O economista que não gosta de presentes


BAH! TAPEAÇÃO!
O avarento Scrooge, no novo desenho animado dos estúdios 
Disney: ele não se importaria em abolir o Natal


Todo Natal, o constrangimento se repete em incontáveis lares. O parente que há muito não vemos nos dá um presente. Rasgamos o papel e, de imediato, nosso rosto se congela num sorriso amarelo. Enquanto fingimos gratidão e procuramos mentalmente um espaço no fundo do armário para aquele tricô esquisito, o presenteador se consola com a ideia de que, bem, valeu a intenção. E a família bebe um gole a mais para relaxar. Sob os olhos do economista americano Joel Waldfogel, contudo, essa pequena comédia doméstica, replicada ad nauseam, tem consequências nada menos do que desastrosas. Ele afirma ter desvendado o significado econômico de todos aqueles sorrisos amarelos. "A cada dezembro, presentes ruins transformam em pó algo em torno de 25 bilhões de dólares ao redor do mundo", diz. "Isso faz do Natal uma das mais formidáveis máquinas de destruição de valor já criadas pela humanidade." Para explicar como isso acontece, Waldfogel redigiu um inusitado panfleto antinatalino, batizado com o título intraduzível de Scroogenomics. Mas o subtítulo do livro, por enquanto só lançado nos Estados Unidos, é bem direto: "Por que você não deve comprar presentes para o fim de ano".
Scroogenomics faz referência a Ebenezer Scrooge, talvez o mais conhecido entre os muitos personagens antológicos criados pelo escritor inglês Charles Dickens. Ele é o protagonista de Um Conto de Natal (uma nova versão da história, em desenho animado, está em cartaz nos cinemas brasileiros com a assinatura da Disney) e seu traço fundamental de caráter é o pão-durismo. Mas Scrooge é pior que avaro. Um espírito ressecado, ele olha os homens com a mais profunda desconfiança. "Bah! Tapeação!" É assim que ele enxerga as festividades natalinas, que não se importaria em abolir: "Se dependesse de mim, todo idiota que anda por aí com um ‘feliz Natal’ nos lábios seria enterrado com uma estaca de azevinho no coração". Obviamente, o títuloScroogenomics foi adotado como brincadeira (e para ecoar Freakonomics, o maior best-seller do filão recém-criado da economia popular). Waldfogel não defende a abolição do Natal.
Scroogenomics tampouco é uma condenação moral ou política do consumismo. A primeira aparece com frequência no discurso dos líderes religiosos. No ano passado, por exemplo, o papa Bento XVI saudou a crise financeira mundial como oportunidade para que a humanidade se desvencilhasse da "praga consumista e materialista" e reencontrasse os valores espirituais ligados ao Natal. A condenação política pertence ao repertório da esquerda: aprisionado na jaula do consumo irracional, o trabalhador se esqueceria de lutar por sua própria causa, a saber, a superação da sociedade capitalista. "Minha preocupação não é com os níveis de gasto e consumo no Natal, mas com o fato de que gastamos de maneira ineficiente", disse o autor a VEJA.
A ideia central de Waldfogel tem a ver com o conceito de valor – que é diferente do de preço. O valor de um produto tem algo de subjetivo. Está relacionado à satisfação que ele proporciona. Um gasto é bom para o consumidor final quando a satisfação obtida com o produto excede o preço pago. Na situação inversa, destrói-se valor. Embora às vezes a percepção de nossos próprios interesses possa ser turvada, de maneira geral, diz Waldfogel, quando saímos de casa para comprar uma roupa ou um CD, sabemos escolher direito. Mas, quando outras pessoas escolhem por nós, a relação entre valor e preço fica negativa.
Ao longo de vários anos, Waldfogel submeteu grupos de alunos a um questionário sobre o valor que atribuíam a presentes recebidos no Natal. Fez isso não só nos Estados Unidos, mas também em países como Suécia, Espanha e Brasil. Finalmente, um número emergiu da pesquisa: de maneira consistente, as pessoas davam aos presentes recebidos um valor 18% menor do que o preço pago. Dito de outra forma: se fosse comprar a gravata estampada que titia lhe deu, você pagaria cerca de 80 reais – e não os 100 reais que ela de fato desembolsou. Waldfogel chegou à cifra de 25 bilhões de dólares em "valor destruído" ao redor do mundo calculando os gastos natalinos dos trinta países da OCDE. Chegou a quase 145 bilhões de dólares e aplicou a esse montante sua regra dos 18%.
Para deter essa "orgia de destruição", Scroogenomics propõe soluções nobres, como as doações para caridade em nome do presenteado, ou pragmáticas, como a disseminação do uso de vales-presente. "Dar dinheiro seria mais simples, mas na maioria dos países há um estigma associado aos presentes em dinheiro. Em certas situações, eles são considerados até mesmo rudes", diz Waldfogel. Os vales contornam, em parte, esse mal-estar – além de dar maior poder de escolha ao presenteado. Finalmente, as cartinhas ao Papai Noel não são uma má ideia. "E com isso espero provar que não sou contra o Natal", afirma Waldfogel. "Apenas contra dar os presentes errados."

the end.!


Armistício coloca fim à Grande Guerra – Aliados impõem
implacável derrota militar e moral à exaurida Alemanha – Número
de mortos nos quatro anos de combate chega a 10 milhões
O pesadelo acabou: depois de quatro anos de sofrimento, uma multidão celebra o anúncio do armistício nas ruas de Paris

urante a maior parte dos mais de quatro anos em que o planeta se viu engolfado na mais cáustica batalha de sua história, a Alemanha esteve sempre um passo adiante de seus oponentes. Não foram poucas as vezes que o alto comando germânico, com absoluta propriedade, pensou estar próximo de celebrar o triunfo definitivo contra a aliança de seus férreos antagonistas. Parecia que Grã-Bretanha, França e Rússia, mesmo abraçadas, seriam incapazes de conter o inigualável ímpeto ofensivo tedesco. Nem sequer o anúncio da entrada dos Estados Unidos nas hostilidades refreou os ânimos dos oficiais alemães, confiantes no magnífico poderio de sua máquina de guerra. Sem dúvida, a Alemanha ofereceu inúmeras demonstrações de seu estarrecedor colosso militar. E, mesmo rodeada por aliados que se revelariam pouco resilientes, ao final das contas, quase garantiu a vitória. Quase.
No último dia 11 de novembro, consolidou-se a arrebatadora virada aliada verificada nos últimos meses no teatro de operações da Grande Guerra. Com a assinatura do armistício entre as delegações beligerantes, chegam ao fim as hostilidades que consumiram pouco mais de 4 anos e três meses do planeta. Quase 10 milhões de vidas foram perdidas na carnificina mundial. Mais de 20 milhões de militares foram feridos. Em estimativa que certamente será afinada em breve, foram gastos mais de 249 bilhões de dólares na batalha. Exaurida, a Alemanha não teve outra opção senão capitular, sob termos que imputam inassimilável revés a Berlim. Afinal, quando maior a altura, maior o tombo.
Falsa esperança – No início deste ano, uma derrota germânica parecia fora de questão. A retirada da Rússia dos combates possibilitou ao comandante Erich Ludendorff deslocar tropas da frente Oriental para a Ocidental e planejar com perícia a irresistível ofensiva que levaria a Alemanha à vitória, antes mesmo da chegada dos americanos. Paris jamais havia sido um objetivo tão real. Mas as três principais ofensivas alemãs do primeiro semestre – Michael, Georgette e Blücher-Yorck – repetiram um padrão que trazia prenúncios sombrios para Ludendorff. Inícios arrasadores, como no episódio da virtual destruição do Quinto Exército britânico em apenas três dias, na ofensiva Michael, eram seguidos pela falta de punch no momento de conquistar os objetivos da operação. Nas três vezes, os alemães foram repelidos e encerraram, frustrados, as ofensivas. A exaustão chegava à Alemanha.
Três anos e meio de batalhas levam a isso, como bem sabiam as igualmente depauperadas Grã-Bretanha e França. Estas, contudo, ainda tinham a retaguarda do apoio material americano. Mais importante, as duas potências aliadas europeias também sabiam que suas perdas humanas, em que pese terríveis, seriam supridas com a chegada de milhões de soldados dos Estados Unidos, já em plena travessia do Atlântico. Os germânicos, portanto, tinham pressa – mas já não podiam vencer seu próprio esgotamento, quanto mais competir com um novo e robusto oponente. As duas últimas ofensivas tedescas, Gneisenau e Marne-Reims, em junho e julho, foram uma pálida lembrança do poderio do orgulhoso e brioso exército de Berlim. Bebedeiras, deserções e saques disseminados indicavam que a balança começava a pender para o outro lado.
Nação ferida – Diante dos inequívocos indícios de fadiga da Alemanha, o supremo comando aliado, sob a firme liderança do marechal francês Ferdinand Foch, preparou uma série de contra-ofensivas. Cada uma delas teve objetivos claros, limitados e específicos, visando recuperar territórios conquistados pelo oponente nos primeiros meses desde 1918. Levadas a cabo entre julho e setembro, foram executadas com maestria, sempre com rigor estratégico, exemplar disciplina e superioridade numérica, e impuseram aos tedescos não apenas derrotas militares como também uma pressão insuportável. No Marne, em Amiens, em Bapaume, em Saint Mihiel – no qual o recém-ativado Primeiro Exército dos Estados Unidos entrou em ação – ou em Argonne, a demonstração de superioridade dos aliados era inconteste, vencendo focos de resistências de setores ainda valentes do exército germânico.
No final de setembro, o colapso definitivamente se avizinhou da Alemanha. A Linha Hindenburg – o sistema de fortificações alemãs na França – foi rompida entre Cambrai e Saint Quentin; a derrota na Quarta Batalha de Ypres ameaçou as posições germânicas na costa da Bélgica. Novas ofensivas aliadas em outubro e uma situação política interna explosiva colocaram a Alemanha contra a parede; ciente da irreversibilidade dos fatos, a nação ferida começou a negociar um armistício.
Ao mesmo tempo, longe da Frente Ocidental, seus aliados começavam a desmoronar, abandonando o barco em acordos individuais com os gigantes ocidentais. A Bulgária, derradeiro país das Potências Centrais a entrar nas hostilidades, foi a primeira a deixá-las, em acordo datado de 29 de setembro. A Turquia, há muito incapaz de suportar o consumo voraz de recursos exigidos pela guerra de longa duração – com mais de 1,5 milhões de baixas, seu exército era um sexto da força inicial –, abandonou o conflito em 30 de outubro de 1918. O império Austro-Húngaro também sofria com a fome, agitações políticas e com insurreições nacionalistas, e baixou as armas em 3 de novembro.
Catorze pontos – As tratativas entre a Alemanha e os aliados por um armistício haviam sido abertas em 4 de outubro, com o governo germânico dispostos a negociar com base nos catorze pontos de Woodrow Wilson. O documento que o presidente americano apresentara ao Congresso como base para uma paz duradoura elencava elementos como o princípio da autodeterminação nacional, a restauração do estado belga, o restabelecimento de todo o território francês, o fim dos impérios Austro-Húngaro e Otomano, a abertura de negociações diplomáticas, o fim das barreiras econômicas e garantias recíprocas de independência política e territorial para todos os estados. Obviamente, esses três últimos itens eram especialmente caros aos alemães. França e Grã-Bretanha, porém, não subscreviam todos os pontos do pacto. Londres era radicalmente contra ao fim dos bloqueios, enquanto Paris, sedenta de sangue, desejava impor punições radicais ao inimigo vencido e exigir dele reparações pesadas.
Hábil, Wilson aceitou as objeções dos aliados, mas ao mesmo tempo ameaçou negociar uma paz em separado com os alemães caso os parceiros ocidentais fizessem novas contestações. Os primeiros-ministros David Lloyd George e George Clemenceau não se opuseram mais – ainda que este último, especialmente, tenha ficado descontente com os termos –, e a minuta, oficialmente chancelada pelo Supremo Conselho de Guerra, foi enviada à Alemanha em 5 de novembro. Como condição para a assinatura do armistício, Woodrow Wilson exigiu a abdicação do Kaiser Guilherme II. A insistência causou desconforto no governo alemão, mas foi resolvida pelo chanceler germânico, príncipe Max von Baden, que anunciou em público, no dia 9 de novembro, a abdicação do Kaiser – ainda que este não tivesse consentido com o fato (apenas no dia 28 Guilherme II proclamou oficialmente sua abdicação).
Derrota total – Com todas – ou quase todas – as arestas aparadas, o encontro entre a delegação aliada, comandada pelo marechal Foch e pelo almirante inglês Rosslyn Wemyss, e a alemã, conduzida por Matthias Erzberger, aconteceu em no vagão de trem de Foch, na floresta de Compiègne, no Norte da França, às 2h05 da madrugada do dia 11 de novembro. Os termos do acordo foram severos para a Alemanha, especialmente no que diz respeito a seu desarmamento como forma de prevenir novas hostilidades. Mas não havia margem de negociação para a delegação germânica, que também concordaram em recolher, em um prazo de duas semanas, todos os seus soldados espalhados pela Europa Ocidental e recuar suas tropas dentro da Alemanha a até 40 quilômetros a leste do Rio Reno. Outras resoluções de efeito imediato: a evacuação dos territórios ocupados na Europa Oriental – anulando assim os acordos assinados com Rússia (Brest-Litovsky) e Romênia (Bucareste) – e o fim dos combates na África Oriental.
Todo o material militar tedesco será entregue aos aliados – 5.000 peças de artilharia, 30.000 metralhadoras, 2.000 aviões, 5.000 locomotivas, 150.000 vagões, 5.000 caminhões e a totalidade de sua frota de submarinos (no dia 27 de novembro, 114 U-boats chegaram ao porto de Harwich, na Inglaterra). O restante da frota naval e aérea precisa ser reunida e imobilizada com urgência. Previsivelmente, a Alemanha fica ainda obrigada a libertar todos os prisioneiros de guerra. Em resumo: derrota total e implacável aos alemães.
Assinado depois de três horas de tratativas, às 5h10, o armistício entrou oficialmente em vigor às 11 horas – a décima primeira hora do décimo primeiro dia do décimo primeiro mês de 1918. A notícia foi recebida com gosto agridoce pelos exércitos e populações de todos os países envolvidos nas hostilidades. Em meio aos estampidos que se fizeram ouvir por toda a cidade de Londres, ainda na manhã de 11 de novembro, homens e mulheres olhavam incrédulos uns para os outros, sem conseguir desfrutar do júbilo da vitória. “Eles apenas diziam: a guerra acabou”, testemunhou a enfermeira voluntária Vera Brittain. Vencedores e vencidos unem-se agora em um sentimento de alívio: depois dos 1.567 dias mais longos da história do planeta, chegou a hora de recomeçar.


Tropas em festa
Soldados aliados - e também alemães - festejaram:
os combates nas trincheiras da Europa terminaram


“Ela é a minha cara”: Leitora é igualzinha a Kristen Stewart!


kirsten
As amigas de Marília, 18 anos, mandaram algumas fotos dela pra mostrar o quanto ela se parece com Kristen Stewart, da saga Crepúsculo. As meninas contaram que Marília já é até reconhecida pelo fã clube brasileiro do filme como sósia da atriz. É mole?
Vocês acharam as duas parecidas? Comentem :)

O menino que domou o vento


FORÇA AÉREA: William Kamkwamba mostra a instalação que carrega celulares e acende luzes em Malauí, na África

Escondido entre Zâmbia,Tanzânia e Moçambique, o Malauí é um país ruralcom15 milhões de habitantes. A três horas de carro da capital Lilongwe, a vila de Wimbe vê um garoto de 14 anos juntando entulho e madeira perto de casa. Até aí, novidade nenhuma para os moradores. A aparente brincadeira fica séria quando, dois meses depois, o menino ergue uma torre de cinco metros de altura. Roda de bicicleta, peças de trator e canos de plástico se conectam no alto da estrutura e, de repente, o vento gira as pás. Ele conecta um fio, e uma lâmpada é acesa. O menino acaba de criar eletricidade.
O menino e a importância de suas descobertas cresceram. William Kamkwamba, agora com 22 anos, já foi convidado para talk shows, deu palestras no Fórum Econômico Mundial, tem site oficial, uma autobiografia - The Boy Who Harnessed the Wind (O Menino que Domou o Vento, ainda inédito no Brasil) - e um documentário a caminho. O pontapé de tamanho sucesso se deve a uma junção de miséria, dedicação, senso de oportunidade e uma oferta generosa de lixo.
EM TERMOS DE GERAÇÃO e consumo de energia elétrica, o Malauí é o 138º país do mundo
Uma seca terrível no ano 2000 deixou grande parte da população do Malauí em situação desesperadora. Com as colheitas reduzidas drasticamente, as pessoas começaram a passar fome. "Meus familiares e vizinhos foram forçados a cavar o chão pra achar raízes, cascas de banana ou qualquer outra coisa pra forrar o estômago", diz Kamkwamba. A miséria o impediu de continuar na escola, que exigia a taxa anual de US$ 80. Se seguisse a lógica que vitima muitos rapazes na mesma situação, o destino dele estava definido: "Se você não está na escola, vai virar um fazendeiro. E um fazendeiro não controla a própria vida; ele depende do sol e da chuva, do preço da semente e do fertilizante", diz Kamkwamba.
Para escapar dessa sentença, começou a frequentar uma biblioteca comunitária a 2 km de sua casa. No meio de três estantes com livros doados pelo Reino Unido, EUA, Zâmbia e Zimbábue, Kamkwamba encontrou obras de ciências. Em particular, duas de física. A primeira explicava como funcionam motores e geradores. "Eu não entendia inglês muito bem, então associava palavras e imagens e aprendi física básica." O outro livro se chamava Usando Energia, tinha moinhos na capa e afirmava que eles podiam bombear água e gerar eletricidade. "Bombear um poço significava irrigar, e meu pai podia ter duas colheitas por ano. Nunca mais passaríamos fome! Então decidi construir um daqueles moinhos."

20 anos sem o Muro de Berlim


Criado em 1961 para evitar que os moradores da Alemanha Oriental, comunista, se mudassem para a Alemanha ocidental, capitalista, o Muro de Berlim repartiu a cidade em duas e representou a divisão do planeta durante a Guerra Fria.

Até que em 1989, o governo da Alemanha Oriental anunciou que seus cidadãos poderiam cruzar o muro para visitar a parte ocidental, o que era proibido antes. A queda representou o início de uma profunda mudança democrática em todo o leste Europeu e culminou na reunificação da Alemanha e o fim da União Soviética.


Simulados resolvidos passo a passo por professores do Anglo Vestibulares:



Quantos ursos polares você já matou?



ONG Plane Stupid nasceu com um objetivo: derrubar a indústria da aviação. Por quê? Porque, segundo eles, cada passageiro que embarca em qualquer voo da Europa é responsável pela emissão de, aproximadamente, 400 kg de gases causadores do efeito estufa

A fim de disseminar essa mensagem, a ONG contratou os serviços da Mother, uma agência de publicidade internacional que teve uma sacada considerada, por muitos, exagerada. Levando em conta o fato de que um urso polar adulto pesa cerca de 400 kg, a agência quis fazer uma comparação com a quantidade de poluentes que um avião emite. 

O resultado está no vídeo abaixo: ursos despencam, de forma violenta, dos ceús, fazendo alusão aos aviões. 



O que você achou do filme? A ONG Plane Stupid e a agência de publicidade pegaram pesado ou, de fato, apenas mensagens como essa provocarão mudanças na sociedade?

ILUMINE SUA PRESENÇA


BOAS PEDIDAS
1 Black for Men (Arsenal) 100 ml - 93 REAIS Esta fragrância oriental é marcante e traz notas de limão, tangerina, especiarias, musk e âmbar.

2 Hypnôse (Lancôme) 50 ml - 215 REAIS A fragrância é misteriosa e sedutora, com notas de menta, âmbar e lavanda da Provence.

3 Connexion Woods (O Boticário) 100 ml - 50 REAISInspirado no equilíbrio entre natureza e contemporaneidade, tem notas de limão, alecrim, açafrão, lavanda, gerânio e musk.

4 For Him (Narciso Rodriguez) 100 ml - 350 REAIS A combinação de notas E orais e amadeiradas são características desta essência marcante .

5 Zegna Intenso (Ermenegildo Zegna) 100 ml - 267 REAIS Ao mesmo tempo viril e sensual, tem acordes de mandarina verde, limão italiano, cardamomo, íris, vetiver, cedro, sândalo e baunilha.

6 Fahrenheit 32 (Dior) 100 ml -284 REAIS Tanto o frasco quanto a essência, que traz notas de azahra, vetiver e baunilha, remetem ao choque entre quente e frio.

7 Intimately by David Beckham 75 ml - 175 REAIS O acorde amadeirado picante combinado à bergamota, noz-moscada e âmbar é típico de uma fragrância provocativa e sensual.

8 Hot Play (Lacoste) 75 ml - 200 REAIS Os acordes de E or de marmelo e vitória-régia emprestam vitalidade e sensualidade à essência.

9 F by Ferragamo (Ferragamo) 30 ml -139 REAIS A essência é amadeirada, com notas de lavanda, maçã, pimenta-negra e âmbar.

MODO DE USAR MISTURAR FRAGRÂNCIAS é permitido, desde que uma seja encorpada e a outra fresca. “Do contrário, surge um perfume muito forte”, diz Lucia Lisboa, diretora de desenvolvimento de fragrâncias da Givaudan no Brasil.
SE SEU NARIZ NÃO TOLERA CHEIROS FORTES, escolha fragrâncias com notas cítricas ou os fougères, que perfumam com menor intensidade que os
amadeirados e os orientais.
APLIQUE O PRODUTO na nuca, nos pulsos e atrás dos joelhos. “A quantidade ideal é aquela que marca sua presença sem incomodar os outros”, lembra Lucia. E esse nível talvez seja um pouco abaixo do que seu nariz acusa.
ANTES DE COMPRAR UM PERFUME, teste-o na pele. No frasco, o aroma quase nunca corresponde ao que vai exalar de seu corpo. 

Escrita fina


Há quem diga que escrever é um ato nobre, ainda que seja um simples bilhete - e, para essas pessoas, o instrumento de escrita tem de ser especial. Refl exo disso é o fato de o mercado estar cada vez mais repleto de opções diferenciadas e de extrema qualidade. Dos produtos mais simples aos luxuosos, tudo pode ser encontrado.
A Faber-Castell, por exemplo, desenvolveu a Coconut, da linha Ambition, feita com materiais ecológicos e modelada em madeira de coqueiro. Seu preço é R$ 550. Com a proposta de fazer releituras de ícones do design mundial, a empresa Athas!.. proporciona um "rosto" mais moderno e criativo aos seus produtos e dá um banho de glamour à forma mais popular da caneta.
Há versões em prata, ouro e aço. Para os afi cionados por canetas de grife, a atração é a edição Patrono das Artes 2009, da Montblanc, dedicada ao historiador e arqueólogo alemão Max von Oppenheim. Limitada a 888 peças, essa joia da escrita é de ouro maciço. Desenhada com efeitos em 3D, tem pena de ouro gravada com elementos culturais. Um verdadeiro tesouro que custa R$ 38.377.

 

Sonhos móveis de consumo

Houve tempo em que, para um celular ser bom, bastava "falar". Hoje em dia, no entanto, não há nada mais obsoleto do que essa ideia. Com a necessidade cada vez maior de conexão direta com a internet, os aparelhos de telefonia móvel estão ampliando as suas funções para dar conta dessa demanda que cresce incessantemente. Começou com o acesso a e-mails e notícias, passou para o download de músicas e vídeos e, agora, vieram as redes sociais como o Twitter e o Facebook. Os novos aparelhos têm tantas funções que já há muita gente esquecendo daquela inicial - ou seja, a de simplesmente realizar chamadas. A indústria, é claro, plugada nesse mercado, satisfaz um consumidor cada vez mais tecnológico e ávido por rapidez e funcionalidade. Existem, por exemplo, quatro novidades que acabam de sair dos laboratórios e das pranchetas dos projetistas das principais marcas. À exceção do BlackBerry Curve 8520, lançado no início de outubro, os demais ainda nem chegaram ao mercado. O Satio começará a ser vendido no final deste mês e o Milestone e o Mini 3, em dezembro.

Gigante do rock


Fotos: Richard E Aaron/Redfer ns; Ed Per lstein/Re
NO AUGE "Não curto alimentos sólidos", disse Jimmy Page em uma turnê pelos EUA. A mídia não o perdoou: "Ele tem as pernas obscenamente finas"

Entre o fim da banda britânica Yardbirds e o surgimento de um outro grupo que se chamaria New Yardbirds e no qual o guitarrista Jimmy Page queria tocar nasceu o Led Zeppelin em 1968. Como o novo Yardbirds não saiu do papel, Page já estava desistindo de tudo quando por meio de seu empresário Peter Grant conheceu Robert Plant, um hippie "sem cérebro" mas que tinha a aparência de um majestoso "Deus grego", perfeito para assumir a posição de vocalista. O nome do grupo, referência ao famoso dirigível alemão que explodiu em 1939, fora sugerido pelo lendário baterista do The Who, Keith Moon, que havia sido sondado para integrar a nova banda, mas teve de recusar o convite ao descobrir que estava preso ao seu empresário por normas contratuais. Então vieram o baterista John Bonham, amigo de Plant, e o baixista John Paul Jones.
amigo de Plant, e o baixista John Paul Jones. Esses bastidores roqueiros associados a grandes festas regadas a drogas, alucinógenos, orgias sexuais e até estudos demoníacos compõem o detalhado enredo da biografia "Led Zeppelin, Quando os Gigantes Caminhavam sobre a Terra" (Editora Larousse), escrita pelo jornalista Mick Wall. Especializado na área musical, ele realizou diversas entrevistas com ex-integrantes da banda e o polêmico empresário Grant.
Fotos: Richard E Aaron/Redfer ns; Ed Per lstein/Re
Os criadores do clássico "Stairway to Heaven", talvez a canção mais arranhada no violão em todos os tempos, eram uma gangue de meter medo. O autor coleciona fatos, os narra sem exageros ou julgamentos e consegue retratar muito bem um mundo que guarda poucas semelhanças com os tempos atuais. O baterista John Bonham, por exemplo, chegou a nocautear a executiva de uma gravadora que lhe lançou um sorriso durante uma reunião. Rasgou a camisa da moça e a abandonou caída ao chão, enquanto gritava: "Nunca mais faça isso comigo." O músico roqueiro carregava a fama de ser paranoico, e ela não foi a primeira vítima dos seus frequentes ataques gratuitos. A própria funcionária agredida, no entanto, não prestou queixa à polícia. É claro que o roqueiro que atualmente fizesse algo parecido com certeza terminaria preso. O autor relata diversas histórias curiosas desse gênero.
Uma delas revela que Jimmy Page costumava levar chicotes nas turnês e os vibrava contra os fãs mais exaltados: "Se você os humilha um pouco, eles se comportam melhor."
O livro também envereda pela controversa adesão de Page aos ensinamentos do ocultista britânico Aleister Crowley, muito famoso na época, e essa teria sido uma das razões da dissolução do grupo. Wall pondera que a participação do guitarrista nos haréns de Crowley estava diretamente relacionada ao período em que ele consumiu heroína indiscriminadamente. Nesse contexto as supostas convicções demoníacas não eram mais que uma extensão dos inevitáveis delírios provocados pelo opiáceo. Na trajetória enlouquecida desses gigantes, o escritor descreve a formação musical de uma das bandas que até hoje é uma das mais importantes e influentes da história do rock.

Febre de Alice



FOTO: DIVULGAÇÃO
Mundo surreal
Cena do aguardado filme "Alice no País das Maravilhas", dirigido por TIm Burton e protagonizado pela atriz Mia Wasikowska: ela faz uma Alice menos ingênua e com leve dose de malícia
Uma história inventada para divertir três crianças no final do século XIX se transformou na primeira ficção escrita pelo professor britânico de lógica e matemática Charles Lutwidge Dodson, conhecido como Lewis Carrol (1832- 1898) - e lhe concedeu o título de fundador do surrealismo na Inglaterra vitoriana. "Alice no País das Maravilhas", a mágica fábula da menina que se perde pelos labirintos da própria imaginação, foi criada especialmente para a garota Alice Liddel, então com 10 anos, e que é a homenageada do título. Essa despretensiosa peregrinação infantil já foi traduzida em 50 idiomas ao longo de quase 150 anos. Agora ganha novo fôlego com a aguardada versão cinematográfica dirigida por Tim Burton, com a estreante australiana Mia Wasikowska, 20 anos, no papel principal, e o astro Johnny Depp como o chapeleiro maluco. O cineasta, com sua estética fantástica, sombria e mórbida, e com o seu humor nonsense, parece bastante apropriado para contar essa história instigante (que, se diverte, também angustia) de "bichos, sonhos e anarquias" - como a define o próprio Lewis Caroll já no prefácio de seu livro. "As histórias de Alice são como drogas para menores", diz um corajoso Burton.
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FILME E LIVRO A atriz Mia Wasikowska estreia em um difícil papel: tem de agradar a crianças e adultos. À dir., a nova edição da obra
Não bastasse a superprodução prevista para estrear em março do ano que vem, ainda há uma bem cuidada edição do livro que acaba de ser lançada (Editora Cosac Naify), com ilustrações vibrantes e psicodélicas de Luiz Zerbini e posfácio do historiador Nicolau Sevcenko. Uma das versões é especial para colecionadores e imita uma caixa de baralho. O que explica a atualidade da personagem? Na definição de Sevcenko, temos uma pista: "Alice é uma figura rebelde, que enfrenta, cheia de espanto e indignação, as criaturas presunçosas, mal-humoradas e falastronas do Mundo das Maravilhas. Atrás de cada uma delas está um tipo de
instituição vitoriana que Lewis satiriza e Alice desacata, para diversão e desforra dos leitores." Esse espírito de contestação também inspirou um grupo de artistas franceses de vanguarda a criar a mostra "Um Mundo sem Medidas", em cartaz no Museu de Arte Contemporânea, da Universidade de São Paulo. Organizada pela curadora francesa Valérie Marchi, a exposição reúne o trabalho de dez artistas plásticos contemporâneos com esculturas, fotografias, pinturas, desenhos e projeções que exploram as noções de espaço, tempo e dimensões inspirados no universo lúdico e onírico de Alice. A intenção é proporcionar a adultos uma viagem sensorial pelo espaço e pelo tempo através de efeitos multimídia e ilusões de ótica. É a "Alice no País das Maravilhas" do século XXI.
INSPIRAÇÃO Lewis Caroll criou a personagem em homenagem à garota Alice Liddel

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NO MUNDO DE ALICE
Exposição de arte explora o universo lúdico da personagem

Um dos principais destaques da exposição "Um Mundo sem Medidas", em São Paulo, o artista francês Jean-François Fourtou criou cenários desproporcionais que remetem a situações vividas por Alice em suas histórias, quando ela se torna tão pequena que perde a possibilidade de interagir com o ambiente - ou se coloca numa situação de vulnerabilidade extrema (foto à dir.). Outro expoente da vanguarda francesa, o fotógrafo Gilbert Garcir, também está presente: exibe a sua coleção de fotos surrealistas baseando-se na abstrata "Alice Através do Espelho".
 

A ameaça dos robôs



Robôs se rebelarem contra seres humanos com a finalidade de exterminá-los é tema recorrente em livros e filmes de ficção científica. O que é novidade, e realidade aterradora, é o fato de engenheiros de robótica de todo o mundo terem se reunido, na semana passada, na Asilomar Conference Grounds, realizada nos EUA, para discutir os riscos do surgimento de uma verdadeira geração de "robopatas" - máquinas perigosas e a perda de seu controle pelo homem
Os cientistas descartam, é claro, a possibilidade de elas adquirirem por si mesmas tal patamar de comportamento, porque isso significaria admitir, absurdamente, que robô pode ter livrearbítrio. Mas o grande receio dos pesquisadores, na verdade, é a possibilidade de esses robôs serem manipulados por criminosos comuns, como já os são pelos governos de alguns países em momentos de guerra. "O que um serial killer poderia fazer, por exemplo, com um sistema robótico de simulação de voz?", indaga Eric Horvitz, pesquisador da Microsoft e presidente da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial. Ele responde: "Precisamos refletir sobre consequências perigosas. Cientistas da computação devem ser responsabilizados se máquinas superinteligentes saírem do nosso controle."
Como não é de hoje que essas máquinas vêm sendo desenvolvidas, cabe perguntar por que tais preocupações - e temores - brotam justamente nesse momento. Sobre dois robôs, em particular, recai a responsabilidade dessa síndrome do medo. Um deles, desenvolvido nos EUA pela empresa Williow Garageta, ostenta atualmente o grau máximo de inteligência e independência: quando a sua bateria o alerta que está zerando, é ele quem sai procurando por conta própria uma tomada. Nessa busca, é capaz de abrir portas - e é impulsivo o suficiente para arrombá-las se for necessário. O mais incrível: também é ele quem liga o seu fio na tomada. Tudo se processa em seu "organismo" através de computadores (cérebro), sensores (membros) e microcâmeras (olhos para identificação de saídas elétricas). O outro gênio do momento no campo da inteligência artificial, e que leva os engenheiros a refletir se não é chegada a hora de pisar no freio do acelerado desenvolvimento da robótica, é a máquina que tem a fantástica capacidade de "aprender" sozinha. Criada pelo cientista Rodney Brooks, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA, impressiona pelo seu chip que está programado não para executar determinadas tarefas, mas, isso sim, para captar e reproduzir movimentos que seus sensores detectam. Assim, através desse "chip autodidata", está habilitada a repetir compulsivamente alguns movimentos humanos: ao ver alguém martelando um prego, quer martelá-lo. Ao ver alguém matando, pode querer matar também. "E se ela, por algum motivo, sair do controle de pessoas do bem?", indaga Horvitz.
MARS LAND ROVER 
A Nasa o descreve como o melhor geólogo automatizado. Sua grande arma é o seu braço robótico
Seria uma atitude no mínimo reacionária negar a importância de robôs na evolução da humanidade e na melhoria da qualidade de vida. Desde que saíram dos laboratórios, sobretudo nos EUA e no Japão, as máquinas de inteligência artificial se espalharam em empresas, bancos, escolas, supermercados, hospitais e asilos. Esses robôs, nascidos para o bem, são refratários a tentativas de serem pervertidos - não foram programados para a agressividade. O problema, no entanto, é que o próprio homem, no poço sem fundo de seu instinto de criar tecnologias cada vez mais fantásticas, acaba ultrapassando limites. Há cerca de meio século o matemático britânico I.J. Good já alertava para o perigo daquilo que chamava de "explosão nervosa" da inteligência artificial. Atualmente, até mesmo um dos maiores entusiastas dessa forma de inteligência, o cientista Tom Mitchell, da Universidade Carnegie Mellow, revê sua boa fé: "Fui muito otimista."

Táxi sem motorista



A cena traduz na realidade o sonho de engenheiros que há décadas falavam de um futuro no qual os automóveis se locomoveriam autonomamente - ou seja, carros andariam prescindindo de motoristas. Pois bem, qual é a cena? Ela está se passando em Londres, onde o táxi sem taxista já é uma realidade. No aeroporto de Heathrow o futuro chegou: veículos desse tipo transportam os passageiros do terminal de número cinco ao estacionamento. "Entramos em uma nova era dos transportes, é um momento histórico da tecnologia e da criatividade humana. Daqui para a frente não será preciso dirigir nem depender que alguém dirija para nós", diz o professor de engenharia da Universidade de Bristol Martin Lowson, criador desse táxi denominado Sistema de Trânsito Pessoal Rápido (PRT, na sigla em inglês).
"Eu e minha equipe estávamos reunidos e era inevitável que se colocasse a questão do transporte mais cômodo para este século marcado pela implementação de tantas e revolucionárias tecnologias", diz Lowson. Foi assim que nasceram, nas pranchetas e depois na vida real, os veículos que integram esse sistema. Eles têm capacidade para transportar até quatro passageiros por viagem (juntamente com a bagagem, é claro), a uma velocidade de até 40 quilômetros por hora. Como andam em um corredor exclusivo, sem cruzamentos, essa velocidade de 40 quilômetros chega, figurativamente, a valer por 400 quando se olha para os arredores e só se veem congestionamentos.
Fotos: Divulgação. Arte: Fernando Brum
Tudo está programado numa central de computadores dentro do aeroporto, e é nela que os operadores monitoram o sistema digital autônomo de cada táxi para garantir o bom funcionamento e evitar uma eventual pane. "O passageiro para na frente do táxi e por meio de um sensor a porta se abre automaticamente. Basta digitar, por exemplo, o nome do hotel para onde deseja ir e então relaxar", diz o engenheiro. Por enquanto são 18 táxis que percorrem o circuito interno do aeroporto. Até o começo do ano que vem, no entanto, esses automóveis já estarão trafegando em estruturas de trilhos sobre o trânsito intenso da cidade.
O investimento inicial do projeto do Sistema de Trânsito Pessoal Rápido foi de US$ 41 milhões. O sucesso nos testes, no entanto, empolgou tanto os investidores que compartilham as cotas acionárias do aeroporto de Heathrow que eles decidiram aplicar mais US$ 300 milhões na expansão do projeto para que os táxis saiam do aeroporto rumo ao centro de Londres. "O melhor é poder pegar um táxi sem ter que falar nada", diz um brincalhão Lowson, acrescentando que esse é o "sonho dos ingleses mais calados".
A equipe envolvida no desenvolvimento do PRT trabalha na indústria especializada da Aeronáutica e procurou construir o sistema baseandose na engenharia de um avião. "Precisamos oferecer o máximo de confiança, porque qualquer erro levantará muitas críticas e as pessoas passarão a ter medo desse tipo de veículo autônomo", dizem os engenheiros, cientes de que, se o modelo se firmar, certamente ele será instalado em outros pontos da cidade e significará uma das maiores revoluções mundiais no campo dos transportes.
O Sistema de Trânsito Pessoal Rápido também foi festejado pelos ambientalistas e não é difícil adivinhar a razão: os veículos sem motoristas diminuem as emissões de carbono e são até 70% mais eficientes do que os automóveis convencionais em termos de uso de energia (50% em relação aos ônibus). A expectativa é de que pelo menos 500 mil passageiros utilizem esses táxis anualmente para percorrer Londres. A julgar pela reação dos usuários na semana passada, os veículos autônomos vieram para ficar.

Além de nós, mas como nós



Uma equipe de astrônomos da Universidade de Genebra, integrada por pesquisadores de diversos países, entre eles o Brasil, anunciou na semana passada a descoberta do primeiro planeta fora do sistema solar que não é formado por gases. Batizado de CoRot- 7b, a sua imagem foi enviada à Terra pela sonda francesa Corot e abre novas perspectivas ao estudo e à busca desses corpos celestes extrassolares, chamados exoplanetas.
A rigor, a ciência se dedica cada vez mais a esse desconhecido universo na medida em que aumenta também o interesse pela possibilidade de existência de formas rudimentares de vida extraterrestre. Ocorre, no entanto, que os cerca de 400 exoplanetas já catalogados são compostos basicamente de gases, fenômeno que torna inviável a presença de "elementos biologicamente vivos". Com o novo CoRot-7b é diferente: a sua superfície, dizem os astrônomos, é formada por "uma espécie de chão firme". Assim, se os outros exoplanetas assemelham-se, por exemplo, a Júpiter e Saturno, o que agora foi localizado pode até ser considerado, segundo os pesquisadores, como "um parente da Terra".
E onde está esse "parente"? Como ele é? A sonda francesa é que nos responde: o CoRot- 7b distancia-se de nós em 500 anos-luz (um ano equivale a 9,6 trilhões de quilômetros) e estima-se que ele seja cinco vezes maior que a Terra. O grande fascínio dos cientistas devese ao seu chão rochoso e à sua densidade. "Esse é o exoplaneta mais parecido com a Terra que nós já encontramos", disse o astrônomo alemão Artie Hartzes."Isso nos dá a esperança de que, em um futuro próximo, encontraremos outros ainda mais parecidos e com condições mais favoráveis à existência de vida". Igualmente otimista é o pesquisador suíço Alan Boss: "Tenho, cada vez mais, a certeza de que vivemos em um universo bastante populoso."

Luvas de Michael Jackson leiloadas por US$ 350 mil



Michael Jackson continua em alta (se é que um dia vai estar em baixa). Um dos pares de luvas mais usadas pelo rei do pop, que morreu em junho, foi vendido por U$$ 350 mil em leilão organizado pela casa Jullien's Auction, em Nova York. Elas são confeccionadas em couro branco com diamantes (imitações) costurados à mão. A peça-ícone foi calçada pela primeira vez por Michael em 1983 - quando exibiu, também pela primeira vez, o seu passo de dança "moonwalk". Coube a um cassino da cidade chinesa de Macau arrematála. No cassino funcionará um memorial asiático dedicado ao astro.

Chávez, Chávez, Chávez



Quem é que aguenta. Primeiro foi a determinação de banho de três minutos, logo em seguida a ordem para que se usasse lanterna quando se fosse ao banheiro de madrugada, inclusive para tomar banho. Isso no campo da economia de energia. Depois, a população masculina se viu conclamada a emagrecer porque de uma hora para outra o país pode carecer dela para uma eventual guerra. Agora, veio o confisco de 31 propriedades rurais do líder de oposição Manuel Rosáles. Está-se falando do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e de suas ordens.Na terça-feira 24, segundo um de seus assessores, ele foi despertado de madrugada por um telefonema quando dormia em seu sofá. O assunto era Honduras. Mandou dizer: "Peça para me ligar depois. Você não sabe como está bom aqui".

Livros consagrados dão lições profissionai




'O Pequeno Príncipe': nova função (Foto: Reprodução)
Um livro considerado "clássico" não morre. E, justamente por ser clássico, tem força para ganhar releituras. Prova disso é o emprego dado a títulos como o tratado militar A Arte da Guerra, do chinês Sun Tzu (544-496 a.C), e o manual político O Príncipe, de Nicolau Maquiavel (1469-1527). O mesmo ocorre com a consagrada fábula do francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) O Pequeno Príncipe. Encarados como fontes de sabedoria e reflexão, esses livros vêm conquistando espaço na cabeceira de profissionais em busca de motivação para turbinar a carreira.
"A utilização de frases e trechos de livros em eventos da empresa é uma forma de criar motivação", diz o executivo Milton Pereira, da Serasa Experian, multinacional que presta serviços de análise e informações de crédito. Fã de literatura, Pereira usou recentemente uma frase do mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967) ao receber o troféu de Profissional de RH do Ano, entregue pela revista Você RH, da Editora Abril - que publica VEJA. "É junto dos bons que a gente fica melhor", disse. Ao lado de Fernando Pessoa e Maquiavel, Guimarães Rosa figura entre os autores citados por Pereira em palestras proferidas dentro e fora da Serasa.
Se as linhas de Pessoa e Rosa servem como fontes de inspiração, Maquiavel e seu O Príncipesão vistos como exemplo daquilo que uma empresa deve evitar a qualquer custo. "Maquiavel dá lições sobre poder que não são aplicáveis em uma empresa ética, como aliar-se aos inimigos para governar", explica Milton. Vale lembrar que o clássico do Renascimento italiano foi produzido em um momento particular e de transição da vida política europeia, em que o pragmatismo do monarca era fundamental para a afirmação do estado moderno.
O príncipe do bem - Mais lições para o universo corporativo são retiradas de outro título principesco. E muitos executivos já descobriram isso. "O Pequeno Príncipe foi um dos livros mais vendidos no nosso estande na Feira do Livro de Porto Alegre deste ano", diz Marisa Bof, proprietária da rede gaúcha Livros de Negócio, voltada para o mundo corporativo. "Parece um livro de criança, mas muitos adultos o procuram", garante a empresária, que nesta semana vendeu um pacote de exemplares da obra para uma empresa local. "O Pequeno Príncipe atrai executivos por proporcionar auto-conhecimento e uma reflexão sobre a vida", afirma Marisa, citando fatores que o mercado considera cada vez mais necessários para uma carreira produtiva.

Sorteio dos grupos: está chegando a hora de torcer


O palco do sorteio
Ainda faltam quase 200 dias para a abertura do Mundial, mas a seleção brasileira vai precisar de muita torcida já na sexta-feira que vem. Dentro de uma semana, a Fifa realiza o sorteio das chaves da Copa, numa cerimônia marcada para a Cidade do Cabo, a mais bela cidade sul-africana (na foto acima, o palco da festa, mostrado à imprensa nesta quinta-feira). O Brasil é um dos favoritos à conquista da taça, mas ainda assim tem motivos para se preocupar - o sorteio pode ser perigoso.
A primeira etapa do processo acontece na quarta-feira, quando serão conhecidos os cabeças-de-chave da competição. O Brasil e mais cinco seis campeões mundiais deverão estar na lista, junto com a anfitriã África do Sul. Completaria a lista a Espanha, atual campeã europeia e líder do ranking da Fifa. Isso garante que o Brasil e as outras superpotências - Itália, Argentina, Alemanha, França e Inglaterra - não se enfrentem logo na fase inicial.
No dia do sorteio, as cabeças-de-chave ocuparão o primeiro conjunto de seleções. O conjunto seguinte será formado pelas demais seleções europeias. O terceiro é composto por africanos e sul-americanos e o quarto, por asiáticos e norte-americanos. Cada grupo é formado por uma seleção de cada conjunto. Alguns critérios adicionais impedem, por exemplo, que uma seleção sul-americana enfrente outra da mesma região na primeira fase. Uruguai, Paraguai e Chile, portanto, estão fora do caminho do Brasil.
Simular as possíveis combinações de grupos pode assustar até o mais otimista dos torcedores. A seguir, dois exemplos de grupos perigosos, que poderiam até significar uma eliminação precoce na Copa:
Brasil, Holanda, Camarões, México: Os holandeses se classificaram com facilidade ao Mundial e têm uma geração talentosa; Camarões é o grande time africano; o México vem incomodando a seleção brasileira nos últimos anos.
Brasil, Portugal, Costa do Marfim, Estados Unidos: A seleção lusa tem simplesmente Cristiano Ronaldo; a marfinense, Drogba, Toure e Eboue; os americanos são os atuais vice-campeões da Copa das Confederações.
Essas possibilidades preocupam, mas tratam-se dos piores cenários possíveis. O Brasil poderia cair num grupo com Grécia, Argélia e Nova Zelândia, por exemplo. E aí reside uma outra preocupação, totalmente diferente: enfrentar uma chave fácil demais pode significar um início de Copa com ritmo de treino, sem grandes desafios que preparem o time para as etapas eliminatórias. O que você acha? É melhor pegar um grupo forte logo de cara ou começar o Mundial pegando apenas times fracos?

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