Banco do Brasil espera alta de 20% na carteira de crédito em 2010


O Banco do Brasil espera registrar em 2010 um aumento da carteira de crédito de 20%, informou nesta segunda-feira o presidente da instituição, Aldemir Bendine. O executivo afirmou, em entrevista, que a economia brasileira "está passando por um momento extremamente positivo".

Ainda segundo ele, o crescimento na carteira de empréstimos do BB vai se dar sem alta nos índices de inadimplência. A instituição teve um salto de 41,1% na carteira de crédito no final de setembro, em comparação ao mesmo período do ano passado, chegando a 301,4 bilhões de reais. De acordo com Bendine, o crescimento da carteira nos últimos meses manteve o ritmo, sendo puxado pelo consumo.

Já para o vice-presidente de Finanças da instituição, Ivan Monteiro, o aumento da competição deve levar a uma tendência gradual de queda na rentabilidade do sistema financeiro, apesar da na manutenção de um ritmo elevado das operações de empréstimos. Segundo ele, esse movimento pode ser parcialmente compensado com aumento dos volumes de crédito, com taxas menores.

Sandra Bullock desbanca 'Lua Nova' nas bilheterias dos EUA



Nos cinemas americanos, a surpresa do fim de semana foi o mais novo filme de Sandra Bullock, The Blind Side, que tirou do topo da lista o sucesso de bilheterias Lua Nova, que estava em primeiro lugar havia duas semanas.
The Blind Side, uma comédia dramática baseada num fato real em torno do futebol americano, arrecadou 20,4 milhões de dólares no fim de semana nos Estados Unidos, enquanto o segundo filme da saga Crepúsculosomou 15,7 milhões de dólares. Desde a estreia, entretanto, a arrecadação de Lua Novasegue disparada na frente, com um total de 255,6 milhões de dólares nas bilheterias americanas comparados aos 129,3 milhões de dólares somados pelo longa de Sandra Bullock.
Na lista deste fim de semana, aparece ainda em terceiro lugar Brothers, protagonizado por Jake Gyllenhaal, Tobey Maguire e Natalie Portman, que obteve 9,7 milhões de dólares em seu primeiro final de semana nas salas. Em quarto, surge Um Conto de Natal, longa da Disney estrelado por Jim Carrey (7,5 milhões de dólares), seguido por Old Dogs, comédia com John Travolta e Robin Williams (6,9 milhões de dólares), fechando o top 5 das bilheterias americanas.

Por que é tão bom ser político no Brasil?


Vanderlei Luxemburgo gaba-se de ser um dos técnicos (ou o técnico) mais bem pagos do futebol brasileiro: são 500.000 reais ao mês, especula-se no mercado. Apesar da bolada, o treinador - nascido no Rio e que trabalha em Santos (SP) - se filiou, em julho, ao Partidos dos Trabalhadores (PT) de Tocantins e agora pode lançar candidatura ao Congresso. Comenta-se que quer trocar a alcunha "Luxemburgo, o estrategista" por "Vanderlei, o senador". Seu caso não é único. Os ex-atacantes Romário e Edmundo e o ex-pugilista Acelino de Freitas, o Popó, querem uma vaguinha na Câmara dos Deputados. Não é difícil imaginar por quê.Deputados e senadores recebem 14 salários de 16.500 reais ao ano, além de benefícios e outras mordomias. Mas esses não são o principal atrativo para os famosos que pretendem entrar na política. "O que essas pessoas procuram é notoriedade, ascensão social e circulação em extratos mais elevados da sociedade", afirma Roberto Romano, professor de ética e política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Some-se a isso ganhos como direito a foro privilegiado. O saldo do pacote de benefícios, portanto, parece bem vantajoso - seja o candidato famoso ou não.


O poder das emoções contra a dor


Aquele gesto simples de dar um beijinho no filho quando ele machuca o joelho é muito mais do que um ato instintivo. Ele de fato é capaz de aliviar a dor, assim como outros recursos não convencionais, incluindo aí o uso da imaginação e do bom humor. É isso o que estão revelando as novas pesquisas sobre a dor e sua relação com as emoções.
Cada um a seu modo, os trabalhos demonstram que a associação é mais forte do que se imaginava. Dessa forma, as constatações inauguram uma outra maneira de encarar e de tratar o sofrimento, na qual os sentimentos não podem ser desprezados. As evidências mais recentes do vínculo entre dor e emoção foram apresentadas na última semana.
 
Nos EUA, cientistas da Universidade da Califórnia divulgaram um estudo no qual verificaram que o amor é capaz de aliviar a dor. Em um experimento interessante, eles constataram que o simples pensamento em uma pessoa querida reduz o desconforto. Para chegar a essa conclusão, eles reuniram 25 estudantes da instituição que mantinham um namoro há mais de seis meses.
 
As jovens passaram pela seguinte experiência: enquanto recebiam um estímulo doloroso, olharam a foto do namorado, de um estranho e de uma cadeira.
 
“Quando estavam diante da figura do parceiro, manifestaram muito menos dor”, contou Naomi Eisenberger, diretora do Laboratório de Neurociência Afetiva e Social da universidade. Depois, a situação foi repetida, mas desta vez as estudantes seguraram a mão do namorado, de um estranho ou uma bola de tênis. E a dor também foi mais branda quando sentiam o toque da pessoa amada.
 
O outro dado veio do Canadá. Lá, cientistas da Universidade de Montreal verificaram que o cérebro pode ampliar a sensação na presença de sentimentos negativos. Eles colocaram 13 voluntários diante de imagens felizes (a prática de esqui em um lago, por exemplo), amedrontadoras (um urso enfurecido) e neutras (livros). Assim que viam cada uma das categorias, recebiam choques elétricos levemente dolorosos. Os pesquisadores registraram maior atividade da área cerebral vinculada à dor quando os participantes tinham emoções ruins, como o medo. E os voluntários de fato disseram sofrer mais nessas circunstâncias.
 
“Quando você está de bom humor, seu cérebro envia sinais para o corpo que reduzem a transmissão dos sinais dolorosos para as regiões do próprio cérebro onde a sensação será processada”, explicou à ISTOÉ Mathieu Roy, autor do trabalho. Este mesmo mecanismo ajuda a explicar as conclusões de outro estudo, conduzido nas universidades de Duke e da Carolina do Norte, ambas nos EUA. Publicado no jornal científico “Pediatrics”, o trabalho analisou a eficácia de um método cujo objetivo é estimular a imaginação para combater a dor. Ele foi batizado de imaginação guiada.
 
Os cientistas selecionaram 29 crianças com queixa de dor abdominal crônica de causa indefinida. Parte usou os remédios tradicionais. O outro grupo fez sessões do novo método diariamente, durante oito semanas. Eles ouviam CDs criados para incentivar a imaginação. Um, por exemplo, estimulava os pequenos a se verem flutuando em nuvens ou a pensar em coisas como uma pedra brilhante e aquecida que, quando colocada sobre o abdome, trazia alívio.
 
O efeito da imaginação foi impressionante. Entre as que usaram o recurso, 73% reportaram que a intensidade da dor havia sido reduzida à metade. Apenas 26% das crianças tratadas com as medicações tradicionais experimentaram o mesmo benefício. “As conclusões mostraram que a imaginação é um recurso eficaz, acessível e sem custo para tratamento da dor”, disse Miranda van Tilburg, professora da Divisão de Gastroenterologia da Universidade da Carolina do Norte e coordenadora do trabalho. No Brasil, a valorização das emoções começa a ganhar corpo.Em São Paulo, o terapeuta corporal Pedro D’Amico usa a técnica da visualização para ajudar.
 
A comerciante Mônica Menezes, 34 anos e grávida de oito meses, recorreu ao método para vencer as dores de cabeça que a atormentaram por cinco anos. “Os médicos não achavam uma causa física para o problema”, conta. “Mas percebi que ela surgia quando enfrentava contrariedades. Era uma consequência do modo como lidava com as emoções. Por isso, quando acordava triste, imaginava o calor e a luz do sol entrando em mim.”
 
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“Minha dor de cabeça surgia quando enfrentava contrariedades”
Mônica Menezes
 
  
A mente em ação
O que dizem os estudos sobre a relação entre a dor e as emoções
 
Um dos trabalhos avaliou a eficácia de uma técnica que incentiva a imaginação pensar em algo positivo, por exemplo.
Ela foi aplicada em 15 crianças com dor abdominal. Depois de oito semanas, a opção se revelou mais eficaz no abrandamento
da dor do que os remédios
 
No Canadá, os cientistas constataram que imagens relaxantes e o bom humor que proporcionam – diminuem a dor.
Ao contrário, quando se está ansioso ou com medo, ela aumenta
 
Outra pesquisa revelou que basta apenas olhar para a foto de uma pessoa querida para ter alívio. E quando há contato real segurar a mão do namorado, por exemplo , o resultado também é de redução do desconforto
 
Na Universidade do Missouri (EUA), 73% dos pacientes submetidos a um método que consiste na imposição de mãos sobre a área dolorida manifestaram níveis menores de dor, usaram menos remédios e dormiram melhor após as cirurgias pelas quais haviam passado

Prazer Milenar


Bebo, logo existo.” A frase, subtítulo do primeiro capítulo de “Uncorking the Past” (algo como “Destampando o Passado”, ainda inédito no Brasil), novo livro do cientista biomolecular americano Patrick McGovern, deixa clara a tese da obra. Lançado há poucas semanas, o segundo livro do pesquisador da Universidade da Pensilvânia revela detalhes da milenar relação entre a espécie humana e o álcool, alterador de humor presente em praticamente todas as grandes civilizações do passado e do presente.
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INVESTIGAÇÂO McGovern (acima) busca traços do passado em ânforas milenares
Para McGovern, somos tão naturalmente ligados à substância química que até mesmo nosso nome científico deveria ser revisto, passando de Homo sapiens para Homo imbibens. “Ao redor do mundo e desde os tempos mais remotos, os humanos tomam bebidas alcoólicas. Elas já foram usadas como remédios e lubrificantes sociais, além de terem sido incorporadas em cerimônias religiosas e rituais de toda sorte”, disse McGovern à ISTOÉ.
À frente de uma ciência relativamente nova a arqueologia biomolecular existe formalmente há apenas 25 anos, McGovern atingiu o status de maior autoridade mundial ao encontrar resquícios de uma bebida com mais de nove mil anos de idade em um jarro achado na localidade de Jiahu, às margens do rio Amarelo, na China. “Foi a minha descoberta mais surpreendente e excitante. Pensava que toparíamos com algo mais antigo no Oriente Médio, berço da civilização humana. Mas vale lembrar que os chineses faziam potes de cerâmica desde o ano 13.000 a.C., uma técnica dominada por outros povos apenas cinco mil anos depois”, revela o cientista.
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“Talvez, os mais profundos e marcantes efeitos do álcool repercutam nos pontos mais misteriosos
e místicos do cérebro humano. Seja nas civilizações antigas ou nas modernas, as melhores formas
de estabelecer contato com os deuses ou nossos antepassados é por meio da ingestão de bebidas”
Trecho de “Uncorking the Past”, livro do arqueólogo Patrick McGovern
Segundo o novo livro, a fascinação pelos líquidos estimulou a engenhosidade humana a buscar avanços importantes. No período neolítico, por exemplo, nossos ancestrais foram capazes de domesticar o cultivo dos cereais para ter matéria-prima sempre à mão. O detalhe é que, segundo McGovern, os primeiros fazendeiros pensaram primeiro na cerveja (substituto seguro para águas contaminadas) e depois no pão. Além disso, novas tecnologias de armazenamento, conservação e transporte só foram criadas graças à necessidade de manter as bebidas alcoólicas conservadas e prontas para o uso sejam elas o vinho de arroz chinês e japonês, os fermentados de cacau encontrados
na América Central ou a cerveja egípcia.
“Sabemos que certas civilizações também usavam tabaco, cogumelos, folhas de coca ou maconha em certos rituais. Mas nada estava tão incorporado ao dia a dia como o álcool”, diz o pesquisador. Se você está se perguntando qual seria o paladar dessas bebidas do passado, saiba que McGovern já tentou recriar alguma delas em laboratório. Segundo ele, que conseguiu ajuda e auxílio tecnológico de fabricantes contemporâneos, seus maiores êxitos são uma cerveja de chocolate e o Chateau Jiahu, já batizado de “o vinho mais antigo do mundo”. Resta saber se algum sommelier de plantão encara uma degustação.

Luxo e pechincha


Foto: Renato Stockler/Na Lata
VIRTUAL E COMPULSIVA 
A médica Márcia Caruso com roupas e sapatos que comprou num site a preço de outlet
Comprar marcas de luxo com descontos de até 70% não é mais privilégio de quem aproveita a “black friday”, a sexta-feira depois do Dia de Ação de Graças em que as lojas fazem megaliquidações nos Estados Unidos. No Brasil, clubes on-line vendem artigos de luxo e roupas de grife para associados, em promoções anunciadas por e-mail que duram poucos dias.
Foi por meio de uma oferta assim que a médica paulistana Márcia Caruso, de 42 anos, calçou os sapatos de seus sonhos. “Quando recebi o e-mail com a promoção da Francesca Giobbi, fiquei felicíssima”, diz. “Comprei na hora, pela metade do preço.” Ela é associada do Superexclusivo desde 2008. “Eu sempre fui compradora virtual compulsiva. Acho perfeito, porque recebo um aviso por e-mail e compro roupas de grife com desconto.”
Os clubes de compras pela internet existem há tempos na Europa e nos Estados Unidos. Em 2002, o Private Outlet lançou a moda de oferecer pontas de estoque de marcas de grife a pequenos grupos cadastrados. Hoje tem mais de 15 milhões de clientes. No Brasil, a clientela de luxo a preços módicos é disputada por quatro principais clubes de compras on-line: Brandsclub, Superexclusivo, Coquelux e Privalia. A cada semana, eles oferecem novas oportunidades de compra aos clientes. Na promoção entra uma marca de cada vez, por tempo limitado, de três a cinco dias. As peças selecionadas são sobras de coleções passadas. Mesmo assim, os clientes não resistem às tentações enviadas por e-mail, já que os descontos chegam a 70%.
É possível encontrar roupas, bolsas e sapatos, cosméticos, móveis, eletrônicos, vinhos e até viagens. As promoções incluem marcas como Dior, Yves Saint Laurent, Marc Jacobs, Jimmy Choo, Lacoste, Ralph Lauren. Há coleções de estilistas nacionais como Gloria Coelho, Cris Barros, Isabela Capeto e Alexandre Herchcovitch.
O acesso aos sites é restrito. O motivo é não queimar a imagem de marcas que investem milhões em campanhas publicitárias que as liguem ao requinte e ao privilégio de possuí-las. “Para o lojista, é interessante colocar à venda parte de seu estoque, sem custo”, diz Paulo Humberg, diretor-geral do Brandsclub. “Somos como gestores de estoque das marcas parceiras: o excesso de mercadoria produzida, produtos com baixo giro, colocamos à venda em promoções.”
Para entrar nos clubes é preciso ser convidado por algum associado – uma diferença em relação à maioria dos outlets on-line, em que basta se cadastrar para comprar. Também é possível preencher um cadastro e aguardar em uma fila até ser aceito. “Não queremos excluir, apenas manter um grupo restrito. Porque se isso for pulverizado na internet, além de ultrapassar a quantidade limitada do estoque, pode ir contra a estratégia das marcas que vendemos”, afirma Juliana Messenberg, sócia e diretora comercial do Superexclusivo.
O público-alvo desses clubes são pessoas com idade entre 25 e 45 anos, das classes A e B, que têm poder aquisitivo e gostam de comprar pela internet, diz Pierre-Emmanuel Joffre, presidente da Coquelux: “São consumidores antenados, que normalmente não têm tempo de fazer o shopping que gostariam, com as marcas que gostariam. Eles procuram mais a praticidade da compra on-line e confiam nas marcas que nós escolhemos”.


Exclusividade à mão
Os quatro principais clubes de compra exclusivos que oferecem produtos de luxo com descontos de até 70%
 Reprodução Brandsclub 
brandsclub.com.br 

É o líder do mercado. Tem mais de duas promoções semanais e parcerias com 325 marcas, que vão de Nike a Cartier e Hugo Boss. É o site mais bem organizado, mas é preciso ser rápido para comprar
 ReproduçãoCoquelux 
coquelux.com.br 

Tem parceiros exclusivos e peças de acervo de desfiles de Isabela Capeto, Alexandre Herchcovitch e Gloria Coelho. Possui uma ferramenta de simulação de manequim para facilitar a compra
 ReproduçãoPrivalia 
br.privalia.com 

É um dos mais fáceis para se cadastrar. A navegação é um pouco difícil. Possui grande variedade de marcas comuns no mercado com descontos de até 70%, mas faltam grifes premium
 ReproduçãoSuperexclusivo 
superexclusivo.com.br 

O site vai completar dois anos. Tem parceria com marcas badaladas, como Ralph Lauren, e estilistas brasileiros, como Cris Barros. Também tem boa frequência de promoções




Patrimônio de Arruda cresceu mais de 1000% em sete anos


Em sete anos, o patrimônio do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, cresceu 1.060%. Nas declarações apresentadas àJustiça Eleitoral, em 2002 e 2006, a soma dos bens do governador não passava de R$ 600 mil. Agora, o patrimônio real da família Arruda, só em imóveis, em Brasília, acumulou um valor de mais de R$ 7 milhões. 

Antes, o governador declarava R$ 598 mil em bens, que incluía apenas um imóvel em Brasília. As demais propriedades, um apartamento, uma casa e um lote, ficavam na cidade mineira de Itajubá, sua terra natal. Uma caminhonete, uma linha telefônica e uma conta com R$ 20 mil, no Banco do Brasil, completavam o patrimônio. 

Da posse como governador do DF, em 2007, para cá, a maneira como as aquisições foram feitas levanta suspeita - em pelo menos dois casos, os imóveis foram comprados por terceiros e depois transferidos para filhos de Arruda.
O governador enfrenta ameaças bastante claras e públicas. Apontado por um ex-colaborador como chefe de um esquema de corrupção, nos próximos dias ele pode ser expulso de seu partido, o DEM. Arruda também pode sofrer um processo de impeachment na Câmara Distrital – apesar de essa possibilidade ser menor.

O Google cedeu


Disputa
Eric Schmidt, presidente do Google (à esq.), e Rupert Murdoch, da News Corp.: existe um terreno comum?


Na semana passada, o Google anunciou que cogita restringir a cinco por dia o número de notícias que cada pessoa pode acessar por meio de sua ferramenta de busca. Foi uma resposta inesperada aos protestos de empresas de comunicação que se avolumam em todo o mundo. Para os grupos jornalísticos, produzir informação qualificada tem um custo elevado. Para sites como o Google, essa mesma informação tem custo zero. Eles a difundem de graça, sem remunerar a fonte original. A longo prazo, dizem as empresas de comunicação, isso é uma receita para a sua morte. O crítico mais incisivo desse estado de coisas é o australiano Rupert Murdoch, dono da News Corp., um conglomerado que reúne desde os canais de TV da Fox até jornais como o Wall Street Journal. Murdoch decidiu se contrapor frontalmente ao Google. Negocia com a Microsoft, por exemplo, a formalização de um acordo inédito. A empresa de Bill Gates pagaria pelo direito de exibir com exclusividade, em seu site de buscas, o Bing, os links das publicações da News Corp.
Também na semana passada, em um congresso da Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês) realizado na Índia, o presidente da entidade, Gavin O’Reilly, reafirmou, de maneira categórica, a posição de Murdoch. "Ser capaz de obter retorno comercial é algo essencial para justificar nosso investimento em conteúdo. Foi para isso que o direito autoral foi inventado há 300 anos. Não queremos migalhas do Google", disse. Há anos, O’Reilly define como "cleptomaníaca" a atitude do site de buscas em relação aos direitos autorais da mídia. Agora, porém, a situação é agravada por um quadro pouco animador para a imprensa tradicional. Nos Estados Unidos, nos seis meses entre abril e setembro, a circulação de jornais caiu 10,6% de segunda a sábado e 7,5% no domingo.
Depois do anúncio sobre as possíveis novas regras para o acesso a notícias no site, o presidente do Google, Eric Schmidt, publicou um artigo sobre o tema no próprio Wall Street Journal, de Murdoch. No texto, reconheceu que reportagens bem apuradas e análises precisas são críticas para o funcionamento da democracia. Tentou ainda demonstrar que o Google não é um inimigo das empresas jornalísticas, mas uma "fonte para a sua promoção". Segundo Schmidt, os serviços do Google direcionam, "gratuitamente", 4 bilhões de cliques mensais a sites de notícias. "São 100 000 oportunidades por minuto para a conquista de leitores e a criação de receita", escreveu. Schmidt disse que o Google está pronto a "fazer a sua parte" e ajudar a encontrar um novo caminho para o jornalismo na era digital. Esses gestos de boa vontade foram recebidos com algum ceticismo. Em tempos de crise, é difícil convencer os grupos jornalísticos a contentar-se com ganhos futuros – e, ainda assim, hipotéticos.

Coleção de vestidos desenhada por Victoria Beckham é roubada em Londres


Victoria Beckham - Foto: Reprodução - 0
Foto: Reprodução
Victoria Beckham
Londres, 5 dez (EFE)

A inglesa Victoria Beckham, mulher do jogador de futebol David Beckham, teve roubada a coleção de vestidos que desenhou para ser vendida em Nova York.

Uma porta-voz disse hoje que a ex-Spice Girl ficou "abalada e triste" com o roubo, ocorrido na quinta-feira, em Londres.

Segundo informações, os assaltantes roubaram os vestidos da caminhonete que os levava para o aeroporto de Heathrow, na capital britânica. O furto aconteceu quando o motorista do veículo parou para fazer uma entrega.

O condutor da caminhonete foi agredido pelos ladrões, que, aparentemente seguiram o veículo. A Polícia, que já está investigando o roubo, trabalha com a hipótese de um assalto premeditado.

Os vestidos de Victoria, para a temporada Primavera-Verão 2010, iriam de avião para Nova York, onde seriam vendidos na rede de lojas Neiman Marcus.

A ex-cantora, que trocou o mundo da música pelo da moda, espera agora que os vestidos possam ser fabricados de novo e cheguem a tempo às lojas nova-iorquinas. EFE

pa/sc

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