Crianças participam de onda de violência na Irlanda do Norte

Manifestantes atacam carros da polícia de Belfast, durante 
enfrentamentos na Irlanda do Norte Foto: AP Manifestantes atacam carros da polícia de Belfast, durante enfrentamentos na Irlanda do Norte
Foto: AP

Crianças com menos de 10 anos participaram na terceira noite de confrontos entre jovens republicanos católicos opostos ao processo de paz na Irlanda do Norte e as forças de ordem, durante as tradicionais marchas protestantes de julho em Belfast.
As crianças se encontravam entre as centenas de pessoas que tomaram as ruas do bairro majoritariamente católico de Ardoyne, no norte de Belfast, na noite de terça-feira, em uma nova manifestação de violência durante as margas orangistas anuais, que todos os anos dão lugar a incidentes de maior ou menor gravidade no Ulster.
O chefe do governo regional, o protestante Peter Robinson, e seu número dois, o católico Martin McGuinness, que pediram calma à população, estão avaliando a situação com o chefe da política norte-irlandesa, Matt Bagott.
As autoridades responsabilizam um grupo de jovens radicais pelos distúrbios.
Até então não havia sido registrada a participação de crianças nessas marchas, mesmo na época mais difícil do conflito nos anos 1970 e 1980.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, condenou a violência inaceitável em declarações nesta quarta-feira na Câmara dos Comuns.
Os protestantes orangistas desfilam todos os anos no Ulster na semana de 12 de julho para comemorar a vitória nesse dia, em 1690, do rei protestante Guilherme de Orange sobre o católicio Jacob II na batalha de Boyne.
A província britânica viveu três décadas de violência política entre separatistas católicos, partidários da Uniào com a República da Irlanda, e protestantes unionistas leais ao Reino Unido, que deixaram mais de 3.500 mortos e terminaram com os acordos de paz Sexta-feira Santa, em abril de 1998.

Quem Entende O Amor?

1 - Homens dão mais valor à parte física das mulheres e as mulheres ao status social dos homens
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Homens e mulheres continuam repetindo essa máxima, tal qual um mantra. Mas um estudo da Universidade de Northwestern’s Weinberg, nos Estados Unidos, mostra uma realidade bastante diferente. Com a pesquisa, que envolveu o acompanhamento de 163 jovens durante 30 dias, descobriu-se que, embora boa parte acreditasse na premissa de que homens e mulheres têm prioridades diferentes na hora da conquista, na prática, ambos os sexos agem de forma idêntica. “A beleza é a característica mais desejada, tanto para os homens quanto para as mulheres”, explica o professor Eli Finkel, um dos autores do estudo. A questão do status social fica em segundo plano até entre as mulheres. “O primeiro canal de comunicação é sempre o da aparência física”, lembra a psicóloga Lídia Weber, que ministra o curso “Relacionamento Amoroso: Teoria e Pesquisa”, na Universidade Federal do Paraná. A partir daí, são estabelecidas camadas secundárias de avaliação. E, como se essas semelhanças já não fossem suficientes, o estudo mostrou ainda que, quando homens e mulheres partem para a conquista, os critérios de seleção de um parceiro, ou parceira são praticamente iguais. Nesse sentido, o mito de que as mulheres seriam mais seletivas também cai por terra.
2 - Relações proibidas são mais empolgantes 
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O frio na barriga do encontro proibido com o ser amado pode ser uma delícia, mas não por muito tempo. Pelo menos é o que demonstra uma pesquisa da Universidade da Geórgia (EUA), de 2005, em que foi constatado que relacionamentos de difícil manutenção, como casos extraconjugais, ou interraciais e interreligiosos, parecem perigosamente interessantes no começo. Mas, com o tempo, manter o segredo é mais trabalhoso e estressante do que divertido. Segundo o estudo, os casais se submetem a esse tipo de relação simplesmente porque não querem contar para a família e os amigos sobre o relacionamento, não porque tenham atração pelo segredo. “Mas as desvantagens a pessoa só vai perceber depois. A paixão é um processo irracional. Se a gente fosse absolutamente racional, não se apaixonaria nunca”, afirma Sônia Eva Tucherman, da Sociedade Brasileira de Psiquiatria do Rio de Janeiro.A psicóloga Mariana Chalfon, especializada em casamentos interreligiosos, explica que, ao apaixonar-se, o indivíduo pode estar buscando inconscientemente características das quais precisa. “Os opostos se atraem por esse motivo, para tentar fazer com que a pessoa integre esses conteúdos”, afi rma. “Desde o primeiro momento a diferença pode gerar stress, mas isso não é necessariamente ruim. Só resta saber se o casal vai ter força para passar por esse momento e se essa relação vai se tornar madura ou não”, diz Mariana. A psiquiatra Sônia concorda: “À medida que você vai entrando em contato com o ser amado,passa a vê-lo inteiro. É nessa hora que perde a graça e muitas paixões acabam, como se tivessem caído do 50º andar de um prédio.” Ou seja, Romeu e Julieta tinham grandes chances de não serem felizes para sempre, afinal.
3 - Relação com mulheres feministas é mais difícil
O rompimento dessa crença começa na derrubada do estereótipo da feminista: a mulher solteira, feia, lésbica, excessivamente combativa e incapaz de manter um relacionamento romântico. Isso está longe de ser verdade. Laurie Rudman e Julie Phelan, psicólogos da Universidade de Rutgers, nos EUA, derrubaram esse clichê consagrado a partir da década de 60 e provaram que as relações com feministas são mais tranquilas do que com as outras mulheres. Foram avaliadas a combinação de qualidade na relação, equidade de gêneros, estabilidade e satisfação sexual. De maneira geral, elas são mais seguras, mantêm uma vida sexual mais satisfatória e seus relacionamentos têm menos altos e baixos, sendo relações inclusive mais românticas. Para a antropóloga Mirian Goldenberg, autora de “Toda Mulher é meio Leila Diniz”, o fenômeno se aplica, principalmente, a mulheres independentes economicamente. “São muito mais exigentes na escolha de um parceiro e seguras de suas escolhas.”
4 - O romance e a paixão desaparecem com o tempo
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A evolução da paixão para o amor maduro não precisavir acompanhada de um esfriamento da relação conjugal. A conclusão é dos pesquisadores Bianca Acevedo e Arthur Aron, da Universidade da Califórnia (EUA). Depois de analisar 27 estudos que envolveram mais de seis mil entrevistados – 17 levantamentos feitos com jovens em relações fugazes e outros dez feitos com homens e mulheres casados há pelo menos uma década –, eles perceberam que existe um meio-termo entre paixão arrebatadora e marasmo conjugal. Batizado por eles de amor romântico, esse sentimento requer esforço para ser construído, mas pode ser mantido por tempo indeterminado. “A transição é um momento crítico”, diz o sexólogo Joaquim Zailton Motta, do Grupo de Estudos sobre o Amor de Campinas (SP). Alguns conseguem. Dorli Kamkhagi, psicogeriatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, tem casos de casais de 80 anos que se preocupam em manter a chama do sexo acesa. “O companheiro é o norte na vida de quem já criou filhos, construiu uma história e agora quer aproveitar.”
5 - O fim de um relacionamento é mais difícil para quem ainda está apaixonado
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Quem ama sofre mais com o fim do relacionamento, certo? Errado. Essa foi uma das conclusões de Eli Finkel, coautor do estudo da Universidade de Northwestern’s Weinberg (EUA), que avaliou o grau de sofrimento esperado e real de casais em processo de separação. Para isso, sua equipe acompanhou 26 pessoas em relacionamentos durante 38 semanas de altos e baixos. Onde houve rompimentos, a expectativa de sofrimento registrada duas semanas antes da data do fim foi comparada ao sofrimento real nas quatro semanas subsequentes ao término da relação. O parceiro que imaginava que mais ia sofrer, de modo geral, foi o que superou mais rápido o término. A antropóloga Telma Amaral, da Universidade Federal do Pará, acredita que a expectativa de uma dor insuportável pode ajudar a amenizar a angústia real. “O cenário terrível imaginado, perto de uma realidade menor, diminui o impacto, o sofrimento”, afirma.
6 - O convívio antes do casamento prepara o casal para a vida conjugal
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Ao contrário do que indica o senso comum, morar junto para testar se o relacionamento dá certo pode não ser o melhor caminho para a felicidade. De acordo com o estudo do ano passado da Universidade de Denver (EUA), conduzido pelos psicólogos Galena Rhoades, Scott Stanley e Howard Markman, casais que dividem o mesmo teto antes de oficializarem a relação têm mais chances de se divorciar e registram uma percepção de relacionamento menos satisfatória do que os que esperaram pelo grande dia. Para a psicóloga Mariana Chalfon, de São Paulo, um dos motivos pode ser a ausência do ritual. “A passagem que o casamento simboliza tem uma força maior do que as pessoas imaginam. Existe uma mobilização social cheia de símbolos que reforça esse impacto.” De acordo com o estudo, casais que passam a morar junto sem um comprometimento mais enfático com o casamento podem acabar continuando na relação por comodismo. Uma das razões levantadas pela pesquisa é que seria mais difícil terminar o relacionamento quando se divide a mesma casa
antes do casamento. Outro problema subjacente que os pesquisadores encontraram é que casais que precisam “testar” a relação em geral já sabem ter algum problema que pode detonar a relação com o tempo.
7 - Biologicamente, os homens não foram feitos para a monogamia
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Um estudo conduzido pela equipe do geneticista sueco Hasse Walum, do Karolinska Institute, em Estocolmo, aponta o contrário. Ao acompanhar 552 pessoas em relacionamentos bem estabelecidos, descobriu-se que, quanto menos cópias o homem tem de um gene específico, batizado de RS3 334, maior a propensão de viver uma vida satisfeita com a monogamia. O gene funciona da mesma maneira com a capacidade que temos de confiar uns nos outros: quanto menos cópias, mais confiantes, e, quanto mais cópias, mais desconfiados somos. “Mas não faz sentido limitar a discussão ao plano biológico”, explica Lídia Weber, professora de psicologia da Universidade Federal do Paraná. “Evolutivamente, se nosso objetivo fosse apenas espalhar material genético, seríamos todos polígamos.” Boa parte das sociedades não aceita o comportamento em larga escala e a monogamia se tornou uma importante ferramenta de organização social. “Nós, humanos, até temos o desejo da poligamia, mas optamos pela monogamia em prol de um objetivo maior, como a constituição da família”, exemplifica a terapeuta de casais Marina Vasconcellos.
8 - Para os homens, masculinidade se afirma com vigor físico e sexual
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O modelo de homem que exibe sua virilidade por meio do corpo e da sexualidade está caducando. Esses fatores podem ainda ser importantes, mas não são mais suficientes. Um estudo publicado pelo inglês “Journal of Sexual Medicine” feito com 27 mil homens em oito países – incluindo o Brasil – mostrou que fatores como autoconfi ança, firmeza de caráter e controle sobre a própria vida ganharam mais importância na afirmação da identidade masculina. Para sorte das mulheres, esse novo homem está cada vez menos egoísta nos relacionamentos e se preocupa cada vez mais, em todos os planos, com o bem-estar da companheira. Em todas as nacionalidades, boa saúde, uma vida familiar harmoniosa e um relacionamento prazeroso com a esposa ou parceira era mais importante para a qualidade de vida do que preocupações materiais ou puramente sexuais. A antropóloga carioca Mirian Goldenberg, autora de “Toda Mulher é meio Leila Diniz”, comprova que a mudança é bem-vinda. “As mulheres esperam, e até mesmo exigem, que os homens mudem seus comportamentos, no que diz respeito ao relacionamento amoroso, mas também na forma de se vestir e se cuidar”, afirma.
9 - Brigas e críticas minam o casamento
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“Só o amor volta para brigar, para perdoar”, disse Carlos Drummond de Andrade. Apesar de parecer maluquices de poeta, a ideia de que as discussões fazem parte dos relacionamentos saudáveis ganhou respaldo da ciência. Dois estudos da Universidade de Michigan (EUA), de 2008, mostram que brigar pode ajudar a resolver confl itos e aproximar o casal. Quando a raiva é suprimida em nome de uma suposta estabilidade da relação, o que acontece é justamente o contrário. Há, inclusive, consequências físicas para quem opta por abafar os conflitos. O mesmo estudo, que ouviu 192 casais durante 17 anos, apontou que, em relações em que os parceiros não expressam a raiva, a chance de uma morte prematura, devido ao stress, duplica se comparada à de pessoas que expressam seus sentimentos, mesmo que isso resulte em briga. Só não vale todo tipo de briga. “As críticas podem ser feitas, mas têm que ser entendidas como algo que leva ao crescimento. É preciso discutir sem ser intolerante, sem intransigência”, afirma Antonio Carlos Amador Pereira, da Faculdade de Psicologia
da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). O psicólogo arrisca até dizer que esse diálogo pode ficar acalorado. “Desde que não haja violência, seja verbal, seja física.”

A química da diferença de idade

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VITÓRIA
Marco e Regina, juntos há 20 anos, enfrentaram preconceito. Até as amigas se afastaram dela
Os astros americanos Demi Moore e Ashton Kutcher são um dos casais mais pop dos últimos tempos. Juntos há quatro anos, eles não escondem a felicidade da união. Nem a idade. Kutcher é 16 anos mais jovem que Demi. O relacionamento dos atores se tornou ícone de uma tendência crescente e comprovada por pesquisas no Brasil e no Exterior: romances em que as mulheres são mais velhas do que os homens estão em alta como nunca (leia quadro). Uma vitória contra o preconceito e a favor da diversidade nas relações. A tevê também começa a refletir positivamente sobre esse fenômeno social e cultural. Um dos seriados de maior sucesso da tevê nos Estados Unidos atualmente é “Cougar Town”, que estreou em setembro na rede ABC. A atriz Courtney Cox faz o papel de uma quarentona divorciada que descobre que os jovens a acham atraente. O seriado, dizem os críticos, tem o mérito de apresentar uma mulher bonita e confiante, que busca uma relação estável, não uma aventura. É o contrário do papel explorado até então, em que as senhoras maduras envolvidas com rapazes são criaturas desesperadas, que conseguem companhia graças ao dinheiro. “O que se via na mídia não refletia quem são essas pessoas na vida real”, diz Linda Franklin, autora do livro “Don’t Ever Call Me Ma’am! The Real Cougar Woman Handbook” (“Nunca Me Chame de Mamãe! O Manual da Verdadeira Pantera”). E o que torna esses relacionamentos tão atraentes? Justamente o perfil da mulher moderna. A medicina é sua maior aliada, garantindo longevidade, saúde e beleza. Com o mercado profissional conquistado, não depende de ninguém para seu sustento.
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TROCA
Renata admira a garra de Filipo. Ele diz que aprendeu com ela a ser menos ansioso e mais ponderado
A idade lhe trouxe segurança e equilíbrio para lidar com os problemas. Sexualmente é liberada, se permitindo buscar o prazer sem constrangimentos. “A única coisa que ela deseja é conquistar o que for bom emocionalmente”, diz Claudya Toledo, diretora da A2 Encontros,  agência de relacionamentos. Tanta vitalidade e confiança encantam os rapazes. “Os mais velhos também são considerados por elas machistas e individualistas”, diz a psicanalista Dorli Kamkhagi, mestre em gerontologia. “Enquanto o jovem está disposto a conhecer um mundo novo.” A escritora Renata Rode, 33 anos, sempre namorou homens mais velhos. Não esperava se apaixonar por alguém que saísse do padrão, até conhecer o gerente comercial Filipo Saliba, 28 anos. Um amigo em comum os colocou em contato. “Quando ele disse a idade no primeiro encontro, quase não acreditei, por causa da sua maturidade”, lembra Renata. Ela diz que admira Filipo pela garra em alcançar objetivos. Ele afirma que a experiência da namorada o ajuda a enfrentar com menos ansiedade os problemas. “Renata me ensinou a ponderar na hora de tomar decisões.” Mas, apesar dos bons ventos de mudança, comprovados por pesquisas e numerosos casais felizes, nem sempre assumir um relacionamento assim é fácil. A numeróloga Regina Maura, 61 anos, enfrentou a resistência da família quando começou a namorar o webdesigner Marco Antonio Fonseca, 52 anos, há duas décadas. “Minha mãe achava uma vergonha”, conta. Amigas chegaram a se afastar de Regina, dizendo que um dia Marco a abandonaria. Ele também foi alvo de situações constrangedoras.


por:Suzane G. Frutuoso

Água só para a primeira classe

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BONS TEMPOS
No passado, as empresas aéreas ofereciam refeições completas
Deveria ter sido um retorno tranquilo. O brasileiro Tales Elias, 12 anos, estava feliz. Acabara de passar uma semana nos parques temáticos Disney World, em Orlando, nos Estados Unidos. Tinha uma porção de histórias divertidas para contar. Mas os dias de fantasia logo ficaram para trás. Tales levou um choque de realidade ao botar os pés no avião, numa quarta-feira de fevereiro. “Mãe, quero água.” Ao ouvir o pedido do filho, a executiva Jô Elias, 42 anos, notou que o pai de uma garotinha que também tinha sede já havia chamado a aeromoça. Constrangida, a funcionária afirmou que o tempo de viagem até Miami seria curto e que, por isso, não haveria serviço de bordo. “É só um copo d’água. Isso é um absurdo”, reagiu Jô. “Também acho. Mas, infelizmente, a situação é essa”, respondeu a aeromoça da American Airlines. No meio do burburinho, alguém cedeu uma garrafa para a garotinha. Tales continuou sedento até que um escocês foi ao fundo da aeronave argumentar com a tripulação. Assim que ele voltou, a aeromoça surgiu com um copinho plástico d’água na mão. Jô fez dez viagens nacionais e internacionais apenas no ano passado. Apesar de estar habituada ao atendimento cada vez mais mófotodico das companhias aéreas, se surpreendeu com a saia-justa. Em nota enviada à ISTOÉ, a American Airlines afirma que o tempo dos voos de curta duração – como o de Orlando a Miami (35 minutos) – “torna impossível que os comissários ofereçam o serviço (de bordo) com segurança” na classe econômica.
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E que está “investigando” o ocorrido com a família Elias. “Muitas companhias não oferecem serviço de bordo. Mas, normalmente, os passageiros são avisados e os que quiserem bebidas podem retirá-las nos galleys (espécie de despensa do avião)”, diz Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas. Graziella lembra que, “nos tempos áureos da aviação brasileira”, serviam-se suco, refrigerante e até cafezinho nos voos entre Brasília e Goiânia – num trecho de 15 minutos. Nas décadas de 80 e 90, a Transbrasil servia feijoada em certos voos no horário do almoço. Sob o pretexto de baratear as passagens, muitas companhias cobram pelos lanches consumidos a bordo. Recentemente, a Continental Airlines aderiu à prática. Na semana passada, em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, a nova vicepresidente de mercado da Gol, Cláudia Pagnano, disse que o serviço de bordo pago, que já existe em 42 trechos operados pela empresa, será estendido a 500 voos. Além da alimentação, itens que anteriormente eram gratuitos, como travesseiros e cobertores, já são taxados por algumas companhias. Em 2009, a irlandesa Ryanair cogitou cobrar cerca de R$ 3 pelo uso dos banheiros e provocou uma polêmica internacional ao propor um estudo para que os passageiros pudessem viajar de pé. Há ocasiões em que a Ryanair oferece voos de Dublin a Paris por R$ 20. Em compensação, o passageiro é obrigado a pagar uma série de taxas, como para despachar uma única mala ou por levar um bebê no avião – mesmo que seja no colo.


A volta do terror

 


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O declínio do terrorismo e de sua expressão máxima – a rede Al-Qaeda –, defendido até poucos meses atrás pelas principais agências internacionais de inteligência, acaba de revelar-se uma quimera. A sucessão de ataques à bomba registrados na Rússia na semana passada mostrou que o terror continua enraizado no mundo. Sem hierarquia global, células dormentes de grupos autônomos entram em atividade quando menos se espera. “A renovação dos ataques na Rússia foi uma surpresa, pois uma certa calma havia se estabelecido no país”, afirma o bielo-russo Alexander Zhebit, coautor de “Neoterrorismo: Reflexões e Glossários” e doutor em história de relações internacionais. “Mas o terror não tem um centro de comando. Cada grupo age de acordo com a doutrina da violência, que é a doutrina do terrorismo.”
O cientista político Gunther Rudzit, ex-assessor do Ministério da Defesa, concorda, lembrando que as células espalhadas pelo mundo se renovam, a despeito da prisão ou morte de lideranças terroristas. Seguem, na prática, uma dinâmica de oscilação. “Quando há um atentado, as autoridades reforçam as medidas de defesa e segurança. Mas ninguém consegue manter esse nível de prontidão e monitoramento por muito tempo. Quando há um relaxamento, os terroristas voltam a atacar”, pondera Rudzit. Muitos grupos usam o nome da Al-Qaeda sem nem mesmo pertencer diretamente à organização. Conseguem, no entanto, atingir a meta de chamar a atenção para a causa que defendem.
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Nos últimos tempos, o terrorismo deu sinais de que estava prestes a despertar. Cinco dias antes das explosões no metrô de Moscou, o líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden, ameaçou os americanos em áudio divulgado pelo canal árabe Al-Jazeera. Disse que haveria retaliação, caso Khalid Sheikh Mohammed, acusado de planejar os ataques de 11 de setembro de 2001, fosse executado pelos Estados Unidos. A mensagem de Bin Laden foi antecedida por duas tentativas frustradas de ataque. No Natal, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab tentou sem sucesso explodir um voo com destino à cidade americana de Detroit. No final de fevereiro, forças de segurança da Espanha desbarataram um plano terrorista do grupo separatista bas­co ETA, na cidade de Óbidos. No esconderijo dos etarras foram encontrados mais de 300 quilos de explosivos e componentes químicos.
Na Rússia, os atentados à bomba no metrô de Moscou, executados por duas mulheres-bombas na manhã da segunda-feira 29, foram seguido, dois dias depois, por novos ataques suicidas na República Autônoma do Daguestão, no norte do Cáucaso. As explo­sões ocorreram pró­ximo a escritórios do Ministério do Interior e do Serviço Fe­deral de Segurança (FSB, o antigo KGB, o serviço secreto russo). No total, 51 pessoas morreram. O alvo, porém, não era a população, mas o governo do presidente Dmitri Medvedev. Isso ficou evidenciado na quarta-feira 31, quando Doku Umarov, líder de militantes islâmicos da Chechênia, reivindicou a autoria do ataque. Em comunicado divulgado pela internet, Umarov disse que a ação foi um “ato de vingança” pelo assassinato de civis por parte de forças de segurança russas. “Unidades do FSB e do Ministério do Interior assassinaram no início de março Said Buryatsky, um dos líderes ideológicos da resistência armada no norte do Cáucaso. Por isso a reação”, explica o historiador checheno Mairbek Vatchagaev, da Jamestown Foundation, centro de estudos de terrorismo sediado em Washington.
“Estamos vivendo uma guerra não declarada”, acredita o historiador Yuri Prestes, filho de Luís Carlos Prestes que vive em Moscou e dirige o escritório russo da Apex, a agência brasileira de promoção de exportações. Apesar de os atentados terem pego de surpresa a população e o governo, Yuri avalia que ações como essas são previsíveis. “Desde 1999 – quando 118 pessoas morreram num atentado de separatistas chechenos –, ocorreram diversos ataques em outras regiões do país e, como a situação de conflito não é resolvida, não há cessar-fogo”, afirma. Uma das peculiaridades do terrorismo na Rússia é o grupo Viúvas Negras, formado por mulheres cujos irmãos, pais e outros parentes morreram em combate contra forças do governo. Para Zhebit, porém, o papel dessas mulheres, também chamadas shaheedas, é exagerado, visando convertê-las em mito. “Elas seriam movidas pelo sentimento de vingança, mas também sofrem uma pressão psicológica muito dura”, diz. “Tanto que, nos atentados de Moscou, ambas foram acompanhadas até as estações.”
Ao contrário dos extremistas do Oriente Médio, movidos pelo fanatismo religioso, os terroristas que atacaram a Rússia têm aspirações separatistas. De qualquer forma, convicto de que o caso russo é um problema global, o presidente americano, Barack Obama, declarou apoio imediato ao colega russo Medvedev. Para o especialista em segurança Salvador Raza, consultor do governo Obama, o mundo não aprendeu a lição deixada pelo 11 de setembro. Investiu demais em segurança, mas relegou questões fundamentais que estão na origem do terror. “As reais causas do terrorismo não foram combatidas”, diz Raza. Entre essas causas, ele aponta os processos de exclusão, opressão e marginalização em pelo menos sete diferentes dimensões: humana, econômica, energética, territorial, tecnológica, informacional e ambiental.

por:Claudio Dantas Sequeira e Luiza Villaméa
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ANP: preço médio do etanol cai em 13 Estados


Os preços médios do etanol hidratado nos postos brasileiros recuaram em 13 Estados na semana passada, encerrada em 3 de julho, de acordo com dados coletados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e compilados pelo AE Taxas, da Agência Estado. Em São Paulo, maior produtor e consumidor nacional do combustível, a queda foi de 0,55%. As cotações médias subiram em dez Estados e ficaram estáveis no DF, Amapá, Pará e Rondônia.

Na média geral de preços, o etanol segue mais vantajoso para o consumidor que a gasolina. Segundo a ANP, o preço do etanol ficou em R$ 1,528 na semana passada, ante R$ 1,529 na semana anterior, na média do País. Em relação à média do preço da gasolina, que recuou de R$ 2,537 para R$ 2,536 por litro, o preço do etanol equivale a 60,25% do preço do combustível de petróleo. Ou seja, o preço do etanol ainda está 13,93% abaixo dos 70% que representam o ponto de equilíbrio com a gasolina, o que torna o álcool mais competitivo no preço médio.

por:Gustavo Porto

Cultura lembra 30 anos da morte de Vinicius de Moraes


O programa "Mosaicos", da TV Cultura, apresenta, na madrugada de hoje para amanhã, à 0h30, uma homenagem a Vinicius de Moraes (1913-1980). Nesta sexta-feira, dia 9, completam-se 30 anos da morte do poeta e compositor.

O programa, que relembra a vida de Vinicius, tem imagens de arquivo com números musicais e depoimentos inéditos. Amigos como Carlos Lyra, Toquinho e o diretor Fernando Faro participam do tributo.

Margareth Menezes, Anna Luisa e Paula Mirhan interpretam clássicos de Vinicius, como "Eu Não Existo Sem Você" (Tom Jobim/Vinicius de Moraes), "Você e Eu" (Carlos Lyra/ Vinicius de Moraes), "Valsinha" (Vinicius/Chico Buarque), "Regra Três" e "Tarde em Itapuã" (Toquinho e Vinicius).

O programa tem narração de Rolando Boldrin. No último dia 22, o presidente Lula sancionou uma lei que torna Vinicius de Moraes Ministro de Primeira Classe da Carreira de Diplomata. Em 1968, ele fora obrigado a se aposentar compulsoriamente do cargo por causa do Ato Institucional n.º 5.

As novas regras da linguagem

CONVERSAR É BOM. OU, PELO MENOS, FOI BOM UM DIA. Nesta era em que todos estão conectados o tempo inteiro, a comunicação parece ter migrado das cordas vocais para a ponta dos dedos. Veja, por exemplo, o fato de você, muitas vezes, preferir mandar um torpedo a deixar uma mensagem de voz no celular. Ou tuitar sobre o novo bar que visitou em vez de fazer a secular propaganda boca a boca. Ou flertar pelo Facebook, relegando o tête-à-tête a sabe-se lá que plano. Não estranhe. São coisas do universo digital, onde os números são sempre superlativos. Segundo o instituto Ibope Nielsen Online, cerca de 26 milhões de brasileiros navegam por mês no Orkut. No Twitter, são 10 milhões. O Facebook recebe em média 9,5 milhões de usuários do Brasil. Ao que tudo indica, somos uma multidão de tagarelas mudos. E o pior é que nos julgamos fluentes nesse tipo de comunicação. Ledo engano. “Olhamos o que os outros fazem e experimentamos fazer o mesmo”, afirma Naomi Baron, linguista da Universidade Americana, em Washington, nos Estados Unidos. “Não há regras de verdade”, completa. Até agora.

Macho também tem hormônios...

Você deve se lembrar da adolescência, quando os hormônios sexuais ferviam pelo corpo. Ou do último acesso de choro de sua namorada... Mas se você se julga imune ao caos hormonal porque A) não é mais um adolescente ou B) é homem, reveja suas teorias. O fato é que, se você soubesse como o mau funcionamento dos hormônios atrapalha sua vida, você choraria como sua namorada. Quando estão desequilibrados, eles fazem você armazenar gordura, comer mesmo sem fome e até perder a capacidade de combater o estresse. Sem falar no risco aumentado de desenvolver diabetes, perder o sono e também as ereções. A realidade é que muita coisa pode dar errado. Use nosso guia e faça seus hormônios trabalharem pelo seu bem-estar.
> HORMÔNIOS DO ESTRESSE:
   CORTISOL E ADRENALINA
Defender-se de um rottweiler feroz ou de um cliente furioso provoca a mesma resposta no seu organismo: o hipotálamo enche seu sangue de hormônios, como cortisol e adrenalina, para colocar você em ação. "Esses hormônios agem como um sistema de alarme no seu corpo", explica a endocrinologista Vivian Fonseca, da Universidade de Tulane (EUA). Eles fazem com que seu coração bata mais rapidamente e dilatam seus tubos bronquiais para levar oxigênio ao cérebro e manter você alerta. Eles também liberam gordura e glicose na corrente sanguínea para fornecer energia nessa situação de emergência. "O cortisol ainda equilibra a retenção de sal, não deixa o organismo eliminar muita água nem a pressão cair", completa Maria Ângela Zaccarelli Marino, professora da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo. Definitivamente, não é pouca coisa.

Por: POR SOFIA SOLVES E HEATHER HURLOCK


Refresco para a mente

VERDADE SEJA DITA: PIMENTA PODE SER UM REFRESCO PARA VOCÊ. Sim, ela melhora o humor. Não, isso não é piada. Enquanto muita gente acredita que esse tempero machuca o estômago, pesquisadores britânicos comprovaram que ele funciona quase como um antidepressivo. Um estudo feito pelo governo da Inglaterra, chamado Projeto Comida e Humor, revelou que alguns alimentos fazem maravilhas à saúde mental. Cerca de 200 pessoas seguiram uma dieta com bastante pimenta e os pesquisadores notaram que 26% dos participantes tiveram uma melhora na instabilidade emocional e na ansiedade e 24% na depressão. A explicação é que a capsaicina, responsável pela ardência, faz com que o cérebro libere endorfinas para compensar o desconforto. Daí o bem-estar. Outra explicação para o poder das pimentas é o fato de elas terem ácido fólico e vitamina C. "Esses componentes são eficazes para restabelecer as energias e exterminar a depressão", afirma o nutrólogo Durval Ribas, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.
A pimenta é também um aliado nos dias frios. Até pequenas doses aumentam a temperatura corporal e ajudam na perda de peso. A responsável pelo feito também é a capsaicina, que acelera o metabolismo e reduz o apetite. Para otimizar os benefícios, siga o conselho de Alan Hirsch, diretor de neurologia da Fundação de Pesquisa e Tratamento de Odores e Sabores (EUA): "Enfrente as pimentas fortes - quanto mais ardida, mais poderosa". A seguir, saiba como usar esse tempero em diversas receitas. É diversão garantida!

Por: POR MARJORIE ZOPPEI


Ataque aéreo mata dois líderes das Farc e outros onze rebeldes

Guerrilheiros tentavam retomar área estratégica próxima à costa caribenha


Ingrid Betancourt comemora o segundo aniversário de 
seu resgate, ao lado de sua filha, membros do Exército colombiano e 
policiais, em 2 de julho, em Bogotá. Ingrid Betancourt comemora o segundo aniversário de seu resgate, ao lado de sua filha, membros do Exército colombiano e policiais, em 2 de julho, em Bogotá. (AFP)
Um ataque aéreo matou treze integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), entre eles, dois líderes da organização. Conforme divulgou nesta quarta-feira a rede BBC, os guerrilheiros foram bombardeados enquanto tentavam retomar uma área de montanhas estratégica, próxima à costa caribenha.

Nesta quarta-feira, os aviões da Força Aérea Colombiana bombardearam um acampamento de rebeldes em Montes de Maria, na província caribenha de Bolívar, onde os guerrilheiros tentavam restabelecer sua presença. De acordo com fontes da Inteligência colombiana, o número dois das Farc, Ivan Márquez, teria sido o responsável por enviá-los à missão.
Márquez, que estaria vivendo na Venezuela, faz parte do grupo de sete pessoas conhecido como Secretariado, que comanda a organização. Ele é o chefe da Frente Internacional dos rebeldes, que cuida das relações internacionais do grupo.

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, afirmou que a ação militar foi um "recado" para Márquez e contra os planos das Farc de retomar o controle sobre algumas áreas da Colômbia. Uribe enviou uma mensagem ao líder, a quem ele chamou de "diplomata do terror". "Nós sabemos onde está Ivan Márquez", disse o presidente, que fez da guerra contra a organização o marco de seus dois mandatos no governo.

Irã admite efeito de sanções. E anuncia teste final em usina

Para o país, as punições podem retardar o programa, mas não vão pará-lo

O chefe da Organização de Energia Atômica da República Islâmica, Ali Akbar Salehi, admitiu nesta quarta-feira que as sanções da ONU podem atrasar seu programa nuclear, apesar de não serem capazes de pará-lo. A declaração acontece no mesmo dia em que o país anuncia que sua primeira usina nuclear deve ser lançada até o fim de setembro, após um importante teste final realizado em seu reator.

Salehi afirmou nesta quarta-feira que as sanções do Conselho de Segurança da ONU podem ter algum efeito e retardar o progresso do seu programa nuclear. É a primeira vez que o regime de Teerã admite que as medidas podem ter efeito. "Não podemos dizer que as sanções não têm efeito", disse. "Talvez elas retardem o trabalho, mas não vão pará-lo, isso é certeza."

Um sinal da determinação iraniana foi o anúncio sobre o lançamento da sua primeira usina nuclear, também nesta quarta-feira. "Alcançamos o ponto sem volta e o caminho está aberto para que o reator comece a funcionar", disse Salehi. Ele acrescentou que testes foram realizados na planta e que foram os últimos antes do início das operações.

A declaração sugere que uma disputa entre Teerã e Moscou, iniciada em maio sobre a imposição de novas sanções contra o Irã. A Rússia concordou em construir o reator de 1.000 megawatts há 15 anos, mas os atrasos têm perseguido o projeto de 1 bilhão de dólares.

(Com agências Reuters)

Inflação oficial fica estável em junho no menor nível em quatro anos

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou estável em junho, em 0,0%, ante 0,43% em maio, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação oficial usada pelo governo atinge seu menor índice mensal desde junho de 2006, quando houve deflação de 0,21%.

Com o resultado, o IPCA acumulou altas de 3,09% no semestre e de 4,84% nos 12 meses encerrados no mês passado. O índice engloba a variação de preços para famílias com rendimentos mensais de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas principais áreas urbanas do país.

O IPCA também é o índice oficial utilizado pelo Banco Central (BC) para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta de inflação para 2010 foi estabelecido em 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

INPC - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que apura o movimento de preços para famílias com rendimento mensal de 1 a 6 salários mínimos, registrou deflação de 0,11% em junho. No ano, o INPC acumula alta de 3,38% e, em 12 meses, de 4,76%. O INPC é utilizado em geral para os reajustes salariais.
(Com Agência Estado)

Mundo não acaba em 2012

Textos maias não mencionam apocalipse daqui a dois anos, diz cientista

O mundo deverá passar ileso pelo ano de 2012, a julgar pelas declarações de Carlos Pallán, diretor do Acervo Hieróglifo e Iconográfico Maya do Instituto Nacional de Antropologia e História do México. Há alguns anos lendas dão conta de que os povos maias teriam deixado provas de que a vida no planeta se findaria em 2012 - a história deu à luz até um nome, de título homônimo.
Para Pallán, Em nenhum dos 15 mil textos existentes dos antigos maias está escrito que em 2012 haverá grandes cataclismos. O cientista disse que estas versões apocalípticas foram geradas em publicações esotéricas nos anos 1970, que assinalavam o fim da civilização humana para 2012, data que coincide com o décimo terceiro ciclo no calendário maia, no dia 21 de dezembro.
“Os maias jamais mencionam que o mundo vai acabar, jamais pensaram que o tempo terminaria em nossa época, o que nos reflete à consciência que alcançaram sobre o tempo, a partir do desenvolvimento matemático e da escritura”, destacou.
Pallán ainda explica que a data correta para o final do ciclo é 23 de dezembro de 2012 - e não 21, como vem sendo veiculado.
Na pior das hipóteses, caso as observações do cientista estejam erradas, teremos dois dias a mais de vida no planeta.

(com agências internacionais)

Avião solar inicia voo noturno histórico

Solar Impulse decola com o piloto Andre Borschberg de 
um aeródromo na Suíça Solar Impulse decola com o piloto Andre Borschberg de um aeródromo na Suíça (AFP)
O avião Solar Impulse, alimentado exclusivamente por energia solar, alçou nesta quarta-feira seu voo histórico. A aeronave decolou no início da manhã de um aeródromo na Suíça para um voo de 25 horas - um teste para verificar a capacidade do aparelho de voar à noite, após ter as baterias carregadas durante o dia.

O Solar Impulse, que fez seu primeiro voo em 7 de abril e já realizou outros dez desde então, precisa de tempo bom para voar - pouco vento, para não perder estabilidade -, pouco peso e sol abundante para carregar as baterias através de seus painéis solares. As asas da aeronave têm uma envergadura igual às de um Airbus A340 (63,40 metros), mas o aparelho pesa apenas 1.600 quilos.

O avião tem como única fonte de energia 12.000 células fotovoltaicas que cobrem suas asas e alimentam os quatro motores elétricos, com potência de 10 CV. Também permitem recarregar as baterias de lítio polímero de 400 quilos.

O aparelho demonstrou funcionar bem durante o dia. Agora precisa ser aprovado no teste noturno, para testar a capacidade das baterias de serem carregadas suficientemente durante o dia e alimentar o avião durante horas sem sol.
(Com agência France-Presse)

Lindsay Lohan é condenada a 90 dias de prisão e recebe apoio de diretor

Lindsay chora e olha para sua advogada, Shawn Chapman 
Holley , ao ouvir a sentença de prisão Lindsay chora e olha para sua advogada, Shawn Chapman Holley , ao ouvir a sentença de prisão (AFP)
"Eu não levo minha condicional na brincadeira. Se não a cumpri corretamente foi por causa do meu trabalho, da minha carreira, pela qual trabalhei minha vida toda”, disse Lindsay.
Condenada a 90 dias de prisão na terça-feira, a atriz Lindsay Lohan recebeu o apoio de Matthew Wilder, o diretor de seu mais novo trabalho: Inferno, filme em que interpreta a atriz pornô Linda Lovelace. A temporada de Lindsay atrás das grades vai atrasar bastante a produção do longa, mas não há qualquer chance da atriz ser cortada do elenco, garantiu Wilder.

“Nós estamos orgulhosos de poder contar com uma memorável atriz como Lindsay em nosso filme”, disse o diretor. “Nossa equipe está 100% com ela”. A sentença ainda impedirá a atriz de promover o longa Manchete, de Robert Rodriguez, que estreia nos cinemas americanos em setembro. A Fox, produtora do filme, não quis se pronunciar sobre a condenação da atriz.

Já acostumada a se envolver em escândalos, Lindsay voltou ao tribunal na terça-feira para uma audiência sobre sua liberdade condicional. A juíza Marsha Revel já havia dado avisos repetidos a ela para que levasse sua condicional a sério. Lindsay, porém, não deu muita bola: deixou de assistir às aulas de educação antialcoolismo, uma imposição que recebeu após ser presa, em 2007, por dirigir sob efeito de álcool e cocaína.

Lindsay passou 84 minutos na prisão naquele ano, como parte de sua sentença, e recebeu a condicional de três anos, estendida por mais um ano em outubro de 2009, depois de a atriz faltar a algumas aulas de educação para combate ao alcoolismo. Revel emitiu dois mandados breves de prisão, em maio e junho de 2010, contra Lohan. O primeiro quando ela faltou a uma audiência de revisão de sua condicional, alegando ter perdido seu passaporte no festival de cinema de Cannes, e o segundo, quando a tornozeleira de monitoramento de álcool da atriz se desprendeu, após a festa do MTV Movie Awards.

Ao ouvir a decisão da juíza, Lindsay chorou e implorou para não ir para a cadeia: “Eu não levo minha condicional na brincadeira. Se não a cumpri corretamente foi por causa do meu trabalho, da minha carreira, pela qual trabalhei minha vida toda”.

A juíza Marsha Revel não se comoveu – pelo contrário – disse que não acreditava que houvesse sinceridade no pedido de desculpas da atriz. Revel disse que Lindsay se comportava como alguém que “trai o parceiro mas finge que aquilo não é uma traição a menos que seja pego”.

Justiça autoriza prisão temporário de Bruno

Dayanne Rodrigues deixa o escritório de seu advogado, 
Ércio Quaresma, no Barro Preto, em Belo Horizonte, na terça-feira Dayanne Rodrigues deixa o escritório de seu advogado, Ércio Quaresma, no Barro Preto, em Belo Horizonte, na terça-feira (AE)
A Justiça do Rio de Janeiro aceitou, nesta quarta-feira, o pedido de prisão temporária do goleiro Bruno, do Flamengo, feito na noite de terça pelo Ministério Público. O jogador ainda não foi encontrado pelos policiais. Por volta das 8h, agentes entraram na residência dele, no Recreio dos Bandeirantes, e saíram 15 minutos depois - segundo a polícia, o goleiro não estava em casa. A delegada Alessandra Wilke, que preside as investigações, está no Rio, acompahando o decreto de prisão. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, foram expedidos oito mandados de prisão pela Justiça mineira, entre eles, mais dois contra Bruno e Macarrão, além da mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues Souza.
Mais cedo, Dayanne foi presa em Belo Horizonte. A prisão é temporária. Ela deve ser levada para a Penitenciária da Gameleira, na capital mineira. Dayanne estava com depoimento marcado para 14h. Ela contou à polícia ter recebido o menino Bruninho com um pedido do jogador para cuidar temporariamente da criança. Ela teria deixado o bebê com uma mulher em Ribeirão das Neves quando foi avisada, por amigos do goleiro, que a polícia iria ao sítio.
O promotor Homero das Neves Freitas Filho pediu à Justiça, no fim da noite de terça, a prisão temporária - por cinco dias - de Bruno de seu amigo e funcionário, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. Os dois são suspeitos da morte da jovem Eliza Samudio. A situação do jogador se complicou a partir do depoimento de um menor de 17 anos que afirmou, na Delegacia de Homicídios do Rio, que Eliza está morta. O jovem confessou ter participado do sequestro e assumiu ter dado uma coronhada, com uma pistola, em Eliza, que a fez sangrar e ficar desacordada. Ele enegou, no entanto, que tenha matado a ex-amante do jogador. A prisão de Macarrão também foi decretada.
O sumiço de Eliza Samudio passou a ser tratado oficialmente como assassinato pela polícia de Minas Gerais, que conduz o inquérito. Os investigadores mineiros encararam com cautela a versão apresentada pelo menor, mas admitem que não há mais razão para acreditar que seja possível dissociar Bruno dos crimes de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver. O Ministério Público acolheu a solicitação da Divisão de Homicídios fluminense e o pedido, então, foi encaminhado ao plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio. Ao deixar a delegacia, o promotor Homero Neves afirmou que o depoimento do menor é "crível, consistente". A mãe de Eliza deve desembarcar ainda esta manhã em Belo Horizonte, vinda de Campo Grande. Ela vai prestar depoimento e colher material para conferir o DNA do sangue encontrado no carro e no sítio do jogador.

O adolescente seria um primo de Bruno e foi detido na casa do jogador, no Recreio dos Bandeirantes. O depoimento foi encaminhado à Delegacia de Homicídios de Contagem, onde corre o inquérito sobre o sumiço de Eliza. O jovem teve apreensão pedida pela polícia à Justiça e deve ser encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). A polícia chegou até ele a partir de informações dadas por um parente à Rádio Tupi.

A história apresentada pelo adolescente é reveladora, mas não serve, ainda, para esclarecer a trajetória e o grau de envolvimento dos muitos personagens da trama - além do próprio Bruno e de seu braço-direito e amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. Para as polícias do Rio e de Minas, a versão segundo a qual o jovem teria agredido Eliza ainda é "cheia de contradições". O garoto conta que, junto com Macarrão, foi buscar Eliza em um hotel na Barra da Tijuca no dia 6. Armado, ele permaneceria atrás do banco da Land Rover de Bruno, enquanto Macarrão conduzia Eliza e o menino Bruninho, de quatro meses, até o sítio do jogador, em Esmeraldas. No meio do caminho, segundo relatou o menor, Eliza teria se assustado ao descobrir que o adolescente estava no carro. Houve discussão e o garoto, então, desferiu três coronhadas na cabeça da vítima. Eliza sangrou, ficou desacordada. “Mas não morreu ali”, disse à polícia.

Duas linhas em um celular

BRUNO FERRARI


O Brasil tem 180 milhões de celulares, segundo a Anatel. Isso não quer dizer que 180 milhões de brasileiros tenham aparelhos. Há muita gente que possui dois aparelhos, um para atender a família e os amigos e outro para os contatos de trabalho. Há também quem não suporte a ideia de ficar incomunicável – e por isso tem, no bolso, dois modelos, um de cada operadora, caso uma das redes entre em colapso. Testamos o LG GX200, uma alternativa para quem se incomoda de carregar dois aparelhos. Ele funciona com dois chips simultaneamente (tem lugar para ambos embaixo da bateria). Para alternar entre as duas linhas, basta apertar um botão na lateral, sem necessidade de desligar o aparelho. Na hora de receber a chamada, o usuário sabe pela cor da luz (azul e rosa) qual linha está tocando. Como aparelho, ele é um celular simples: câmera de 1,3 MP, tocador de MP3 e rádio FM. Tem também navegador para acessar a internet. Mas a conexão não é 3G. Custa R$ 429 desbloqueado, um bom preço.
  DivulgaçãoPONTOS FORTES Os slots para dois SIM cards e a bateria, que durou uma semana 

PONTOS FRACOS 
Câmera de apenas 1,3 MP e conexão 2G

A Copa que cabe no bolso

LUCIANA VICÁRIA, THIAGO CID E RAFAEL PEREIRA
montagem sobre fotos Sang Tan/AP e divulgação
O cientista Antônio Fonseca, de 32 anos, passa dez horas por dia estudando as propriedades que compõem as fibras das bolas oficiais de futebol. Ele sonhava ser jogador de futebol, mas se tornou engenheiro de materiais – sem abandonar a paixão pela bola. Fonseca vai assistir aos jogos do trabalho – como boa parte dos 193 milhões de torcedores –, mas não se imagina perdendo um lance de gol.
A poucos dias do início da Copa, tem duas certezas. A primeira é que o hexa é nosso. A segunda é que ninguém, nem mesmo seu chefe, irá impedi-lo de assistir aos jogos da Seleção. Fonseca comprou na última semana dois aparelhos portáteis que recebem sinal de TV digital, uma TV de 3,5 polegadas e um celular. Já tem a Copa no bolso.
Os jogos acontecerão no horário de expediente – o mais cedo às 8 horas e o mais tarde às 15 horas. É por isso que muitas empresas decidiram não dispensar seus funcionários. Em muitas, haverá aquela parada ritual e coletiva para ver as partidas. Nas empresas em que isso não acontecer, o sinal de TV digital captado pelos portáteis pode ser uma solução clandestina. “Dá para ver o jogo no banheiro, com celular e fone de ouvido”, diz Fonseca.
É a primeira vez que a Copa do Mundo poderá ser vista ao vivo em aparelhos móveis, como celular, TVs portáteis e GPS. “Tudo isso só foi possível com as transmissões de TV digital aberta”, afirma Marcelo Zuffo, professor de meios eletrônicos e interativos da Universidae de São Paulo (USP). Todos os aparelhos portáteis no quadro abaixo já têm essa tecnologia. Os mais vendidos pela internet e em lojas de eletroeletrônicos são os minirreceptores (que transformam os laptops em televisão), os GPS com TV e as próprias mínis TVs. O mais barato é o receptor de TV digital (cerca de R$ 100). Sozinho, ele não faz nada. Mas plugado a um laptop ou desktop (pela porta USB) dá acesso à TV digital.
Ainda são poucos os modelos de celulares com TV digital, capazes de captar os sinais de TV aberta. Boa parte deles oferece apenas a transmissão de jogos via internet. A qualidade da imagem é boa, mas paga-se por isso. O tempo de conexão será calculado do pacote de dados. É uma boa alternativa para ver os gols ou os melhores momentos, mas é inviável para quem quer ver a partida inteira. O sinal de TV digital é gratuito – por isso, os celulares que já vêm com receptores embutidos não cobram dos clientes pelas transmissões. São um bom negócio durante a Copa.
Apesar de se popularizar em ritmo acelerado, a TV digital para portáteis ainda tem suas limitações. A primeira delas é a cobertura, restrita às áreas metropolitanas. Nelas, a tecnologia permite que as pessoas vejam TV em movimento sem interrupções. Mas a imagem tem baixa resolução, só é boa em telas pequenas.
Tudo com TV digital Celulares, TVs de bolso, GPS e outros portáteis permitem ao torcedor assistir aos jogos em qualquer lugar 

TVS DE BOLSO 
 Divulgação Pocket TV 
TELE System 
R$ 500 
Características:
 a bateria dura cinco horas. Dá para ver o jogo, a prorrogação e os pênaltis. Funciona como tocador digital e álbum de fotos 
Ponto forte: permite gravar até cinco horas (vem com cartão de 2 GB) 
Pontos fracos: as imagens gravadas só podem ser reproduzidas no aparelho de 3,5 polegadas. O som é baixo sem fone de ouvido
 Divulgação Live 
Multilaser 
R$ 400
 
Características: ótima qualidade do som e da imagem 
Ponto forte: além da TV de 3,5 polegadas, reproduz músicas, vídeos e funciona como e-book 
Ponto fraco: a bateria, que dura apenas 2,5 horas
 Divulgação TDP-200 
TecToy 
R$ 400 
Características:
 TV de 3,5 polegadas que grava e transfere arquivos para o computador 
Ponto forte: é leve (275 gramas), tem miniantena retrátil e antena externa 
Ponto fraco: A bateria, de apenas duas horas

PORTÁTEIS 
 Divulgação GPS 7100 
TELE System 
R$ 1.700 
Características:
 é um navegador com TV digital móvel que permite ouvir o som pelos alto-falantes do carro 
Ponto forte: a tela de 7 polegadas, o dobro das TVs portáteis convencionais 
Ponto fraco: não pega nas estradas e fora da área metropolitana
 Divulgação Receptor Connect TV 
AOC 
R$ 159 
Características:
 é um receptor de TV digital de bolso que pode ser plugado ao laptop ou desktop 
Ponto forte: vem com um software que grava e permite pausar a transmissão ao vivo 
Ponto fraco: a imagem fica distorcida em monitores grandes
 Divulgação Vaio P 
Sony 
R$ 4 mil 
Características:
 é um notebook com TV digital integrada que não precisa de receptor ou antena externa 
Pontos fortes: o mais leve do mundo (604 gramas), tem câmera e microfone integrados para videoconferências, memória de 2 GB, tela de 8 polegadas e bateria que dura 3,5 horas 
Ponto fraco: A imagem fica um pouco distorcida por causa do tamanho da tela

CELULARES E AFINS
 Divulgação Scarlet Phone II 
LG 
R$ 700 
Características:
 tela grande (3 polegadas) e receptor de TV digital embutido 
Pontos fortes: grava até dez horas de vídeo e vem com memória de 2 GB 
Ponto fraco: não tem tecnologia 3G, o que torna a navegação na internet ruim
 Divulgação SU-33Wb 
Nokia 
R$ 200 
Características:
 é uma espécie de antena que se conecta aos aparelhos Nokia pelo Bluetooth. Estará à venda a partir de junho 
Ponto forte: você pode trocar de celular e continuar usando Nokia 
Ponto fraco: é preciso andar com dois aparelhos no bolso para poder assistir à TV
 Divulgação Star Lite TV 
Samsung 
R$ 600 
Características:
 tela de 2,8 polegadas e memória de 2 GB, que permite gravação de até oito horas 
Ponto forte: é um dos poucos celulares que permitem a transferência de vídeos para um computador 
Ponto fraco: em alguns formatos, a imagem pode ser cortada nas bordas

George Israel recria suas parcerias com Cazuza

DANILO CASALETTI
Flavio Colker/Divulgação
PARCEIRO
Israel conheceu Cazuza no início dos anos 80
(Foto: Flavio Colker/Divulgação)
Solidão que nadaBrasilBurguesia. São músicas de Cazuza. E assim ficaram conhecidas. Mas elas também são músicas de George Israel, do Kid Abelha – banda que passa por um período de “férias” sem previsão de término -, e de outros parceiros. 

Aliás, a parceria de Cazuza e Israel tem muito mais frutos que esses três grandes clássicos da música brasileira. São 17 ao todo, número que surpreendeu o próprio músico, quando, no ano passado, perguntaram-lhe quantas músicas os dois haviam assinados juntos. 

Foi a partir dessa dúvida que ele resolveu rever suas parcerias com o poeta da geração anos 80 e reuni-las em um CD batizado de 13 parcerias com Cazuza. Gravado com a produção de Dadi, o disco traz canções que ficaram perdidas na discografia de Cazuza e de outros artistas. 

“São canções que estavam empoeiradas. Eu quis tirá-las da gaveta”, afirma Israel, que chamou nomes como Ney Matogrosso Elza Soares, Frejat, Marcelo D2, Tico Santa Cruz, Paulo Ricardo, Evandro Mesquita para participações nas faixas. “Tudo foi nascendo no estúdio. As músicas pediram a presença desses artistas”, diz. 

O álbum, o terceiro da carreira solo de Israel, ainda traz a inédita Você Vai Me Enganar Sempre 2, também com Nilo Romero, encontrada em uma fita cassete com a voz de Cazuza. O áudio foi recuperado e usado para um dueto virtual entre Israel e seu antigo parceiro, que ele conheceu no início dos anos 80, no lendário Circo Voador. 

O CD será lançado nesta quarta-feira (2) em um show no Canecão, no Rio de Janeiro, e contará com as participações de Ney Matogrosso, Sandra de Sá, Elza Soares, Leo Jaime, Bi e Barone e Os Roncadores. A apresentação vai ser registrada para o lançamento de um DVD com direção de Pedro Paulo Carneiro. 

O músico falou a ÉPOCA sobre o projeto, sobre seu processo de composição com Cazuza e da criação do clássico Brasil.

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