Lindsay Lohan é condenada a 90 dias de prisão e recebe apoio de diretor
"Eu não levo minha condicional na brincadeira. Se não a cumpri corretamente foi por causa do meu trabalho, da minha carreira, pela qual trabalhei minha vida toda”, disse Lindsay.
“Nós estamos orgulhosos de poder contar com uma memorável atriz como Lindsay em nosso filme”, disse o diretor. “Nossa equipe está 100% com ela”. A sentença ainda impedirá a atriz de promover o longa Manchete, de Robert Rodriguez, que estreia nos cinemas americanos em setembro. A Fox, produtora do filme, não quis se pronunciar sobre a condenação da atriz.
Já acostumada a se envolver em escândalos, Lindsay voltou ao tribunal na terça-feira para uma audiência sobre sua liberdade condicional. A juíza Marsha Revel já havia dado avisos repetidos a ela para que levasse sua condicional a sério. Lindsay, porém, não deu muita bola: deixou de assistir às aulas de educação antialcoolismo, uma imposição que recebeu após ser presa, em 2007, por dirigir sob efeito de álcool e cocaína.
Lindsay passou 84 minutos na prisão naquele ano, como parte de sua sentença, e recebeu a condicional de três anos, estendida por mais um ano em outubro de 2009, depois de a atriz faltar a algumas aulas de educação para combate ao alcoolismo. Revel emitiu dois mandados breves de prisão, em maio e junho de 2010, contra Lohan. O primeiro quando ela faltou a uma audiência de revisão de sua condicional, alegando ter perdido seu passaporte no festival de cinema de Cannes, e o segundo, quando a tornozeleira de monitoramento de álcool da atriz se desprendeu, após a festa do MTV Movie Awards.
Ao ouvir a decisão da juíza, Lindsay chorou e implorou para não ir para a cadeia: “Eu não levo minha condicional na brincadeira. Se não a cumpri corretamente foi por causa do meu trabalho, da minha carreira, pela qual trabalhei minha vida toda”.
A juíza Marsha Revel não se comoveu – pelo contrário – disse que não acreditava que houvesse sinceridade no pedido de desculpas da atriz. Revel disse que Lindsay se comportava como alguém que “trai o parceiro mas finge que aquilo não é uma traição a menos que seja pego”.