As batatadas dos BBBs no Twitter

Uma das apostas da décima edição do Big Brother Brasil, da Rede Globo, é o uso do Twitter, o microblog de 140 caracteres que convida o usuário a contar o que está fazendo no exato momento em que redige o texto. Os "brothers" não decepcionaram. Na primeira semana do reality show no ar, eles postaram várias mensagens a partir da "casa": capricharam nos maus-tratos à língua portuguesa e até se aventuram em divagações filosóficas que deixariam o mestre Pedro Bial com inveja. Confira a seguir algumas pérolas.
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Google vai oferecer aluguel de filmes no YouTube

O Google anunciou na quarta-feira mais uma novidade: vai oferecer um serviço de alugueis de filmes pela internet através do site de vídeos YouTube. O serviço estará disponível a partir de sexta-feira.
A princípio, os usuários poderão alugar cinco filmes exibidos pelo festival de cinema independente de Sundance, que começa na sexta-feira. "Além desses cinco filmes, uma pequena coleção de vídeos de aluguel de diferentes parceiros, procedentes de diferentes indústrias, estarão disponíveis nas próximas semanas", informou o Google em nota.
Os primeiros cinco filmes disponíveis vão custar 3,99 dólares e os vídeos estarão disponíveis por 48 horas. Segundo o Google, no futuro cada estúdio poderá fixar um preço para seus filmes e o tempo de exibição poderá variar de um a 90 dias. Parte do valor de cada aluguel será embolsado pelo YouTube.
O próximo passo agora é convencer os estúdios a disponibilizarem seus filmes no YouTube ao mesmo tempo em que lançarem as produções em DVD e Blu-ray - o que pode significar queda no lucro que os estúdios têm com a venda desse material.
Ao anunciar a novidade, o Google desembarca em um negócio já explorado por outras empresas tecnológicas, como Netflix, Amazon e Apple. O novo serviço oferecido faz parte também da estratégia da empresa de obter lucro com o YouTube, site que o Google comprou em 2006 por 1,65 milhão de dólares e que ainda não se tornou rentável aos compradores.

PMDB pressiona e Lula volta a defender lista tríplice para vice

Em meio às recentes decisões estratégicas do PMDB para reforçar o nome do deputado Michel Temer, presidente da legenda, como o candidato a vice na chapa da ministra Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a elaboração de uma lista tríplice para a escolha do candidato. Segundo a edição desta sexta do jornal O Globo, Lula teria dito a colegas do PT que a escolha do vice não pode ser imposição dos aliados.
O PMDB chegou a antecipar a reunião do Diretório Nacional que elegerá a nova formação da Executiva Nacional do partido. Ficou decidido que Michel Temer, presidente da Câmara, será reconduzido ao comando da legenda. A estratégia é mostrar que o partido está unido em torno da indicação do parlamentar para ser o candidato a vice-presidente na chapa de Dilma.
O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), avaliou que, ao reconduzir Temer à presidência, o partido mostrará consenso entre os correligionários, o que tornará a sigla mais forte para discutir os apoios regionais com o PT. "O importante agora é resolver estes impasses, porque quanto mais o assunto é protelado, mais difícil fica de resolver, as posições se cristalizam, as torcidas vão aparecendo, e ninguém segura mais".
Já Lula acredita que Dilma deve ter uma participação ativa na escolha de seu vice. Um ministro petista disse ao jornal que o presidente quer "mais opções" para a vice-presidência. Na lista defendida pelo Planalto estão, além do nome de Temer, os do ministro das Comunicações, Hélio Costa - para solucionar o impasse com o PT em Minas -, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (MA), caso se decida optar por um nordestino na chapa.
No final do ano passado, o presidente já havia sugerido a elaboração da lista, o que causou grande mal-estar entre as legendas. Temer chegou a dizer que não pegou bem" no partido a cobrança feita pelo presidente. "É possível que o partido resolva indicar uma lista sêxtupla. Mas essa é uma decisão do PMDB, não é uma decisão externa ao partido", afirmou na ocasião. Lula, porém, nunca chegou a retirar oficialmente o pedido.

Bolsas europeias fecham em baixa

PARIS (AFP) - A Bolsa de Paris fechou em baixa de 1,07% nesta sexta-feira, com o CAC 40 situando-se em 3.820,786 pontos, afetado pela queda dos valores bancários, no dia seguinte a declarações do presidente Barack Obama sobre o setor.
Na Bolsa de Londres, a baixa foi de 0,60%, com o índice Footsie-100 dos principais valores cedendo 32,11 pontos para situar-se em 5.302,99 pontos.
Em Frankfurt, houve desvalorização de 0,90%, a 5.695,32 pontos.

Redes sociais: saiba como usar profissionalmente

Os brasileiros são usuários aficionados das redes sociais, figurando invariavelmente entre as pessoas que mais se dedicam aos sites de relacionamentos no mundo. Mas nem só de bate-papo e amigos virtuais é composta essa relação. Muita gente utiliza as redes com finalidades profissionais. E colhe bons resultados.
De um lado, estão os profissionais das mais diversas áreas, que divulgam currículos, serviços e até produtos. Eles espalham seus trabalhos ou marcas por meio de perfis, comunidades e também pela participação em fóruns de discussão. De outro, estão as empresas, que expandiram seus processos de seleção para a rede e agora garimpam talentos nesses locais.
O quadro a seguir reúne exemplos de boas práticas quando o assunto é uso das redes com finalidade profissional. Usuários contam como conseguem fazer bom proveito de serviços como Orkut, Facebook e Twitter - em muitos casos, os frutos do trabalho nos sites os elevam à condição de microempresários. As empresas, por sua vez, revelam o que julgam positivo ou negativo nos perfis que candidatos a uma vaga publicam na rede.

Petrobras não participa de leilão de campo na Venezuela

Rio de Janeiro - A Petrobras vai manter seu foco de exploração de petróleo no Brasil, ignorando oportunidades atraentes na Venezuela. Em um e-mail, uma porta-voz da estatal afirmou que a companhia não vai participar do leilão para perfuração de petróleo no campo Carabobo, em 28 de janeiro, segundo a agência Dow Jones.
A estatal tem freado seus investimentos internacionais, à medida que concentra fundos no desenvolvimento de depósitos de petróleo em alto-mar descobertos recentemente. A produção da área do pré-sal deverá ser cara e complicada.
A Venezuela vai leiloar direitos de perfuração para sete blocos promissores no Leste da Bacia do Orinoco, que contém vastos montantes de petróleo bruto extra-pesado - difícil de ser extraído e processado. Os registros terminaram na semana passada e várias grandes companhias deverão concorrer.
O ministro do Petróleo da Venezuela, Rafael Ramirez, afirmou que no mínimo dois consórcios se inscreveram para o leilão. A espanhola Repsol, parceira da Petrobras no Brasil, confirmou que vai participar. As informações são da Dow Jones.

Johnny Depp revela que não sai mais de casa e que odeia atenção


Johnny Depp, recentemente apontado como o homem mais sexy do mundo, revelou que não sai mais de casa e que tem se afastado da "insanidade" da vida moderna porque odeia atenção. Em declarações feitas ao canal alemão Tele 5, o astro de Piratas do Caribe disse ainda que não entende como o casal de atores Brad Pitt e Angelina Jolie agüentam tamanha exposição.
Durante a entrevista, Depp, de 46 anos, contou que só sai de casa quando é absolutamente necessário. "Se não é necessário, eu não vou a lugar nenhum. Fico em casa", revela o ator. "Sou inflexível nesse ponto. Nunca vou me acostumar. Se você se acostuma, você deve estar louco", continua.
Quanto a ter sua vida privada constantemente exposta, fez uma comparação com um dos casais mais noticiados no mundo das celebridades: "Sou grato a tudo, mas há um limite que cada pessoa pode suportar. Não sei como Brad Pitt e Angelina Jolie agüentam esse tipo de vida, porque, particularmente, é um problema para mim".
O astro de Hollywood divide uma propriedade na França com sua namorada, a cantora francesa Vanessa Paradis, e com seus dois filhos, Lily-Rose, de 10 anos, e Jack, de 7. "Como eu nunca saio de casa, vivo fora da sociedade. Mas sou testemunha da vida dos meus filhos. Vejo como eles estão indo na escola e como tratam seus amigos".

Dr. House na literatura

Acaba de chegar ao Brasil o livro “O Vendedor de Armas”, primeiro romance do ator Hugh Laurie, protagonista de “House”, uma das séries de TV mais aclamadas da atualidade em todo o mundo. Mais conhecido pelo médico arrogante e ranzinza que protagoniza o bem-sucedido seriado, o ator inglês Hugh Laurie, 50 anos, também aventura-se em outras áreas, como a música e a literatura – sem falar no talento para o remo, herdado do pai, medalha de ouro no esporte nos Jogos Olímpicos de 1948. O livro do ator só está chegando às livrarias do Brasil agora, publicado pela editora Planeta, mas foi escrito há mais de 14 anos. Laurie escreveu o romance “O Vendedor de Armas”, em 1996, quando atuou ao lado de Gleen Close no filme “101 Dálmatas”.

A divertida trama começa quando o ex-militar do exército britânico Thomas Lang recebe uma proposta de 100 mil dólares para matar um empresário norte-americano. Lang não só recusa a oferta como decide avisar a possível vítima sobre o plano. A partir daí, o personagem entra numa história que envolve a indústria de armamentos, a CIA, grupos terroristas, advogados inescrupulosos e, para variar, belas mulheres. Assim como House, Lang é o típico anti-herói. Ao mesmo tempo em que enfrenta poderosos que matam inocentes por uma boa quantia de dólares, não hesita em fazer uma pausa na sua missão humanitária para flertar com toda e qualquer mulher que cruzar seu caminho ou consumir doses generosas de bebidas e cigarros.

Outra característica do personagem, que também é o narrador do livro, é a visão ácida – quando não cínica – sobre tudo, principalmente quando estamos falando de pessoas e coisas que saem dos limites de Londres. Os militares americanos, por exemplo, são aqueles cujo discurso invariavelmente contém as palavras “detonar” e “foda”. O próprio escritor tem pontos em comum com sua criação, como a paixão por motocicletas e a admiração por Clint Eastwood. Escrito 8 anos antes de Laurie estrear no papel do doutor Greg House, “O Vendedor de Armas” é um romance que já traz algumas das qualidades que garantem o sucesso da série de TV, como a ironia, os diálogos bem construídos e o humor politicamente incorreto.

A obra esteve perto de ganhar uma adaptação para os cinemas, mas o projeto foi cancelado, por abordar questões relacionadas ao terrorismo. O autor espera que em breve o plano seja retomado e não descarta a possibilidade de assumir, ele próprio, o papel principal do filme.
GANHE UM EXEMPLAR:

Para ganhar um exemplar do livro “O Vendedor de Armas”, responda à pergunta: “O que você diria ao doutor House se você fosse o médico e ele, seu paciente?”. As 10 respostas mais criativas ganham um exemplar do livro.
Envie as respostas para faleconosco@istoe.com.br , com seu nome completo, endereço e RG.

Morales Cola A Coca



O presidente da Bolívia, Evo Morales, gosta de Coca-Cola, embora costume falar mal dos EUA – nada diferente do ex-guerrilheiro Che Guevara, que detestava os americanos mas adorava o refrigerante que mais os traduz. Assim, Morales acaba de lançar uma bebida que é feita a partir das folhas da coca produzida na região do Chapare, seu berço político. O nome do refrigerante é – adivinhe – Coca Colla.

Heineken Compra Cervejaria Dona Da Kaiser



A Femsa, cervejaria mexicana dona da marca Kaiser, foi comprada pela holandesa Heineken por US$ 7,6 bilhões – a compradora vai arcar também com dívidas avaliadas em US$ 2,1 bilhões. Mesmo com essa aquisição, a Heineken continua ocupando o terceiro lugar no ranking do mercado mundial de fabricantes de cerveja. A liderança é da gigante SABMiller (Grã-Bretanha) e, em segundo, vem a AB InBev (belga- rasileira).

Exagero



O projeto de mudanças na política de saúde pública dos EUA continua rendendo críticas ao presidente Barack Obama – sobretudo no ponto que prevê redução de investimentos do governo no atendimento a idosos. Numa manifestação em Maryland, foram exibidos cartazes nos quais se aplicaram em Obama o detestável bigodinho do carrasco nazista Adolf Hitler e a frase “Eu mudei”.

Uma Criança No País Dos Gigantes


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FANTASIA REALISTA
O personagem Max (vivido por Max Records) e o ogro Carol no filme de Spike Jonze: locações reais na Austrália e efeitos digitais apenas nos rostos dos monstros

A infantilização do cinema americano não vem de hoje. Ela era a fórmula mágica usada por Walt Disney que criava filmes para plateias dos “8 aos 80”. Foi utilizada também por cineastas como Steven Spielberg e George Lucas, que conseguiram levar o público de volta às salas de exibição nos anos 1980. Agora, essa receita se traduz na aposta dos estúdios em produções cada vez mais ricas em efeitos especiais, mas desprovidas daquilo que o gênero deveria ter de melhor – a imaginação. Nesse cenário, deve ser visto como uma reação positiva o fato de alguns dos mais criativos diretores dos EUA resolverem se dedicar ao filme infantil subvertendo tanto a receita água-com-açúcar quanto aquela meramente tecnológica. Em alguns casos, como “O Fantástico Sr. Raposo”, a criança fica a ver navios. Mas “Os Fantasmas de Scrooge” e agora o surpreendente “Onde Vivem os Monstros”, de Spike Jonze (em cartaz no País na sexta-feira 15), satisfazem pais e filhos – em níveis diferentes. Espera-se ainda a chegada às telas de “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton, previsto para abril. Baseado no livro homônimo de Maurice Sendak, que um adulto lê em cinco minutos, o filme de Jonze está longe dos quebra-cabeças que ele propôs à plateia em trabalhos anteriores.
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AMIZADE
Max, um menino de 8 anos, torna-se o rei dos ogros e comanda a bagunça geral

Agora Jonze opta por uma narrativa linear, que se enquadra na clássica aventura sobre crianças solitárias que se refugiam em um mundo imaginário. Sempre enfiado numa fantasia de lobo, o protagonista Max (vivido por Max Records, na época com 8 anos) tem uma irmã que não lhe faz companhia. Quase não recebe atenção da mãe separada, envolvida o tempo todo com o trabalho. No dia em que ela recebe em casa um novo namorado, Max vira uma fera de verdade. A mãe o chama de monstro e decide puni-lo. É quando ele foge para o “mundo dos monstros” de sua imaginação, uma comunidade de ogros que não primam pela sociabilidade. Como as crianças levadas, eles destroem o que veem em volta. Jonze trata esse material com a mesma inteligência do garoto, um hábil criador de ficções. Parte do princípio freudiano de que as crianças podem ser agressivas, mas faz isso sem imprimir uma visão muito complexa ao enredo. Na sua adaptação da fábula, decidiu manter os personagens como eram no original: bichos de pelúcia de traços simples e desproporcionais. Poderia ter feito tudo em computação gráfica, porém recusou esse recurso. Teve US$ 75 milhões para dar vida às gigantescas criaturas com as quais Max convive, mas preferiu cenários reais filmados na Austrália, abrindo mão da animação 100% digital.
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INSPIRAÇÃO
O filme tem como ponto de partida o pequeno livro de Maurice Sendak

A técnica só foi usada nas expressões faciais dos bonecos, produzidos pela Jim Henson Company, dos Muppets. A interação do garoto com os monstros é perfeita. A Warner Bross, distribuidora do filme, não gostou do resultado e adiou o lançamento. Nesse período, tentou mudar o tom sombrio e ameaçador da trama, que reflete, afinal, a solidão do garoto – seu professor de ciências aumenta seus temores ao dar uma aula sobre a futura morte do sol e as consequências do aquecimento global. O autor Maurice Sendak, hoje com 81 anos, saiu em defesa de Jonze, que pôde, assim, manter a obra íntegra, depois de alguns ajustes na edição.  Crianças e adultos agradecem.

QUEM É SPIKE JONZE
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A geração MTV é familiarizada com o nome de Spike Jonze (foto). Ele dirigiu ótimos videoclipes para Björk, Daft Punk, REM e Beastie Boys e acabou atraindo um público fácil para seus filmes. O mais famoso, “Quero Ser John Malkovitch”, mostra um homem que entra na cabeça do ator americano. Graças ao sucesso, concorreu ao Oscar de melhor diretor. Com “Onde Vivem os Monstros”, Jonze começa a sentir o gosto do reconhecimento popular: só nos EUA o filme já faturou mais de US$ 75 milhões. A trilha sonora, composta por Karen Orzolek, da banda Yeah Yeah Yeahs, sua namorada na época, concorre ao Globo de Ouro no domingo 17.

 

O Novo Gigante do Deserto

 
Pouco depois de pedir aos credores um adiamento de seis meses para pagar sua dívida de US$ 26 bilhões, Dubai inaugurou, na semana passada, o prédio mais alto do mundo. O Burj Khalifa tem 828 metros e supera em mais de 300 metros o até então recordista Taipei 101, em Taiwan. A construção de 160 andares custou US$ 1,5 bilhão e foi realizada utilizando o que há de mais avançado em tecnologia de engenharia. O revestimento exterior, por exemplo, é composto de vidros e painéis texturizados em alumínio. Foram usados cerca de 28 mil painéis de vidro, cada um deles cortado individualmente – à mão. O sistema foi projetado especialmente para suportar o calor extremo do verão de Dubai – capaz de ultrapassar os 50 graus – e, para testar sua eficiência, foi usado um motor de avião. Devido à altura extrema, os projetistas recorreram à natureza para criar uma estrutura resistente aos fortes ventos da região. A base do prédio tem o formato de “Y”, com um núcleo central de onde partem três pontas.
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Esse desenho teve como referência uma flor (Hymenocallis) e suas pétalas. No interior do prédio e ligados por 57 elevadores, há mais de mil apartamentos, além de escritórios e do primeiro Hotel Armani do mundo. Os elevadores, aliás, são outro destaque do projeto. Os de serviço e de bombeiros têm capacidade para 5,5 toneladas e se movem a 10 metros/segundo, cerca de cinco vezes mais rápidos do que um elevador comum. A fachada do prédio é toda em alumínio e vidro. A quantidade do metal utilizada daria para construir cinco aviões Airbus A380. E, em tempos de preocupação ambiental, um megassistema de reaproveitamento de água foi desenvolvido. Todo o líquido resultante do sistema de ar-condicionado é drenado e vai para um tanque, de onde segue para um sistema de irrigação que rega as plantas do prédio.
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US$1,5 bilhão
é o custo estimado do empreendimento, que faz parte do Downtown Burj Dubai, projeto de US$ 20 bilhões, 30 mil apartamentos e o
maior centro comercial do mundo
12mil operários
de mais de 100 países diferentes chegaram a trabalhar durante o período mais intenso da obra, que começou em janeiro de 2004 e consumiu 110 mil toneladas de concreto só na fundação
828 metros
é a altura do Burj Khalifa, 320 metros a mais que o Taipei 101, em Taiwan, o segundo maior. Do chão ao topo, o prédio mede mais que o dobro dos 381 metros do Empire State Building, em Nova York
95 quilômetros
é a distância da qual o edifício pode ser avistado
Colaborou Roberto Moregola
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O Supercelular Do Google


 
Aberta na quinta-feira 7 em Las Vegas, a Consumer Electronics Show é a mais importante vitrine da indústria de eletrônicos do mundo, paraíso das novidades tecnológicas. Este ano, quem roubou a cena foi o smartphone Nexus One. Trata-se do aguardado celular do Google, que marca a estreia do site de buscas no mercado de consumo, já com uma missão ambiciosa: concorrer forte com o iPhone da Apple. Além de mais leve (130 gramas), tem tela sensível ao toque como o iPhone, mas com resolução superior. Destaque para a câmera de 5 megapixels e para o sistema de comando de voz que permite ao usuário ditar e-mails, tweets e pesquisas na web.

Chávez desvaloriza bolívar e cria dupla taxa de câmbio

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta sexta-feira a desvalorização do bolívar, que passará de 2,15 por dólar a 2,60 para setores como saúde e alimentos, mas será cotado a 4,30 bolívares para artigos não considerados de primeira necessidade.

Especialistas acreditam na descoberta de planeta habitável em breve


Astro a abrigar vida será rochoso e muito semelhante ao planeta Terra, dizem especialistas (Foto: AP)
Estimativas de astrônomos sugerem que, dentro de quatro ou cinco anos, planetas semelhantes à Terra devam ser encontrados no universo.
Segundo funcionários da Nasa e outros cientistas citados pela imprensa americana, a descoberta do primeiro planeta capaz de abrigar vida pode ser anunciada em breve. Ainda de acordo com os pesquisadores, a novidade pode vir à tona ainda neste ano, caso certas pistas de um planeta com tamanho similar ao da Terra, detectadas por um telescópio espacial, se confirmem.
Durante a reunião anual da Associação de Astronomia dos Estados Unidos, muitas descobertas acerca dos "exoplanetas", astros localizados fora do Sistema Solar, sugerem uma mesma conclusão: planetas habitáveis podem existir, por conta da violência do ambiente espacial, repleto de explosões, buracos negros e colisões.
Diversas pesquisas inéditas na área da exoplanetologia e as pistas registradas pelo novo telescópio espacial Kepler, da Nasa, causaram comoção durante o encontro, onde cientistas afirmaram que estão em um "ponto incrivelmente especial da história", próximos da resposta para a pergunta que assola a humanidade desde os primórdios da civilização: "Estamos sós?"
"Pela primeira vez, há otimismo de que em algum ponto, dentro de nosso tempo de vida, vamos chegar a uma resposta sobre a existência de vida em outros planetas", afirmou Simon Worden, astrônomo e chefe do Centro de Pesquisa Espacial Ames, da Nasa. "Se eu fosse de apostar, apostaria que não estamos sós, que há um monte de vida", completou o especialista.
Em novembro do ano passado, a Igreja Católica realizou um simpósio para discutir a possibilidade de vida extraterrestre. "Estas são grandes questões que refletem sobre o significado da raça humana no universo", disse o padre José Funes, diretor do Observatório do Vaticano, que participa da reunião anual de astrônomos dos Estados Unidos.
Mistérios do universo - O novo telescópio, batizado de Kepler, é especializado em buscar planetas e seu único instrumento é um fotômetro que mede o brilho de mais de 100.000 estrelas simultaneamente. O sistema vai atrás de qualquer astro que faça uma estrela perder o brilho, levando em conta que esse enfraquecimento pode representar a passagem de um planeta.
Segundo os especialistas, o astro que for capaz de abrigar vida será rochoso e não gasoso. Ele também não estará muito perto de uma estrela, o que lhe renderia temperaturas muito altas, e nem muito distante, por conta do frio.
Os pesquisadores têm encontrado muitos novos planetas, diferentemente da década de 90, quando um ou dois vinham à tona anualmente.
Graças ao telescópio Kepler, o número de exoplanetas descobertos, todos sem chances de abrigar vida, já supera os 400.
"Do Kepler, temos fortes indicações de planetas menores em grande quantidade, mas elas não foram verificadas ainda", disse Geoff Marcy, da Universidade da Califórnia em Berkeley.
O aparelho se concentra em cerca de 0,25% do céu noturno e analisa estrelas a distâncias de centenas a milhares de anos-luz. Os novos astros registrados pelo telescópio estão muitos distantes, o que torna impossível uma viagem até eles. Os planetas descobertos também não podem ser observados, ao contrário do que ocorre com o Sistema Solar.
O sistema tecnológico pode até encontrar um planeta como a Terra, mas seriam necessários até 3 anos para se confirmar a órbita dele. O que foi sustentado pelo Kepler, até o momento, é a existência de muitos outros astros similares. Só na última semana cinco novos exoplanetas foram encontrados pelo telescópio.
Conservador, Marcy prefere não especular sobre quantos planetas podem ser semelhantes à Terra, mas afirma, sob insistência, que 70% de todas as estrelas que podem ser comparadas ao Sol têm planetas rochosos ao seu redor.

Médico será indiciado pela morte de Michael Jackson, diz site

A investigação sobre a morte de Michael Jackson já foi concluída pelo departamento de polícia de Los Angeles, informou nesta sexta-feira o site especializado em celebridades TMZ, o primeiro a noticiar a morte do astro, em julho. Segundo o TMZ, o médico particular do rei do pop, Conrad Murray, será criminalmente indiciado pelo ocorrido.
Fontes ouvidas pelo site garantiram que o departamento de polícia já tem informações suficientes para iniciar um processo contra Conrad Murray. As fontes afirmaram ainda que o mais provável é que ele seja indiciado por homicídio culposo - quando não há intenção de matar -, já que o médico não infringiu nenhuma ao lei ao receitar a Michael Jackson um poderoso anestésico, conhecido como propofol.
Ainda segundo o TMZ, pessoas envolvidas na investigação afirmaram que o trabalho foi "exaustivo" e "extremamente meticuloso". Elas disseram também que é pequena a probabilidade do caso ser arquivado.
Documentário - Depois de ganhar notoriedade com as investigações sobre a morte de Michael Jackson, Conrad Murray vai estrelar um documentário produzido por uma equipe britânica. A notícia foi confirmada no fim do mês passado, por um porta-voz do cardiologista.
O filme registrou o primeiro dia de volta ao trabalho de Murray em uma clínica para pacientes carentes em Houston. O médico retornou ao local em 23 de novembro e foi recebido por diversos pacientes e um pastor religioso. O documentário só deve ir ao ar depois que todas as investigações forem concluídas.

Análise do Perfil do Investidor



Os brasileiros passaram a contar, em janeiro de 2010, com um mecanismo de segurança adicional na hora de aplicar seu dinheiro. Com o intuito de dar transparência às transações entre bancos e seus clientes, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) colocou em prática uma medida – já existente no exterior – que obriga as instituições financeiras a verificar o perfil do investidor antes que ele realize uma aplicação. O objetivo é, por exemplo, evitar que pessoas que desejam apenas salvar suas economias da corrosão inflacionária troquem – inadvertidamente – uma modalidade segura de aplicação como a poupança pelo mercado de ações – assumindo, assim, riscos indesejáveis. Entenda como é realizada a Análise de Perfil do Investidor e de que forma ela poderá ajudar o seu bolso.

1. O que é API (Análise do Perfil do Investidor)?

São regras que pretendem adequar a venda de fundos e produtos financeiros ao perfil do investidor. Na prática, a medida deve evitar que pessoas que mal sabem o que é renda fixa se arrisquem na bolsa de valores simplesmente porque seu gerente bancário tem metas a cumprir e alega que esta é a modalidade adequada a qualquer investidor. Em outras palavras, o objetivo é orientar investidores conservadores e arrojados a dar diferentes destinos a suas economias.

2. Como os bancos vão traçar o perfil do investidor?

A partir de agora o cliente de banco que quiser fazer alguma aplicação financeira deverá, antes de investir, preencher um formulário. Esse documento irá apontar se o cliente tem perfil conservador, moderado ou agressivo. Com esses dados, abre-se um leque de opções que o banco poderá oferecer ao cliente. Este, por sua vez, terá mais segurança para realizar uma operação e confiar na palavra do gerente.

3. Como será o questionário?

O questionário traz entre seis e dez questões, sobre idade, valor disponível para aplicação, horizonte de tempo de investimento, finalidade da aplicação, tolerância a risco e experiência com investimentos.

4. Os bancos são obrigados a adotar a API?

Não. Trata-se de uma iniciativa de autorregulação – ou seja, as instituições não são obrigadas a segui-la. Porém, a Anbima promete aplicar diferentes penalidades para quem não cumprir o acordo: advertência reservada, multa, advertência pública, suspensão do selo da Anbima e até expulsão. Ao todo foram três anos de discussões entre os bancos e a entidade para que a medida fosse aceita pelas instituições.

5. O que o investidor ganha com a API?

O investidor passa a ser orientado sobre os melhores produtos para suas necessidades, o que dificulta que o gerente venda um produto de interesse apenas do banco, prejudicando o consumidor. Em outras palavras, o investidor dificilmente será enganado pelo banco.

6. O que o banco ganha com essa medida?

A Análise de Perfil do Investidor deve evitar os processos de clientes contra bancos por não terem sido alertados para o risco de determinados investimentos. As regras obrigam o investidor a reconhecer por escrito que está ciente do risco de um investimento que eventualmente contraria seu perfil e que decidiu por conta própria fazer tal aplicação – mesmo tendo sido alertado sobre os perigos.

7. Outros países também fazem análise do perfil do investidor?

Sim. Isso é uma prática comum nos Estados Unidos e na Europa.

 


Elvis Presley: a trajetória e os dramas do rei do rock

Elvis Presley (Foto: Reprodução)
Se estivesse vivo, Elvis Presley completaria 75 anos nesta sexta-feira. Um colapso cardíaco fulminante pôs fim à vida do rei do rock em 16 de agosto de 1977, quando ele tinha 42 anos. Nem a morte, porém, foi capaz de acabar com o sucesso do astro. Ao contrário: transformou Elvis de ídolo em mito. Prova disso é que, somente em 2009, as vendas de músicas, CDs e demais produtos com a sua marca renderam 55 milhões de dólares à Elvis Presley Enterprises, administrada pelo magnata Robert Sillerman. Em mais de 20 anos de carreira, o astro acumulou glórias e recordes no showbiz, com milhões de discos vendidos e participação em 32 filmes.
Sua carreira começou de uma forma curiosa. Em 1953, Elvis Aaron Presley,um garoto da cidadezinha de Tupelo, presenteou a mãe com um compacto que havia conseguido gravar na Sun Records. O então motorista de caminhão não poderia imaginar que esse simples presente de aniversário traria tantas e tamanhas consequências. A partir daí, a escalada rumo ao topo começou. Em uma feira musical, chamou a atenção do empresário Tom Parker, que convenceu os diretores da gravadora RCA a lançarem um LP daquele jovem de topete e roupas chamativas que mexia as pernas como ninguém. O primeiro LP vendeu mais de um milhão de cópias e Elvis Presley acabou conquistando os EUA.
Em 1958, foi convocado para o serviço militar. O Exército, porém, fez com que Elvis perdesse muito de sua fama de rebelde. Foi então que seu empresário achou melhor que o cantor ficasse longe do público por um tempo. O astro, abalado também pela morte da mãe, assistiu de casa ao surgimento dos Beatles e dos Rolling Stones. A partir de então, Elvis aparecia cada vez menos em público e os shows eram cada vez mais esporádicos. Mesmo com as raras apresentações, ainda era capaz de surpreender seus fãs. Em 1969, após nove anos sem aparecer em público, Elvis se apresentou nos Estados Unidos e seus shows foram considerados um novo fenômeno pela imprensa internacional.
Em março de 1977, cinco meses antes de morrer, fez sua última turnê e arrebatou multidões, mesmo com a aparência envelhecida e muitos quilos a mais. Nos últimos anos de sua vida, a imprensa americana começou a noticiar suas ligações com as drogas. Segundo depoimentos de pessoas próximas, Elvis tomava pílulas para trabalhar, para dormir, para acordar, para emagrecer e até para ir ao banheiro. Padecia também de uma doença no intestino que o levou a duas temporadas no hospital.
Depois de sua morte, as polêmicas sobre sua vida pessoal começaram a surgir.Em 1985, sua ex-mulher, Priscilla Presley, com quem foi casado de 1959 a 1973, lançou o livro Elvis e Eu, revelando que o primeiro ídolo do rock do mundo era moralista, pudico e uma “criança grande que nunca amadureceu”. Dois anos mais tarde, outro livro sobre o astro foi lançado. Desta vez, Lucy Balbin garantia não só ter vivido um romance secreto com Elvis como dizia também ter uma filha cuja verdadeira identidade ele nunca reconheceu.
Mas as controvérsias não riscaram a imagem de Elvis. Fãs nostálgicos seguem abastecidos com coletâneas de CDs e vídeos relançados periodicamente, como destacou VEJA em 1994. Mas foi uma “reaparição” inusitada, em 2002, que chamou atenção do público e fez Elvis voltar ao topo dos paradas quase três décadas após sua morte. A razão? A trilha sonora do desenho animado Lilo & Stitch, da Disney, que se tornou uma das mais vendidas nos Estados Unidos, trazendo como prato principal seis canções do pioneiro do rock.



Pelo menos 140 mortos em combates tribais no Sudão (ONU)

Pelo menos 140 pessoas morreram em confrontos registrados há uma semana em um setor conflituoso no sul do Sudão, informou nesta quinta-feira uma fonte da ONU na região.
Os choques ocorreram na zona de Wunchuei, no estado de Warrap, e as informações só começaram a vazar depois da visita à região, há dois dias, de uma missão da ONU.
"As fontes locais falam de pelo menos 140 mortos, 90 feridos e 30.000 cabeças de gados roubadas", afirmou a chefe das operações humanitárias da ONU no sul do Sudão, Lise Grande.
Capacetes Azuis da ONU foram enviados a essa zona remota para tentar obter mais informações.
Muitos mortos pertenciam à tribo Dinka, que teria sido atacada pela tribo Nuer, segundo fontes locais.
Os combates entre tribos rivais, geralmente motivados pelo gado ou um sentimento de vingança - registraram um forte aumento no último ano no Sudão.
Em 2009, cerca de 2.500 pessoas morreram e 350.000 se viram deslocadas pelos combates no sul do país, uma vasta região subdesenvolvida que continua sofrendo as consequências de uma guerra civil com o Norte (1983-2005), que causou dois milhões de mortos.
O Acordo de Paz Global (CPA) que pôs fim ao conflito em 2005 prevê a organização de eleições em abril próximo e um referendo em janeiro de 2011 sobre a independência do Sudão Sul, dois acontecimentos-chave que as organizações humanitárias temem que deem início a novas ondas de violência.
Dessa forma, o Sudão, vasto país africano com grandes reservas de petróleo, corre o risco de deixar de existir se, dentro de um ano, for aprovada a secessão do sul, em grande parte cristão, do norte, basicamente muçulmano.

Previsão aponta mais pancadas de chuva na Grande SP

A manha de hoje começou com céu encoberto na capital paulista devido às áreas de instabilidade e à atuação de uma frente fria na costa sudeste. Apesar de, ainda pela manhã, o sol aparecer entre nuvens e favorecer a elevação das temperaturas - que devem ficar em torno dos 29ºC no período da tarde -, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) prevê pancadas de chuva com intensidade moderada a forte em bairros da capital paulista e de cidades da Grande São Paulo à tarde e à noite.Em função dos elevados acumulados de chuva nos últimos dias, há um alerta para o risco de deslizamentos e formação de alagamentos intransitáveis. Amanhã, a frente fria começa a se afastar para o oceano, mas o tempo ainda fica muito instável. As pancadas de chuva moderada a forte voltam a atingir a Grande São Paulo ao longo do dia, alternando com pequenas tréguas.
De acordo com a previsão, a semana deve terminar com chuvas e os simuladores indicam elevados volumes também ao longo da próxima semana na região metropolitana. Não há previsão de declínio acentuado das temperaturas. Entretanto, a grande quantidade de nuvens e as chuvas deixam as temperaturas mais baixas.

Um em 3 gays assume sexualidade antes dos 15 anos

Um a cada três gays assume sua sexualidade diferente da hetero antes dos 15 anos, segundo pesquisa realizada pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo durante a Parada LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
De acordo com a pasta, foram ouvidas 211 pessoas entre 10 e 24 anos que participaram do evento, em junho do ano passado. Do total, 31,3% disseram ter assumido a sexualidade diferente da hetero entre os 10 e os 14 anos, 62,8% entre 15 e 19 anos e apenas 5,9% após os 20 anos. O estudo mostrou ainda que 71,1% dos entrevistados tinham assumido sua sexualidade diferente da hetero para a mãe. Os que contaram para o pai representaram 56,8% do total.
Entre as pessoas do sexo masculino, 42% responderam que haviam se relacionado sexualmente com mais de 10 parceiros e 19,4%, com cinco a nove parceiros. Já entre as mulheres, 35% informaram terem tido relacionamento com mais de 10 parceiros e 30%, com cinco a nove parceiros.

Metade das pessoas ouvidas relatou ser vítima de preconceito, discriminação ou falta de respeito nos serviços de saúde. Alegaram falta de atenção, descaso ou desinteresse no atendimento 9,95%. Entre os entrevistados do sexo feminino, 61,6% vão ao médico preventivamente e, entre os do sexo masculino, 52,2%.
"A rede de saúde precisa acolher esses adolescentes e não inibi-los, pois a vulnerabilidade pode fazer com que o jovem adote comportamentos de risco. O acompanhamento médico adequado dos jovens deste grupo pode evitar o surgimento ou agravamento de problemas de saúde", afirma a coordenadora de Saúde do Adolescente da secretaria, Albertina Duarte Takiuti.
Programa específico
Ainda segundo a pasta, um programa específico está sendo desenvolvido para atendimento de adolescentes LGBTT em todo o Estado. Em novembro foi realizada uma grande capacitação para cerca de 800 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e dentistas, que trabalham em serviços de saúde voltados a jovens.
O objetivo da iniciativa é preparar a rede para abordar o adolescente de forma que ele não se sinta discriminado, para que fique à vontade para falar sobre sua conduta sexual ou afetiva, deixando de lado medos e vulnerabilidades que possam levá-lo a comportamentos de riscos à saúde, como o sexo sem preservativo ou abuso de drogas e álcool, por exemplo.
Por conta desse programa, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) convidou a secretaria para colaborar na elaboração de diretrizes que irão nortear o atendimento em saúde de adolescentes e jovens em toda a América Latina.

Temer age para garantir vaga de vice na chapa de Dilma

O PMDB governista traçou seu roteiro para assegurar a vaga de candidato a vice-presidente em uma chapa com a petista Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: quer reeleger presidente da legenda, em março, o deputado Michel Temer (SP). Atualmente, ele está licenciado, mas reeleito, Temer teria força política renovada dentro e fora do partido, de modo a tornar a indicação do seu nome para vice praticamente incontestável."O candidato natural a presidente do PMDB é Michel Temer. Não há ninguém no Senado pleiteando esse posto", afirma o senador Lobão Filho (PMDB-MA). Diferentemente do que ocorreu na eleição da executiva atual, o ambiente agora é de harmonia entre o PMDB da Câmara e o do Senado.
Temer preside o partido desde setembro de 2001. Quando conquistou mais um mandato, dois anos atrás, os senadores chegaram a ensaiar o lançamento do líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), na disputa. Mas a guerra entre as duas bancadas pelo comando partidário acabou desde que se uniram todos em torno da parceria com o PT.
Temer admite que pleiteia mais um mandato à frente do partido e confirma que não há mais a disputa do passado entre Câmara e Senado. Revela, ainda, que tem ouvido dos correligionários que a melhor solução para manter a unidade partidária é a sua reeleição para a presidência.
Cautela
Precavido, ele tem se esquivado quando é provocado a falar sobre quem é o vice do PMDB na chapa presidencial do PT. "Vice é circunstância política. Teremos que ver qual é o nome que mais soma no momento do lançamento da candidata", diz.
"A discussão de vice só será feita depois de março, conjuntamente com o PT e a ministra Dilma", acrescenta, ao lembrar que o pré-compromisso firmado por escrito com a direção petista é de que os peemedebistas terão o posto de vice, além de participação ativa na definição do plano de campanha e do programa de governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Após tragédia, Angra fará campanha para atrair turistas

Representantes da Fundação de Turismo de Angra (TurisAngra), da cidade de Angra dos Reis, terão um encontro com hoteleiros, donos de pousadas e operadoras de turismo da cidade fluminense na tarde de hoje. O objetivo é traçar ações para minimizar o impacto negativo sofrido pelo setor após os deslizamentos de terra no final do ano, no centro da cidade e na Enseada do Bananal, em Ilha Grande, que deixaram mais de 50 mortos. Apesar dos problemas que a cidade vem atravessando devido às fortes chuvas na virada do ano, o turismo mantém suas atividades dentro de quase total normalidade. O primeiro grupo de argentinos que fechou um pacote turístico no mês passado em parceria com operadoras de viagens de Córdoba chegou a Angra no domingo.
São 135 turistas, sendo 99 adultos e 36 crianças. A equipe da TurisAngra fez a recepção e levou o grupo para o passeio na Baía da Ilha Grande. A previsão, segundo a prefeitura, é de que cerca de três mil argentinos visitem Angra dos Reis no período de janeiro a abril, com grupos chegando a cada semana no município.

Gabeira recua e complica PSDB no Rio

A insistência do PV do Rio de Janeiro em lançar candidato próprio à sucessão do governador Sergio Cabral (PMDB) levou o deputado Fernando Gabeira, principal nome da sigla no Estado, a desistir de disputar uma cadeira no Senado. "As decisões de lançar candidato próprio e não fazer coligação no campo estadual limitaram demais minhas chances ao Senado. Eu teria 30 segundos de TV e rádio. Para quem não tem recursos, isso não basta. Muito provavelmente disputarei uma vaga na Câmara. É a velha questão de querer ser puro-sangue", disse.Até a definição da candidatura de Marina Silva ao Planalto havia uma forte articulação para que Gabeira encabeçasse uma chapa formada por PSDB e PPS. "Com Marina, ficou bem claro que eu não poderia ter apoio de dois candidatos a presidente. Isso levaria muita ambiguidade ao eleitor." Ele disse que a apoiaria, mas "todos em torno" ficaram com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
O palanque do Rio é um dos principais problemas de Serra. Sem nomes fortes, o PSDB tem negociado com o PPS, que pode lançar a ex-juíza Denise Frossard ou o vereador e ator Stepan Nercessian, e com o DEM, que pode contar com o ex-prefeito Cesar Maia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Stress Ancestral

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PRIMÓRDIOS
Machu Picchu: para nós, beleza; para os incas, construções estressantes

Conhecido como um dos males do nosso tempo, o stress não é exclusividade deste século nem do anterior. Muito antes da era do trânsito caótico, e até mesmo da Revolução Industrial, a civilização inca, que viveu entre 550 e 1532, já sofria desse mal. A conclusão é de uma equipe de arqueólogos da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, que analisaram amostras de cabelo de restos mortais de dez indivíduos, provenientes de cinco diferentes sítios arqueológicos no Peru. Os pesquisadores encontraram cortisol – hormônio responsável pelo stress – em níveis superiores aos verificados em pessoas que passaram por estudos clínicos recentes. “O cortisol estava mais alto naqueles que, depois de alcançar tais níveis, morreram. Esses indivíduos podem ter desenvolvido uma doença que levou algum tempo para matá-los e essa talvez tenha sido a causa do stress”, diz a arqueóloga Emily Webb, que conduziu a pesquisa.
Quando alguém se estressa, o cortisol é liberado para quase todas as partes do corpo, o que inclui sangue, saliva, urina e cabelo. Por isso, os cientistas canadenses aliaram métodos tradicionais da arqueologia, como pesquisa de campo e escavação, com novas técnicas de estudo bioquímico. “Agora podemos ter um bom retrato de como era a vida de nossos ancestrais e como eles respondiam a intempéries como as doenças”, diz Emily. Mais importante, porém, segundo a arqueóloga, é entender melhor o stress e como ele nos afeta: “Tanto nas sociedades ancestrais como nas contemporâneas, tem papel significante na saúde e na qualidade de vida”, diz ela. “Apesar de o stress que as pessoas experimentavam no passado ser diferente do que temos hoje, o estudo nos ajudará a entender melhor o seu impacto tanto no lado psicológico como em termos de bem-estar.”
A civilização inca ha­bitou territórios da América do Sul que hoje compõem o Chile e fazem parte do Peru, Equador, Bolívia e Argentina. É dela a autoria de uma das construções mais enigmáticas da história humana: a cidade de Machu Picchu, conjunto de edificações localizado no Peru, que recebe milhares de turistas to­dos os anos.
Além de possuir avançados conhecimentos de astronomia, os incas dominavam técnicas de construção baseadas no encaixe milimétrico de pedras de diferentes formatos, o que torna impossível a passagem de qualquer objeto por entre elas. A forma como eles cortavam as pedras permanece um mistério. Esse conhecimento foi suprimido sumariamente quando os espanhóis chegaram à região, em 1532. Eles aproveitaram o episódio de uma guerra entre clãs para exterminar a população e dominar o território. Machu Picchu, porém, foi preservada.
Antes de morrer golpeado por um soldado espanhol, um inca certamente teve seus níveis de cortisol rapidamente aumentados. A análise nos fios de cabelos verificou que muitos indivíduos tiveram eventos de stress pouco antes da morte. A maioria, porém, apresenta múltiplas ocorrências semelhantes ao longo dos últimos anos de vida.
“É possível que o stress tenha aumentado nesses indivíduos quando eles estavam à beira da morte. Por outro lado, o fim da vida pode acontecer de repente, sem tempo de haver mudanças nos níveis de cortisol que cheguem até o cabelo”, diz Emily. Sua equipe agora está comparando os dados de cortisol com outras análises bioquímicas das amostras. Com esse novo passo da pesquisa, os arqueólogos pretendem avaliar melhor o que estava acontecendo na vida de cada indivíduo à época de sua morte, o tipo de stress vivido e a relação desse estado mental com a saúde e o comportamento.
Além das doenças, tudo que um indivíduo percebe como sendo stress – seja psicológico, seja social – tem efeito sobre seus níveis de cortisol. Portanto, períodos de seca, problemas nutricionais e ferimentos podem ser outros fatores que tiravam a paz do povo inca. A partir de agora, será preciso pensar bem antes de dizer que não pode haver nada mais estressante no mundo do que um engarrafamento numa sexta-feira à tarde.
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Gelo Na China

FOTOS: HUGO DEN BOER/REUTERS; BEN STANSALL/AFP; SHENG LI/REUTERS
Magníficas esculturas em gelo, com efeito de luzes e em forma de castelos e palácios, serão as principais vedetes do Festival Ice and Snow, na China. O festival começa oficialmente na terçafeira 5, mas já está aberto a visitação pública

Em férias, Lula aparece na praia de Inema-BA

Quatro dias depois de chegar à Base Naval de Aratu, na praia de Inema, em Salvador, para alguns dias de descanso na virada do ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfim, apareceu na praia. Acompanhado pela primeira-dama, Marisa Letícia, e pelo general Gonçalves Dias, responsável pela segurança do presidente, além de familiares, Lula chegou, por volta das 10h50, à área mais remota da praia, a cerca de um quilômetro do local onde civis têm acesso - o píer da Praia de São Tomé do Paripe, no subúrbio ferroviário da capital baiana, em torno de 40 quilômetros do centro da cidade.O céu estava nublado, mas isso não desestimulou o presidente, vestido com uma sunga azul, de dar um mergulho no mar. De chapéu e vestido branco, Marisa não acompanhou Lula: ficou em uma mesa, instalada sob um toldo, conversando com duas mulheres. Às 11h20, quando começou a chover na região, o presidente deixou o mar e se juntou à primeira-dama. Logo ao chegar à mesa, pegou uma lata em uma caixa de isopor colocada ao lado e foi conversar com os presentes.
Cerca de 20 minutos depois, o presidente voltou ao mar - mesmo sendo possível escutar, da praia, uma série de trovões. Ficou por mais 15 minutos na água até voltar à areia. Tomou uma chuveirada na ducha da praia e voltou à mesa - onde ficou, descontraidamente, até as 12h30, quando o grupo deixou a praia. Foi Lula quem levou o isopor de volta, na cabeça, às instalações da base naval.

COP15 e você


A COP15, conferência que reuniu os principais líderes globais em Copenhague, gerou muito barulho sobre as metas de redução do impacto ambiental com as quais os governos se comprometeram. Acho extremamente válido que governos se importem com isso, mas, curiosamente, noto que estamos, coletivamente, passando o  abacaxi adiante. Digo isso porque, como cidadãos, temos um potencial muito maior de reduzir o impacto do que qualquer governo isoladamente. Como? Comendo menos carne vermelha.
Mas que mal pode fazer comer carne? Vejamos:
1) O consumo de água para a criação de bois é expressiva. No Oeste dos Estados Unidos, por exemplo, 70% da água potável são consumidos pelos bois. Para se produzir 1 Kg de carne, um boi consome 7 litros de água.
2) Para se produzir 1 Kg de carne vermelha, são consumidos 15 Kg de soja e milho, utilizados para alimentar os animais.  Pense em todo fertilizante utilizado para produzir esses "grãos adicionais". Ah, e os animais que são criados  no pasto (sem grãos) produzem quatro vezes mais gases poluentes.
3) Os animais consomem globalmente mais da metade dos antibióticos produzidos no mundo. A produção desses antibióticos também tem impacto no meio ambiente
4) Se hoje o consumo mundial de carne vermelha fosse reduzido pela metade, dobraríamos  a área disponível para  plantação de mais grãos.
5) Para finalizar, o fato mais importante: a emissão de gases (dióxido de carbono) emitidos pelos animais é responsável por mais de 18% de todas as emissões globais. Mais do que todos os meios de transporte somados. Não estou defendendo que nos tornemos 100% vegetarianos, pois seria quase impossível. Uma simples redução no seu consumo de carne vermelha já traria resultados importantes ao meio ambiente. Por isso, me pergunto se as pessoas realmente se preocupam com o meio ambiente ou somente gostam do discurso. Afinal, falar é bem mais fácil que agir.
E você? Vai querer mudar o mundo? Ou prefere deixar que os políticos se virem?


Atrizes recusam papel em filme de Madonna

A cantora Madonna enfrenta dificuldades para encontrar atrizes dispostas a interpretar a personagem principal de sua nova empreitada no cinema, revela a edição da revista americana Star Magazine que chega às bancas nesta semana.
De acordo com a revista, a cantora americana deve dirigir o filme, uma biografia musical. O papel de Wallis Simpson, por quem o rei Eduardo 8º abdicou do trono, já foi recusado por Keira Knightley e Cate Blanchett, afirmou a publicação.
"Há o temor de que Madonna possa se envolver demais, porque ela escreveu o roteiro e as músicas" afirmou um executivo de Hollywood. Segundo ele, se a cantora quiser um papel no filme, poderá até mesmo desacreditar a produção.
Em 1996, Madonna fez o papel principal em outra biografia musical, Evita.

Ganhadores da Mega Sena fizeram apostas de só R$ 2

Brasília - Os dois ganhadores da Mega Sena da Virada, que vão dividir o prêmio de R$ 144,9 milhões, fizeram apostas simples de apenas R$ 2 cada. Um dos ganhadores fez sua aposta na rodoviária de Brasília, na lotérica Fila da Sorte. O outro bilhete premiado foi registrado na lotérica Avenida, em Santa Rita do Passa Quatro, a 253 quilômetros da capital São Paulo.
"Os ganhadores não participaram de bolões ou jogaram grandes quantidades de dinheiro. Ganharam o prêmio com jogo simples", disse hoje o vice-presidente de Fundo de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal (CEF), Wellington Moreira Franco.
Segundo ele, são grandes as chances dos dois novos milionários, particularmente o de Brasília, serem de famílias de baixa renda. Pela rodoviária de Brasília, onde foi feito um dos jogos, circulam diariamente milhares de pessoas que moram em outras cidades na periferia e trabalham no setor de comércio ou de serviços da capital. "É provável que seja alguém de classe de mais baixa renda", afirmou Moreira.
O prêmio de R$ 144,9 milhões é o maior já pago no Brasil. Moreira Franco disse que, a partir de agora, haverá todo ano a Mega Sena da Virada. A ideia é que essa Mega Sena se transforme uma referência para a população brasileira, a exemplo do que ocorre com as loterias e prêmios dados nos Estados Unidos.
Cada um dos ganhadores receberá R$ 72,4 milhões. O prêmio pode ser retirado a partir de segunda-feira, quando as agências da Caixa reabrem para atender ao público. Os números sorteados na noite de anteontem foram 10, 27, 40, 46, 49, 58.

Morre menina resgatada de deslizamento no Rio

Rio - Morreu na manhã de hoje a menina Mariana Veras dos Passos, de 3 anos, resgatada ontem dos escombros da casa em que morava com os pais. Mariana estava internada na Unidade de Pacientes Graves (UPG-Infantil) do Hospital Municipal Salgado Filho, no Meier.
Ela tinha uma fratura no fêmur esquerdo e hematomas pelo corpo. Durante a madrugada, o estado de saúde da menina se agravou e ela morreu às 8h10. A Secretaria Municipal de Saúde não informou a causa da morte.
Mariana e os pais, o estoquista Mário Jorge dos Passos, de 39 anos, e Ana Martins Veras, de 35, moravam no primeiro andar de um sobrado em Quintino, zona norte da cidade. Na madrugada de ontem, a casa veio abaixo durante o deslizamento de uma encosta.
O pai foi o primeiro a ser resgatado com vida. Ele sofreu esmagamento das pernas e não resistiu aos ferimentos. Morreu no Hospital Salgado Filho. O corpo de Ana foi retirado logo depois de o marido ter sido socorrido.
O resgate da menina emocionou bombeiros, funcionários da prefeitura e vizinhos, que acompanhavam o trabalho das equipes de socorro. Até a tarde de hoje, não havia informações sobre o enterro da família. O Estado procurou a tia da menina, Simone Passos, mas ela não atendeu as ligações telefônicas.

Nunca antes neste país

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DIFERENÇA Ao contrário de Frei Piñera é mais afinado com o desejo de mudança
No Chile, as eleições são tão diferentes que até espantam quem assiste ao processo eleitoral daquele país pela primeira vez. No domingo 13, enquanto o país andino esperava pela votação dos 8,2 milhões de eleitores para presidente da República e Câmara dos Deputados, as largas ruas de Santiago amanheceram limpas, vazias e calmas. Os chilenos não saíram às ruas com camisas de partidos, bandeiras, broches ou faixas. Não havia ninguém distribuindo “santinho” nem pichações nos muros. Ao falar de política, a população mantinha discrição. Em outro país, tudo isso poderia sugerir pouco-caso com o pleito. Mas não houve indiferença. A eleição chilena registrou uma das menores abstenções da história: 13,9%. Outra diferença importante é que, na contramão do que tem ocorrido em toda a América do Sul, o Partido Socialista está ameaçado pelo favoritismo da oposição. Sebastián Piñera, empresário bilionário, é o favorito à sucessão da presidente Michelle Bachelet, sustentada pela aliança Concertación. Ele venceu o primeiro turno com 44,05% dos votos válidos e um discurso de mudança pouco claro. O curioso é que Michelle tem 79% de popularidade e pôs todo o seu carisma a serviço da campanha de Eduardo Frei, adversário de Piñera, que obteve 29,6% dos votos, quase metade dos eleitores que teve em 1993, quando se elegeu presidente. Cientistas políticos chilenos e coordenadores de campanha do próprio Frei se assustaram com a diferença de um milhão de votos, a qual consideram difícil de ser recuperada. “Há uma distância quase impossível de retomar”, afirma o analista político do Instituto Libertad, José Miguel Izquierdo. “Virão dias de trabalho muito intensos”, disse Michelle ao se ver obrigada a ceder a porta-voz do governo, Carolina Tohá, para reforçar a campanha de Frei.
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“É um retrocesso entregar o Chile à crueldade do mercado”
Eduardo Frei
Se Piñera vencer, será a primeira vez desde o fim da ditadura militar que as forças tidas como conservadoras governarão o Chile, alijando do poder a Concertación. A conta que se faz na ala governista é que, ao somar o 1,3 milhão de votos que o deputado Marco Enríquez Ominami, candidato independente, recebeu com os de Piñera, o resultado mostra que quase dois terços da população quer mudanças. Outro exemplo foi a renovação de 41% da Câmara e a vitória histórica dos aliados de Piñera no Senado. “Essa é a eleição mais dura da nossa história”, diz o senador reeleito Andrés Zaldívar, conhecido como “El Chico” e líder democrata-cristão.
“Serei o presidente dos desempregados, dos doentes e dos idosos”
Sebastián Piñera
Piñera sabe que nunca esteve tão perto do Palácio de La Moneda. Na última eleição, ele penava pela falta de carisma na televisão, mas aprendeu a falar com desenvoltura a seu público. Sem grandes propostas transformadoras, apelou para o segmento jovem e tratou de temas tabus, num país onde 70% da população é católica e a linha de maior influência na política e na academia é a da conservadora Opus Dei. Ao contrário de Frei, Piñera distribuiu pílulas do dia seguinte dizendo: “Tenho a íntima convicção de que não é abortiva.” O empresário se mostrou contra o aborto, enquanto Frei se revelou a favor da interrupção da gravidez em casos excepcionais, como o de estupro. Piñera não é a favor nem contra o homossexualismo, muito pelo contrário. Num dos filmes de campanha, exibiu um casal de lésbicas se beijando. Se eleito, prometeu ele, apoiará a criação de direitos para os casais de mesmo sexo e terá homossexuais entre seus principais assessores. Mas não aprovará o casamento gay. Outra medida popular foi se mostrar a favor da lei do divórcio. E para não atacar diretamente Michelle, Piñera criou o slogan “uma nova forma de governar”.
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MICHELLE Aprovação de 79% não virou votos no primeiro turno
Já a Concertación tem feridas internas para curar. A esquerda teve três candidatos: Frei, Ominami e o ex-ministro socialista Jorge Arrate.
Frei tentará polarizar a eleição entre os programas sociais do governo e a crítica da oposição. Já Piñera – que é dono da companhia aérea LAN, do canal de televisão Chilevisión e do time de futebol Coco-Colo – diz que na América do Sul há dois modelos: “Um deles é dirigido por pessoas como (Hugo) Chávez na Venezuela, outro por governantes como (Felipe) Calderón no México e Lula no Brasil. Acho que o segundo modelo é o melhor para o Chile.” Qualquer que seja o resultado das urnas, o próximo presidente do Chile só tomará posse no dia 11 de março de 2010. Mais uma diferença que torna a eleição chilena uma das mais peculiares do continente.
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As Musas Republicanas

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POPULAR Meghan McCain já tem 75 mil seguidores no Twitter
Poucos presidentes na história americana tiveram uma atuação tão desastrada quanto George W. Bush. Além de enfiar o país em duas guerras controversas e causar um estrago econômico de proporções mundiais, Bush e seus falcões instalados na Casa Branca conseguiram também fazer com que o Partido Republicano se tornasse símbolo de atraso e intransigência.
Após a derrota nas eleições presidenciais, que devolveu aos democratas não só a Presidência do país, mas também a maioria na Câmara e no Senado, os republicanos agora apostam na estratégia de rejuvenescer a cara do partido para reconquistar uma parcela importante da população americana que os vê como símbolo de intolerância. Na linha de frente dessa nova batalha com vista às eleições parlamentares de 2010 estão três mulheres com indiscutível DNA republicano, mas com uma aparência que pouco lembra os homens que comandaram o país nos últimos oito anos. O trio que pretende reformar o partido, ao menos no visual, atende pelos nomes de Liz, Mary e Meghan. Além do entusiasmo, têm sobrenomes de peso na política do país. A duas primeiras são filhas do ex-vicepresidente Dick Cheney e Meghan é filha do senador John McCain, adversário do presidente Barack Obama nas últimas eleições.
Das três, Meghan é a que vem conseguindo avançar com mais sucesso na juventude conservadora americana, que distanciou-se dos republicanos de forma crescente nos últimos anos, principalmente nos grandes centros urbanos do país. Com 25 anos e dona de um discurso renovador, ela cita letras de bandas de rock para animar seus frequentes discursos em universidades americanas e defende que os jovens tenham uma participação mais deixar que figurões com o dobro ou o triplo de nossa idade falem por nós. Vamos recomeçar de onde eles pararam”, declarou a tatuada Meghan em um discurso para universitários em Washington, na semana passada. Ela, que se intitula “uma mulher que dispensa rótulos e estereótipos”, tem mais de 75 mil seguidores no Twitter e também assina uma coluna no “The Daily Beast”, um popular site americano.
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Na outra ponta desta cruzada de reconstrução dos republicanos está Liz Cheney, 43 anos, filha do ex-vice Dick Cheney. Ao contrário do frescor de Meghan, Liz trabalha para manter satisfeita a ala mais tradicional do partido. Crítica ferrenha da política externa de Barack Obama, avalia que as ações do presidente diminuem a estatura dos Estados Unidos na geopolítica mundial e incentivam os inimigos do país. Defensora da tese de que Obama não é americano, mas sim queniano, Liz é líder de uma organização política chamada “Keep America Safe” (Mantenha a América Segura, em tradução livre), que já saiu em defesa dos métodos de interrogação de supostos terroristas
avalizados pelo pai durante o governo de George W. Bush e iniciou recentemente uma campanha para impedir que os detentos de Guantánamo sejam levados para os Estados Unidos.
A ação ganhou simpatia e recursos dos republicanos e reforçou a intenção de Liz de entrar de vez na vida pública. “Pretendo disputar um cargo”, disse a filha mais velha do ex-presidente. Ajudando-a em suas ações e críticas ao governo Obama está sua irmã, Mary Cheney, uma lésbica assumida, casada há quase 20 anos com uma mulher e mãe de dois filhos. Mary, 40 anos, foi mantida longe dos holofotes durante a campanha de seu pai em 2004. Apesar de sua opção sexual ter irritado os setores mais conservadores do partido, ela conseguiu influenciar o pai, que afirmou, em 2004, que “o povo deve ter a liberdade para ter o tipo de relação que queira” e mostrou-se a favor do casamento gay, mas sem que o Estado legisle sobre isso.
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Mary continua atuando nas sombras, não dá entrevistas, pouco aparece em eventos públicos e hoje dedica-se a escrever a biografia de seu pai, que deve ser lançada em 2010. Mesmo sem aparecer, Mary continua  atuando ativamente no campo político e é o braço direito da irmã. O aumento da visibilidade dessas novas lideranças coincide com um momento de tensão para o Partido Democrata. No início do mês Obama teve sua primeira derrota eleitoral desde que assumiu a Presidência ao ver candidatos republicanos serem eleitos governadores de Nova Jersey e Virgínia, que estavam há oito anos nas mãos dos democratas e haviam votado em Obama nas eleições presidenciais.
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Com problemas internos, como a questão da saúde, e externos, como a crescente violência no Afeganistão, Obama vem tendo um primeiro ano de mandato mais difícil do que esperavam os americanos. A grande preocupação dos democratas nesse momento é com as eleições legislativas de 2010, que podem devolver aos republicanos a maioria tanto na Câmara quanto no Senado, tornando a vida do presidente ainda mais difícil nos próximos anos. Mesmo os democratas tendo a maioria nas duas casas, no sábado 21, a Câmara de Representantes aprovou a Lei da Saúde ao Alcance da América em um placar apertado. Foram 220 votos contra 215 para a reforma que pretende dar assistência médica para 47 milhões de cidadãos americanos que não possuem nenhum tipo de plano de saúde. O projeto é polêmico e também divide apopulação americana, que agora anda acusando  Obama de tentar implantar o socialismo no país. É de olho nessa fissura que começa a se abrir no eleitorado que os republicanos esperam recuperar o poder com a ajuda do trio de loiras e uma estratégia clara: mesmo discurso, mas com uma embalagem nova.


Temem-se Novas Agressões A Brasileiros No Suriname

FOTOS: HUGO DEN BOER/REUTERS; BEN STANSALL/AFP; SHENG LI/REUTERS
Estima-se que 18 mil brasileiros vivam no Suriname, todos com a miséria no estômago e o delírio de encontrar ouro na cabeça. Disputam palmo a palmo com a população nativa a região do garimpo, ambos os lados sabendo da ilicitude dessa atividade. Na quarta-feira 30 ainda se arrastava tensa a situação ao norte da cidade de Paramaribo em decorrência do ataque que cerca de mil brasileiros sofreram de surinameses enraivecidos e famintos à véspera do Natal – temiam-se novos ataques. Motivo da agressão a golpes de facões, paus e pedras: a disputa por empregos e pela exploração de ouro. Centenas de brasileiros ficaram gravemente feridos e muitos retornaram ao Brasil. Tão pobres quanto daqui partiram.

Em Dívida Com A Democracia

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VÁCUO
legislativo deficiente contrasta com avanços do país em outros setores

A democracia no Brasil está consolidada e deu mostras de vitalidade nas duas últimas décadas. Desde a promulgação da Constituição de 1988, já se contam 21 anos de estabilidade democrática, um recorde na história da República. Neste período foram muitas as provas de maturidade institucional: desde afastar do cargo um presidente da República sob acusação de corrupção até informatizar seu sistema de votação, cujo modelo é exportado para todo o mundo. Embora a democracia esteja longe de ser um critério para a entrada no grupo das grandes potências, se esta fosse uma qualidade exigida, o Brasil a atenderia facilmente – salvo pela dívida dos políticos com a ética. Este tumor ainda insiste em desafiar o saudável avanço do País em quase todas as áreas e é hoje uma ameaça ao desenvolvimento econômico. Estas duas décadas de democracia conseguiram mesmo mudar a mentalidade dos políticos. Não há mais espaço para aventuras grotestas fora dos pilares democráticos, como a inclusão de um terceiro mandato presidencial. Esse vento soprou no continente, mas, por aqui, encontrou uma sólida muralha da democracia brasileira. Coisa de país potência? Quase. Não fosse o contraste das boas notícias em outros campos, como a economia e o esporte, com as mazelas da política. Se por um lado, o lado potência, o País comparece com uma Justiça Eleitoral rigorosa que pune por abusos de poder econômico e artimanhas de compras de votos ou outros entraves à licitude do processo eleitoral, por outro, o lado do atraso, há um Congresso Nacional ainda longe de merecer a confiança e o respeito da opinião pública.
DÉBITO
Para a OAB, o Brasil avançou em garantias individuais e sociais, mas ainda falta aos políticos uma nova visão do Estado

Os mandatos parlamentares funcionam como gazua de negociatas e os partidos são simples legendas de aluguel. Como agravante, homens públicos que ocupam altos cargos no Legislativo e no Executivo parecem não temer o braço da Justiça, o que faz das denúncias de corrupção quase uma banalidade. O remédio apontado é uma reforma política. Desde o seu discurso da vitória em 2002, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva promete aplicá-lo e, ao comentar o escândalo do mensalão no governo do Distrito Federal, voltou a repetir: “Eu acho deplorável para a classe política. Não é possível continuar do jeito que está. Seria muito mais fácil a gente votar a reforma política e moralizar o funcionamento dos partidos”, disse. E defendeu a convocação de uma Constituinte específica, depois das eleições de 2010, para elaborar uma nova legislação eleitoral. Não é a primeira vez que o governo põe a reforma política na ordem do dia. Em meio às crises de credibilidade do Legislativo, ela é sempre lembrada como prioridade. Foi assim quando apareceram os mensalões do PT, envolvendo o ex-ministro José Dirceu e outros 39 políticos, e do PSDB, que favoreceu o senador Eduardo Azeredo (MG). Mas com a mesma rapidez com que vem à tona volta para a longa fila das promessas não cumpridas. Acontece que, no meio político, não há consenso sobre o tema. Nem todos atribuem às mudanças nas instituições eleitorais o poder de corrigir as práticas viciadas. Para o deputado Miro Teixeira (PDTRJ), que cumpre seu sétimo mandato consecutivo na Câmara, a questão merece abordagem mais complexa e deveria incluir o debate sobre a organização dos poderes da República e um novo pacto federativo.
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MENSALÕES
Azeredo (PS DB), Dirceu (PT ) e Arruda (ex-DEM): mesmas práticas

É preciso, segundo Miro, ampliar o horizonte da reforma política para além do voto em lista e do financiamento de campanha. “Nunca passou pelo Congresso uma proposta efetiva de reforma política”, explica. “É importante, por exemplo, discutir o pacto federativo, ao lado da reforma tributária”, diz. E sustenta que a opinião pública incorre em erro ao dar importância desmedida ao financiamento público de campanha. “A discussão está contaminada. Todo ladrão apanhado em flagrante usa como álibi o financiamento de campanha. Mas a corrupção vem do ladrão e não do sistema eleitoral. Não se trata de política, mas, sim, de roubo”, argumenta Miro. Mais urgente do que a reforma política, na visão de Miro, é imprimir maior agilidade às decisões do Judiciário: “Instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público têm feito sua parte. O que falta são sentenças com trânsito em julgado, que impeçam candidaturas de corruptos.” Autor de um projeto de plebiscito em 2010, pelo qual caberia aos eleitores decidir pela oportunidade da reforma, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) defende mudanças no Código de Processo Penal, que, hoje, permite aos réus protelar as sentenças graças a uma infinidade de recursos. Ele defende também mudanças na legislação eleitoral. Em sua opinião, o financiamento público de campanha servirá para fechar as portas ao uso ilegal, mas frequente, do caixa 2. Outros mecanismos que ajudariam a moralizar o Legislativo seriam o voto distrital, por conferir aos eleitores maior controle sobre os candidatos, e o voto em lista, pelo qual os partidos fazem uma triagem prévia e indicam seus melhores nomes. Jungmann também prega o fim das emendas parlamentares que autorizam novas despesas públicas à custa de troca de favores entre empresas, parlamentares e governantes. “O Orçamento deve ser mandatório, e não autorizativo. Assim, acaba-se com o balcão para formar maiorias nas casas legislativas.” Empenhada, atualmente, no pedido de impeachment do governador do DF, José Roberto Arruda, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que também se destacou durante o processo contra Collor de Mello em 1992, faz questão de ressaltar que o Brasil avançou muito em termos de garantias individuais e sociais. “O que prevalece hoje no País é a ideologia democrática, com a valorização da cidadania”, afirma o presidente da OAB, Cezar Britto. Mas acusa os políticos de terem uma visão ultrapassada sobre o papel do Estado e do próprio Legislativo. “A classe política ainda acredita que o Estado pode tudo e pensa muito mais nas próximas eleições do que nas próximas gerações”, diz Britto.
TÁTICA
Sempre que baixa a poeira dos escândalos, a classe política volta a se calar sobre a mudança de regras e tudo continua como está

É essa mentalidade, conclui ele, que abre espaço à  corrupção. Como antídoto, as principais medidas defendidas pela OAB são o financiamento público de campanha e o recall de eleições. No modelo de financiamento privado, cada candidato presta contas dos recursos recebidos. No financiamento público,o responsável pela prestação de contas será o partido. E caso haja irregularidades todos os eleitos pela legenda serão punidos”, explica Britto. Quanto ao recall, trata-se de mecanismo comum nos EUA, pelo qual os eleitores, depois de dois anos e por abaixo-assinado, podem exigir uma votação que confirme o mandato do governante. Porém, a classe política não está disposta a cortar na própria carne. Sempre que baixa a poeira dos escândalos, prevalece a filosofia de Getúlio Vargas: “Deixa estar para ver como é que fica.” Bastante cética, a socióloga Maria Victoria Benevides, da USP, afirma que falta ao País tornar as instituições efetivamente democráticas e representativas. A par do voto universal e da rotatividade no poder, persiste o problema da participação popular. “Vota-se em candidatos que depois se consideram donos do mandato. É preciso transformar essa relação entre eleito e eleitor numa relação democrática”, explica. Bastaria, segundo ela, avançar na agenda que já consta da Constituição de 1988 e pôr em prática o referendo e a iniciativa popular legislativa: “Acho indispensável aprofundar a soberania do povo por meio de mecanismos concretos.” Seria um avanço e, se avançou em todos os setores, o Brasil não ficará para trás justamente na política.
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Um PIB Marcado Para Crescer

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DO OUTRO LADO
Para 2010, a previsão é de crescimento de até 6%, acima da média mundial

Foi um longo caminho até o Brasil alcançar a condição de candidato a potência econômica mundial. Esta passagem para a segunda década do século XXI é uma boa oportunidade para um balanço da história recente da economia do País e, certamente, leva à conclusão de que o bom senso prevaleceu no embate entre aqueles favoráveis ao liberalismo e seus críticos mais ferrenhos. A análise pode ser frutífera para os desafios de um país que, segundo o Banco Mundial, será a quinta maior economia do planeta em 2014. No tempo em que o Brasil era piada em toda a crise econômica internacional por, como diziam, pegar um resfriado ao primeiro espirro ouvido em qualquer parte do mundo, o País sofria com a polaridade das divergências teóricas.
De um lado, os economistas ortodoxos culpavam o gigantismo do Estado, o excesso de regulação, a alta carga tributária, o modelo de Getúlio Vargas (1882-1954) e a Constituição de 1988 pela crônica instabilidade financeira. Na outra ponta, os heterodoxos exigiam participação do Estado, incentivo à agricultura familiar e um programa de transferência direta de renda para reduzir as desigualdades sociais. Neste fim de 2009, uma olhada para trás mostra que os dois lados tinham parte da razão. Mas o País chegou aonde chegou sem que nenhuma das duas teorias possa se dizer totalmente vitoriosa.
O Brasil que causa inveja ao mundo está longe de ser um país onde todas as ideias liberalizantes – sobretudo em relação ao mercado financeiro – prosperaram e também está distante de ver o arcabouço da Era Vargas totalmente desmoronado. Será este o segredo do sucesso econômico? Em 2010, as perspectivas apontam para um crescimento de até 6% – muito acima da média mundial. Se mantiver esse ritmo de crescimento até a metade da década, o Brasil estará à frente de Grã-Bretanha e França no ranking das maiores economias do planeta. “Nós vamos ultrapassá-los”, garantiu à ISTOÉ o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “A hipótese é de que o Brasil tenha uma média de crescimento de 5%, 6% nos próximos dez anos.”
A estabilidade promovida pelo Plano Real a partir de 1994 permitiu ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, cerca de uma década depois, manter o receituário de equilíbrio fiscal, metas de inflação e câmbio flutuante paralelamente ao avanço de políticas sociais – sempre acusadas de inflacionárias – que forjaram um mercado interno que se mostrou vigoroso na crise mundial. No terceiro trimestre de 2009, o consumo de bens não duráveis, segundo pesquisa da LatinPanel, cresceu quase 10% em relação ao mesmo período de 2008 – resultado puxado pelas classes D e E.
Em busca deste novo consumidor, surgem multinacionais que esperam se ancorar no mercado interno para alcançar o mundo, como Brasil Foods, AmBev, Natura, Vale e Gerdau. No varejo, o exemplo mais recente é a união do Pão de Açúcar com a Casas Bahia, formando um dos maiores grupos de comércio do mundo. “O Brasil está crescendo e se desenvolvendo. O sistema de habitação cresce cada vez mais, a construção civil igualmente. Há cada vez mais casas e alguém terá que colocar utensílios dentro delas”, justificou o empresário Abilio Diniz, do Pão de Açúcar. Em 2009, o País deve captar em investimento estrangeiro direto cerca de US$ 25 bilhões e, em 2010, a previsão é de chegar a US$ 35 bilhões. Um excelente resultado para anos de crise.
Como o Brasil conseguiu isso, mesmo com uma carga tributária de 37,5% do PIB? Como está obtendo este sucesso, mesmo com o déficit de cerca de R$ 50 bilhões em seu sistema de previdência social? Com uma taxa de investimento de apenas 17% do PIB? Com um programa como o Bolsa Família atacado por sua ampla abrangência? Ou, sobretudo, com as taxas de juros mais altas do mundo? Por mais desarrumada que pareça a economia brasileira, ela está dando certo. Talvez os olhos dos economistas sempre fizeram questão de enxergar mais seus defeitos do que suas qualidades.
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EM ALTA
Pré-sal, megaempresas como a de Diniz e Michael Klein e inserção no comércio: pujança

Em setembro, o jornalista e economista alemão Alexander Bush publicou o livro “Wirtschaftsmacht Brasilien – Der Grüne Riese Erwacht” (Potência Econômica Brasil: O Gigante Verde Acordado), mostrando aos alemães que “nunca um país foi tão subestimado” e dedicando um capítulo inteiro sobre as oportunidades para a Alemanha aproveitar melhor o eixo Berlim-Brasília.
“Por outro lado há um grande desafio, que todos sabemos: o Brasil precisa manter as políticas sociais para reduzir a pobreza. Os países avançados são ricos, mas também são menos desiguais”, lembra o italiano Tito Cordella, economista do Banco Mundial.
TENDÊNCIA
Em 2025, o Brasil deve ter uma distribuição de renda melhor do que a dos EUA

Tal qual ofereciam receitas radicais para a inflação nos anos 1980 ou para a sobrevivência da estabilidade na última década e meia, os economistas voltam a defender, com paixão, suas teses para o Brasil dar o passo que falta ao crescimento: promover o desenvolvimento, o que implica igualdade social. “Se for pelo tamanho da economia, o Brasil já é de Primeiro Mundo. Só não acho que essa seja uma boa medida. É necessário ter uma renda per capita bem dividida”, afirma o economista Ricardo Amorim, consultor internacional, adiantando o principal debate dos próximos anos. De acordo com previsão do banco americano BofA Merril Lynch, a renda per capita saltará dos atuais US$ 7,9 mil para US$ 10,9 mil em 2011 – um marco histórico.
Por enquanto, os avanços do País para reduzir a desigualdade se deram pelo controle da inflação, no governo FHC, e por aumento real do salário mínimo (atingindo a seguridade social) e programas de transferência direta de renda. Ou seja, com forte protagonismo do Estado. Aqueles que defendem uma ampliação do papel da iniciativa privada na empreitada pela igualdade social reivindicam uma redução na esfera estatal. “O Brasil avançou muito pouco nas reformas estruturais. E o País também precisa reduzir a expansão do gasto corrente”, defende o economista português Alberto Ramos, do grupo Goldman Sachs. “Esse é um problema que passa pela gestão. Mas um país do tamanho do Brasil precisa, necessariamente, ter um gasto público alto”, rebate o economista Antônio Correa de Lacerda, professor da PUC-SP.
No entanto, o mais provável é que, mais uma vez, a economia brasileira a longo prazo surpreenda, sem a necessidade de nenhuma manobra radical. “Se mantivermos a tendência dos últimos 15 anos, em 2025 a distribuição de renda no Brasil será melhor do que nos Estados Unidos, por incrível que pareça. A do Brasil vem melhorando desde 1994, com o Plano Real, e a dos Estados Unidos está piorando por problemas internos”, afirma Amorim. Embora a redução da desigualdade seja fundamental, o economista lembra, no entanto, que o espaço privilegiado do Brasil na geopolítica global está garantido, independentemente do aumento da riqueza da população: “Daqui para a frente teremos países com economias importantes, mas cujas populações não serão ricas. Em 20 anos, o Brasil continuará tendo uma renda per capita mais baixa do que a da França. Mas o importante é que hoje ela é um terço da francesa. Em dez anos, será mais do que a metade. E talvez em 30 anos seja maior.” Isso significa dizer que, mesmo que tudo se mantenha como está – apesar de todo o descontentamento entre os economistas de ambos os lados –, o Brasil está na zênite da constelação mundial. E os desafios do desenvolvimento econômico estão, cada vez mais, colocados como questões políticas, de gestão e até mesmo culturais. Ou seja: não é mais a economia, estúpido!

Gelo Na Rússia

FOTOS: HUGO DEN BOER/REUTERS; BEN STANSALL/AFP; SHENG LI/REUTERS
Esse navio russo, recém-construído, é apresentado ao público pela primeira vez. Foi projetado para viagens especiais: é capaz de cruzar rios e mares congelados. Em uma viagem de exibição, ele atravessou o rio Moskva

Agora, sim...

fotos: Davilym Dourado/Valor; Jeff Zelevansky/AF P; tmz
Algumas invenções pouco ortodoxas: pesquisadores extremamente ocupados de uma empresa japonesa criaram um biquíni acoplado à calça jeans. Na prática a utilidade é zero porque se trata de uma peça única. Ou seja: para tomar sol, ou a mulher despe tudo e fica nua ou se expõe ao sol de calça comprida, o que é, no mínimo, muito estranho. Na Hungria, uma equipe de engenheiros desenvolveu um tipo de concreto (com fibras ópticas) no qual é possível, através dele, uma pessoa ver a outra. A luz também o atravessa. Serve para... para que serve? Outra invenção revolucionária vem da Holanda: é um aquário com piscina para que os peixes passem parte do tempo dentro da água, não da água do aquário, mas da água da piscina. É água dentro da água.

A Volta Do Fantasma Do Terror

Os EUA entram em 2010 apavorados com um fantasma que tentam exorcizar: o do terrorismo. E seus aeroportos, como o de Los Angeles , estão em alerta. O fantasma da vez foi o nigeriano Umar Farouk, que na sexta-feira 25 embarcou na Holanda em um Airbus da Northwest Airlines com 300 pessoas. O seu destino era Detroit e seu plano, o de explodir a aeronave. Foi contido no ar. Agora, como mais uma medida de segurança, assim que um avião entrar no espaço aéreo dos EUA a tripulação não informará a rota interna – não se eliminam todos os riscos, mas tenta-se proteger alvos-chave em terra.

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