O brinquedo dos famosos


No Twitter, gente que luta para preservar a vida pessoal passa o dia 
falando de sua vida pessoal. Às vezes, fala mais do que pretendia


Fotos Lailson Santos
DIA, NOITE E MADRUGADA
Sabrina, 310 000 seguidores: de tanto contar o que está fazendo, namorar escondido ficou difícil

Até artistas muito reservados, como a cantora Sandy, apreciam a chance de manter uma relação mais próxima com os fãs. Ela lembra que, logo que entrou para a rede, em junho, chocou os seguidores (230 000, pelas últimas contas) com uma revelação espantosa: confessou que adorava picanha. Choveram comentários. "Mesmo quando escrevo bobagem, as pessoas acham que é grande coisa. Recebi respostas do tipo ‘nossa, ela come a mesma comida que eu’", admira-se. Igualmente twitteira, a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS, menos de 8 000 seguidores até agora) também mantém blog e perfis no Orkut e no Facebook, espaços que aproveita tanto para mostrar seu lado mais pessoal quanto para discutir com a oposição com menos formalidade. "Quem quer informação oficial vai ao meu site. O Twitter é algo comportamental, não é uma central de informações", diz. Para os famosos, uma das maiores utilidades da ferramenta é a possibilidade de negar boatos infundados. Sandy apelou ao Twitter para desmentir que estivesse grávida; Manuela, para esclarecer que não, não estava de casamento marcado. Já Sabrina, nos tempos em que queria manter escondido seu namoro - hoje assumido - com o deputado Fábio Faria (PMN-RN), passou por apertos estratégicos. "A gente ia ao cinema e eu comentava o filme no Twitter. Ele tinha de tomar cuidado para não comentar a mesma coisa", lembra Sabrina, que, viciada confessa, twitta até em reuniões - "Mas meu lugar preferido é sentada no meu banheiro".É madrugada de uma segunda-feira e a apresentadora Sabrina Sato, acordadíssima, conta aos interessados o que está fazendo no momento. "Gente, estou até com vergonha, pareço uma coruja. Não consigo dormir. Já tomei leite quente, rezei e li", lamuria-se Sabrina, que não passa mais de três horas sem fazer contato com seus mais de 300 000 seguidores, como é chamada a multidão cadastrada na sua página no Twitter, a rede virtual em que pessoas repartem sua rotina e suas impressões em mensagens rápidas, de até 140 caracteres. No mesmo dia, depois de avisar na sua página que acabou de amamentar o filho Davi, a cantora Claudia Leitte (310 000 seguidores) fala com VEJA e, ato contínuo, twitta: "Acabei de dar entrevista! O assunto foi Twitter". Também cantora, também baiana, em outubro Ivete Sangalo fez questão de anunciar a seus 470.000 seguidores que estava indo para o hospital ter o filho, Marcelo. "Crianças, agora vou parar de twittar porque acho que chegou a hora de ter meu baby. Obrigada pelo carinho de todos. Um beijo enorme!", digitou. Embora faça sucesso com meio mundo, ou mais, é entre as celebridades que a mania de dar palpite geralmente irrelevante, a qualquer momento, por celular ou computador, alastrou-se com mais vigor. Isto mesmo: quem antes fugia dos flagrantes para preservar a intimidade agora usa o brinquedinho para divulgar, por vontade própria, detalhes da vida pessoal. "É o lugar que os famosos encontraram para chegar mais perto do público, impondo, ao mesmo tempo, a distância que querem estabelecer. O problema é que muitas vezes eles mesmos se esquecem e passam dos limites", alerta a consultora de imagem Renata Mello.
Fotos Anderson Schneider e Lailson Santos
VIVA A INFORMALIDADE 
Manuela (à esquerda, 7 800 seguidores) e Claudia (310 000): o gosto de falar sobre tudo, inclusive, ou principalmente, sobre as coisas mais irrelevantes

Gafes acontecem, claro (veja o quadro abaixo), e, lidas por seguidores que se contam aos milhares, viram um caso sério em questão de minutos. No começo do mês, a atriz Thaila Ayala escreveu que "é ruim sentar na primeira cadeira do avião. Todo mundo fica olhando, como se você fosse paraplégico!". Todo mundo, no caso, comentou. Thaila se desculpou e apagou a frase, mas o registro ficou. "As pessoas ainda estão mais acostumadas com o mundo físico, onde você conta alguma coisa para um amigo e, por mais fofoqueiro que ele seja, vai falar para outras dez pessoas. No mundo virtual, qualquer comentário tem abrangência mundial", diz Wanderson Castilho, especialista em segurança na internet. Ele estima que em média 40% dos seguidores de uma pessoa no Twitter leem a mensagem no instante em que ela é enviada. Ou seja: não adianta apagar - alguém já viu. Primeiro brasileiro a conquistar 1 milhão de seguidores, o apresentador Luciano Huck diz que se preocupa o tempo todo em não contar mais do que deve, mesma atitude de sua mulher, a também twitteira Angélica. "A gente toma muito cuidado para não deixar escapar algo que não queremos dividir", diz Huck. "Famoso ou não, a dica é sempre olhar o número de seguidores antes de começar a escrever qualquer coisa", aconselha a consultora Renata.


Economia e anistia fazem estrangeiro escolher o Brasil


São Paulo - Na contramão das resistências legais e políticas aos imigrantes na Europa e Estados Unidos, o Brasil se tornou um atraente destino de estrangeiros, graças à boa fase da economia e a um amplo programa de anistia aos irregulares. Desde 2 de agosto, quando a lei entrou em vigor, latino-americanos e asiáticos lotam os postos da Polícia Federal (PF) para obter visto de residência. Com isso, os chineses saltaram da 10ª posição no ranking para se tornar a 6ª maior colônia estrangeira do País, seguida pelos bolivianos (33 mil).
Os oriundos da Bolívia, no entanto, ainda lideram o ranking de pedidos de visto à PF, com 10.148 inscritos desde agosto. Eles vêm em busca de emprego e melhor qualidade de vida. Motivados também pelo desejo de viver numa democracia, ocidental, os chineses vêm em segundo lugar, com 4.275 pedidos feitos até agora. A lista prossegue com Peru (3.614) e Paraguai (3.067). Mais de dois terços dos imigrantes têm como destino o Estado de São Paulo.
Até a primeira semana de novembro, foram beneficiados mais de 29 mil ilegais, vindos de 130 nações. Mas a quarta anistia concedida pelo Brasil desde os anos 80 pode chegar a 50 mil beneficiados, superando os 39 mil da anterior, em 1998. O novo visto de residência, que após dois anos se converte em cidadania definitiva, vale para quem entrou no País, mesmo por meio ilegal, até 1º de fevereiro de 2009. "Ao contrário de outros países, humanizamos a questão, tratando o imigrante como vítima, e não criminoso", disse o coordenador do programa e secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior.
Estabilidade
Cada vez mais latinos desembarcam no Brasil, deixando para trás a economia oscilante de seus países e as rotas mais tradicionais de imigração. Nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa de desemprego deve chegar a 9,8% em 2010, quase o dobro dos 5% registrados dois anos atrás. Outro destino tradicional, a Espanha vai terminar 2009 com 20,9% da população local sem trabalho. Números que fazem os latinos mudar o foco e ver no país do pré-sal, da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 a chance de uma vida mais digna.
"Só o que está previsto de investimento no projeto do pré-sal, da Copa do Mundo e da Olimpíada, e consequentemente a geração de empregos, é uma razão forte para convencer mais latinos a virem para o Brasil", avalia a economista Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas. A previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) é a de que, em 2010, o Brasil reverta uma tendência histórica e, pela primeira vez desde 1960, tenha aumento no número de imigrantes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fifa finge que pune. Diego finge que se arrepende.


Maradona chega à Suíça para o julgamento deste domingo
Desta vez Maradona não pode reclamar da Fifa. O ex-craque costuma se dizer perseguido pela entidade máxima do futebol. Neste domingo, porém, levou uma punição simbólica no julgamento de seu festival de grosserias depois da classificação contra o Uruguai, em outubro.
Eufórico com a vitória que garantiu a Argentina na Copa, Maradona desandou a xingar os jornalistas e falar palavrões na entrevista coletiva. A conduta antidesportiva foi castigada com dois meses de suspensão e multa de 16.560 euros.
A punição, no entanto, foi pouco mais que uma encenação. Nos dois meses em que Maradona estará impedido de trabalhar no futebol, a seleção não terá atividade alguma - não há jogos, convocações ou treinos. A Fifa fingiu que puniu Maradona. Na prática, ele escapou ileso no episódio.
O tribunal que ouviu Maradona na Suíça disse ter levado em conta o remorso manifestado por Maradona em seu depoimento. Mais uma vez, foi só teatro: o técnico argentino já tinha dito publicamente que não se arrependia de nada, e que só pedia desculpas “às mulheres”.

Apagão causa transtornos e recorde de lentidão em São Paulo

Saiu no Folha Online
Que um apagão que durou aproximadamente uma hora causou transtornos e contribuiu para elevar o índice de congestionamento na cidade de São Paulo nesta terça-feira. Às 9h30, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 155 km de lentidão --o maior índice do ano no período da manhã, pela quarta vez em uma semana.

Com apagão, motorista enfrentou novo recorde de lentidão em São Paulo; marginal Tietê foi uma das vias mais congestionadas
Com apagão, motorista enfrentou novo recorde de lentidão em São Paulo; marginal Tietê foi uma das vias mais congestionadas
Ficaram sem energia elétrica bairros da zona sul de São Paulo e áreas de Embu e de Taboão da Serra, na região metropolitana. A AES Eletropaulo informou que o apagão foi causado por problemas na subestação Bandeirantes da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista e durou das 8h45 às 9h37. Aproximadamente 690 mil clientes foram afetados.
Devido ao apagão, semáforos ficaram apagados, o que contribuiu para aumentar o congestionamento. Segundo a assessoria de imprensa do Metrô, um trecho da linha 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi) foi afetada pela falta de luz das 8h53 às 9h.
No aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), o apagão prejudicou o check-in por aproximadamente 15 minutos, de acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Os vôos, no entanto, não foram afetados.
Durante o apagão, o Corpo de Bombeiros recebeu chamados para socorrer pessoas presas em elevadores. Não houve registro de feridos.
Sem luz
A interrupção do fornecimento de energia atingiu 21 bairros da zona sul de São Paulo, além de partes de Embu e Taboão da Serra. Inicialmente, balanço da AES Eletropaulo apontava falta de energia em 24 bairros da zona sul e em parte de Embu.
Mesmo após o restabelecimento da energia, o motorista enfrentou tráfego complicado em São Paulo. Por volta das 14h30, eram 99 km de congestionamento na cidade --12,1% dos 820 km de vias monitoradas.
As causas do problema na subestação ainda não foram confirmadas. A CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) é responsável pela transmissão da energia distribuída pela AES Eletropaulo.
Energia
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), determinou à secretária de Saneamento e Energia do Estado, Dilma Seli Pena, um relatório sobre o apagão.
"Acompanhamos isso [apagão] com preocupação e vamos querer uma explicação muito convincente a esse respeito", afirmou o governador.
O presidente do Stieesp (Sindicato dos Eletricitários de São Paulo), Antonio Carlos dos Reis, Salim, afirma que a cidade está com sobrecarga de consumo de energia.
"Esse transtorno causado à população é reflexo da falta de investimento em recursos para melhoria na transmissão de energia. Em janeiro, os brasileiros foram alertados sobre a possibilidade de um apagão atingir todo o país. Como choveu todos esqueceram do risco, mas é preciso implementar uma racionalização de energia como foi feito em 2001, precisamos ser reeducados", afirma.

Homem que inventou Playmobil faleceu


Homem que inventou Playmobil faleceu

e certeza que já recebeu uma prenda na sua infância dos playmobil, os miticos bonecos com cabelo aos zig-zags e que pode ser montados e desmontados de qualquer plataforma playmobil sem qual quer problema.
O seu criador foi Hans Beck e faleceu aos 79 anos. Hans criou um mito em várias gerações ao qual as vendas continuem. Os playmobils são com certeza uma das invenções mais populares e de mais sucesso alguma da nossa historia.

Nova York

Os casacos pesados de inverno já estão no fundo do armário e agora só se veem muitas sandálias, bermudas e as nossas "amadas" regatinhas!
A crise continua pautando a maioria dos assuntos. O presidente Obama sobreviveu ao primeiro semestre, mas ainda há muita incerteza.
Os Estados Unidos sentiram de perto o efeito da gripe influenza A (H1N1) em sua economia devido à diminuição do fluxo de turismo. Mas Nova York é inabalável!
O médico indiano Deepak Chopra, famoso por ser o guru espiritual de várias celebridades, abriu seu próprio spa holístico. No meio de todo o caos, modernidade e agito, há um templo de paz!
O Chopra Center é uma loja, escola, centro de ioga e tudo mais do mundo zen. Todos os dias ao meio-dia e às 18 horas há uma meditação de 30 minutos. O melhor: free! Só não pode atrasar! Às 12:01, portas fechadas! As massagens não são muito baratas, mas só a visita à loja já acalmará você!
OMMMM!!!
O Chopra Center fica na: 1710 Broadway, New York, NY 10019
Fone: (212) 246-7600

O Estado e o estado de Chávez

O quadro está ficando cada vez mais grave e são
 dois os estados que se deterioram com Hugo Chávez 
- um deles é o Estado venezuelano, o outro é o estado 
de saúde do próprio presidente. Ele anda propondo 
bizarrices demais, excentricidades demais.
Chávez já determinou que, em seu país, 
banho tem de ser tomado em três minutos.
 Agora ele propôs que as pessoas usem lanternas em 
suas casas para ir ao banheiro de madrugada e mesmo para se banhar
. É, não é fácil não.

O prefeito-propina




Por essa o prefeito da cidade paulista de Monte Alegre não esperava. 
Odair Silis (PMDB) foi flagrado em um vídeo cobrando propina na liberação 
de financiamento para a construção de uma creche. Ele deveria repassar
 a verba para Edmar Gomes Ribeiro, construtor responsável pela obra 
orçada em R$ 1 milhão, mais o subsídio do Fundo Nacional de 
Desenvolvimento da Educação. O prefeito cobrou R$ 10 mil para
 liberar o dinheiro, reclamou porque só lhe deram oito e ameaçou:
 "Na próxima vez tem de ser R$ 10 mil.
" Segundo Ribeiro, 
o engenheiro da prefeitura Thiago Rossi também cobrava
 para fazer vistorias na obra e orientou o construtor 
a reduzir a qualidade e a quantidade dos materiais.
 Motivo: sobrar mais verba para a propina.

Campanha pela vida

fotos: Jack Plunkett/ap; nati harnik/ap;








Assim não vale.!

Mãe e filha foram flagradas nos EUA ao furtarem um vale-presente de 
uma garotinha em uma loja da Pensilvânia no dia em ela completava 9 anos. 
Receberam uma pena alternativa: tiveram de exibir nas ruas, 
durante quatro horas, um cartaz com os dizeres:
 "Eu roubei uma menina de 9 anos no seu aniversário!
 Não roube ou isso pode acontecer com você."





Apocalipse em 2012


Com um orçamento próximo a US$ 200 milhões, estreia no Brasil na sexta-feira 6 a superprodução "2012", última investida do diretor alemão Roland Emmerich no gênero filme-catástrofe - sua especialidade, aliás: ele também dirigiu "Independence Day" e "O Dia Depois de Amanhã", entre outros. A história é inspirada no calendário maia, que prevê para 2012 uma infinidade de desastres naturais que transformariam para sempre a face da Terra. Vulcões, incêndios, terremotos e maremotos destroem cidades e diversos monumentos no mundo, como o Taj Mahal, na Índia, e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro - ele se quebra em mil pedaços numa pequena e irrepreensível amostra da qualidade dos efeitos especiais. No elenco, os atores John Cusack e Danny Glover.

Um espetáculo realmente para todos


Quem mora em São Paulo vai ter esta semana a chance de ver um espetáculo muito legal, que já foi assistido por 30 mil pessoas no Rio, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e Paraná: a peça do grupo Os Inclusos e Os Sisos é uma comédia de esquetes que faz o público pensar sobre as diversas formas de discriminação contra pessoas com qualquer tipo de deficiência. E é encenada com acompanhamento de um intérprete da língua dos sinais, legenda eletrônica e até audiodescrição. Ou seja: não deixa ninguém de fora.

Os esquetes são nove e bastante criativos. Num deles, três tomates participam de um festival para eleger o melhor deles. Um dos concorrentes é discriminado por ser verde, não ser o mais bonito, o maior, apesar de ser plantado pelo Seu Zé, sem agrotóxicos…Noutro, mãe e filha viajam na possibilidade das princesas dos contos de fada serem deficientes: como seria uma Cinderela em cadeira de rodas? Num terceiro, o assaltante tem Síndrome de Down, levando o público a pensar sobre superproteção às pessoas com deficiência e perda do espírito crítico diante da situação. Eu nunca tinha visto nada parecido. É pra rir e pra pensar.

O grupo Os Inclusos e Os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade é um projeto de arte e transformação social da Escola de Gente – Comunicação em Inclusão. Criado em 2003, o grupo integra a Rede Latino-americana de Arte para a Transformação Social, apoiada pela Fundação Avina. E só vai ter uma apresentação: nesta sexta-feira, dia 6, às 16h, no Estação Ciência – USP (Rua Guaicurus, 1394 - Lapa - São Paulo). É além de tudo é de graça.


Governo não chega a acordo sobre meta para redução de gases

Terminou mais uma vez sem consenso o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros para definir a meta de redução de emissões de gases de efeito estufa. Em reunião nesta terça-feira, a equipe ministerial avaliou que será preciso mais um encontro, dia 14, para discutir a proposta que será apresentada à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague, no próximo mês. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, adiantou que possivelmente não será definida uma meta de redução de emissões de gases na próxima reunião ministerial para discutir o assunto"Pode ser que no dia 14 a gente não apresente o número diretamente, mas as medidas, até porque o número tem de ter credibilidade", disse. "Nós não estamos aqui para fazer uma proposta que não tenha credibilidade. Todos os números que nós colocarmos serão testados e checados, porque estamos fazendo isso de forma voluntária.", disse.

Em entrevista após o encontro com Lula, os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente), Celso Amorim (Relações Exteriores) e Dilma Rousseff se limitaram a dizer que a proposta já anunciada de reduzir o desmatamento na Amazônia em 80% até 2020 diminuirá em pelo menos 20% as emissões de gases, ressalvando que este número poderá ser "um pouco" ampliado, com medidas adotadas em outros biomas. Minc quer uma meta de 40% na redução das emissões. Já outros ministros defendem uma meta menor.

Na reunião anterior do grupo para discutir a posição brasileira que será levada a Copenhague, Minc defendeu o anúncio de uma meta e, depois, deu uma entrevista sozinho para defender a redução de gases num cenário de crescimento de 4%, enquanto Dilma defendia um crescimento de 6%. Hoje, durante a entrevista, os ministros trocaram gentilezas e disseram apenas que a meta de redução de emissões que será apresentada pelo Brasil será "significativa".

Os ministros se esforçaram para mostrar coesão e compromisso com ações na área ambiental. Minc chegou a anunciar o "aço verde". Ele disse que o governo irá propor que as siderúrgicas só utilizem carvão vegetal de áreas reflorestadas, o que garantiria um selo de "aço verde". Nas contas do ministro, metade do carvão vegetal usado hoje nas siderúrgicas vem de mata nativa. "O objetivo é que a siderurgia venha plantar todas as árvores que necessitar", afirmou. "O Brasil pode ter um aço verde."

Além de Dilma, Minc e Amorim, participaram do encontro com Lula os ministros Sérgio Resende (Ciência e Tecnologia), Reinhold Stephanes (Agricultura), Edison Lobão (Minas e Energia) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).


Brasil deve ficar longe dos Objetivos do Milênio

Embora o Brasil esteja empenhado em mostrar ao planeta que pode realizar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada do Rio, dois anos depois, é em 2015 que o país - e outras 190 nações - terá de prestar contas ao mundo sobre o seu grau de desenvolvimento e justiça. Expira naquele ano o prazo para o cumprimento dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), definidos em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os resultados preliminares e as previsões não são animadores -Na média, o Brasil deverá alcançar os objetivos, mas as desigualdades ainda serão gigantes e deverão continuar, não só por regiões mas também dentro dos estados", avalia Luciana Brener, diretora-executiva da ONG Observatório de Indicadores de Sustentabilidade (Orbis).Entre os prenúncios de que o Brasil não atingirá as metas está a queda no ranking Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), anunciada em outubro. "Precisamos ter consciência crítica dos nossos problemas. A expectativa de vida no Brasil é de 72,2 anos, dez a menos do que no Japão e três a menos do que na Argentina. Isso é um sinal de que ainda não atingimos um ritmo de desenvolvimento adequado", afirma Flávio Comim, coordenador do relatório brasileiro do IDH. "A desigualdade impedirá que o Brasil avance."

Discurso oficial - O governo, contudo, contesta as previsões. Para Ana Lúcia Sabóia, chefe da Divisão de Indicadores Sociais do IBGE, o Brasil estará entre os poucos que alcançarão os ODMs. "Mesmo não existindo uma linha oficial de pobreza, que deixe clara a quantidade exata de pessoas que vivem abaixo dela, já superamos o objetivo de redução da desigualdade entre homens e mulheres", diz.

A afirmação é baseada nos números da Síntese de Indicadores Sociais 2009 (SIS), divulgada pelo IBGE na última sexta-feira. A SIS deste ano mostra que, de cada cem mulheres, 52 estavam ocupadas ou procurando trabalho em 2008. Mas, segundo a pesquisa, elas continuam recebendo cerca de 30% a menos do que os homens para exercer as mesmas funções - vale lembrar, a igualdade entre os sexos é um dos objetivos da ONU.

Outra nuance está relacionada à educação. Mesmo faltando pouco para atingir a meta de acesso ao ensino básico universal, os indicadores apontam para a baixa qualidade do ensino - com a existência de 21% de analfabetos funcionais entre jovens com 15 anos ou mais.


Você é financeiramente saudável?

Um novo conceito de independência financeira diz que ela só existe quando se trabalha por prazer ou lazer, não por necessidade. Faça o teste para saber se suas finanças andam bem e confira como alcançar tal independência

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Domingues, no lançamento do audiolivro. Segundo ele, independência financeira é quando se trabalha por prazer, ou lazer

"independencia financeira é quando se trabalha por prazer, e não por necessidade de seu ganho. Para isso, é preciso ter um montante aplicado cujos juros paguem de duas a três vezes o seu padrão de vida mensal. Não é dinheiro de bilionário, não é ser rico. É dizer que você pode se sustentar de ganhos que não dependam do seu trabalho." Esse conceito de "independência financeira" é de autoria de Reonaldo domingos, consultor financeiro. Se esse tipo de indepedência só se consegue quando o sujeito não precisa mais trabalhar para se sustentar, então a sociedade está andando pelo caminho errado. O que ela precisa é poupar, e não usar e abusar dos creditos desponhiveis. "As pessoas precisam ter uma reserva, a reserva da independência financeira. Por isso elas nunca param de trabalhar. E hoje vivem até os 100 anos!", afirma Domingos.

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Ele é autor do livro Terapia Financeira, que ganhou a versão em audiolivro no começo de outubro. Na publicação, o consultor sugere que o ouvinte siga a Metodologia de educação Financeira, "que leva qualquer pessoa à sua independência financeira". DiSOP significa Diagnóstico, Sonho, Orçamento e Poupança, os quatro pilares para o endividado se tornar um feliz InvestidorPrimeiro, é preciso relacionar todas as despesas do dia, durante três meses, no máximo. Diante do relatório de gastos, avaliar quanto se gasta em supérfluos, bobagens e evitáveis. Essa é a tarefa mais difícil, uma vez que as pessoas temem saber ou encarar seus gastos reais. A pessoa tem medo de sua verdadeira situação financeira, de descobrir como ela chegou a tamanho grau de endividamento. "Ela diz: 'já estou devendo mesmo, nem quero ver'. Permanece em desequilíbrio financeiro e não quer encarar o problema", diz Domingos.

Depois do primeiro choque, a próxima tarefa se torna prazerosa: relacionar todos os seus sonhos de consumo. Um carro? Uma viagem? Uma casa? Uma roupa de festa? Qualquer que seja o sonho, ele custa dinheiro e a sua compra deve ser muito bem planejada. Depois, é preciso colocar tudo na ponta do lápis e montar o orçamento mensal. Manter o equilíbrio entre quanto se ganha e quanto se gasta é importante, mas mais importante ainda é saber poupar – para os sonhos. Adequar seu padrão de vida ao que se ganha é fundamental. "Você não pode aumentar seu padrão de vida porque ganhou um pequeno aumento", afirma o consultor.


Além da quantia destinada ao sonho, também é preciso separar um tanto para o investimento que vai proporcionar a tal independência financeira. O que sobrar vai para gastos fixos e, quem sabe, até os supérfluos. Parece fácil, mas exige muita disciplina. "Se você fizer o dignóstico por um período de 30 a 90 dias por ano, já está bom. Mas todo ano tem que atualizar, porque o padrão de vida tende a subir", afirma.O primeiro item que deve constar do orçamento é a parcela para a realização do sonho. "Eu sou sempre a favor de se pagar à vista, porque você ganha mais descontos", diz Domingos. Se a pessoa guarda uma quantidade "x" durante "y" meses, conseguirá "comprar o sonho" à vista e com desconto. Mas as pessoas são ansiosas e sofrem pressão do marketing e do crédito facil, que acabam por facilitar a compra impensada, o consumo imediato, que costuma quebrar o equilíbrio das finanças. Com isso, compra-se um bem que não estava planejado e com dinheiro que nem existe.

Domingos preparou um teste que indica qual é a sua condição financeira atual: endividado, equilibrado financeiramente ou investidor. Se o resultado for uma das duas primeiras opções, melhor começar a pensar mais seriamente sobre o DiSOP. Deu certo para Domingos, que nasceu em família humilde no interior de São Paulo e conquistou sua independência finaceira aos 37 anos – a melhor propaganda para o seu método.


Nossa Senhora segundo os gays

Está circulando na Espanha um calendário com imagens de Nossa Senhora, todas elas interpretadas sob a ótica transexual. Faz parte de um projeto da Associação Espanhola dos Direitos dos Gays, que pede ao governo que organize as comemorações dos feriados religiosos com eventos culturais e políticos.Sugere, por exemplo, que 25 de dezembro (Natal) seja declarado oficialmente o dia da democracia.

A mulher do futuro será mais baixa

Estudo da Universidade de Yale projeta as mulheres no futuro. Segundo os cientistas, elas serão mais baixas e mais pesadas, terão coração bem saudável e período reprodutivo mais extenso ao longo da vida. Tais mudanças mostram que o processo evolutivo ainda atua sobre os seres humanos. O biólogo evolucionista Stephen Stearns analisou o histórico médico de 14 mil habitantes da cidade de Framingham (Massachusetts). Cruzou esses dados (a partir de 1948) com os de 2,2 mil mulheres. Verificou alterações de peso, altura e pressão arterial devido a fatores sociais e culturais. Concluiu que, se a tendência se mantiver, a mulher em 2409 será dois centímetros mais baixa e um quilo mais pesada em relação aos dias atuais.

O fator humano

Moram na Amazônia 25 milhões de pessoas,
a grande maioria em áreas urbanas. É dessa
gente que depende o futuro da maior floresta
tropical do planeta. Veja quem são e como
vivem os atuais desbravadores do norte do Brasil

Nos anos 70, durante o auge dos grandes projetos de infraestrutura implantados pelos governos militares, a Amazônia era conhecida como o inferno verde. Uma mata fechada e insalubre, empestea-da de mosquitos e animais peçonhentos, que deveria ser derrubada a todo custo – sempre com incentivo público – pelos colonos, operários e garimpeiros que se aventuravam pela região. Essa visão mudou bastante nas últimas duas décadas, à medida que os brasileiros perceberam que a região é um patrimônio nacional que não pode ser dilacerado sem comprometer o futuro do próprio país. Com seus 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia representa mais da metade do território brasileiro, 3,6% da superfície seca do planeta, área equivalente a nove vezes o território da França. O Rio Amazonas, o maior do mundo em extensão e volume, despeja no mar em um único dia a mesma quantidade de água que o Tâmisa, que atravessa Londres, demora um ano para lançar. O vapor de água que a Amazônia produz por meio da evaporação responde por 60% das chuvas que caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Mesmo agora, com o reconhecimento de sua grandeza, a Floresta Amazônica permanece um domínio da natureza no qual o homem não é bem-vindo. No entanto, vivem lá 25 milhões de brasileiros, pessoas que enfrentaram o desafio do ambiente hostil e fincaram raízes na porção norte do Brasil. Assusta observar que, no intenso debate que se trava sobre a melhor forma de preservar (ou, na maior parte das vezes, ocupar) a floresta, esteja praticamente ausente o maior protagonista da saga amazônica: o homem. É uma forma atravessada de ver a situação, pois o destino da região depende muito mais de seus habitantes do que de papelórios produzidos em Brasília ou da boa vontade de ONGs. A prioridade de todas as iniciativas deveria ser melhorar a qualidade de vida e criar condições econômicas para que seus habitantes tenham alternativas à exploração predatória. Só assim eles vão preservar a floresta em vez de destruí-la, porque terão orgulho de sua riqueza natural única no mundo.

A exuberância da natureza contrasta com a qualidade de vida dos amazônidas. A imagem idílica do caboclo que vive no paraíso tropical e nele quer permanecer só tem correspondência com o mundo real na imaginação de quem vive longe dali. Mesmo aquele que mora em pontos distantes, só acessíveis por barcos, assiste às novelas em televisores com antenas parabólicas e energia elétrica proveniente de geradores a óleo diesel. É natural que queira viver com os confortos modernos presentes no Sudeste, e não como uma relíquia viva do século passado. O ribeirinho, assim como o índio em sua aldeia, prefere cozinhar em fogão a gás, nem que para isso precise pagar por esse conforto com bens retirados da floresta. Em áreas rurais, a ausência de comércio e de dinheiro faz do escambo uma forma corriqueira de abastecimento da população. Um gerador, para manter a TV ligada por duas horas, consome 1 litro de diesel, que no mercado local pode ser trocado por um "bicho de casco" – em geral o tracajá, tartaruga que pode alcançar 8 quilos e é um petisco tradicional. Como explicar a essas pessoas que caçar animais que há gerações são parte da dieta local é agora um crime ambiental?

Depois do período colonial, a primeira grande onda migratória para a Amazônia ocorreu na virada do século XIX para o XX. Hordas de flagelados por três secas sucessivas no Nordeste foram enviadas para extrair o látex. Estima-se que entre 300 000 e 500 000 tenham se instalado na floresta. O fim do ciclo da borracha não apenas deixou os seringueiros abandonados, mas também arruinou a elite bem-educada, europeizada, de Manaus e Belém. Durante a II Guerra, para aproveitar uma curta crise no fornecimento de borracha, mais 150 000 pessoas foram despachadas para o Acre, Amazonas e Pará. A terceira e mais importante onda migratória foi incentivada pelos militares nos anos 70. A Zona Franca de Manaus, o avanço da agricultura e da pecuária e os assentamentos do Incra são agora os atrativos para a transferência de tantos brasileiros para a região.

Esses migrantes, somados aos indígenas e moradores antigos, mesclaram-se para formar um "Homo amazonius", o brasileiro adaptado à região. O país não o entende muito bem. As políticas para a Amazônia geralmente focam a população rural, o chamado povo da floresta. Esse modo de pensar podia fazer sentido no início dos anos 70, quando apenas 3,5% dos habitantes da região viviam em áreas urbanas. Nas últimas três décadas, o perfil demográfico se transformou em ritmo acelerado. Hoje, 73% da população vive nas cidades – e seus problemas são similares aos dos habitantes de qualquer cidade do Sul ou do Sudeste, só que agravados pela falta de serviços básicos de infraestrutura.

As soluções que propõem manter o homem no mato, sem possibilidade de progresso pessoal, mostram resultados pífios. O exemplo mais flagrante é o das reservas extrativistas de subsistência, uma receita criada pelo líder seringueiro Chico Mendes nos anos 80. Há hoje 86 dessas reservas, habitadas por 300 000 pessoas. Visto que colher látex e castanhas se mostrou insuficiente para garantir uma vida digna, ocorre por lá uma volta a atividades mais lucrativas: derrubar as árvores, vender a madeira, abrir campos de pasto para o gado. Estima-se que algumas dessas reservas extrativistas já tenham perdido 20% da cobertura vegetal e abriguem 40 000 reses. O bom exemplo de sucesso está na outra ponta – aquela que prospera de costas para a floresta. A Zona Franca de Manaus, criada em 1967, concentra 550 indústrias modernas, que, no ano passado, alcançaram um faturamento de 60 bilhões de reais. Uma riqueza produzida sem que seja necessário derrubar uma única árvore. A instalação da Zona Franca de Manaus é apontada como uma das principais causas de o estado do Amazonas ser o menos desmatado da Amazônia. Seu exemplo poderia ser replicado na região com a criação de outras indústrias limpas, como as ligadas aos setores farmacêutico e de biotecnologia.

Qualquer projeto que pressuponha o desenvolvimento com sustentabilidade da Amazônia precisa incluir o desmonte de uma parcela considerável das termelétricas alimentadas a óleo diesel que fornecem a maior parte da energia para a região. Embora a Amazônia seja classificada como o pulmão do mundo, suas termelétricas despejam anualmente na atmosfera 6 milhões de toneladas de dió-xido de carbono (CO2), o principal gás do efeito estufa. Isso equivale ao dobro do que despeja no ar todo ano a frota de veículos da cidade de São Paulo. Numa região com tantos rios caudalosos, é preciso que as hidrelétricas respondam pela maior parte da energia. A principal vítima da hegemonia das termelétricas na Amazônia é, mais uma vez, a população. Há escolas que são obrigadas as transferir os alunos do turno da noite para o da manhã porque não há óleo diesel suficiente para mover o gerador e iluminar as salas de aula.

Vivem na Amazônia 400 000 índios de quase 200 etnias e em diferentes níveis de contato com a sociedade brasileira. As setenta tribos que permanecem isoladas em pontos remotos representam menos de 1% desse universo. Setenta e cinco por cento dos indígenas vivem na floresta. Mesmo assim, os índios também não querem saber de permanecer na pré-história. "Os que continuam na aldeia querem trazer a cidade para dentro dela", diz Almir, cacique da etnia suruí, de Rondônia. Os computadores e a internet estão presentes em muitas aldeias. Em toda a Amazônia, índios usam a rede mundial para vender artesanato, estudar e reivindicar direitos. "Para ter influência política, a internet é melhor que o arco e flecha", diz Almir, que no ano passado fechou um acordo com o Google para mapear as terras de sua tribo. Vinte e cinco por cento dos índios da Amazônia vivem nas cidades e muitos vão parar nas favelas e palafitas. A população indígena de Manaus já é mais numerosa do que a da maioria das reservas, com mais de 12 000 índios.

Um dos principais entraves ao desenvolvimento da Amazônia é que parte significativa dela é um território sem lei. Apenas 4% das terras da Amazônia têm títulos de propriedade. Numa imensidão que corresponde a 59% do território brasileiro, ninguém sabe quem é o dono da terra e quem a ocupa. "Não há exemplo no mundo de região que tenha se desenvolvido economicamente sem segurança jurídica", diz o filósofo Denis Rosenfield, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. "Em um ambiente de insegurança, as pessoas deixam de fazer investimentos a longo prazo para buscar apenas o benefício imediato", ele completa. Sem eliminar a anarquia legal e jurídica, fica difícil garantir a preservação da floresta ou preparar o terreno para melhorar a qualidade de vida do povo da Amazônia.


Como o divórcio mais polêmico dos EUA afeta você




Você sabe quem são os Gosselin? Eles são o casal do momento nos Estados Unidos. Ou melhor, o ex-casal. Pais de oito filhos – duas gêmeas de 9 anos e sêxtuplos de 5 anos – eles estrelam desde 2007 o reality show “Jon & Kate Plus 8” (Jon e Kate mais 8), exibido no Brasil pelo canal fechado Discovery Home & Health. Mas nunca fizeram tanto sucesso quanto nesta última temporada. Em junho, eles anunciaram em um episódio especial de 1 hora que estavam se divorciando. E olha que esse foi o capítulo mais decente de todo o processo de separação.

Dos rumores à confirmação, os Gosselin estampam semana após semana capas de revista americanas (até agora foram mais de 50) com cada lance do fim de seu casamento. Kate diz que foi Jon quem quis terminar. Ele diz que foi ela. O público especula quem traiu primeiro. Teria Jon se entregado à vida boêmia depois que se levantou a hipótese de Kate o ter traído com o segurança do casal, Steve Neild? Ou Kate teria passado a desprezá-lo porque Jon se cansou da rotina maluca de uma família com oito crianças? Quem acompanha o programa nota a tensão entre o casal desde os primeiros episódios. Nos depoimentos conjuntos de Kate e Jon, que servem como linha narrativa de cada capítulo, Kate quer falar mais do que o marido. Manda ele ficar quieto. Dá tapinhas. Jon tenta se defender. Mas é visível que, ao passar de cada temporada (já estamos na quinta), Kate se sente cada vez mais à vontade em frente das câmeras. E Jon, mais desconfortável com a situação.

Os últimos desdobramentos do caso incluem Kate chorando em programas de entrevista (ainda com a aliança no dedo. “Pelos filhos”, ela diz), acusações de quem ficou com o dinheiro (Kate acusa Jon de ter limpado a conta conjunta do casal) e o anúncio de que Jon estaria sendo processado pela rede de televisão que produz o programa, a TLC (ele se recusa a aparecer nas próximas temporadas). Por hora, o programa deve passar a se chamar “Kate Plus Eight” e promete altas audiências na próxima temporada, que começa em 9 de novembro. O porquê é difícil de entender: existe situação mais chata do que ver briga de casal? Por que é, então, que o assunto desperta tamanho frenesi nas pessoas, a ponto de se tornar o assunto mais comentado nos Estados Unidos, que passa pela pior crise econômica das últimas décadas? E esse não é o primeiro divórcio que mobiliza a opinião pública (Confira a galeria dos divórcios mais polêmicos dos últimos tempos logo abaixo).

Eu,não deveria estar pensando nesse assunto. Mas fiquei tão intrigado com a importância que as pessoas dão ao divórcio dos outros que resolvi perguntar ao terapeuta de casais Amaury Mendes Junior qual é a explicação para esse fenômeno. “É mais fácil olhar para os outros do que para nós”, ele me disse. “Quando projetamos situações e defeitos nas outras pessoas, é como se quiséssemos dizer para nós mesmos que aquilo é normal, que também acontece com os outros.” Em resumo, nos importamos com o divórcio dos outros porque não queremos que isso aconteça conosco. É claro que passar pelo desgaste de uma separação não é nada agradável. Ninguém quer ver desaparecer um plano de vida traçado a dois com tanto carinho.

O pavor em relação ao divórcio revela um paradoxo. O discurso politicamente correto aceita o divórcio como algo natural, defende que é melhor acabar com o casamento para que ambos possam ser felizes. Mas a pressão da sociedade ainda diz que o certo é permanecer junto “até que a morte os separe”. “Essa pressão está em todo lugar. É só reparar”, diz Amaury. “O porteiro do prédio trata com mais respeito a mulher com uma aliança no dedo.” O resultado dessa pressão é que as pessoas estão mais preocupadas em cumprir o papel que elas acreditam designado a elas – casar, ter filhos e envelhecer – do que criar vínculos verdadeiros com alguém. Igualzinho no tempo da minha avó. Só que no século XXI. “Daí as pessoas casam e depois se separam”, diz Amaury.

Se as pessoas pensassem no divórcio como uma possibilidade natural e não um tabu, talvez se lembrassem de que para manter um casamento é necessário cuidado e dedicação (a afetividade do dia a dia, a sexualidade afiada debaixo dos lençóis e os objetivos comuns a longo prazo). E, com uma relação bem-cuidada, talvez as chances de passar pelo desgaste da separação diminuam. É por isso que eu já decidi: vou me casar pensando no divórcio (e que o padre e a minha mãe não leiam isso!).


Tudo pela Amy ou tudo tem limite?

Há algum tempo me pergunto: o que faz com que pessoas sãs montem acampamento na porta dos locais onde seus ídolos se apresentarão dali a vários dias, semanas e até meses? Poder ficar mais pertinho deles e ver que eles são tão reais quanto você e eu? Ter mais chances de segurar em sua mão, ganhar uma piscadela, uma camiseta suada ou uma baqueta carcomida? Isso tudo realmente vale a pena em troca de atravessar noites chuvosas dentro de uma barraca ou comer a marmita fria que o busão amassou?

Os fãs do Evanescence acreditam que sim, vale MUITO a pena. Desde sábado passado, dia 17 - repito: desde o dia 17 - cerca de 30 jovens acampam ansiosamente em um dos portões da Chacára do Jockey, na Av. Pirajussara, zona oeste de São Paulo, segundo assessoria do festival Maquinaria. É lá que vai acontecer o próximo show da banda gótica liderada por Amy Lee, marcado para acontecer no dia 8 de novembro. Sim, ainda faltam duas semanas.

Não é a primeira vez que tenho a oportunidade de constatar o fato, especificamente atuado por fãs do grupo de Little Rock, Arkansas, nos Estados Unidos. Em show ocorrido no dia 21 de abril de 2007, aproximadamente o mesmo número de garotos e garotas vindos de grande parte do Brasil e da periferia de São Paulo tinham se mudado temporariamente para o Parque Antarctica, onde Evanescence se apresentaria dali 12 dias. Desta vez bateram o próprio recorde (serão 17 dias de espera).

E eu continuo me perguntando: é a falta do que fazer ou é muito amor para sacrificar?

Ela é a Amy


Polícia corrupta,omissa e desumana

A ação criminosa de cabo e capitão choca o País, o Estado reage com firmeza e abre guerra à banda podre da PM do Rio


Contra-ataque Comando da PM agiu de forma rápida e exemplar

O País todo assistiu estarrecido aos vídeos de quatro câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais de uma rua do Rio de Janeiro nos quais se veem dois bandidos assaltando e matando um homem e, ato contínuo, dois PMs roubando os ladrões - que, ao final, seguem calmamente e em liberdade.

A vítima é o coordenador do AfroReggae, Evandro João Silva, 42 anos, e a tragédia aconteceu na madrugada do domingo 18, na rua do Carmo, no centro. Se isso não fosse suficiente para atingir em cheio a alma de qualquer cidadão, duas novas informações, dadas posteriormente, completariam o trabalho.

A primeira: Silva talvez pudesse ter sido salvo, já que ainda se movimentava quando a viatura policial passou e não prestou socorro. A segunda: um dos policiais é capitão e sua função era justamente fiscalizar os PMs que trabalhavam naquela região naquela madrugada. A reação do governo e do comando da PM foi firme e imediata. Os policiais envolvidos são o capitão Dennys Leonard Nogueira Bizarro e o cabo Marcos de Oliveira Salles, e ambos já estão presos administrativamente.

Os assassinos continuavam foragidos até o fechamento desta edição, na sexta-feira 23. O cadáver de Silva foi sepultado no cemitério do Caju. Agora, são só lágrimas: a família dele chora, os integrantes do AfroReggae choram, e até outros bandidos em presídios manifestaram tristeza e comoção. Silva desenvolvia o projeto Rebelião Cultural para os carcerários em Bangu II, III e IV.

A sociedade, de modo geral, também está de luto e se indigna. A reação do governador Sérgio Cabral não foi diferente de qualquer outro cidadão. "Vagabundos! Safados!" foram alguns dos termos usados por ele para extravasar sua revolta. Partiu do governador a decisão de demitir o relações-públicas da Polícia Militar do Rio, o major Oderlei Santos, que classificou o episódio de mero "desvio de conduta". Cabral disse que "ele se comportou como um advogado de defesa de policiais" e reagiu com veemência: "Isso eu não admito.

Há registros contundentes de um mau comportamento de um capitão e policiais militares, mas temos a grande maioria combatendo o crime, dando as suas vidas." Sobre os PMs criminosos, o governador disse o que todos esperavam ouvir: "Têm que ser banidos da corporação e responder criminalmente pelo que fizeram."

PAPEL TROCADO Cabo Marcos Salles é detido após imagens irem ao ar

O horror gerado pelo fato registrado nas câmeras, segundo a psiquiatra Vera Lemgruber, provoca apatia, sensação de desânimo, inutilidade, desamparo, incapacidade de reação - os sentimentos são individuais, mas o fenômeno é coletivo.

"Essas sensações podem levar à depressão e se alastrar para outras áreas da vida, como a profissional e a pessoal", diz ela. A longo prazo, o efeito catastrófico se pulveriza na "certeza" de que "nada adianta" e de que ninguém presta.

Ação e habilidade para lidar com o caso é o que pede o coordenador-executivo do grupo AfroReggae, José Júnior. À ISTOÉ, ele disse que tudo o que vimos até agora pode ser apenas a ponta do iceberg. "Um capitão não iria se sujar por uma jaqueta e um par de tênis. Quando os policiais achacaram os bandidos, só um criminoso é liberado.

Cadê o outro? Isso deu a entender que os PMs soltaram um deles para arrumar dinheiro. Seria uma espécie de pagamento de resgate", raciocina ele. O chefe do Ministério Público do Rio, procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes, pede pena de latrocínio para todos os envolvidos, tanto os policiais militares quanto os bandidos. "Merecem uma condenação por latrocínio, como dispõe o Código Penal." O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Luiz Zveiter, fala sobre a possibilidade de uma parceria imoral entre os policiais e os bandidos.


AIG paga US$ 12,1 bi de bônus e prêmios

NOVA YORK, EUA (AFP) - A seguradora americana AIG, que escapou da falência graças a uma ajuda estatal de 170 milhões de dólares, pagou US$ 12,1 milhões a um grupo de diretores, segundo um documento enviado à autoridade de mercados financeiros.

No texto, a empresa afirma que seu comitê de remunerações autorizou na sexta-feira a liberação de pagamentos contratuais que haviam sido suspensidos voluntariamente pela AIG.

O governo dos Estados Unidos deve impor fortes cortes no pagamento dos diretores das sete empresas que receberam mais ajuda estatal desde setembro de 2008.

Estas empresas terão que reduzir em 50% na média a remuneração total paga aos 25 executivos de melhores salários, segundo o plano aprovado por Kenneth Feinberg, nomeado pelo presidente Barack Obama para controlar os salários nestas companhias.


PT e PMDB firmam acordo para 2010

Em nota, partidos confirmaram nesta quarta-feira (21) o acerto firmado na noite de terça para formar chapa em 2010. Michel Temer (PMDB-SP) pode ser o vice de Dilma Rousseff
Roosewelt Pinheiro/ABr
NA DISPUTA O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), é um dos cotados para ser candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff
O PT e o PMDB divulgaram nesta quarta-feira (21) uma nota oficial a respeito do acordo de cúpula que prevê uma aliança para a disputa da eleição presidencial de 2010. Como afirmaram representantes das legendas na noite de terça-feira (20), após jantar no Palácio da Alvorada, em Brasília, o PMDB deve ter o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

No documento, PT e PMDB se comprometem a “construir aliança programática e eleitoral para o pleito presidencial”; compor, “necessariamente, a chapa de Presidente e Vice”; compartilhar a “coordenação de campanha e a elaboração do programa de governo”; e levar o “pré-compromisso às suas instâncias partidárias, construindo soluções conjuntas para as alianças regionais”.

O acordo entre os dois partidos é um firme passo na direção de uma eleição plebiscitária, desejo manifestado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos planos de Lula, a base de seu governo teria apenas um candidato – Dilma – que enfrentaria o candidato da oposição, encabeçada pelo PSDB, seja ele o governador de São Paulo, José Serra, ou o de Minas Gerais, Aécio Neves.

O provável lançamento da senadora Marina Silva pelo PV e, principalmente, a possível candidatura do deputado federal Ciro Gomes (CE) pelo PSB dificultaram a hipótese da eleição plesbiscitária. Ao firmar o acordo com o PMDB, além de evitar que o partido tome o rumo da candidatura do PSDB – como já fez a ala liderada pelo ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, que anunciou apoio a Serra – o PT tenta isolar o PSB de Ciro Gomes.

Se conseguir o apoio de outras legendas, como PP, PRB e principalmente PDT e PC do B, que formam o chamado “bloquinho” com o PSB, o PT pode inviabilizar a candidatura de Ciro Gomes, tanto pela falta de apoio político como pela falta de tempo no horário eleitoral. Se isso ocorrer, Lula pretende que Ciro, que trocou seu domicílio eleitoral para São Paulo, concorra à sucessão de Serra para enfraquecer o PSDB no Estado em que é muito forte.

A aposta de Ciro Gomes para evitar este cenário é que a união entre o PMDB e o PT fracasse. “Espero que o PMDB entregue o que está prometendo. Historicamente, desde sempre isso não acontece”, afirmou Ciro Gomes ainda na terça-feira (20). “E espero que os argumentos dessa aliança sejam confessáveis”, disse. Nas últimas eleições presidenciais, o PMDB liberou seus filiados para apoiar qualquer um dos candidatos, tendo em vista o grande número de lideranças regionais influentes que o partido possui.

O PSDB também conta com as dissidências internas do PMDB para minar o apoio à Dilma Rousseff, como Aécio Neves deixou claro em entrevista à Agência Estado. “Acredito que vão prevalecer as alianças regionais. O PMDB é nosso aliado em muitos Estados”, afirmou.

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