Pelo menos 140 mortos em combates tribais no Sudão (ONU)

Pelo menos 140 pessoas morreram em confrontos registrados há uma semana em um setor conflituoso no sul do Sudão, informou nesta quinta-feira uma fonte da ONU na região.
Os choques ocorreram na zona de Wunchuei, no estado de Warrap, e as informações só começaram a vazar depois da visita à região, há dois dias, de uma missão da ONU.
"As fontes locais falam de pelo menos 140 mortos, 90 feridos e 30.000 cabeças de gados roubadas", afirmou a chefe das operações humanitárias da ONU no sul do Sudão, Lise Grande.
Capacetes Azuis da ONU foram enviados a essa zona remota para tentar obter mais informações.
Muitos mortos pertenciam à tribo Dinka, que teria sido atacada pela tribo Nuer, segundo fontes locais.
Os combates entre tribos rivais, geralmente motivados pelo gado ou um sentimento de vingança - registraram um forte aumento no último ano no Sudão.
Em 2009, cerca de 2.500 pessoas morreram e 350.000 se viram deslocadas pelos combates no sul do país, uma vasta região subdesenvolvida que continua sofrendo as consequências de uma guerra civil com o Norte (1983-2005), que causou dois milhões de mortos.
O Acordo de Paz Global (CPA) que pôs fim ao conflito em 2005 prevê a organização de eleições em abril próximo e um referendo em janeiro de 2011 sobre a independência do Sudão Sul, dois acontecimentos-chave que as organizações humanitárias temem que deem início a novas ondas de violência.
Dessa forma, o Sudão, vasto país africano com grandes reservas de petróleo, corre o risco de deixar de existir se, dentro de um ano, for aprovada a secessão do sul, em grande parte cristão, do norte, basicamente muçulmano.

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