Os melhores infantis do ano

CRISTIANE ROGERIO
Crianças em busca de seu lugar no mundo, girafas que tentam dançar, narizes entupidos em busca de um lenço, monstros engraçadíssimos, morte e trabalho infantil. Pelo quinto ano consecutivo, a revista Crescer lança sua lista dos 30 Melhores Livros Infantis do Ano e dá uma mostra da principal característica do mercado de livros para crianças no Brasil: diversidade. Com a colaboração de 40 especialistas no assunto, a lista traz leitura para vários gostos, muita diversão e boa literatura para mostrar que livro infantil, definitivamente, não é “livrinho”. Aqui você tem uma amostra com dez livros da lista. Os outros 20 você encontra na Crescer de junho, já nas bancas.
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FLICTS
Ziraldo
Melhoramentos, R$ 62 

Lançado há 40 anosFlicts foi o primeiro livro para crianças de Ziraldo, que já era conhecido como cartunista e vivia com o restante do país as agruras e os limites impostos pelo regime militar. Nesse clima um tanto cinzento, ele trouxe a história de uma cor que não existe e procura seu lugar no mundo e pôs à disposição da criança uma poesia em palavras e em cores para falar de amizade e compaixão. Nesta edição comemorativa, papel diferente, capa dura e diversos extras com um emocionante texto de Carlos Drummond de Andrade. 

A partir de 4 anos

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MARCELINO PEDREGULHO
Sempé
CosacNaify, R$ 45 

Marcelino era um garoto que enrubescia sem motivo nenhum. Os colegas não o entendiam e ele se isolava para poder brincar em paz. Isso até conhecer Renê Rocha, um garoto que, como ele, tinha algo diferente: espirrava a todo momento. Esse conto de amizade vem regado de humor sutil e delicado de Sempé, um dos principais cartunistas da França, que colabora com a renomada revista americana The New Yorker desde o final dos anos 70.

A partir de 6 anos

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GIRAFAS NÃO SABEM DANÇAR
Giles Andreae e ilustrações de Guy Parker-Rees
Companhia das Letrinhas, R$ 45 

Geraldo é uma girafa desengonçada que tenta se divertir em um baile. O bicho vira motivo de gargalhada dos colegas animais e, arrasado, ouve de um grilo que a solução seria encontrar uma música “que lhe falasse ao coração”. A história vem toda em formato pop-up, com a chamada “engenharia de papel” da experiente Corina Fletcher.

A partir de 2 anos

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PAI, TODOS OS ANIMAIS SOLTAM PUM?
Ilan Brenman e ilustrações de Ionit Zilberman
Brinque Book, R$ 28,70 

A mesma menina perguntadeira de Até as princesas soltam pumtem novas dúvidas, só que desta vez sobre o sistema digestivo dos animais. O livro traz a típica irreverência desse escritor para brincar com o cotidiano de uma família e nos dá um estímulo ao diálogo em casa sobre “coisas inúteis”. A ilustradora Ionit faz mais uma vez o casamento de autor e ilustrador ser perfeito e garante ainda mais risadas com seus desenhos.

A partir de 4 anos

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FUJA DO GARABUJA
Shel Silverstein
CosacNaify, R$ 45 

Esse autor já nos emocionou com A árvore generosa e nos divertiu com Quem quer este rinoceronte, entre outros. Sabe como poucos criar histórias de puro nonsense que são sempre, sempre boas. Neste, ele nos oferece 44 poemas sobre seres fantásticos, com nomes, características e hábitos bem peculiares. Original de 1964, foi relançado nos Estados Unidos em 2008 e ficou 16 semanas seguidas entre os mais vendidos do jornal The New York Times.

A partir de 5 anos

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O DARIZ
Olivier Douzou
CosacNaify, R$ 35 

“Guando agordei esta banhã, esdava gombletamente endupido.” É irresistível: basta começar a ler O Dariz e pronto, você já está dando risada. No enredo maluco de Olivier, um nariz entupido sai em busca de um lenço. Em seu percurso, ele encontra um botão, uma tromba, um bico, um focinho e um nariz de palhaço – todos congestionados também. O já premiado livro foi inspirado no contoO nariz, do escritor russo Nikolai Gógol.

A partir de 4 anos

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QUANDO NASCE UM MONSTRO
Sean Taylor e ilustrações de Nick Sharratt
Salamandra, R$ 27 

Tudo começa com um monstro bem feioso dentro de um carrinho de bebê. O texto diz: “Quando nasce um monstro... existem duas possibilidades”, e a partir daí começa um jogo de alternativas – uma mais engraçada que a outra – para cada nova fase no crescimento do personagem. No projeto gráfico, tipografias diferentes e muita cor apresentam ilustrações tão malucas e divertidas quanto a história.

A partir de 4 anos

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CARVOEIRINHOS
Roger Mello
Companhia das Letrinhas, R$ 47,50 

Se o livro pe do premiadíssimo Roger Mello, você já pode pensar: vem coisa diferente por aí. No contraste de imagens, e de cores, muito bem cuidadas por um projeto gráfico planejado, o autor mostra o dia a dia de um menino carvoeiro narrado por um ser, digamos, estranho: um marimbondo. É ele quem nos ajuda a enxergar o cotidiano árduo e hostil de uma criança sempre tão perto do perigo. Vale o olhar atento (nosso e das crianças).

A partir de 7 anos

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PEPPA
Silvana Rando
Brinque Book, R$ 27,80 

Peppa nasceu assim: cabelo preto, volumoso e bem resistente. Certo dia, ela passou por um salão de beleza e decidiu alisar a cabeleira. Junto com a “beleza”, vieram as proibições: nem pensar em nadar, correr ou suar. Ilustradora de diversos livros infantis (como Clara e Gabriel), este é o primeiro que Silvana lança como autora. A obra está pronta para provocar uma boa conversa sobre autoestima.

A partir de 4 anos

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O PATO, A MORTE E A TULIPA
Wolf Erlbruch
CosacNaify, R$ 35 

O livro mostra o diálogo entre um pato e a morte pronta para levá-lo, tudo em meio a mergulhos no lago, sonecas e visitas a copas de árvores: ao contrário do que se pode pensar, foi a morte que quis desfrutar um pouco mais da vida. O premiado escritor e ilustrador consegue propor a quebra de um tabu com muita suavidade. Mas que incomoda, incomoda.

A partir de 5 anos

A comida também influencia a enxaqueca

AURA LOPES
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Ninguém descobriu ainda tudo o que faz desencadear a enxaqueca. Mas sabe-se que uma alimentação dirigida pode ajudar a melhorá-la. Tem gente que come frutas cítricas e tem enxaqueca. Outras, se ingerirem embutidos, morrem de dor. Há, também, as que têm crises quando comem queijo e chocolate, ou bebem vinho. É tudo muito particular e, por isso, os médicos procuram fugir de algumas regras. Na visão médica, parece bobagem fazer uma lista de alimentos que devem ser evitados para conter a doença. Mas há especialistas que preferem sugerir alimentos que combatam sintomas generalizados da enxaqueca. "Ela é causada por um desequilíbrio de neurotransmissores que resultam numa má gestão das informações pelo cérebro. O cérebro detecta dores onde não há dor fisiológica, que possa ser detectada por exames", afirma Alexandre Feldman, médico autor de cinco livros sobre a doença. Para ele, a alimentação pode influenciar nos níveis desses neurotransmissores no organismo, inclusive da serotonina, considerada um dos mais importantes no processo da enxaqueca.
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Alexandre Feldman não se arrisca a listar alimentos que causam enxaqueca, mas aqueles que a sua ingestão ou não pode preveni-la
Estima-se que 20% da população mundial sofra desse mal. Entender a relação do alimentos com a doença e encontrar uma estratégia para ingeri-los de forma saudável é o desafio do médico. "A enxaqueca tem muitos sintomas, como enjoo, vômitos, aversão à claridade, ao barulho, a cheiros ou sabores. E também pode ser desencadeada por predisposição genética", diz Feldman. Tentar equilibrar a serotonina, em vez de combater cada um dos sintomas, para ele, é o mais sensato a fazer. Para isso, sugere a mudança de alguns hábitos, como diminuir a ingestão de alimentos dos quais o açúcar é rapidamente absorvido pelo organismo, como doces, massas, biscoitos e refrigerantes. "Uma pessoa que sofre de enxaqueca, na hora da dor, passa por um processo de inflamação neurogênica", afirma. Ele também defende que qualquer alimento que contribua para aumentar ou diminuir o quadro inflamatório do organismo deve ser levado em consideração na dieta de alguém que sofra da doença. Confira, abaixo, suas principais dicas.



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Açúcar Quando o açúcar dos alimentos, em forma de amido, é ingerido em sua forma natural (não-refinada) em uma refeição com gorduras e proteínas saudáveis, sua digestão ocorre lentamente, permitindo que ele entre na corrente sanguínea de forma gradual, ao longo de várias horas. Doces e guloseimas, massas e pães brancos, purê de tubérculos, suco de frutas e refrigerante normal são fontes de açúcar que é rapidamente absorvido pelo corpo, e isso desequilibra o nível de serotonina. Se essa fonte de açúcar for ingerida com algum tipo de gordura saudável, ela demora mais para ser absorvido. Um exemplo: usar manteiga, com parcimônia, no purê de batata. No bolo de brigadeiro com chantilly, no entanto, essa dica não funciona.

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Ômega 3 e 6 A desproporção entre as gorduras Ômega 3 e 6 favorecem a enxaqueca porque resulta em estados inflamatórios. Nos primórdios, o homem ingeria uma porção de Ômega 3 para cada uma de Ômega 6. No início da agricultura, há 10 mil anos, essa proporção era de 1:4, uma relação boa. Hoje, com o consumo de carnes de animais criados em cativeiro e à base de ração, ela pulou para 1:20-40. A principal fonte do Ômega 3 é animal, enquanto que o Ômega 6 é mais encontrado em fontes vegetais. No entanto, as carnes de hoje são oriundas de animais que se alimentam de ração – de origem vegetal. Portanto, sua carne será rica de Ômega 6, e não 3. Feldman diz que, num galinheiro, quanto mais as galinhas comem cupim e insetos, mais Ômega 3 haverá em sua carne. O gado criado em pasto, por exemplo, incrementa o teor de Omega-3 na carne em cerca de 60% e também gera uma proporção mais favorável entre os dois tipos de gordura. Por isso a importância de consumir carnes orgânicas ou "caipiras". Também há fontes vegetais de Ômega 3, como a linhaça e as nozes. Elas são ricas de ácido alfa linolênico (ALA), que é transformado em Ômega 3 por nosso organismo.

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Gorduras As gorduras poliinsaturadas, usadas na cozinha (óleo de soja, milho, canola, girassol, algodão e margarina) são pró-inflamatórias porque estão oxidadas e geram radicais livres que provocam inflamação no organismo. Seriam mais saudáveis se ingeridas em pequenas quantidades, terem sido prensadas a frio, como o azeite de oliva, e conservadas em ambiente refrigerado. Neste caso, usar gorduras saturadas – de animais – em poucas quantidades acaba sendo uma solução mais saudável. O azeite, monoinsaturado, só deve ser ingerido cru, sem passar pelo processo de cozimento para não perder suas propriedades benéficas. "Não sou contra a gordura, desde que ela seja a mais apropriada", diz Feldman.

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Cafeína Presente no café, nos chás escuros, no chocolate e na Coca-Cola, ela estimula o Sistema Nervoso Central. A enxaqueca é definida como um estado de hiperatividade e, ingerindo cafeína, esse estado só tende a aumentar e piorar os sintomas em momentos de crise. O problema é que ela vicia e, a longo prazo, sua falta pode contribuir para a piora dos sintomas, um círculo vicioso que pode não ter fim. Se você tem enxaqueca, melhor ficar longe. 

Elizabeth Taylor revela cartas de amor de Richard Burton

Elizabeth e Burton, em "Cleópatra". Foto: Imdb
A atriz Elizabeth Taylor revelou o conteúdo das cartas de amor de Richard Burton, com quem foi casada durante 11 anos, em um livro que teve vários trechos divulgados nesta quinta-feira pela imprensa americana. EmFurious Love: Elizabeth Taylor, Richard Burton and the Marriage of the Century, escrito por Sam Kashner e Nancy Schoenberger, fica exposta a absoluta devoção do ator pela britânica.
Parte do conteúdo das cartas será divulgada na edição de julho da revista Vanity Fair. “Um dia vou acordar – acho que já acordei – e me darei conta de que realmente a amo. É muito difícil permitir que a vida de outra pessoa se torne a minha. Também não posso acreditar na ideia do amor”, escreveu o ator, que morreu aos 58 anos vítima de uma hemorragia cerebral.
Os dois se conheceram durante as gravações de Cleópatra (1963) e se casaram um ano depois, em uma relação que acabou em 1974 devido, sobretudo, aos problemas do ator com o álcool. Menos de um ano depois do primeiro divórcio, se casaram novamente, mas a união durou apenas 11 meses. Depois, seguiram mantendo contato.
“Você certamente deve saber o quanto eu te amo”, escreveu o ator. “Não nos compreendemos. Você é tão diferente como o planeta Vênus (…). Te amo e sempre amarei. Volta comigo assim que puder”, continuava. As cartas também revelam o momento em que decidiram terminar a relação. “Deixarei que você anuncie a nossa separação e eu nunca escreverei nem uma só palavra a respeito, exceto esta nota de despedida. Se cuide. Todo o meu amor”, disse.

Gasto do governo atinge maior proporção do PIB na era Lula

As despesas do governo atingiram em abril o maior nível em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) desde o início do governo Lula. No acumulado dos últimos 12 meses, encerrados em abril de 2010, os gastos representaram 18,6% do PIB. Os números mostram que o superávit primário realizado nos últimos anos foi garantido pelo aumento da arrecadação e não por uma política efetiva de corte das despesas públicas.
Dados apresentados na quarta-feira pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, detalhando os itens que compuseram o resultado primário desde 2002, mostram que o governo aproveitou o aumento das receitas, que também atingiu o ponto mais alto, para elevar gastos.
Em 2002, último ano do governo Fernando Henrique, eles correspondiam a 15,7% e atingiram 18,2% do PIB em 2009. As receitas equivaliam a 17,9% do PIB em 2002 e atingiram 20% em abril deste ano.
Ao participar da solenidade de balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Nelson Barbosa argumentou que todo o aumento de tributação foi devolvido à sociedade por meio dos programas de transferência de renda, como Bolsa-Família e reajuste do salário mínimo. Os gastos com estes programas atingiram 9,1% do PIB em abril de 2010, ante 6,4% em 2002.
Segundo ele, apesar do aumento das contratações e dos reajustes de salários do funcionalismo público, o governo continua gastando 4,8% do PIB com pessoal, o mesmo nível de 2002. No entanto, esse porcentual chegou a ser reduzido para 4,3% em 2004 e 2005, voltando a crescer de forma mais acentuada no ano passado.
Crítica
O crescimento nas despesas do governo é a principal crítica do mercado ao governo. Esse fato levou alguns analistas a levantar dúvidas sobre a capacidade do governo de voltar a cumprir este ano a meta de superávit primário, de 3,3% do PIB, principalmente por causa da eleição presidencial em outubro.
O mercado argumenta que uma política mais austera de contenção de gastos atenuaria a necessidade de o Banco Central aumentar juros para conter as pressões na inflação.
Por outro lado, os dados do secretário mostram que as despesas do governo com investimentos foram de apenas 1,2% do PIB nos últimos 12 meses encerrados em abril deste ano, muito próximo ao 0,8% registrado em 2002.
(Com Agência Estado)

Mapas de cidades ao alcance do telefone

Por The New York Times

Existem centenas de aplicativos de celular que ajudam a navegar em sistemas de trânsito do mundo todo (Foto: Getty)
Em algumas cidades, sacar um mapa de trânsito é um convite aberto aos pedidos de mendigos, vigaristas e serviços de transporte. Mas você pode fugir de tais perturbações se tiver um smartphone. Mas cuidado para não ser roubado pela sua operadora de celular ou por um desenvolvedor de software incompetente.
Existem centenas de aplicativos de celular que ajudam a navegar em sistemas de trânsito do mundo todo. Quase todos são fáceis de criar, porque muitas cidades distribuem suas informações de trânsito de forma ampla, e podem ser lucrativos. Mas esses aplicativos também podem ser uma dor de cabeça para os desenvolvedores a longo prazo, pois rotas e o serviço de informação de trânsito podem mudar com frequência em qualquer cidade. E se você, como consumidor, fizer o download de um aplicativo que tem vida curta, pode pagar caro pelo tempo desperdiçado, ou pior, por uma viagem para o lado errado da cidade.
Os usuários em algumas cidades, como Nova York, beneficiam-se de um punhado de bons aplicativos, como Exit Strategy NYC (4 dólares para iPhone e BlackBerry, 3 dólares para o Android) e HopStop (gratuito apenas para o iPhone), feitos por desenvolvedores de software com planos de longo prazo. Em outras cidades é mais complicado.
Planeje fazer uma pequena pesquisa para identificar um ou dois aplicativos específicos de cidades, como MyTransit Washington DC (1 dólar no iPhone), ou iTrans CTA Chicago (2 dólares no iPhone), que valem o preço. Os usuários do iPhone, Windows Mobile e BlackBerry podem aumentar suas possibilidades ao carregar o aplicativo gratuito MetrO, que abrange cerca de 400 cidades em todo o mundo. E os usuários do Android podem se safar ao carregar o aplicativo também gratuito AnyStop, que abrange 125 cidades do mundo.
O MetrO não precisa de conexão à internet para funcionar e oferece um menu para pontos de parada e locais de interesse, caso você não saiba a estação mais próxima da Torre Eiffel, por exemplo. Ele também inclui informações sobre os sistemas de ônibus, como aqueles em Sydney ou em Berlim, que outros aplicativos não tem.
O AnyStop também é fácil de usar, mas requer conexão de rede para seus melhores recursos. Em um deles, conta com uma função de GPS para encontrar a localização do usuário e compará-la à dos locais de trem e ônibus para então calcular o tempo de chegada à estação mais próxima. Tais previsões de chegada estão disponíveis para quase metade das cidades do AnyStop, incluindo as linhas de São Francisco e as do transporte coletivo em Boulder, no Colorado.
Brendan Nee, um dos desenvolvedores do AnyStop, disse que o aplicativo atende melhor quem já conheciam as rotas e querem otimizar seu tempo de viagem. Passageiros habituais encontrarão maior utilidade nele do que os turistas.
Para os turistas, aplicativos específicos são, frequentemente, as melhores opções. O aplicativo The Metro Paris (1 dólar, iTunes), por exemplo, recebe boa avaliação dos usuários pela facilidade de utilização e ferramentas para planejar o itinerário. Uma nova atualização para o aplicativo inclui uma camada com caixas eletrônicos nas proximidades de um determinado banco, por exemplo. Alguns usuários reclamam que recursos como estes estão disponíveis apenas se você tiver internet ou conexão pelo celular, o que pode ser um inconveniente.
Google - Se acontecer de você ter baixado um aplicativo de trânsito estrangeiro que não funciona bem, só precisa abrir um navegador de celular e usar o Google Maps. Você não vai encontrar o aplicativo no AppWorld do BlackBerry. No lugar disso, acesse maps.google.com. O Google atualizou recentemente seus serviços para incluir mapas detalhados e informações de trânsito local de 446 cidades, o que abrange cerca de cem cidades a mais do que a versão antiga. Novas cidades incluem Boston, Philadelphia, Toronto e toda a Dinamarca.
A beleza do aplicativo é seu equilíbrio entre simplicidade e abrangência. Se você tem um celular com GPS, o aplicativo vai detectar sua localização, então você pode digitar seu destino e ele oferecerá opções de rota. As rotas mais rápidas aparecem em primeiro lugar nos resultados e, em algumas cidades, o tempo de viagem leva em consideração os intervalos entre ônibus ou trens para uma rota.
O Google Maps tem uma grande desvantagem, na medida em que só funciona se você tiver uma conexão de celular ou Wi-Fi. Isso não é um problema se sua cidade tem grande cobertura Wi-Fi e boa conectividade para celular, ou se você estiver em viagens domésticas, em que não vai se preocupar com as taxas exorbitantes de roaming para transmissão de dados. Mas isto é frequentemente um problema no metro, onde o sinal é fraco e o viajante muito provavelmente precisará de mapas.
Anthony House, um porta-voz do Google, disse que a empresa considerou um recurso que permitiria aos usuários o download de mapas locais. Mas, enquanto isso, dependendo das taxas de roaming internacional de telefone, você pode pagar caro por cada minuto que se leva para procurar o seu destino e digitar o percurso. Nesse caso, as opções diminuem para duas: pegue um táxi ou abra um mapa de verdade e declare seu status de turista com orgulho.

Trilha sonora de 'Eclipse' tem audição liberada no site do disco

Edward, Bella e Jacob, personagens principais de 'Crepúsculo' (Foto: Divulgação)

,A trilha sonora de Eclipse, terceiro longa da série Crepúsculo com estreia mundial marcada para 30 de junho, já pode ser ouvida gratuitamente no site oficial do CD. A trilha, que na edição brasileira contará com uma música da banda Hóri, do ator e cantor Fiuk, está disponível para audição em streamingapenas neste início do mês.
A divulgação das músicas - confira abaixo a lista completa de faixas - faz parte da estratégia de lançamento do disco, que já está em fase de pré-venda no site oficial. Também os ingressos para sessões do longa já podem ser encomendados pelos fãs da série.
O CD de Eclipse tem a participação de artistas como The Black Keys, Vampire Weekend, The Dead Weather e Band of Horses - alguns de nomes bastante sugestivos, bem no clima da saga de filmes que tem por base a série de best-sellers da escritora Stephenie Meyer.
Confira abaixo a relação completa das músicas:

1. Metric - Eclipse (All Yours)
2. Muse - Neutron Star Collision (Love Is Forever)
3. The Bravery - Ours
4. Florence and the Machine - Heavy In Your Arms
5. Sia - My Love
6. Fanfarlo - Atlas
7. The Black Keys - Chop And Change
8. The Dead Weather - Rolling In On A Burning Tire
9. Beck and Bat For Lashes - Let's Get Lost
10. Vampire Weekend - Jonathan Low
11. Unkle - With You In My Head (Feat. The Black Angels)
12. Eastern Conference Champions - A Million Miles An Hour
13. Band of Horses - Life On Earth
14. Cee Lo Green - What Part of Forever
15. Howard Shore - Jacob's Theme
16. Battles - The Line
17. Bombay Bicycle Club - How Can You Swallow So Much Sleep
18. Fanfarlo - Atlas (Remix) (Digital Bonus)
19. Cee Lo Green - What Part Of Forever (Remix) (Digital Bonus)

BP tenta conter mancha com produtos químicos e ilhas artificiais


O petróleo jorrado pelo vazamento já poluiu mais de 200 quilômetros da costa de Louisiana (Foto: AFP)
Depois do fracasso de mais uma tentativa para conter o vazamento de petróleo no Golfo do México, a companhia de petróleo British Petroleum (BP) informou nesta quinta-feira ter conseguido algum avanço em sua tentativa de conter a maré negra, jogando no mar milhões de litros de um controverso dispersante. De acordo com especialistas, o produto químico pode provocar problemas uma vez dissolvido no fundo do mar, afetando a vida marinha.
Ontem, técnicos da petroleira tentavam serrar o oleoduto para encaixar um domo de contenção que desviaria o fluxo de óleo para um navio. Para isso, usaram uma serra com dentes de diamante. Mas a serra ficou presa no duto e só foi solta no fim da tarde. Nesta quinta, a BP informou que conseguiu cortar o cano, utilizando uma espécie de 'tesoura gigante' e tentará agora colocar um funil para sugar o petróleo para as embarcações na superfície.
O almirante da Guarda Costeira americana, Thad Allen, descartou, até o momento, a possibilidade de deter o vazamento com uma explosão nuclear. "Isso não foi seriamente considerado", afirmou. "Antes de considerar essa opção, há muitas outras a serem tentadas", completou. A ideia, utilizada pela ex-URSS, envolve provocar uma pequena explosão nuclear capaz de derreter a rocha em volta do poço e deter o fluxo de petróleo.
A companhia anunciou ainda que pagará integralmente os 360 milhões de dólares necessários para a construção de seis seções de ilhas artificiais destinadas a proteger a Louisiana da maré negra provocada pelo petróleo que vazou de uma das plataformas da empresa que explodiu no Golfo do México. A luta contra o vazamento já custou até o momento aproximadamente 1 bilhão de dólares à BP.
Fracassos - A BP fracassou durante seis semanas em todas as tentativas de deter o vazamento de petróleo, que já se tornou o pior da história dos Estados Unidos, desde que a plataforma explodiu em 20 de abril, afundando a 1.500 km de profundidade.
A Casa Branca informou que o presidente Barack Obama fará sua terceira visita à região do Golfo do México, na sexta-feira, para inspecionar as tarefas que pretendem colocar fim ao gigantesco desastre.
O vazamento provocou uma enorme mancha de óleo que contaminou a costa de Lousiana, que se aproxima das praias da Flórida e obrigou a interromper as atividades de pesca em um terço do Golfo do México.
Algumas manchas de petróleo foram vistas nas últimas horas no mar em dezenas de quilômetros da praia de Pensacola, importante centro turístico do Flórida, e os meteorologistas já disseram que é quase certo que a mancha chegará à costa.
A mancha "deverá atingir a costa do estado nas próximas horas", disse um funcionário da Agência de Proteção do Meio Ambiente da Flórida, na véspera da temporada de furacões no Hemisfério Norte.
Impactos financeiros - As agências de classificação de risco Fitch e Moody's rebaixaram nesta quinta-feira a nota da BP, alegando riscos financeiros pelo vazamento.
A Fitch anunciou em um comunicado ter rebaixado de "AA+" para "AA" com perspectiva negativa a nota da British Petroleum (BP). Essas notas mantiveram o grupo entre "os emissores de alta qualidade".
A Moody's, por sua vez, rebaixou a nota de crédito da BP de "AA1" para "AA2", levando em conta que a mancha de óleo "acarreta custos importantes para contê-la e limpá-la, assim como gastos legais importantes".
O derramamento de petróleo já quase triplicou seu tamanho em um mês e tem uma dimensão de 24.400 km2, semelhante ao estado de Maryland (nordeste de EUA) ou mais que o dobro da Ilha de Jamaica, segundo imagens de satélite divulgada em Miami.
O governador da Flórida, Charlie Crist, declarou emergência na costa sobre o Golfo do México e em condados do sul do estado, inclusive Miami, onde se teme que a corrente marítima possa impulsionar parte da mancha de óleo.
(Com agência France-Presse, AFP e Agência Estado
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Ideia de Lula sobre tributação no Brasil é equivocada, dizem analistas

Por Benedito Sverberi
A postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de justificar a alta carga tributária do Brasil, de 36,5% do PIB, com a necessidade de se ter um Estado forte, que ofereça assistência social aos cidadãos e garanta crescimento econômico é, no mínimo, simplista. A opinião unânime dos economistas ouvidos pela VEJA.com é que a conclusão do presidente Lula embute conceitos equivocados e sem nenhum embasamento.
O primeiro erro na avaliação do presidente é relacionar de forma direta o volume arrecadado com os serviços que o governo presta aos cidadãos. Também não há nenhuma relação direta entre o valor dos impostos e a capacidade de desenvolvimento do país.
A Grécia, por exemplo, que tem carga tributária semelhante à brasileira, está em maus bocados. O país, apesar de arrecadar muito, gastou mais do que tinha disponível nos cofres públicos e agora precisa de ajuda externa para honrar seus compromissos.
Para perceber a falta de precisão nas declarações de Lula, basta ver as condições de Lesoto e Argélia, que penalizam seus cidadãos e empresas muito mais que o Brasil e, nem por isso, estão em uma situação de desenvolvimento confortável.
Outro equívoco do presidente Lula é ignorar o perfil da tributação de um país. No Brasil, a arrecadação de impostos, em vez de focar na renda e na propriedade, concentra-se no consumo. Resultado: os pobres pagam bem mais que os ricos.
Estudo recente do IPEA revela que os tributos ficam com 54% da renda de uma família que ganha até dois salários mínimos. A 'mordida' diminui à medida que o rendimento sobe. Famílias com renda maior que 30 salários mínimos têm carga tributária de 29%. "Infelizmente, o presidente Lula parece ser orgulhar de uma carga distorcida e socialmente injusta", afirma o ex-ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega.
O presidente Lula também esqueceu que o Brasil gasta mal o que arrecada. Cerca de 90% da arrecadação volta-se exclusivamente aos gastos obrigatórios, sobretudo com pessoal (25%) e manutenção da máquina pública (31%). Em outras palavras, a margem para expandir os investimentos em educação, saúde e infra-estrutura - que ajudam a construir a base do desenvolvimento de um país - fica comprometida.
Os economistas também afirmam que o presidente Lula errou ao equiparar o Brasil aos Estados Unidos e à Europa na forma e volume de tributação. Isso porque a maneira como um país gasta o que recolhe em impostos muda ao longo de sua história e conforme seu estágio de desenvolvimento.
Sobre esse tema, o pesquisador alemão Adolph Wagner postulou o que ficou conhecido entre os economistas como 'Lei de Wagner' (ou 'Lei dos Gastos Públicos Crescentes'). Em resumo, a idéia é que, à medida que uma economia enriquece e se diversifica, a própria sociedade passa a demandar do Estado novos e melhores serviços sociais, o que, no fim, implica elevação de impostos. Neste sentido, não faz sentido algum comparar o Brasil a seus pares europeus ou da América anglo-saxônica.
Tributar é preciso - Os economistas ouvidos pela VEJA.com, contudo, não descartam a necessidade de tributação em uma economia. A acadêmica Eliana Cardoso, da FGV-SP e do Insper, explica que, sim, o desenvolvimento começa com a tributação, mas é preciso cuidar da outra ponta: o aspecto social.
Com passagem pelo FMI e Banco Mundial, ela conheceu de perto nações do Sudeste Asiático que têm registrado nos últimos anos elevadas taxas de crescimento e cuja carga tributária é inferior a 15%.
"Apesar do crescimento econômico, a realidade desses países é muito triste. Eles vivem em guerra, a pobreza é enorme, as mulheres são excluídas e o Estado é simplesmente incapaz de recolher impostos", explica. "Um governo que não consegue tributar fica impedido de criar a base do desenvolvimento", acrescenta.
O fato é que, enquanto uma nação embutir o título de 'emergente', o desejável é que a carga tributária seja equilibrada. Em outras palavras, não pode ser tão alta a ponto de pesar sobre o desenvolvimento - e muito menos penalizar o consumo (que prejudica os mais pobres). Também não pode ser tão baixa a ponto de amarrar a capacidade de o governo contribuir para o desenvolvimento, construindo estradas, pontes, escolas, desenvolvendo tecnologia, etc.
 



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