A ameaça dos robôs



Robôs se rebelarem contra seres humanos com a finalidade de exterminá-los é tema recorrente em livros e filmes de ficção científica. O que é novidade, e realidade aterradora, é o fato de engenheiros de robótica de todo o mundo terem se reunido, na semana passada, na Asilomar Conference Grounds, realizada nos EUA, para discutir os riscos do surgimento de uma verdadeira geração de "robopatas" - máquinas perigosas e a perda de seu controle pelo homem
Os cientistas descartam, é claro, a possibilidade de elas adquirirem por si mesmas tal patamar de comportamento, porque isso significaria admitir, absurdamente, que robô pode ter livrearbítrio. Mas o grande receio dos pesquisadores, na verdade, é a possibilidade de esses robôs serem manipulados por criminosos comuns, como já os são pelos governos de alguns países em momentos de guerra. "O que um serial killer poderia fazer, por exemplo, com um sistema robótico de simulação de voz?", indaga Eric Horvitz, pesquisador da Microsoft e presidente da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial. Ele responde: "Precisamos refletir sobre consequências perigosas. Cientistas da computação devem ser responsabilizados se máquinas superinteligentes saírem do nosso controle."
Como não é de hoje que essas máquinas vêm sendo desenvolvidas, cabe perguntar por que tais preocupações - e temores - brotam justamente nesse momento. Sobre dois robôs, em particular, recai a responsabilidade dessa síndrome do medo. Um deles, desenvolvido nos EUA pela empresa Williow Garageta, ostenta atualmente o grau máximo de inteligência e independência: quando a sua bateria o alerta que está zerando, é ele quem sai procurando por conta própria uma tomada. Nessa busca, é capaz de abrir portas - e é impulsivo o suficiente para arrombá-las se for necessário. O mais incrível: também é ele quem liga o seu fio na tomada. Tudo se processa em seu "organismo" através de computadores (cérebro), sensores (membros) e microcâmeras (olhos para identificação de saídas elétricas). O outro gênio do momento no campo da inteligência artificial, e que leva os engenheiros a refletir se não é chegada a hora de pisar no freio do acelerado desenvolvimento da robótica, é a máquina que tem a fantástica capacidade de "aprender" sozinha. Criada pelo cientista Rodney Brooks, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA, impressiona pelo seu chip que está programado não para executar determinadas tarefas, mas, isso sim, para captar e reproduzir movimentos que seus sensores detectam. Assim, através desse "chip autodidata", está habilitada a repetir compulsivamente alguns movimentos humanos: ao ver alguém martelando um prego, quer martelá-lo. Ao ver alguém matando, pode querer matar também. "E se ela, por algum motivo, sair do controle de pessoas do bem?", indaga Horvitz.
MARS LAND ROVER 
A Nasa o descreve como o melhor geólogo automatizado. Sua grande arma é o seu braço robótico
Seria uma atitude no mínimo reacionária negar a importância de robôs na evolução da humanidade e na melhoria da qualidade de vida. Desde que saíram dos laboratórios, sobretudo nos EUA e no Japão, as máquinas de inteligência artificial se espalharam em empresas, bancos, escolas, supermercados, hospitais e asilos. Esses robôs, nascidos para o bem, são refratários a tentativas de serem pervertidos - não foram programados para a agressividade. O problema, no entanto, é que o próprio homem, no poço sem fundo de seu instinto de criar tecnologias cada vez mais fantásticas, acaba ultrapassando limites. Há cerca de meio século o matemático britânico I.J. Good já alertava para o perigo daquilo que chamava de "explosão nervosa" da inteligência artificial. Atualmente, até mesmo um dos maiores entusiastas dessa forma de inteligência, o cientista Tom Mitchell, da Universidade Carnegie Mellow, revê sua boa fé: "Fui muito otimista."

Táxi sem motorista



A cena traduz na realidade o sonho de engenheiros que há décadas falavam de um futuro no qual os automóveis se locomoveriam autonomamente - ou seja, carros andariam prescindindo de motoristas. Pois bem, qual é a cena? Ela está se passando em Londres, onde o táxi sem taxista já é uma realidade. No aeroporto de Heathrow o futuro chegou: veículos desse tipo transportam os passageiros do terminal de número cinco ao estacionamento. "Entramos em uma nova era dos transportes, é um momento histórico da tecnologia e da criatividade humana. Daqui para a frente não será preciso dirigir nem depender que alguém dirija para nós", diz o professor de engenharia da Universidade de Bristol Martin Lowson, criador desse táxi denominado Sistema de Trânsito Pessoal Rápido (PRT, na sigla em inglês).
"Eu e minha equipe estávamos reunidos e era inevitável que se colocasse a questão do transporte mais cômodo para este século marcado pela implementação de tantas e revolucionárias tecnologias", diz Lowson. Foi assim que nasceram, nas pranchetas e depois na vida real, os veículos que integram esse sistema. Eles têm capacidade para transportar até quatro passageiros por viagem (juntamente com a bagagem, é claro), a uma velocidade de até 40 quilômetros por hora. Como andam em um corredor exclusivo, sem cruzamentos, essa velocidade de 40 quilômetros chega, figurativamente, a valer por 400 quando se olha para os arredores e só se veem congestionamentos.
Fotos: Divulgação. Arte: Fernando Brum
Tudo está programado numa central de computadores dentro do aeroporto, e é nela que os operadores monitoram o sistema digital autônomo de cada táxi para garantir o bom funcionamento e evitar uma eventual pane. "O passageiro para na frente do táxi e por meio de um sensor a porta se abre automaticamente. Basta digitar, por exemplo, o nome do hotel para onde deseja ir e então relaxar", diz o engenheiro. Por enquanto são 18 táxis que percorrem o circuito interno do aeroporto. Até o começo do ano que vem, no entanto, esses automóveis já estarão trafegando em estruturas de trilhos sobre o trânsito intenso da cidade.
O investimento inicial do projeto do Sistema de Trânsito Pessoal Rápido foi de US$ 41 milhões. O sucesso nos testes, no entanto, empolgou tanto os investidores que compartilham as cotas acionárias do aeroporto de Heathrow que eles decidiram aplicar mais US$ 300 milhões na expansão do projeto para que os táxis saiam do aeroporto rumo ao centro de Londres. "O melhor é poder pegar um táxi sem ter que falar nada", diz um brincalhão Lowson, acrescentando que esse é o "sonho dos ingleses mais calados".
A equipe envolvida no desenvolvimento do PRT trabalha na indústria especializada da Aeronáutica e procurou construir o sistema baseandose na engenharia de um avião. "Precisamos oferecer o máximo de confiança, porque qualquer erro levantará muitas críticas e as pessoas passarão a ter medo desse tipo de veículo autônomo", dizem os engenheiros, cientes de que, se o modelo se firmar, certamente ele será instalado em outros pontos da cidade e significará uma das maiores revoluções mundiais no campo dos transportes.
O Sistema de Trânsito Pessoal Rápido também foi festejado pelos ambientalistas e não é difícil adivinhar a razão: os veículos sem motoristas diminuem as emissões de carbono e são até 70% mais eficientes do que os automóveis convencionais em termos de uso de energia (50% em relação aos ônibus). A expectativa é de que pelo menos 500 mil passageiros utilizem esses táxis anualmente para percorrer Londres. A julgar pela reação dos usuários na semana passada, os veículos autônomos vieram para ficar.

Além de nós, mas como nós



Uma equipe de astrônomos da Universidade de Genebra, integrada por pesquisadores de diversos países, entre eles o Brasil, anunciou na semana passada a descoberta do primeiro planeta fora do sistema solar que não é formado por gases. Batizado de CoRot- 7b, a sua imagem foi enviada à Terra pela sonda francesa Corot e abre novas perspectivas ao estudo e à busca desses corpos celestes extrassolares, chamados exoplanetas.
A rigor, a ciência se dedica cada vez mais a esse desconhecido universo na medida em que aumenta também o interesse pela possibilidade de existência de formas rudimentares de vida extraterrestre. Ocorre, no entanto, que os cerca de 400 exoplanetas já catalogados são compostos basicamente de gases, fenômeno que torna inviável a presença de "elementos biologicamente vivos". Com o novo CoRot-7b é diferente: a sua superfície, dizem os astrônomos, é formada por "uma espécie de chão firme". Assim, se os outros exoplanetas assemelham-se, por exemplo, a Júpiter e Saturno, o que agora foi localizado pode até ser considerado, segundo os pesquisadores, como "um parente da Terra".
E onde está esse "parente"? Como ele é? A sonda francesa é que nos responde: o CoRot- 7b distancia-se de nós em 500 anos-luz (um ano equivale a 9,6 trilhões de quilômetros) e estima-se que ele seja cinco vezes maior que a Terra. O grande fascínio dos cientistas devese ao seu chão rochoso e à sua densidade. "Esse é o exoplaneta mais parecido com a Terra que nós já encontramos", disse o astrônomo alemão Artie Hartzes."Isso nos dá a esperança de que, em um futuro próximo, encontraremos outros ainda mais parecidos e com condições mais favoráveis à existência de vida". Igualmente otimista é o pesquisador suíço Alan Boss: "Tenho, cada vez mais, a certeza de que vivemos em um universo bastante populoso."

Luvas de Michael Jackson leiloadas por US$ 350 mil



Michael Jackson continua em alta (se é que um dia vai estar em baixa). Um dos pares de luvas mais usadas pelo rei do pop, que morreu em junho, foi vendido por U$$ 350 mil em leilão organizado pela casa Jullien's Auction, em Nova York. Elas são confeccionadas em couro branco com diamantes (imitações) costurados à mão. A peça-ícone foi calçada pela primeira vez por Michael em 1983 - quando exibiu, também pela primeira vez, o seu passo de dança "moonwalk". Coube a um cassino da cidade chinesa de Macau arrematála. No cassino funcionará um memorial asiático dedicado ao astro.

Chávez, Chávez, Chávez



Quem é que aguenta. Primeiro foi a determinação de banho de três minutos, logo em seguida a ordem para que se usasse lanterna quando se fosse ao banheiro de madrugada, inclusive para tomar banho. Isso no campo da economia de energia. Depois, a população masculina se viu conclamada a emagrecer porque de uma hora para outra o país pode carecer dela para uma eventual guerra. Agora, veio o confisco de 31 propriedades rurais do líder de oposição Manuel Rosáles. Está-se falando do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e de suas ordens.Na terça-feira 24, segundo um de seus assessores, ele foi despertado de madrugada por um telefonema quando dormia em seu sofá. O assunto era Honduras. Mandou dizer: "Peça para me ligar depois. Você não sabe como está bom aqui".

Livros consagrados dão lições profissionai




'O Pequeno Príncipe': nova função (Foto: Reprodução)
Um livro considerado "clássico" não morre. E, justamente por ser clássico, tem força para ganhar releituras. Prova disso é o emprego dado a títulos como o tratado militar A Arte da Guerra, do chinês Sun Tzu (544-496 a.C), e o manual político O Príncipe, de Nicolau Maquiavel (1469-1527). O mesmo ocorre com a consagrada fábula do francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) O Pequeno Príncipe. Encarados como fontes de sabedoria e reflexão, esses livros vêm conquistando espaço na cabeceira de profissionais em busca de motivação para turbinar a carreira.
"A utilização de frases e trechos de livros em eventos da empresa é uma forma de criar motivação", diz o executivo Milton Pereira, da Serasa Experian, multinacional que presta serviços de análise e informações de crédito. Fã de literatura, Pereira usou recentemente uma frase do mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967) ao receber o troféu de Profissional de RH do Ano, entregue pela revista Você RH, da Editora Abril - que publica VEJA. "É junto dos bons que a gente fica melhor", disse. Ao lado de Fernando Pessoa e Maquiavel, Guimarães Rosa figura entre os autores citados por Pereira em palestras proferidas dentro e fora da Serasa.
Se as linhas de Pessoa e Rosa servem como fontes de inspiração, Maquiavel e seu O Príncipesão vistos como exemplo daquilo que uma empresa deve evitar a qualquer custo. "Maquiavel dá lições sobre poder que não são aplicáveis em uma empresa ética, como aliar-se aos inimigos para governar", explica Milton. Vale lembrar que o clássico do Renascimento italiano foi produzido em um momento particular e de transição da vida política europeia, em que o pragmatismo do monarca era fundamental para a afirmação do estado moderno.
O príncipe do bem - Mais lições para o universo corporativo são retiradas de outro título principesco. E muitos executivos já descobriram isso. "O Pequeno Príncipe foi um dos livros mais vendidos no nosso estande na Feira do Livro de Porto Alegre deste ano", diz Marisa Bof, proprietária da rede gaúcha Livros de Negócio, voltada para o mundo corporativo. "Parece um livro de criança, mas muitos adultos o procuram", garante a empresária, que nesta semana vendeu um pacote de exemplares da obra para uma empresa local. "O Pequeno Príncipe atrai executivos por proporcionar auto-conhecimento e uma reflexão sobre a vida", afirma Marisa, citando fatores que o mercado considera cada vez mais necessários para uma carreira produtiva.

Sorteio dos grupos: está chegando a hora de torcer


O palco do sorteio
Ainda faltam quase 200 dias para a abertura do Mundial, mas a seleção brasileira vai precisar de muita torcida já na sexta-feira que vem. Dentro de uma semana, a Fifa realiza o sorteio das chaves da Copa, numa cerimônia marcada para a Cidade do Cabo, a mais bela cidade sul-africana (na foto acima, o palco da festa, mostrado à imprensa nesta quinta-feira). O Brasil é um dos favoritos à conquista da taça, mas ainda assim tem motivos para se preocupar - o sorteio pode ser perigoso.
A primeira etapa do processo acontece na quarta-feira, quando serão conhecidos os cabeças-de-chave da competição. O Brasil e mais cinco seis campeões mundiais deverão estar na lista, junto com a anfitriã África do Sul. Completaria a lista a Espanha, atual campeã europeia e líder do ranking da Fifa. Isso garante que o Brasil e as outras superpotências - Itália, Argentina, Alemanha, França e Inglaterra - não se enfrentem logo na fase inicial.
No dia do sorteio, as cabeças-de-chave ocuparão o primeiro conjunto de seleções. O conjunto seguinte será formado pelas demais seleções europeias. O terceiro é composto por africanos e sul-americanos e o quarto, por asiáticos e norte-americanos. Cada grupo é formado por uma seleção de cada conjunto. Alguns critérios adicionais impedem, por exemplo, que uma seleção sul-americana enfrente outra da mesma região na primeira fase. Uruguai, Paraguai e Chile, portanto, estão fora do caminho do Brasil.
Simular as possíveis combinações de grupos pode assustar até o mais otimista dos torcedores. A seguir, dois exemplos de grupos perigosos, que poderiam até significar uma eliminação precoce na Copa:
Brasil, Holanda, Camarões, México: Os holandeses se classificaram com facilidade ao Mundial e têm uma geração talentosa; Camarões é o grande time africano; o México vem incomodando a seleção brasileira nos últimos anos.
Brasil, Portugal, Costa do Marfim, Estados Unidos: A seleção lusa tem simplesmente Cristiano Ronaldo; a marfinense, Drogba, Toure e Eboue; os americanos são os atuais vice-campeões da Copa das Confederações.
Essas possibilidades preocupam, mas tratam-se dos piores cenários possíveis. O Brasil poderia cair num grupo com Grécia, Argélia e Nova Zelândia, por exemplo. E aí reside uma outra preocupação, totalmente diferente: enfrentar uma chave fácil demais pode significar um início de Copa com ritmo de treino, sem grandes desafios que preparem o time para as etapas eliminatórias. O que você acha? É melhor pegar um grupo forte logo de cara ou começar o Mundial pegando apenas times fracos?

Por trás do pé na bunda


Arquivo Época
IVAN MARTINS 
É editor-executivo de ÉPOCA
O escritor franco-argelino Albert Camus disse que o suicídio era a grande questão filosófica do nosso tempo. Parafraseando, eu diria que o fim dos relacionamentos é a grande questão da vida afetiva moderna: por que as pessoas se separam? Por que tantos de nós fracassam em manter relações estáveis e duradouras? Por que num mundo repleto de possibilidades de encontros há tanta gente sozinha?
Nos últimos dias, como num filme, tive duas ocasiões para pensar concretamente sobre isso.
Na primeira ocasião, dei de cara numa festa, inesperadamente, com uma ex-namorada de enorme importância. Ela estava com um homem mais alto, mais jovem e mais bonito do que eu. Parecia feliz. Dias depois, encontrei num restaurante outra das poucas mulheres que marcaram a minha vida - dessa vez com a família, a mesma que eu costumava freqüentar.
Rever essas duas mulheres, vê-las seguindo tranqüilas o fluxo da própria existência, me fez pensar sobre o que havia levado, nos dois casos, à separação. A conclusão, simples e chata, é que não aconteceu nada realmente espetacular. Não houve crime, traição, abandono, tragédia, fatalidade, drama, gritos, morte, nada. Se eu tivesse de apontar a causa mortis diria... O que eu diria mesmo? Não sei.
Sei que as pessoas parecem se cansar umas das outras. Elas enjoam. Perdem o interesse. Elas se distraem, desafinam entre si. Não sentem mais tesão e logo deixam de sentir alegria. O outro deixa de ser uma surpresa cintilante para se tornar uma repetição. O sonho empalidece, os planos nublam, chove. Quando se perde o amor, chove.
Quando a gente fala dessas coisas é comum que as pessoas perguntem: quem acabou, você ou a fulana? Isso costumava ser a coisa mais importante do mundo. Afinal, quem leva o pé na bunda carrega o ônus (formal) da rejeição. Dói e às vezes dói muito. Mas hoje, de uma perspectiva mais experiente, isso me parece de importância secundária. Não interessa a quem cabe o gesto final - o fato importante é que acabou. Os dois perderam, de novo, a oportunidade de serem felizes. É uma espécie muito concreta de fracasso que muitos de nós experimentamos seguidamente.
Outro dia, almoçando com um amigo na Vila Madalena, ouvi a versão resumida (com sotaque carioca) do drama das relações adultas. “Homem não presta”, ele disse. Ponto final. É divertido, mas é bobagem. As mulheres já não são poços de virtude ou de paciência e, no geral, padecem do mesmo mal que afeta os homens: a insatisfação difusa e a falta de objetivos. O que eu espero do outro? O que eu quero para nós dois? Vai saber.
Da minha parte, eu tenho feito um esforço danado de entender o que nos separa. Já tive dois casamentos e, como dizem os mexicanos, o terceiro é o que conta. Estou me preparando: duas sessões de análise por semana, esta troca semanal com vocês (que ajuda imensamente a entender o que eu penso e sinto) e a exploração descarada da vida dos amigos – tudo que eles fazem me interessa, desde que venha contado em detalhes, desde que se possa aprender.
O que eu aprendi até agora? É pouco, mas eu divido:
1) Tem de ter compromisso. Estar com alguém vale a pena, ainda que seja uma pessoa por década, por ano ou por mês. Uma relação monogâmica ainda é o melhor jeito de aprender sobre o outro e sobre si mesmo. Mas exige atenção e dedicação.
2) Se tiver problemas, converse. Homens (com exceções notáveis) não gostam de discutir a relação. Está errado. Nós somos criaturas tão complexas, tão neuróticas e fundamentalmente tão infelizes que já é um milagre que convivamos socialmente sem nos matar o tempo todo. Como se vai dormir junto, comer junto e beijar a boca um do outro sem que pilhas de questões apareçam? Fale. A palavra salva.
3) Quando o sexo fica chato, paciência – e imaginação. Lembre que você tem a sorte de viver no século 21 e que tudo (ou quase tudo) que você e sua parceira (ou parceiro) quiserem fazer, é permitido. Dentro e fora de casa. Se um vídeo da Sasha Gray não for o suficiente, há um mundo inteiro de possibilidades reais e imaginárias a seu dispor. Explorar é bom.
4) Quando o sexo ainda continua chato, escute, preste atenção na parceira. As mulheres, quando sentem que há espaço, são atrevidas e divertidas. Escute o que a sua mulher tem a dizer, sobretudo se ela falar baixinho ao seu ouvido.

Por que a escola precisa ensinar cidadania


Revista Época
RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.br
Alunos nas escolas britânicas aprenderão uma nova lição: não bater em mulheres e meninas. Por ano, na Grã-Bretanha, 1 milhão de mulheres sofrem ao menos um episódio de violência doméstica, e 750 mil crianças são testemunhas. A aula estará no currículo obrigatório para crianças a partir de 5 anos. Formar os valores do indivíduo, dar noções de cidadania... é papel da escola ou da família?
Do jeito como as coisas andam, por mais que eu defenda a soberania individual, sou a favor de aulas de cidadania. É um terreno pantanoso. Não se fala aqui da antiga aula de moral e cívica, de assustadora lembrança. Mas de noções de convívio pacífico, não discriminação racial ou sexual, respeito ao meio ambiente, ao vizinho e aos idosos, e alertas para o abuso de álcool, drogas, armas, e contra a violência em casa, no trânsito, na rua, na sala de aula.
Não deveria ser papel dos pais? Ao atribuir à escola parte da responsabilidade pela formação do cidadão, não estaríamos passando atestado da falência da família? Não são os pais que devem ensinar o certo e o errado, de acordo com seus princípios morais e éticos? Teoricamente, sim. Mas, como pais, cumprimos nosso papel? A família moderna – em que pais e mães trabalham dez horas por dia e dedicam pouco tempo aos filhos, ou se divorciam numa velocidade maior do que se casam – é autossuficiente para formar cidadãos responsáveis? A sociedade tem contribuído positivamente para mostrar à criança a fronteira da liberdade que não incomoda o outro? Quando se fala em defesa da cidadania, logo se pensa em sair às ruas e exigir nossos direitos. E os deveres de cada um? Quem é o guardião – precisamos de guardiães?
Uma tragédia ocorrida em Belo Horizonte na quinta-feira demonstra a impotência de famílias que não sabem a quem apelar quando os filhos se viciam e se tornam agressivos. Bruno Guimarães, de 29 anos, que já havia sido internado seis vezes para desintoxicação, foi morto com 12 tiros por três PMs em sua própria casa. Quem chamou a polícia foi o pai. Bruno e amigos consumiam crack e cocaína. Os PMs arrombaram o quarto, e o rapaz atacou um PM com uma faca. Balas de borracha não surtiram efeito, e o PM descontrolado disparou 12 tiros com uma pistola 40. Doze tiros! Fica claro para os pais que chamar a PM para conter um filho drogado não é opção. Não é desse tipo de “guardião” que as famílias precisam.
Teoricamente, caberia aos pais educar seus filhos. 
Mas ninguém pode dar conta dessa tarefa sozinho
Podemos criar uma sociedade menos violenta? Dois estudos divulgados na terça-feira, em São Paulo, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelaram que 55% dos jovens dizem ter visto corpos de pessoas assassinadas no último ano. Sabemos que não são as famílias sozinhas, ou as escolas – sem condições de ensinar direito nem português e matemática –, que darão jeito nisso. Falta um foco obsessivo do Estado na educação ampla e irrestrita.
Até que ponto escolas e famílias podem criar uma parceria saudável? Na Grã-Bretanha, pais reagiram ao curso contra a violência doméstica. Uma mãe disse que o governo deveria se concentrar em ensinar as crianças a ler e escrever, e parar de interferir em como os pais criam seus filhos. O primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, disse que “a violência contra mulheres e meninas é uma obscenidade, por isso as escolas tentarão mudar atitudes enraizadas desde a infância”.
Na América Latina, é pior. Um estudo da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) mostrou que a violência do parceiro atinge 40% das mulheres: “De pancadas a ameaças de morte, acompanhadas por forte violência psicológica e às vezes também sexual”.
Até que ponto o Estado ajuda ou prejudica? É contribuição ou intromissão? Complicado. Sou favorável à Lei Seca, à proibição do fumo em lugares fechados, à adoção de uma educação ambiental desde cedo. Sou totalmente contra apostilas e livros com viés ideológico, que santificam ou demonizam personagens históricos para fazer a cabeça da criançada. Também acho abuso injustificável usar escolas laicas para pregações religiosas.
Mas acredito que a criação de uma cultura cidadã é responsabilidade de todos. Pais, escolas, Estado. 


Ménage polêmico



A série jovem de tevê "Gossip Girl", exibida pela CBS, fez barulho com o episódio que foi ao ar nos EUA na segundafeira 9. Nele, um rapaz e duas moças protagonizaram um ménage à trois. A simples sugestão de que isso aconteceria foi o suficiente para incendiar grupos de defesa da moral. A polêmica só acendeu a audiência, que foi 18% superior à média. O episódio deverá ir ao ar no Brasil em dezembro, pela Warner.

Meio século sem (mas com) Villa-Lobos


Chico Buarque escreveu que "música de Tom Jobim é casa de Oscar Niemeyer" - trata-se do mais precioso e sofisticado elogio a Tom. Pois bem, foi Tom Jobim, em elogio a Edu Lobo, quem escreveu: "Eu vos saúdo em nome de Heitor Villa-Lobos, teu avô e meu pai" - e aqui tem-se o mais definitivo elogio a Edu. Heitor está para a música como Oscar para a arquitetura: na condição de gênio, gênio nascido no Brasil, graças a seu talento gênio reconhecido em todo o mundo e em todos os tempos e numa eternidade de acordes - como os do "Trenzinho do Caipira". Na terça-feira 17 fez-se meio século que Heitor morreu. Oscar tem ouvidos viciados nele. Tom e Edu, Chico e Vinícius de Moraes, Baden Powell e Milton Nascimento são seus fãs e herdeiros na profissão de compor.

Viva! O mundo não vai acabar!

Apesar do legado de sua exuberante cultura, o povo maia que nos desculpe, mas o mundo não vai acabar em 21 de dezembro de 2012 como prevê o seu calendário - e no qual se baseia o filme "2012"(que também já foi divulgado aqui no blog.), de Roland Emmerich, que chegou aos cinemas esta semana. Os que garantem a sobrevivência do planeta tem as mais altas credenciais científicas da Terra: a Agência Espacial Americana (Nasa) e o Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern).



Segundo os maias, em 2012 se fecharia um ciclo de 5.125 anos, chamado Contagem Longa. E seria o fim. "Isso tudo são sandices pseudocientífi cas", diz o astrônomo Ed Krupp, do Observatório Griffith, em Los Angeles.

Microsoft pode pagar para sites de notícias saírem do Google


Microsoft e News Corp podem estar perto de fechar um acordo para que o conteúdo jornalísticos dos sites do conglomerado de mídia comandado por Rupert Murdoch, que inclui os jornais Wall Street Journal e The Sun, além dos canais de televisão Fox News e Sky News, fiquem disponíveis apenas no Bing, o mecanismo de busca que a Microsoft desenvolveu para combater o Google. Murdoch já havia afirmado que gostaria de remover o conteúdo de seus sites do Google - o que poderia ser feito em alguns minutos por técnicos da companhia adicionando arquivos robots.txt aos sites - mas as previsões todas indicavam que suas empresas deveriam sofrer mais com isso do que o buscador.

A alternativa que se apresenta, agora, é manter o conteúdo indexado, mas apenas pelo Bing. Segundo o Financial Times, a Microsoft deve pagar a News Corp por isso, e talvez também a outros produtores de conteúdo online. Steve Ballmer e Cia, ainda de acordo com informações do Financial Times publicadas no domingo (23), já teriam feito proposta semelhante a vários outros publishers. A única nominalmente citada por enquanto, além da News Corp, foi a agência de notícias Associated Press. O diretor-executivo da AP, Tom Curley, acredita que uma "guerra" entre Google e Microsoft pode ser lucrativa para os grupos de mídia.

A ideia da Microsoft é que a exclusividade de conteúdo ajude a aumentar a fatia dos usuários de internet que utilizam o Bing ao invés do Google. (Números da ComScore para outubro: Bing cresceu, de 9,4% para 9,9%; Google cresceu também, de 64,9% para 65,4%). Há dúvidas, entretanto, de que a Microsoft tenha dinheiro suficiente para "alugar" todo esse conteúdo noticioso, e mesmo de que consiga transformar o exclusivo em mais dinheiro. A jornalista Kara swisher, do site All Things Digital (que pertence a News Corp), cita "fontes próximas a situação" que acham pouco provável que a Microsoft pagará quantias imensas por um privilégio que pode nem aumentar as buscas realizadas no Bing.

O problema, para a News Corp, é que o Google é responsável por 25% do tráfego no site do Wall Street Journal. Mas o WSJ também é um site que funciona bem com conteúdo pago. Murdoch gostaria que tudo fosse assim, mas o WSJ é um produto diferente, um site de notícias que conseguiu implementar um sistema de conteúdo pago lucrativo apenas porque as pessoas ainda não querem compartilhar informações financeiras.
Primeira página

A empresa de consultoria alemã TRG (The Reach Group) quantificou a importância de sites de notícias para os resultados do Google. A pesquisa foi feita com o conteúdo de 1000 sites controlador por 148 empresas alemãs que assinaram a Declaração de Hamburgo, um documento internacional que defende a propriedade intelectual dos textos jornalísticos na internet, que já foi assinado também por entidades e empresas brasileiras, como a ANJ (Associação Nacional de Jornais), a Folha de S. PauloO Globo e o Grupo Estado, responsável pela publicação dos jornaisEstado de S. Paulo e Jornal da Tarde.

A pergunta que a TRG queria responder é "quão vazio ficariam os 10 primeiros resultados da pesquisa do Google se não pudesse encontrar mais nada desses 148 publishers alemães?". A resposta: não muito. Apenas 5% dos resultados na primeira página vêm desses sites, embora 4,01% do conteúdo indexado pelo Google seja deles. A Wikipédia, que representa 0,01% do conteúdo indexado pelo buscador, tem uma presença de 13,63% na página inicial.

Dez anos de sucesso!






O projeto ÉPOCA NA EDUCAÇÃO está há dez anos propiciando aos alunos e seus professores uma viagem fantástica pelo mundo da informação. Criado em 2001 com o objetivo de estimular nos jovens leitores a capacidade de pesquisar, analisar, construir conhecimento além de incentivar decisões coerentes com o exercício de uma cidadania plena.
Com as informações disponíveis nas revistas ÉPOCA e GALILEU e com as sugestões de atividades dos fascículos ÉPOCA NA EDUCAÇÃO, que as escolas recebem gratuitamente durante todo ano letivo, alunos e professores constroem projetos multidisciplinares para elaborar jornais, revistas, filmes e até a rádio escolar.
Em 2010 vamos editar novas sugestões que fornecerão a base do trabalho com jornalismo aplicado na escola.

Os fascículos anteriores também ficarão disponibilizados online. Para visualizar seu conteúdo basta clicar nas capas ao lado. Se desejar, imprima as edições página a página.

Todos os meses as edições dos fascículos são atualizadas e podem ser consultadas por alunos e professores e também se constituir num exercício para a sala de informática da escola.

Participe! 



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Mensaleiros podem voltar à direção do PT


O Partido dos Trabalhadores (PT) decide nas urnas internas quem vai dirigir o partido nos próximos dois anos. A votação, realizada neste domingo, traz um tema polêmico para os petistas: a volta ao comando da sigla dos envolvidos no escândalo do mensalão. Após votar, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão presidencial, afirmou que o retorno de petistas envolvidos no suposto esquema de compra de votos faz parte do processo democrático.
O ex-ministro José Dirceu e os deputados federais José Genoino e João Paulo Cunha integram a chapa de Dutra. Os três são réus no processo do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Outros cinco petistas ligados ao escândalo estão na chapa de Dutra.
Após votar, em São Paulo, José Dirceu declarou que, apesar de seu nome estar na chapa, não está no diretório. "Se vou para o diretório ou não é para ser definido em fevereiro", explicou. A previsão é que somente na terça-feira será conhecido o vencedor.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

Divulgada a trilha sonora de 'Lua Nova'



 Lua Nova, que inclui nomes como Death Cab For Cutie, que gravou a recém-lançada Meet me on the equinox,Thom Yorke, vocalista do Radiohead, comHearing damage.
Confira a lista completa:
Meet me on the equinox (Death Cab For Cutie)
Friends (Band os Skulls)  
Hearing damage (Thom Yorke) 
Possibility (Lykee Li) 
A white demon love song (The Killers)  
Satllite Heart (Anya Marina ) 
I belong to you - Remix (Muse) 
Roslyn (Bon Iver & St. Vincent)  
Done all wrong  (Black Rebel Motorcycle Club) 
Monsters (Hurricane Bells)  
The violet hour (
Sea Wolf) 
Shooting the moon (Ok Go) 
Slow life (Grizzly Bear)  
No sound but the wind  (
Editors) 
New moon - The meadow (Alexander Desplat)

O brinquedo dos famosos


No Twitter, gente que luta para preservar a vida pessoal passa o dia 
falando de sua vida pessoal. Às vezes, fala mais do que pretendia


Fotos Lailson Santos
DIA, NOITE E MADRUGADA
Sabrina, 310 000 seguidores: de tanto contar o que está fazendo, namorar escondido ficou difícil

Até artistas muito reservados, como a cantora Sandy, apreciam a chance de manter uma relação mais próxima com os fãs. Ela lembra que, logo que entrou para a rede, em junho, chocou os seguidores (230 000, pelas últimas contas) com uma revelação espantosa: confessou que adorava picanha. Choveram comentários. "Mesmo quando escrevo bobagem, as pessoas acham que é grande coisa. Recebi respostas do tipo ‘nossa, ela come a mesma comida que eu’", admira-se. Igualmente twitteira, a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS, menos de 8 000 seguidores até agora) também mantém blog e perfis no Orkut e no Facebook, espaços que aproveita tanto para mostrar seu lado mais pessoal quanto para discutir com a oposição com menos formalidade. "Quem quer informação oficial vai ao meu site. O Twitter é algo comportamental, não é uma central de informações", diz. Para os famosos, uma das maiores utilidades da ferramenta é a possibilidade de negar boatos infundados. Sandy apelou ao Twitter para desmentir que estivesse grávida; Manuela, para esclarecer que não, não estava de casamento marcado. Já Sabrina, nos tempos em que queria manter escondido seu namoro - hoje assumido - com o deputado Fábio Faria (PMN-RN), passou por apertos estratégicos. "A gente ia ao cinema e eu comentava o filme no Twitter. Ele tinha de tomar cuidado para não comentar a mesma coisa", lembra Sabrina, que, viciada confessa, twitta até em reuniões - "Mas meu lugar preferido é sentada no meu banheiro".É madrugada de uma segunda-feira e a apresentadora Sabrina Sato, acordadíssima, conta aos interessados o que está fazendo no momento. "Gente, estou até com vergonha, pareço uma coruja. Não consigo dormir. Já tomei leite quente, rezei e li", lamuria-se Sabrina, que não passa mais de três horas sem fazer contato com seus mais de 300 000 seguidores, como é chamada a multidão cadastrada na sua página no Twitter, a rede virtual em que pessoas repartem sua rotina e suas impressões em mensagens rápidas, de até 140 caracteres. No mesmo dia, depois de avisar na sua página que acabou de amamentar o filho Davi, a cantora Claudia Leitte (310 000 seguidores) fala com VEJA e, ato contínuo, twitta: "Acabei de dar entrevista! O assunto foi Twitter". Também cantora, também baiana, em outubro Ivete Sangalo fez questão de anunciar a seus 470.000 seguidores que estava indo para o hospital ter o filho, Marcelo. "Crianças, agora vou parar de twittar porque acho que chegou a hora de ter meu baby. Obrigada pelo carinho de todos. Um beijo enorme!", digitou. Embora faça sucesso com meio mundo, ou mais, é entre as celebridades que a mania de dar palpite geralmente irrelevante, a qualquer momento, por celular ou computador, alastrou-se com mais vigor. Isto mesmo: quem antes fugia dos flagrantes para preservar a intimidade agora usa o brinquedinho para divulgar, por vontade própria, detalhes da vida pessoal. "É o lugar que os famosos encontraram para chegar mais perto do público, impondo, ao mesmo tempo, a distância que querem estabelecer. O problema é que muitas vezes eles mesmos se esquecem e passam dos limites", alerta a consultora de imagem Renata Mello.
Fotos Anderson Schneider e Lailson Santos
VIVA A INFORMALIDADE 
Manuela (à esquerda, 7 800 seguidores) e Claudia (310 000): o gosto de falar sobre tudo, inclusive, ou principalmente, sobre as coisas mais irrelevantes

Gafes acontecem, claro (veja o quadro abaixo), e, lidas por seguidores que se contam aos milhares, viram um caso sério em questão de minutos. No começo do mês, a atriz Thaila Ayala escreveu que "é ruim sentar na primeira cadeira do avião. Todo mundo fica olhando, como se você fosse paraplégico!". Todo mundo, no caso, comentou. Thaila se desculpou e apagou a frase, mas o registro ficou. "As pessoas ainda estão mais acostumadas com o mundo físico, onde você conta alguma coisa para um amigo e, por mais fofoqueiro que ele seja, vai falar para outras dez pessoas. No mundo virtual, qualquer comentário tem abrangência mundial", diz Wanderson Castilho, especialista em segurança na internet. Ele estima que em média 40% dos seguidores de uma pessoa no Twitter leem a mensagem no instante em que ela é enviada. Ou seja: não adianta apagar - alguém já viu. Primeiro brasileiro a conquistar 1 milhão de seguidores, o apresentador Luciano Huck diz que se preocupa o tempo todo em não contar mais do que deve, mesma atitude de sua mulher, a também twitteira Angélica. "A gente toma muito cuidado para não deixar escapar algo que não queremos dividir", diz Huck. "Famoso ou não, a dica é sempre olhar o número de seguidores antes de começar a escrever qualquer coisa", aconselha a consultora Renata.


Economia e anistia fazem estrangeiro escolher o Brasil


São Paulo - Na contramão das resistências legais e políticas aos imigrantes na Europa e Estados Unidos, o Brasil se tornou um atraente destino de estrangeiros, graças à boa fase da economia e a um amplo programa de anistia aos irregulares. Desde 2 de agosto, quando a lei entrou em vigor, latino-americanos e asiáticos lotam os postos da Polícia Federal (PF) para obter visto de residência. Com isso, os chineses saltaram da 10ª posição no ranking para se tornar a 6ª maior colônia estrangeira do País, seguida pelos bolivianos (33 mil).
Os oriundos da Bolívia, no entanto, ainda lideram o ranking de pedidos de visto à PF, com 10.148 inscritos desde agosto. Eles vêm em busca de emprego e melhor qualidade de vida. Motivados também pelo desejo de viver numa democracia, ocidental, os chineses vêm em segundo lugar, com 4.275 pedidos feitos até agora. A lista prossegue com Peru (3.614) e Paraguai (3.067). Mais de dois terços dos imigrantes têm como destino o Estado de São Paulo.
Até a primeira semana de novembro, foram beneficiados mais de 29 mil ilegais, vindos de 130 nações. Mas a quarta anistia concedida pelo Brasil desde os anos 80 pode chegar a 50 mil beneficiados, superando os 39 mil da anterior, em 1998. O novo visto de residência, que após dois anos se converte em cidadania definitiva, vale para quem entrou no País, mesmo por meio ilegal, até 1º de fevereiro de 2009. "Ao contrário de outros países, humanizamos a questão, tratando o imigrante como vítima, e não criminoso", disse o coordenador do programa e secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior.
Estabilidade
Cada vez mais latinos desembarcam no Brasil, deixando para trás a economia oscilante de seus países e as rotas mais tradicionais de imigração. Nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa de desemprego deve chegar a 9,8% em 2010, quase o dobro dos 5% registrados dois anos atrás. Outro destino tradicional, a Espanha vai terminar 2009 com 20,9% da população local sem trabalho. Números que fazem os latinos mudar o foco e ver no país do pré-sal, da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 a chance de uma vida mais digna.
"Só o que está previsto de investimento no projeto do pré-sal, da Copa do Mundo e da Olimpíada, e consequentemente a geração de empregos, é uma razão forte para convencer mais latinos a virem para o Brasil", avalia a economista Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas. A previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) é a de que, em 2010, o Brasil reverta uma tendência histórica e, pela primeira vez desde 1960, tenha aumento no número de imigrantes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fifa finge que pune. Diego finge que se arrepende.


Maradona chega à Suíça para o julgamento deste domingo
Desta vez Maradona não pode reclamar da Fifa. O ex-craque costuma se dizer perseguido pela entidade máxima do futebol. Neste domingo, porém, levou uma punição simbólica no julgamento de seu festival de grosserias depois da classificação contra o Uruguai, em outubro.
Eufórico com a vitória que garantiu a Argentina na Copa, Maradona desandou a xingar os jornalistas e falar palavrões na entrevista coletiva. A conduta antidesportiva foi castigada com dois meses de suspensão e multa de 16.560 euros.
A punição, no entanto, foi pouco mais que uma encenação. Nos dois meses em que Maradona estará impedido de trabalhar no futebol, a seleção não terá atividade alguma - não há jogos, convocações ou treinos. A Fifa fingiu que puniu Maradona. Na prática, ele escapou ileso no episódio.
O tribunal que ouviu Maradona na Suíça disse ter levado em conta o remorso manifestado por Maradona em seu depoimento. Mais uma vez, foi só teatro: o técnico argentino já tinha dito publicamente que não se arrependia de nada, e que só pedia desculpas “às mulheres”.

Apagão causa transtornos e recorde de lentidão em São Paulo

Saiu no Folha Online
Que um apagão que durou aproximadamente uma hora causou transtornos e contribuiu para elevar o índice de congestionamento na cidade de São Paulo nesta terça-feira. Às 9h30, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 155 km de lentidão --o maior índice do ano no período da manhã, pela quarta vez em uma semana.

Com apagão, motorista enfrentou novo recorde de lentidão em São Paulo; marginal Tietê foi uma das vias mais congestionadas
Com apagão, motorista enfrentou novo recorde de lentidão em São Paulo; marginal Tietê foi uma das vias mais congestionadas
Ficaram sem energia elétrica bairros da zona sul de São Paulo e áreas de Embu e de Taboão da Serra, na região metropolitana. A AES Eletropaulo informou que o apagão foi causado por problemas na subestação Bandeirantes da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista e durou das 8h45 às 9h37. Aproximadamente 690 mil clientes foram afetados.
Devido ao apagão, semáforos ficaram apagados, o que contribuiu para aumentar o congestionamento. Segundo a assessoria de imprensa do Metrô, um trecho da linha 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi) foi afetada pela falta de luz das 8h53 às 9h.
No aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), o apagão prejudicou o check-in por aproximadamente 15 minutos, de acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Os vôos, no entanto, não foram afetados.
Durante o apagão, o Corpo de Bombeiros recebeu chamados para socorrer pessoas presas em elevadores. Não houve registro de feridos.
Sem luz
A interrupção do fornecimento de energia atingiu 21 bairros da zona sul de São Paulo, além de partes de Embu e Taboão da Serra. Inicialmente, balanço da AES Eletropaulo apontava falta de energia em 24 bairros da zona sul e em parte de Embu.
Mesmo após o restabelecimento da energia, o motorista enfrentou tráfego complicado em São Paulo. Por volta das 14h30, eram 99 km de congestionamento na cidade --12,1% dos 820 km de vias monitoradas.
As causas do problema na subestação ainda não foram confirmadas. A CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) é responsável pela transmissão da energia distribuída pela AES Eletropaulo.
Energia
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), determinou à secretária de Saneamento e Energia do Estado, Dilma Seli Pena, um relatório sobre o apagão.
"Acompanhamos isso [apagão] com preocupação e vamos querer uma explicação muito convincente a esse respeito", afirmou o governador.
O presidente do Stieesp (Sindicato dos Eletricitários de São Paulo), Antonio Carlos dos Reis, Salim, afirma que a cidade está com sobrecarga de consumo de energia.
"Esse transtorno causado à população é reflexo da falta de investimento em recursos para melhoria na transmissão de energia. Em janeiro, os brasileiros foram alertados sobre a possibilidade de um apagão atingir todo o país. Como choveu todos esqueceram do risco, mas é preciso implementar uma racionalização de energia como foi feito em 2001, precisamos ser reeducados", afirma.

Homem que inventou Playmobil faleceu


Homem que inventou Playmobil faleceu

e certeza que já recebeu uma prenda na sua infância dos playmobil, os miticos bonecos com cabelo aos zig-zags e que pode ser montados e desmontados de qualquer plataforma playmobil sem qual quer problema.
O seu criador foi Hans Beck e faleceu aos 79 anos. Hans criou um mito em várias gerações ao qual as vendas continuem. Os playmobils são com certeza uma das invenções mais populares e de mais sucesso alguma da nossa historia.

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