Crianças participam de onda de violência na Irlanda do Norte
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As crianças se encontravam entre as centenas de pessoas que tomaram as ruas do bairro majoritariamente católico de Ardoyne, no norte de Belfast, na noite de terça-feira, em uma nova manifestação de violência durante as margas orangistas anuais, que todos os anos dão lugar a incidentes de maior ou menor gravidade no Ulster.
O chefe do governo regional, o protestante Peter Robinson, e seu número dois, o católico Martin McGuinness, que pediram calma à população, estão avaliando a situação com o chefe da política norte-irlandesa, Matt Bagott.
As autoridades responsabilizam um grupo de jovens radicais pelos distúrbios.
Até então não havia sido registrada a participação de crianças nessas marchas, mesmo na época mais difícil do conflito nos anos 1970 e 1980.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, condenou a violência inaceitável em declarações nesta quarta-feira na Câmara dos Comuns.
Os protestantes orangistas desfilam todos os anos no Ulster na semana de 12 de julho para comemorar a vitória nesse dia, em 1690, do rei protestante Guilherme de Orange sobre o católicio Jacob II na batalha de Boyne.
A província britânica viveu três décadas de violência política entre separatistas católicos, partidários da Uniào com a República da Irlanda, e protestantes unionistas leais ao Reino Unido, que deixaram mais de 3.500 mortos e terminaram com os acordos de paz Sexta-feira Santa, em abril de 1998.