada parecido. É pra rir e pra pensar.
O grupo Os Inclusos e Os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade é um projeto de arte e transformação social da Escola de Gente – Comunicação em Inclusão. Criado em 2003, o grupo integra a Rede Latino-americana de Arte para a Transformação Social, apoiada pela Fundação Avina. E só vai ter uma apresentação: nesta sexta-feira, dia 6, às 16h, no Estação Ciência – USP (Rua Guaicurus, 1394 - Lapa - São Paulo). É além de tudo é de graça.
Em entrevista após o encontro com Lula, os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente), Celso Amorim (Relações Exteriores) e Dilma Rousseff se limitaram a dizer que a proposta já anunciada de reduzir o desmatamento na Amazônia em 80% até 2020 diminuirá em pelo menos 20% as emissões de gases, ressalvando que este número poderá ser "um pouco" ampliado, com medidas adotadas em outros biomas. Minc quer uma meta de 40% na redução das emissões. Já outros ministros defendem uma meta menor.
Na reunião anterior do grupo para discutir a posição brasileira que será levada a Copenhague, Minc defendeu o anúncio de uma meta e, depois, deu uma entrevista sozinho para defender a redução de gases num cenário de crescimento de 4%, enquanto Dilma defendia um crescimento de 6%. Hoje, durante a entrevista, os ministros trocaram gentilezas e disseram apenas que a meta de redução de emissões que será apresentada pelo Brasil será "significativa".
Os ministros se esforçaram para mostrar coesão e compromisso com ações na área ambiental. Minc chegou a anunciar o "aço verde". Ele disse que o governo irá propor que as siderúrgicas só utilizem carvão vegetal de áreas reflorestadas, o que garantiria um selo de "aço verde". Nas contas do ministro, metade do carvão vegetal usado hoje nas siderúrgicas vem de mata nativa. "O objetivo é que a siderurgia venha plantar todas as árvores que necessitar", afirmou. "O Brasil pode ter um aço verde."
Além de Dilma, Minc e Amorim, participaram do encontro com Lula os ministros Sérgio Resende (Ciência e Tecnologia), Reinhold Stephanes (Agricultura), Edison Lobão (Minas e Energia) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).
Discurso oficial - O governo, contudo, contesta as previsões. Para Ana Lúcia Sabóia, chefe da Divisão de Indicadores Sociais do IBGE, o Brasil estará entre os poucos que alcançarão os ODMs. "Mesmo não existindo uma linha oficial de pobreza, que deixe clara a quantidade exata de pessoas que vivem abaixo dela, já superamos o objetivo de redução da desigualdade entre homens e mulheres", diz.
A afirmação é baseada nos números da Síntese de Indicadores Sociais 2009 (SIS), divulgada pelo IBGE na última sexta-feira. A SIS deste ano mostra que, de cada cem mulheres, 52 estavam ocupadas ou procurando trabalho em 2008. Mas, segundo a pesquisa, elas continuam recebendo cerca de 30% a menos do que os homens para exercer as mesmas funções - vale lembrar, a igualdade entre os sexos é um dos objetivos da ONU.
Outra nuance está relacionada à educação. Mesmo faltando pouco para atingir a meta de acesso ao ensino básico universal, os indicadores apontam para a baixa qualidade do ensino - com a existência de 21% de analfabetos funcionais entre jovens com 15 anos ou mais.
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